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	<description>alimento espiritual para a sua vida</description>
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		<title>Meditações Diárias 2012, Jesus a preciosa graça, Março</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 01:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus a preciosa graça]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações Diárias]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2012-jesus-a-preciosa-graca-marco" class="excerpt_thumb_link" title=" " >
               <img src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/12111g.gif"  class="excerpt_thumb  " width="150" height="150" alt="thumb" /></a><p><p>Jesus a preciosa graça (William G. Johnson) Pela graça, boas coisas acontecem até em um mundo mau. Aos olhos do observador desatento, pode parecer sorte ou acaso. Mas os que conhecem Jesus sabem que tal bondade imerecida é a expressão de Sua graça. Abra as páginas deste devocional e tenha um encontro diário com Jesus .....&nbsp;&nbsp;&nbsp; <a href="http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2012-jesus-a-preciosa-graca-marco">[Leia Mais]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><img style="margin: 0px 20px 0px 0px;" title="12111g" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/12111g.gif" alt="12111g" width="110" height="185" align="left" border="0" />Jesus a preciosa graça (William G. Johnson)<br />
Pela graça, boas coisas acontecem até em um mundo mau.<br />
Aos olhos do observador desatento, pode parecer sorte ou acaso.<br />
Mas os que conhecem Jesus sabem que tal bondade imerecida é a expressão de Sua graça.<br />
Abra as páginas deste devocional e tenha um encontro diário com Jesus e Sua surpreendente, infinita e transformadora graça.</p></blockquote>
<p>1º de março Quinta<a name="1"></a></p>
<h4>O Segredo da Vitória</h4>
<p><em><br />
Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono. Apocalipse 3:21</em></p>
<p>O tema da vitória é apresentado intensamente no livro de Apocalipse. Cada uma das mensagens às sete igrejas se encerra com uma promessa ao que vencer (Ap 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Mas como podemos vencer? As forças espirituais arregimentadas contra nós parecem tão poderosas e nós somos tão fracos. Como podemos sair vitoriosos nessa batalha? Em nossa fraqueza encontra-se o segredo da vitória. Se nos submetermos ao Salvador e nos apoiarmos totalmente nEle, todas as forças do inferno serão afastadas de nós.</p>
<p>Prezado amigo, quero partilhar com você uma promessa que reconheço ser verdadeira, pois já a coloquei à prova vez após outra, e nunca falhou: “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a pessoa que sente seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 182).</p>
<p>Note a tríplice fórmula da citação:</p>
<p>1. Oração. A vida do vencedor é de oração. A oração que vive e respira a presença de Deus, a oração proferida ou silenciosa, a oração em meio às tarefas e aos cuidados diários.</p>
<p>2. Estudo da Palavra. O estudo da Palavra de Deus e a vida vitoriosa andam de mãos dadas. O estudo da Bíblia com oração é capaz de nos fortalecer no Senhor e em Sua vontade. A leitura esporádica nos deixa fracos e vacilantes; contribui para o fracasso. E não ler significa que rapidamente cairemos presas do inimigo.</p>
<p>3. Fé na constante presença de Deus. Vivemos pela fé. A fé é a essência da vida cristã. Ao nosso redor, as forças do secularismo e do materialismo nos envolvem com seu poder, seduzindo-nos a lançar nossa sorte com elas e a “comer, beber e alegrar-nos”. Mas a fé diz “não”! Há mais abundância de vida do que nossos olhos podem enxergar. Existe outro mundo, o reino de realidade suprema, a presença de Deus. Essa vida passageira não é tudo o que existe. Deus nos criou para Ele!</p>
<p>Tente. Lance-se nos braços de Deus. Quanto mais fraco se sentir, maior será a força dEle em você. Jesus, o vitorioso, lhe concederá o poder da vitória.</p>
<p>2 de março Sexta<a name="2"></a></p>
<h4>Reservatórios de Neve</h4>
<p><em><br />
Acaso você entrou nos reservatórios de neve, já viu os depósitos de saraiva [...]? Jó 38:22</em></p>
<p>Nenhuma invenção ou tecnologia humana é capaz de resistir à força das geleiras. Esse rio de gelo em movimento empurra qualquer barreira que tentamos colocar em seu caminho.</p>
<p>A neve acumulada ao longo de inúmeros anos se compacta e se transforma em gelo tão denso que todas as bolhas de ar são expelidas. À medida que as camadas de gelo formam paredes de vários metros de espessura, se inicia uma lenta descida para o vale, um peso enorme abre caminho pela camada rochosa, arranhando a superfície da Terra, apanhando pedras e triturando-as até virarem pó.</p>
<p>As geleiras são ao mesmo tempo lindas e terríveis. De longe, parecem silenciosas e imóveis, a luz do sol reflete o azul de sua superfície irregular. Mas, de perto, as geleiras emitem um som agudo por causa da profunda tensão ao percorrerem seu curso inevitável. As geleiras são perigosas. A neve esconde grandes fendas que abrigam trevas impenetráveis.</p>
<p>Já vi geleiras em vários lugares, mas apenas depois de visitar o Alasca é que comecei a compreender seu espantoso poder. Voamos de Denver para Anchorage, e por duas horas observei lá do alto uma vasta extensão de montanhas irregulares carregadas de neve com inúmeras geleiras avançando sobre incontáveis vales. Uma cena da beleza selvagem de tirar o fôlego.</p>
<p>Alguns dias mais tarde, Noelene e eu passeamos a bordo de um pequeno barco pelo Estreito Prince William. Observamos geleiras mergulharem no mar. Elas se desprenderam bem diante de nossos olhos como paredes imensas de gelo que racharam e se desmoronaram na água.</p>
<p>Por muitos anos, pensou-se que não existisse vida nas geleiras. Mas isso não é verdade. Um verme minúsculo, tão pequeno quanto um fiozinho de linha, vive próximo à superfície entre os cristais de gelo. Assim que as sombras encobrem a geleira, essa pequenina criatura, parecida com a minhoca, emerge para se alimentar do pólen que se alojou sobre a superfície.</p>
<p>“Acaso você entrou nos reservatórios de neve?”, o Senhor perguntou a Jó. Certamente, Jó já tinha ouvido falar em neve, e quem sabe até visto; às vezes neva em Jerusalém e nas áreas ao redor. Mas Jó não tinha a menor ideia de como era um rio acumulado de neve – a geleira.</p>
<p>Do mesmo modo, temos apenas uma vaga noção das maravilhas do mundo que Deus criou – e de Sua graça.</p>
<p>3 de março Sábado<a name="3"></a></p>
<h4>Ali Não Haverá Noite</h4>
<p><em><br />
Suas portas jamais se fecharão de dia, pois ali não haverá noite. Apocalipse 21:25</em></p>
<p>Você consegue imaginar como deve ser morar em um lugar em que nunca fica escuro?</p>
<p>As pessoas que habitam as regiões do extremo norte têm uma ideia de como seria viver assim. Quanto mais ao norte do planeta estivermos, notaremos que o Sol demora mais a se pôr durante o verão, até chegarmos ao Círculo Ártico. Ao norte do Círculo Ártico passam-se vários dias sem que o Sol se ponha.</p>
<p>Passei alguns dias no Alasca durante o mês de junho, e vivi uma experiência totalmente nova. Apesar de ter ficado em Palmer, cerca de 50 quilômetros ao norte de Anchorage e bem abaixo do Círculo Ártico, o pôr do sol ocorreu apenas às 23h45. Mesmo depois de o Sol ter desaparecido, ainda ficou claro. Às 4h30 da manhã seguinte, o Sol nasceu, e eu acordei. As pessoas já estavam saindo para trabalhar. O caminhão de lixo estava passando, os jornais já tinham sido entregues.</p>
<p>Pelo fato de não escurecer, dormir é um problema. Mesmo com as cortinas fechadas, o quarto fica claro; e assim que o raio de Sol encontra uma brecha, penetra seus olhos.</p>
<p>Com luz contínua, a terra produz em abundância extraordinária. Vi a peônia mais bela que já encontrei – de vermelho intenso, com múltiplas camadas e 23 centímetros de largura. Disseram-me que os repolhos chegam a pesar 45 quilos (isso é muita salada!), as cenouras chegam a 13,5 quilos cada uma, e são muito suculentas por causa do crescimento acelerado.</p>
<p>Ali não há noite! Mas apenas por um tempo. Após a glória do verão, os dias começam a encurtar, e a noite vem a passos largos. Na metade do inverno em Anchorage, o Sol exibe-se apenas por algumas horas. Ao norte do Círculo Ártico, mal aparece.</p>
<p>Com a noite vem a maldição das trevas: alcoolismo, divórcio, suicídio. Em nível puramente natural, somos criaturas da luz. Trevas infindas nos encobrem.</p>
<p>No novo céu e na nova Terra, o povo de Deus passará a ter uma existência que não podemos compreender nesta vida. Ali, andaremos na luz do Cordeiro, que veio para o nosso planeta, armou Sua tenda entre nós por um período, revelou a glória do Pai e morreu no Calvário para nos oferecer a vida eterna. Ali não haverá noite.</p>
<p>4 de março Domingo<a name="4"></a></p>
<h4>A Graça é uma Festa</h4>
<p><em><br />
“Vamos festejar! Vamos alegrar-nos! Meu filho está aqui. Foi dado como morto e agora está vivo! Foi dado como perdido e agora foi encontrado!” E eles começaram a festejar e alegrar-se. Lucas 15:23, 24, The Message</em></p>
<p>A graça é uma festa. Parece espantoso, até surpreendente. Mas foi isso que Jesus ensinou.</p>
<p>É assim. Estamos aqui. Talvez nunca estivéssemos, mas estamos porque a festa não seria completa sem a nossa presença. No mundo acontecem coisas lindas e terríveis, mas Deus diz: “Não tema. Estou ao seu lado. Nada pode nos separar. Eu criei o Universo para você. E o amo.”</p>
<p>Essas palavras parecem espantosas demais para serem verdadeiras, mas de fato são. A parábola mais famosa de Jesus, uma história muito apreciada ao redor do mundo em todas as eras, fala a respeito de um pai amoroso e seus dois filhos.</p>
<p>Os pregadores geralmente se referem a essa história como “A Parábola do Filho Pródigo”, mas essa é, na verdade, a história de dois filhos. O mais jovem se entregou aos prazeres da juventude, voltou esfarrapado para o lar e foi aceito. Mas o irmão tinha uma série de problemas diferentes. No fim da história, está do lado de fora da casa, discutindo com o pai, enquanto o mais jovem está seguro dentro do lar.</p>
<p>Assim como muitas parábolas de Jesus, essa possui um fim surpreendente. Ela inverte a escala de valores humanos. Um filho, o “bonzinho”, trabalhou arduamente e nunca fez nada que manchasse o nome da família. Mas ele não “entendeu”.</p>
<p>A graça é algo que você nunca poderá obter por esforço próprio; você pode apenas recebê-la de presente. Não há como merecê-la ou comprá-la. É um presente. Assim como qualquer outro presente, a graça pode ser nossa apenas se estendermos a mão e a aceitarmos.</p>
<p>O personagem principal da história, no entanto, não é nenhum dos filhos, mas o pai. Ele nunca desiste dos filhos, nunca deixa de esperar e aguardar. E no momento em que o filho pródigo aparece, ele corre para encontrá-lo, reprime suas declarações de tristeza e manda buscar a melhor roupa e o anel.</p>
<p>E dá uma festa.</p>
<p>Espantoso, mas real. A graça é uma festa.</p>
<p>5 de março Segunda<a name="5"></a></p>
<h4>Recebendo de Graça</h4>
<p><em><br />
Vocês receberam de graça; deem também de graça. Mateus 10:8</em></p>
<p>Não sei o que é mais difícil – dar ou receber gratuitamente. Os seres humanos dão esperando sempre algo em troca; Deus não age assim. Os seres humanos recebem sempre procurando introduzir um elemento de mérito ou valor pessoal; Deus fica contente em receber-nos exatamente como somos.</p>
<p>Para nós, é muito difícil receber sem merecer. No fim do filme, no momento em que aparecem os créditos, queremos sempre que nosso nome apareça, mesmo as letras sendo tão miúdas.</p>
<p>No Antigo Testamento, há uma história muito conhecida mesmo entre as crianças e relembrada em algumas canções – a cura de Naamã, o comandante do exército da Síria. Uma menina israelita levada cativa por Naamã falou a respeito de um grande profeta de seu país, famoso por realizar milagres. Certamente ele poderia ajudar seu mestre! Assim, Naamã partiu para Israel acompanhado de servos para carregar os presentes que levava consigo. Após um encontro contencioso com o rei de Israel e ter que engolir o orgulho, Naamã por fim concordou em fazer aquilo que Eliseu, que não lhe falou pessoalmente, prescreveu para ser curado: banhar-se sete vezes no rio Jordão. E uma das canções enfatiza que, ao sétimo mergulho, Naamã foi curado.</p>
<p>Mas o restante da história raramente recebe atenção. Eliseu tinha um servo muito ambicioso, Geazi. Depois de ser curado, Naamã quis a todo custo presentear Eliseu. O profeta, porém, recusou aceitar qualquer coisa; o milagre havia sido realizado por Jeová, não por Eliseu. Unicamente Deus era digno do louvor e do crédito.</p>
<p>Assim, Naamã partiu para seu país, levando consigo todos os presentes de volta. O servo Geazi decide resolver a questão à sua maneira. Até aqui Geazi havia sido apenas um mero espectador na história, testemunhando Naamã ser curado e depois as tentativas inúteis de recompensar Eliseu. Geazi pensou: Isso não está certo! Naamã recebeu o presente da cura e, por isso, deve dar algo em troca. Eliseu é bobo de não aceitar seus presentes.</p>
<p>Geazi corre atrás de Naamã e seus servos. Ao alcançá-los, mente e diz a Naamã que Eliseu havia mudado de ideia e que finalmente havia decidido aceitar os presentes. Com muita alegria, Naamã lhe entregou o dinheiro e os trajes finos, mas o presente se transformou numa maldição no momento em que a lepra de Naamã passou para o ambicioso Geazi.</p>
<p>Não é fácil receber gratuitamente. Mas essa é a essência do evangelho. Não oferecemos nada; recebemos tudo.</p>
<p>6 de março Terça<a name="6"></a></p>
<h4>O Cristo Atemorizante</h4>
<p><em><br />
Assim como houve muitos que ficaram pasmados diante dEle; Sua aparência estava tão desfigurada, que Ele Se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano; de igual modo Ele aspergirá muitas nações, e reis calarão a boca por causa dEle. Isaías 52:14, 15</em></p>
<p>O Cristo atemorizante? Essa ideia parece impossível! Conhecemos o Cristo gentil, o Cristo bondoso, o Cristo resoluto, o Cristo crucificado, mas não o Cristo atemorizante. Mas é exatamente assim que Isaías, o profeta evangelista, resumiu o ministério de Jesus nessa passagem impressionante.</p>
<p>Jesus, segundo a Bíblia, atemoriza em dois aspectos. Primeiro, Ele causa pavor devido à Sua aparência, que está tão desfigurada que Ele nem aparenta mais um ser humano. Com essas poucas palavras, Isaías descreve o sofrimento de Jesus registrado nos quatro Evangelhos 700 anos mais tarde. Mateus, Marcos, Lucas e João contaram que Jesus foi espancado, cuspido e que uma coroa de espinhos foi cravada em Sua cabeça. Eles registraram especialmente que os soldados romanos O chicotearam, o que certamente foi o momento mais doloroso de toda a violência a que Ele foi submetido. “O chicote romano (phragellion, do latim flagellum) era um instrumento cruel de tortura. Em suas tiras de couro costumava-se prender pedaços de metal ou de ossos para aumentar o sofrimento. [...]</p>
<p>A vítima era despida até a altura da cintura, geralmente presa a um poste com as mãos atadas uma à outra, e chicoteada nas costas com golpes dilacerantes. Eusébio (Hist. Eccl. iv. 15) registrou que os mártires de Esmirna, torturados por volta de 155 d.C., foram espancados com tamanha crueldade que as veias, os músculos e os tendões foram expostos, até mesmo as entranhas ficaram à vista” (Seventh-day Adventist Bible Dictionary [1979], p. 988).</p>
<p>Jesus suportou tudo isso e muito mais. Por mais intensa que tenha sido a dor física que Ele suportou, pior ainda foi o fato de a face do Pai ter se ocultado no momento em que o peso do pecado da humanidade foi colocado sobre Seus ombros.</p>
<p>A Bíblia revela, porém, que Jesus atemoriza de outra maneira também. Muitas nações se assombrarão perante Ele; reis ficarão em silêncio diante de Sua presença. “Nações de todo o mundo temerão, ficarão espantadas, os reis ficarão chocados em silêncio ao vê-Lo” (Is 52:15, The Message). Pois o Jesus do Calvário, submetido a tamanho sofrimento e tortura, é o Filho de Deus, que voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores.</p>
<p>7 de março Quarta<a name="7"></a></p>
<h4>O Cristo Resoluto</h4>
<p><em><br />
Porque o Senhor, o Soberano, me ajuda, não serei constrangido. Por isso eu me opus firme como uma dura rocha, e sei que não ficarei decepcionado. Isaías 50:7</em></p>
<p>O Cristo de postura firme. Essa é uma imagem que geralmente não temos de Jesus. Estamos acostumados com os generais cuja fisionomia demonstra determinação inflexível – os Pattons, Napoleões e Eisenhowers – mas não Jesus de Nazaré. Preferimos pensar nEle como o Bom Pastor amparando as ovelhas em Seus braços.</p>
<p>Mas a profecia de Isaías se cumpriu na descrição de um dos evangelhos que ecoa as palavras do profeta: “Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos Céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém” (Lc 9:51). Marcos registrou mais detalhes: “Eles estavam subindo para Jerusalém, e Jesus ia à frente. Os discípulos estavam admirados, enquanto os que O seguiam estavam com medo” (Mc 10:32).</p>
<p>Trata-se de uma cena poderosa: Jesus caminha à frente do grupo, talvez desejoso de ficar a sós com Seus pensamentos. Os discípulos O seguem apreensivos. O comportamento de Jesus, agora tão diferente, os deixa surpresos e ansiosos. Sua fisionomia está séria, Seus olhos brilham com intensidade, todo Seu ser transparece determinação. Está decidido e prosseguirá, não importa o preço a ser pago.</p>
<p>O resultado parece inevitável: Jesus escolheu ir a Jerusalém, mesmo ciente de que a rejeição, o desprezo, a traição, a tortura e a morte O aguardavam naquele lugar. Sua vida não era um roteiro a ser seguido; Ele não era um ator, muito menos uma marionete. Ele poderia ter escolhido não ir a Jerusalém e não Se submeter à cruz. Poderia ter abortado Sua missão a qualquer instante. Veio à Terra “com risco de fracasso e ruína eterna” (O Desejado de Todas as Nações, p. 49).</p>
<p>Que Salvador! Que Senhor! O Cristo resoluto ganhou nossa salvação.</p>
<p>E nós, que escolhemos seguir Seus passos hoje, devemos esperar “um mar de rosas”, como diz o ditado? Será que o título que carregamos de “cristão” nos garante uma vida de obediência a Cristo calma, tranquila e confortável? Ou sabemos o que significa ficar firmes como uma dura rocha, determinados a permanecer fiéis a Ele a despeito das consequências?</p>
<p>Paulo conhecia a necessidade de manter uma postura firme. Contra todos os conselhos e advertências, partiu para Jerusalém, ciente de que a prisão e o sofrimento o aguardavam lá.</p>
<p>Isso é graça decidida – a graça do Cristo resoluto.</p>
<p>8 de março Quinta<a name="8"></a></p>
<h4>Estrela de Hollywood?</h4>
<p><em><br />
Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em Sua aparência para que O desejássemos. Isaías 53:2</em></p>
<p>É impressionante notar que os Evangelhos, que registram a vida e a morte de Jesus de Nazaré em quatro relatos diferentes, não apresentem nenhuma palavra que descreva Sua aparência física. Neles não encontramos nenhuma dica de Sua altura, feição, cor de pele ou cor dos olhos.</p>
<p>De tempos em tempos, os produtores de Hollywood decidem retratar Jesus. Para isso, selecionam sempre um ator de bela aparência. Eles, que atribuem tanto valor ao exterior, não conseguem imaginar que a Pessoa mais influente da história humana não tivesse uma aparência marcante.</p>
<p>Estão completamente errados. Em nenhum lugar dos Evangelhos, ou em qualquer outro lugar da Bíblia, lemos que as pessoas foram atraídas a Jesus por causa de Sua aparência. Muito pelo contrário. Isaías profetizou que o Messias não teria qualquer beleza ou majestade que atraísse os seres humanos, ou qualquer outra característica física que levasse homens e mulheres a desejarem estar com Ele.</p>
<p>O profeta Samuel, enviado por Deus para ungir o rei de Israel, precisou aprender essa lição. “Não considere sua aparência nem sua altura, pois Eu o rejeitei.</p>
<p>O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1Sm 16:7). Assim, o Senhor desconsiderou todos os filhos mais velhos de Jessé, formosos como eram, e escolheu o mais jovem, Davi, um simples adolescente.</p>
<p>Jesus não foi uma estrela de Hollywood. Todas as evidências registradas na Bíblia levam a concluir que Sua aparência era comum. Um comentário de Ellen White, conforme relatado por membros da família, apoia essa conclusão. Ela indicou certo retrato de Jesus como a representação mais próxima daquilo que viu em visão. E nesse retrato Jesus não é uma estrela de Hollywood.</p>
<p>Jesus não tinha uma bela aparência, mas que vida! Essa, sim, foi cheia de beleza. Não foi majestoso fisicamente, mas que caráter! Nenhum ser humano jamais chegou perto de possuir Sua justiça majestosa, repleta de misericórdia, cheia de graça e de verdade.</p>
<p>“O Rei da Glória muito Se humilhou ao revestir-Se da humanidade. [...] Sua glória foi velada, para que a majestade de Sua aparência exterior não se tornasse objeto de atração. [...] Jesus Se propôs que nenhuma atração de natureza terrena levasse homens ao Seu lado. Unicamente a beleza da verdade celeste devia atrair os que O seguissem” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 43).</p>
<p>9 de março Sexta<a name="9"></a></p>
<h4>Broto Saído de uma Terra Seca</h4>
<p><em><br />
Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Isaías 53:2</em></p>
<p>Na ocasião em que Abraham Lincoln concorreu à presidência dos Estados Unidos, seus partidários costumavam cantar o seguinte refrão:</p>
<p>O velho Abe Lincoln saiu do deserto,<br />
Do deserto, do deserto,<br />
O velho Abe Lincoln saiu do deserto,<br />
Em Illinois.</p>
<p>Aquela figura alta e melancólica parecia um candidato pouco indicado para liderar a jovem nação norte-americana que enfrentava um de seus maiores testes – a guerra civil por causa da questão da escravidão. Lincoln, no entanto, homem honesto, justo e modesto, continuamente denegrido por membros de seu próprio gabinete, provou ser a pessoa certa para enfrentar aquela situação. Suas convicções inabaláveis mantiveram o Norte na direção certa. Seus discursos públicos, colocados de lado ou menosprezados por seus contemporâneos, estavam repletos de profunda compaixão, justiça e sabedoria.</p>
<p>Abraham Lincoln, sem dúvida o maior presidente dos Estados Unidos, foi um broto saído de uma terra seca.</p>
<p>Mas o que dizer de Jesus, o Filho de Maria? Ele veio de Nazaré, um pequeno vilarejo que carregava uma péssima reputação. “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”, exclamou o devoto Natanael (Jo 1:46). Os Evangelhos nos dão uma ideia de como eram os vizinhos de Jesus. Na ocasião em que Jesus pregou na sinagoga da cidade, a mensagem não agradou os habitantes de Nazaré. Eles ficaram com raiva, O levaram para fora da cidade e tentaram jogá-Lo do penhasco (ver Lc 4:28-30).</p>
<p>Ainda assim, cometemos o mesmo erro de Natanael. Sem pensar duas vezes, desprezamos alguém por não ter os laços familiares certos, a instrução certa, a cor de pele certa ou a conta bancária certa. Até mesmo sem vê-las, sem mesmo dar-lhes uma chance, tiramos nossas conclusões baseados em preconceitos e ideias preconcebidas.</p>
<p>Para mim, esse pensamento é assustador. O Messias veio de Nazaré. O broto de Deus saído de uma terra seca. Hoje quero que meus olhos sejam abertos para ver o broto de Deus, a despeito da terra.</p>
<p>10 de março Sábado<a name="10"></a></p>
<h4>Belos Pés</h4>
<p><em><br />
Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas-novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina!” Isaías 52:7</em></p>
<p>Pode ser que alguém discorde, mas nunca pensei nos pés como uma parte bela do corpo. Para mim, os pés pertencem à categoria das “partes menos honrosas” mencionadas por Paulo, mas que nem por isso deixam de ser essenciais ao corpo.</p>
<p>Gosto muito de caminhar. Nos últimos 30 anos também tenho praticado corrida, se bem que com menos frequência à medida que o tempo passa. Noelene e eu sempre começamos nosso dia com uma caminhada e um período de oração no parque. Às vezes caminhamos à tarde. Ao longo dos anos, calculo que demos uma volta ao mundo e um pouco mais. Com 17 maratonas no currículo, mais o tempo gasto em treino, meus pés já percorreram milhares de quilômetros.</p>
<p>Após corridas longas, meus pés parecem que foram surrados. Ao observar as unhas escuras, Noelene sempre me diz:</p>
<p>– Você tem os pés mais feios do mundo!</p>
<p>Ela provavelmente tem razão, mas toda vez essa observação soa como um insulto para meus fiéis suportadores de peso, e um golpe cruel à minha pessoa.</p>
<p>Depois de muita insistência por parte de minha esposa (e, confesso, devido a um calo recalcitrante na planta do meu pé esquerdo que me fazia mancar), cedi e marquei uma consulta com o podólogo. Apreensivo, esperava ouvi-lo dizer: “Uau! Seus pés são realmente feios!” Mas, em vez disso, ele exclamou num tom que quase transpareceu admiração:</p>
<p>– Você tem pés muito fortes.</p>
<p>Até que enfim! Lá no fundo eu sabia. Talvez não sejam bonitos, tudo bem, definitivamente feios, mas fortes. Para que servem os pés, afinal? Quem quer pés bonitos se não forem fortes?</p>
<p>Calma. A Bíblia fala de pés belos. Pés que cruzam as montanhas para levar as boas-novas. Pés que talvez fiquem machucados por terem que percorrer grandes distâncias, caminhos difíceis, rios, geleiras e desertos para proclamar a salvação e dizer: “O seu Deus reina!”</p>
<p>Deus considera belos esses pés surrados. O que eles fazem é mais importante do que correr numa maratona. Esses são como os pés de Cristo, comprometidos em andar em benefício alheio em missões de misericórdia.</p>
<p>Posso ter belos pés.</p>
<p>11 de março Domingo<a name="11"></a></p>
<h4>Calvário</h4>
<p><em><br />
Mas Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre Ele, e pelas Suas feridas, fomos curados. Isaías 53:5</em></p>
<p>Não foram os romanos que inventaram a cruz. Mas eles adotaram a ideia e a colocaram em prática por séculos para deter a todo custo a oposição ao império.</p>
<p>A cruz cumpriu muito bem o seu propósito. Foi utilizada na grande maioria das vezes como um meio de execução pública. O inimigo da paz romana era forçado a desfilar pelas ruas, carregando a cruz ou parte dela. Os transeuntes viam – e tremiam diante da cena. O local de execução era público. O objetivo era que todos vissem o destino daqueles que ousavam levantar-se contra Roma! E a morte vinha lentamente. Às vezes, a vítima permanecia vários dias pregada ou amarrada à cruz, até que a exposição ao Sol e a perda de fluidos corporais trouxessem o tão esperado alívio da morte.</p>
<p>Os romanos fizeram grande uso da cruz, mas nunca para executar os compatriotas. Nas ocasiões em que alguns imperadores ignoraram essa restrição, a indignação se espalhou entre o povo e surgiram revoltas. A cruz simbolizava vergonha e humilhação – algo terrível demais para um cidadão romano. O apóstolo Paulo, por exemplo, cidadão romano, não foi crucificado. Ele foi executado pela espada.</p>
<p>Mas Jesus de Nazaré, que não tinha a cidadania romana, podia ser crucificado, e foi. “O imaculado Filho de Deus pendia da cruz, a carne lacerada pelos açoites; aquelas mãos tantas vezes estendidas para abençoar, pregadas ao lenho; aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor, cravados no madeiro; a régia cabeça ferida pela coroa de espinhos; aqueles trêmulos lábios entreabertos para deixar escapar um grito de dor.</p>
<p>“E tudo quanto sofreu – as gotas de sangue a Lhe correr da fronte, das mãos e dos pés, a agonia que Lhe atormentou o corpo, e a indizível angústia que Lhe encheu a alma ao ocultar-se dEle a face do Pai – tudo fala a cada filho da família humana, declarando: É por ti que o Filho de Deus consente em carregar esse fardo de culpa; por ti Ele destrói o domínio da morte, e abre as portas do Paraíso. Aquele que impôs calma às ondas revoltas, e caminhou por sobre as espumejantes vagas, que fez tremerem os demônios e fugir a doença, que abriu os olhos cegos e chamou os mortos à vida – ofereceu-Se a Si mesmo na cruz em sacrifício, e tudo isso por amor de ti.</p>
<p>Ele, o que leva sobre Si os pecados, sofre a ira da justiça divina, e torna-Se mesmo pecado por amor de ti” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 755, 756).</p>
<p>12 de março Segunda<a name="12"></a></p>
<h4>Viver Para Sempre</h4>
<p><em><br />
Pois vejam! Criarei novos céus e nova terra, e as coisas passadas não serão lembradas. Jamais virão à mente! Isaías 65:17</em></p>
<p>Você já imaginou como será viver para sempre? Atingir os 100 anos de idade e estar apenas começando? Completar 500 anos e ainda ser considerado um bebê e então ultrapassar a idade de Matusalém, 969 anos, o período mais longo de vida registrado na Bíblia, até atingir 1.000 anos? E pensar que ainda assim um futuro sem fim se estende à sua frente!</p>
<p>É quase impossível imaginar algo assim. Estamos acostumados a medir o tempo em dias, meses e anos. Temos como parâmetro a expectativa de 60 a 80 anos de vida. Se alguém completa um século de existência, recebe uma carta do presidente ou da rainha. São raros os que continuam vivos o bastante para sair nos noticiários antes de falecer aos 118 anos ou quem sabe um pouco mais.</p>
<p>Na nova criação de Deus não haverá morte. Não havia morte no Éden; não haverá morte no Éden restaurado. A morte é um inimigo, e será o último inimigo a ser vencido.</p>
<p>Em vista do que conhecemos hoje, viver para sempre pode parecer entediante. Mas pensamos assim apenas porque não conseguimos compreender a habilidade de Deus de introduzir uma ordem social totalmente nova. Totalmente nova e totalmente melhor.</p>
<p>Uma citação de Ellen White (uma de minhas favoritas, que sempre mantenho em mente) afirma o seguinte a respeito da nova ordem de Deus: “Sempre sentiremos o frescor da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo” (O Grande Conflito, p. 676).</p>
<p>Que maravilha! Amo a manhã. Acordo e louvo a Deus pelo novo dia que nasce para me saudar, brilhante de esperança, radiante de boas expectativas. Na nova criação de Deus sempre sentiremos o frescor da manhã que traz energia e esperança. Os anos não a diminuirão, os milênios não a enfraquecerão.</p>
<p>Nessa esperança de futuro encontramos a linha de divisão final entre os crentes e descrentes. Para os últimos, esta vida, a ordem social atual, é tudo o que podem imaginar. Apenas esta vida, nada mais. Assim bebam, comam e divirtam-se, pois logo chegará o fim.</p>
<p>Mas, para os seguidores de Jesus, esta vida não é o fim. Nosso Salvador e Senhor nos oferece vida em abundância, aqui e agora, e a promessa de uma existência eterna, repleta de alegria genuína. Aleluia! Que Salvador!</p>
<p>13 de março Terça<a name="13"></a></p>
<h4>A Máquina de Cortar Grama</h4>
<p><em><br />
O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade. Provérbios 17:17</em></p>
<p>Há algum tempo o jornal Washington Post publicou a fotografia de um homem idoso com uma longa barba branca encaracolada. Ele usava um chapéu de vaqueiro, que havia comprado no México 15 anos antes, decorado com uma corrente de pesos, a moeda mexicana. Estava sentado numa máquina de cortar grama da marca John Deere 1966.</p>
<p>A história que acompanhou a foto tinha como título: “Uma Máquina de Cortar Grama na Estrada.” Trata-se da história de Alvin Ray Straight, 73 anos, que dirigiu sua máquina de cortar grama de Laurens, Iowa, até Blue River, Wisconsin, um total de 400 quilômetros de distância, a uma velocidade de cinco quilômetros por hora. Straight levou seis semanas para completar o percurso.</p>
<p>Comentaristas de rádio e repórteres passaram um dia ao lado desse sujeito idoso de cabelos grisalhos que percorria lentamente estradas secundárias, plantações de milho e pastos, rebocando um trailer improvisado com uma cama de espuma, algumas cobertas e comida.</p>
<p>Não se tratava de uma comédia, mas de uma história de amor. Straight desejava ver seu irmão, Henry, que tinha sofrido um derrame. O que um homem podia fazer morando a 48 quilômetros de distância da rodoviária mais próxima (e que não confia nos motoristas), numa idade em que já não enxerga muito bem para dirigir um carro, com um irmão de 80 anos de idade e o tempo se esgotando a cada segundo? Straight passou o inverno inteiro “matutando” para descobrir como resolveria o problema. Por fim, decidiu fazer a viagem do seu jeito, com as próprias mãos ao volante.</p>
<p>A primeira máquina de cortar grama que usou durou apenas 50 quilômetros antes de o motor fundir. Voltou guinchado para casa, comprou outra máquina, agora da marca John Deere, e começou tudo de novo. Após quatro dias de viagem, teve que trocar o motor de arranque e o gerador. Depois de rodar 145 quilômetros ficou sem dinheiro. Receberia a aposentadoria apenas dali a duas semanas. Estacionou no acostamento e esperou.</p>
<p>A 50 quilômetros da divisa de Wisconsin, Straight foi obrigado a esperar mais uma semana devido às fortes chuvas. Finalmente, chegou ao trailer do irmão em Blue River. A máquina de cortar grama quebrou e Straight completou os quilômetros finais guinchado por um fazendeiro.</p>
<p>O que fez Alvin Straight percorrer aquela longa estrada em sua máquina de cortar grama barulhenta? Ele disse: “Tinha que ver meu irmão.” Isso me faz lembrar de outro Irmão que não conseguiu ficar em casa.</p>
<p>14 de março Quarta<a name="14"></a></p>
<h4>Colarinho Engomado</h4>
<p><em><br />
Não temos a pretensão de nos igualar ou de nos comparar com alguns que se recomendam a si mesmos. Quando eles se medem e se comparam consigo mesmos, agem sem entendimento. 2 Coríntios 10:12</em></p>
<p>O espírito de justiça própria ou crítica nunca está longe do povo de Deus, como ilustrado num incidente engraçado relatado pelo pioneiro adventista Tiago White.</p>
<p>Durante o mês de junho de 1844, o jovem Tiago White, com 22 anos de idade, participou de uma reunião adventista realizada em Poland, Maine, Estados Unidos, em que compareceram aproximadamente 40 fiéis. Estava calor e a roupa de Tiago White sujou durante a viagem. Surpreso, durante a reunião, Tiago ouviu certo irmão H orar: “Ó Senhor, tenha misericórdia do irmão White. Ele é orgulhoso e será condenado a menos que se livre do orgulho. Tenha misericórdia dele, Senhor, e livra-o do orgulho. [...] Quebre-o, Senhor, e torne-o humilde. Tenha misericórdia dele. Tenha misericórdia.” A oração continuou por um bom tempo.</p>
<p>Quando o irmão H terminou, todos estavam em silêncio absoluto. Tiago White finalmente falou: “Irmão H, temo que tenha se equivocado quanto às informações que deu ao Senhor. Você diz que sou orgulhoso. Penso que isso não seja verdade. Por que dizer isso a Deus? [...] Bem, se sou orgulhoso, [...] diga diante das pessoas aqui presentes que sou orgulhoso. Isso diz respeito à minha aparência geral, ou à minha forma de falar, orar ou cantar? [...] Por favor, examine-me. Será que são minhas botas remendadas? Meu casaco empoeirado? Meus trajes quase em farrapos? Minhas calças sujas? Ou o velho chapéu que uso?”</p>
<p>O irmão H assegurou a Tiago White que não era por causa de nada daquilo. Em vez disso, informou-lhe que o símbolo de orgulho do irmão White era o colarinho de linho engomado que usava na ocasião. Tiago White imediatamente explicou que a sua camisa estava suja e uma irmã piedosa havia se oferecido para lavá-la. Enquanto isso, emprestou-lhe uma das camisas do esposo, que tinha o colarinho de linho engomado. Logo em seguida, o irmão H caiu novamente de joelhos e orou: “Ó Senhor, acabei de orar em favor do irmão White e ele está zangado comigo por causa disso. Tenha misericórida dele! Tenha misericórdia!”</p>
<p>Essa foi a primeira experiência de Tiago White com os fanáticos. Sempre que o espírito de crítica e justiça própria se manifestar, podemos estar certos de que nos afastamos de Jesus.</p>
<p>15 de março Quinta<a name="15"></a></p>
<h4>Mookie</h4>
<p><em><br />
Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Filipenses 2:4</em></p>
<p>Ao nosso redor, todos os dias, Deus escreve lindas histórias repletas de Sua graça. Para acompanhá-las, basta abrirmos nossos olhos. Às vezes, essas histórias acontecem bem ao nosso lado. Um exemplo é a história de Mookie, no escritório da Adventist Review.</p>
<p>Certo dia, Merle Poirier, uma das funcionárias do escritório, leu um anúncio publicado por um dos jornais locais convidando voluntários para se comprometerem em treinar um cachorro que ajudaria uma pessoa portadora de deficiência visual a viver com mais qualidade e independência. A organização Guiding Eyes for the Blind se encarrega da procriação dos filhotes e procura pessoas para doar 18 meses de sua vida a fim de treinar o cachorro, que, após esse período, será devolvido para a organização. E foi assim que Mookie, um labrador macho de cor preta, entrou para a família Poirier.</p>
<p>Primeiro, Merle teve que fazer um curso de seis semanas para aprender a treinar o filhote. Mookie ficava sempre preso à guia e aprendeu a não latir, a não pular nas pessoas ou a não se alimentar até que recebesse permissão para isso. Por incrível que pareça, ele aprendeu a obedecer a tal ponto que chegou a ficar em frente à tigela de comida, com a saliva escorrendo pelo canto da boca, mas sem tocá-la até Merle dar-lhe a ordem. Mookie abriu mão de tudo o que os cachorros naturalmente fazem para que um dia pudesse guiar um deficiente visual ao trabalho, ao supermercado, ao banco ou ao correio.</p>
<p>Mookie, no entanto, começou a trabalhar muito antes do tempo determinado, de uma maneira totalmente inesperada. Numa sequência cruel de eventos, a doença bateu à porta do lar da família Poirier. O marido, Tim, foi submetido a uma série de cirurgias e passou muito tempo se recuperando em casa. Durante esses meses de provação, Mookie ajudou a família a permanecer unida, levando para longe a preocupação do momento. E Tim, sozinho por longos períodos, encontrou em Mookie um companheiro.</p>
<p>Mookie recebeu um colete que o identificava como cão em treinamento da organização Guiding Eyes. A fase seguinte do treinamento consistia em instruí-lo a portar-se corretamente no interior de edifícios, a aumentar sua credibilidade e familiarizá-lo com novas situações. No fim, estaria pronto para cumprir seu dever.</p>
<p>Essa é uma linda história em todos os aspectos, tanto da parte de Mookie quanto da família Poirier. É uma história de bondade, compaixão, serviço e graça.</p>
<p>16 de março Sexta<a name="16"></a></p>
<h4>Que Mulher!</h4>
<p><em><br />
Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor. Provérbios 18:22</em></p>
<p>Um bom casamento é um presente da graça de Deus. Encontrar alguém disposto a nos amar apesar de nós mesmos (assim como Deus) e permanecer ao nosso lado na alegria e na tristeza, na saúde e na doença (assim como Deus) é, prezado amigo, uma bênção de valor incalculável.</p>
<p>Estou a caminho de uma reunião campal no Alasca. A pessoa sentada ao meu lado no avião é um executivo aposentado que está indo para o extremo norte pescar. Conversamos bastante e ele ficou sabendo que Noelene e eu nos casamos logo após a faculdade e fomos para a Índia trabalhar como missionários.</p>
<p>– Ela casou com você e foi para a Índia? – ele exclamou. – Que mulher!</p>
<p>Ele tem razão. Que mulher a minha! Poderia escrever um livro sobre ela, mas um incidente se sobressai acima de todos desde o corajoso “sim” de Noelene. Aconteceu num sábado. No dia seguinte viajaríamos para Fort Lauderdale, Miami, onde entraríamos a bordo de um cruzeiro de sete dias pelas ilhas ocidentais do Caribe. Estávamos ansiosos por trocar o frio e o gelo pelas águas cristalinas e dias quentes à frente.</p>
<p>Ao nos aproximarmos da porta da igreja, o salto de Noelene ficou preso numa pequena abertura no pavimento irregular. Nossa filha, que tinha vindo de Chicago para nos visitar, estava ao seu lado, e eu a um passo atrás. Mesmo assim, antes que pudéssemos fazer qualquer coisa para socorrê-la, ela caiu e bateu o rosto no chão de concreto. O sangue começou a jorrar de seu nariz e boca e a manchar o casaco pesado. Noelene ficou prostrada na calçada gelada.</p>
<p>Sem perder tempo, os amigos entraram em ação e chamaram uma enfermeira, que estancou o sangramento. Em seguida, fomos à sala de emergência do Hospital Adventista de Washington. Depois de os exames mostrarem que ela não tinha quebrado nada, exceto o nariz, sua primeira pergunta ao médico foi:</p>
<p>– Vou poder ir ao cruzeiro?</p>
<p>Não parou por aí. Receberíamos visitas para o almoço naquele dia. Cientes do acidente, os amigos ligaram para todos os convidados informando que o almoço fora cancelado. No entanto, às 12h45, horário em que recebeu alta, Noelene disse para os convidados irem almoçar. Ela se sentou à mesa com os olhos inchados, quase fechados, e os lábios machucados. E foi ao cruzeiro, usando óculos escuros para disfarçar as enormes manchas roxas. Que mulher!</p>
<p>17 de março Sábado<a name="17"></a></p>
<h4>A Graça Salvadora do Riso</h4>
<p><em><br />
O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos. Provérbios 17:22</em></p>
<p>Você alguma vez já se perguntou por que rimos? Apenas os seres humanos riem. Trata-se de uma ação aparentemente desnecessária à existência, apesar de a ciência moderna ter comprovado o que o sábio Salomão já tinha descoberto: o riso é terapêutico.</p>
<p>Em nossa era, o riso se tornou um negócio, com risadas artificiais trazidas à tona no momento previamente designado para intensificar as cenas cômicas dos seriados de televisão e para deixar em alta comediantes cuja profissão é contar piadas para pessoas que pagam para beber e ouvir – o equivalente moderno, talvez, do bobo da corte.</p>
<p>A vida é engraçada. Deus colocou o humor dentro de nosso próprio ser. Quando rimos, fazemos algo unicamente humano. Num mundo amaldiçoado pela queda de nossos primeiros pais, o humor vem como uma graça salvadora. Ao rirmos, mostramos que, por pior que a situação pareça, esse não é o fim e que a superamos, a transcendemos, através do riso.</p>
<p>Os africanos que foram levados acorrentados à América conheciam essa verdade. Sujeitos à brutalidade e à degradação da escravidão, eles encararam o mal e o venceram. Por meio de canções de fé e esperança, e através do bom humor, eles venceram.</p>
<p>Há alguns anos, uma universidade britânica se dispôs a descobrir de que maneira o humor atua em culturas diferentes. Eles enviaram uma seleção de histórias engraçadas a milhares de pessoas em diferentes países. Aqui está a história vencedora:</p>
<p>Sherlock Holmes vai acampar com o Dr. Watson. Eles armam a barraca sob as estrelas e vão dormir. Algumas horas mais tarde, Holmes acorda Watson.</p>
<p>– Watson, olhe para cima e diga-me o que deduz.</p>
<p>Watson olha para cima, observa o céu estrelado e responde:</p>
<p>– Deduzo que no vasto Universo existam outros planetas como o nosso e que há vida em alguns deles.</p>
<p>– Não, seu bobo – diz Holmes. – Alguém roubou a nossa barraca!</p>
<p>Por que rimos ao ler isso? Porque nos colocamos na situação, observando apenas as partes e não o todo, tirando conclusões absurdas.</p>
<p>Somos assim. A vida é assim. E rimos – um presente do Deus da graça.</p>
<p>18 de março Domingo<a name="18"></a></p>
<h4>Pernas</h4>
<p><em><br />
Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem. Salmo 147:10, AA</em></p>
<p>Meu pai gostava muito de passear no litoral. Ele não possuía um automóvel; por isso, pegávamos o bonde (tram, como chamamos na Austrália) rumo à cidade de Adelaide. Em seguida, pegávamos outro bonde que levaria meia hora para nos deixar na praia.</p>
<p>Uma vez lá, vestíamos a roupa de banho e mergulhávamos na água. Às vezes caminhávamos ao longo da praia com as ondas batendo nos pés descalços. Muitas vezes apenas ficávamos sentados na areia, observando o oceano. Nesses momentos, penso que meu pai se recordava dos dias em que navegou pelo mundo. Às vezes, ele contava sobre os navios, os capitães e os lugares que visitou.</p>
<p>Quando nasci, meu pai já estava com quase 50 anos. Por isso, minhas lembranças mais vívidas dele são de uma pessoa idosa. Lembro-me de observar suas pernas, demarcadas por veias grossas, uma rede de pequenos capilares azuis e algumas manchas escuras. Meu pai trabalhou arduamente, trabalhou com as mãos carregando cargas de tijolos e cimento. Suas pernas revelavam o preço pago pelo esforço.</p>
<p>Para uma criança, no entanto, aquelas pernas eram interessantes, não repulsivas. Eram as pernas do meu pai, o homem que tinha me carregado nos ombros numa idade avançada, que tinha trabalhado árdua e honestamente sob o Sol intenso, em meio à poeira e ao suor, para colocar o pão na mesa de nossa família.</p>
<p>Meu pai descansou há muito tempo, mas ainda vou ao litoral. Caminhar ou correr na areia gelada, deixando as ondas se quebrarem em meus pés descalços logo ao raiar do dia e observando as aves marítimas voando ao redor, talvez seja o mais próximo que eu consiga chegar da alegria da eternidade nesta vida.</p>
<p>Sento-me na areia e olho para o oceano. Observo as minhas pernas, agora demarcadas por veias grossas e uma rede de pequenos capilares azuis. Vejo algumas manchas escuras próximas ao tornozelo. Eu também trabalhei duro, mas não com o trabalho braçal. Essas pernas carregaram meu filho e minha filha (e agora os netos) em meus braços e ombros. Essas pernas me carregaram por longas viagens a muitos países. Elas me sustentaram nas trilhas montanhosas e maratonas que percorri.</p>
<p>O salmista disse que o Senhor não Se compraz nas pernas do homem. Ele Se compraz naqueles que O temem e nos que “esperam na Sua misericórdia” (Sl 147:11, ARA).</p>
<p>19 de março Segunda<a name="19"></a></p>
<h4>O Cristo Rejeitado</h4>
<p><em><br />
Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam. João 1:11</em></p>
<p>A história de Jesus de Nazaré é inacreditável em muitos aspectos, mas um deles se destaca mais do que os outros: o Criador do Universo veio ao mundo que Ele fez, mas nós, Suas criaturas, O rejeitamos.</p>
<p>Como isso pôde acontecer? Como as criaturas do pó da terra puderam desprezar as mãos que as moldaram? Como homens e mulheres, sujeitos a uma vida cuja expectativa é de 70 a 80 anos, foram capazes de dar as costas para Aquele que é eterno?</p>
<p>Que benevolência! Que paciência! Que humildade! Apenas o fato de vir a este mundo em forma humana, submetendo-Se às leis da hereditariedade, já seria uma grande humilhação. Além de tudo, Ele veio ciente da rejeição, do sofrimento e da morte que O aguardavam. Essa história deixa qualquer mente confusa.</p>
<p>Muito antes de João escrever as duras palavras “veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam”, Isaías já havia predito a rejeição que Cristo sofreria: “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um Homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não O tínhamos em estima” (Is 53:3).</p>
<p>Ele foi rejeitado no passado e ainda é rejeitado hoje. Por quê? Porque Ele é a Luz que brilha no coração de cada pessoa. A Luz que revela como somos. Sob essa Luz enxergamos quem realmente somos. Não é uma imagem bonita de se ver. Essa é a razão de, na época de Jesus e ainda hoje, a maioria das pessoas responder: “Apaguem a Luz!”</p>
<p>“Este é o julgamento: a Luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a Luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3:19).</p>
<p>Mas a rejeição não foi total, louvado seja Deus, e hoje também não é. No texto original grego as duas palavras traduzidas como “Seu” e “Seus” em João 1:11 são diferentes. Ele veio para o Seu mundo, e o Seu povo não O recebeu. Ele ordenou que as ondas cessassem, e elas obedeceram; Ele partiu os pães e os peixes, e eles se multiplicaram em Suas mãos. A natureza cobriu a Sua face com as trevas no momento em que Ele ficou pendurado na cruz em agonia.</p>
<p>E houve algumas pessoas (não a maioria, mas algumas) que não O rejeitaram, não disseram: “Apaguem a Luz”, mas que abriram o coração para recebê-Lo.</p>
<p>Naquela época, alguns. Hoje, alguns. Quero estar entre eles, hoje e todos os dias.</p>
<p>20 de março Terça<a name="20"></a></p>
<h4>Eu e Tu</h4>
<p><em><br />
Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só. Farei para ele uma auxiliadora, uma companheira.” Gênesis 2:18, The Message</em></p>
<p>Jesus, cheio de graça, sempre teve tempo – sempre dedicou tempo – para todos que encontrava. Nunca estava com pressa demais, ocupado demais ou com o horário apertado demais para parar e conversar.</p>
<p>Que diferença da nossa vida hoje! Vivemos na era da comunicação, mas temos dificuldade em nos comunicar da forma mais básica, pessoalmente. A tecnologia – telefone, e-mail, internet – nos possibilita enviar e receber mensagens do mundo inteiro, mas, quanto mais ferramentas inventamos, mais parecem nos frustrar ou esgotar completamente a fonte da comunicação afetuosa e pessoal que Deus colocou em nosso ser ao declarar: “Não é bom que o homem esteja só.”</p>
<p>Discamos o número (acionando o botão da discagem rápida, claro) e ouvimos uma voz dizer: “Tecle um se você deseja ___ , tecle 2 para ___ , tecle 3 para ___ ,” e assim por diante. Sentimos vontade de gritar: “Não quero uma gravação; quero uma pessoa!” E, para piorar, a voz diz: “A sua ligação é muito importante para nós.” Ah, é? Mas não tão importante assim para justificar um atendimento pessoal!<br />
Recebemos um e-mail (com um monte de outros que não queremos) perguntando-nos a respeito de algo. Se não largarmos o que estamos fazendo no momento para responder ao remetente que nos enviou a mensagem, em poucas horas recebemos um lembrete curto e grosso: “Hoje, às 8h57, enviei-lhe a seguinte mensagem&#8230; Não recebi sua resposta até agora.”</p>
<p>Por sua vez, a internet, que abre uma fonte inesgotável de informação e um monte de outras coisas que saíram direto do covil de cobras de Satanás, é capaz de nos prender horas a fio em solidão em frente à tela do computador, rejeitando a companhia pessoal que nosso cônjuge e filhos tanto almejam.</p>
<p>Há meio século, o filósofo Martin Buber escreveu um pequeno e influente livro que, traduzido do alemão, recebeu o título: Eu e Tu. Nessa obra, Buber analisou os relacionamentos, fazendo uma distinção entre os indivíduos de caráter “Eu-Isso” e aqueles de natureza “Eu-Tu”. No primeiro caso, as pessoas se relacionam com as outras como se fossem um objeto; no último, como seres humanos. E é exatamente o último caso que almejamos, especialmente numa época em que os relacionamentos se tornam cada vez mais impessoais.</p>
<p>21 de março Quarta<a name="21"></a></p>
<h4>Amando Alguém Invisível</h4>
<p><em><br />
Vocês nunca O viram, mesmo assim O amam. Vocês ainda não O veem, no entanto confiam nEle – com alegria e cânticos. 1 Pedro 1:8, The Message</em></p>
<p>Você já ouviu os críticos do cristianismo dizerem algo como: “Vocês falam sobre amar a Deus, mas isso é tolice. Já é difícil amar alguém que podemos enxergar; como esperam que amemos alguém invisível?”</p>
<p>Soa um argumento convincente, mas, na realidade, não é. A melhor resposta que já ouvi veio de Jennifer, que costumava sentar, semana após outra, na classe de Escola Sabatina que eu liderava ocasionalmente. Jennifer é deficiente visual de nascença.</p>
<p>Certa manhã, coloquei em discussão o velho tema de amar alguém que não podemos ver.</p>
<p>– Como assim? Isso não é problema de forma alguma – respondeu Jennifer. – Eu nunca o vi, pastor Johnsson, mas o conheço. Ouço sua voz; você fala comigo e eu falo com você. Toda vez que ouço sua voz, sei que é você, mesmo que não esteja falando comigo. Não precisamos enxergar a pessoa para conhecê-la ou amá-la. O mesmo ocorre com Deus.</p>
<p>Que resposta! Não podemos ver Deus, mas podemos falar com Ele. Chamamos isso de oração. Deus, por Sua vez, fala conosco de diversas maneiras, especialmente através de Sua Palavra. Por isso é tão importante dedicar tempo para estudar a Bíblia (e não lê-la com pressa ou por obrigação).</p>
<p>Conhecemos uma pessoa ao dedicarmos tempo para conversar com ela. Uma conversa real é uma avenida de mão dupla: falar e ouvir. Quanto mais partilharmos com ela e ela conosco, mais familiarizados nos tornamos.</p>
<p>O mesmo acontece na vida cristã. Deus é real, não o fruto da imaginação. Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos e está vivo para todo o sempre. Podemos conhecê-Lo tão bem quanto a um amigo. Na verdade, Ele pode tornar-Se nosso melhor amigo, se permitirmos.</p>
<p>A Bíblia usa a palavra “conhecer” milhares de vezes tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Embora essa palavra às vezes denote conhecimento intelectual ou compreensão correta dos fatos, na grande maioria das ocorrências, seu uso expressa conhecimento pessoal e prático, o conhecimento do relacionamento. Às vezes, “conhecer” significa também intimidade, como em Adão “conheceu” Eva.</p>
<p>Esse conhecimento pessoal e íntimo – o conhecimento do amor – é o que Deus nos oferece hoje. Podemos conhecê-Lo, mesmo sem enxergá-Lo.</p>
<p>22 de março Quinta<a name="22"></a></p>
<h4>Um Grupo Diferente</h4>
<p><em><br />
Depois, aqueles cuja vida honrava a Deus conversaram uns com os outros. Deus viu o que estavam fazendo e ouviu com atenção. Um livro foi aberto na presença de Deus e escrita a ata daquela reunião com todos os nomes dos que honravam o nome do Senhor. Malaquias 3:16, The Message</em></p>
<p>A Carnival Cruise Line, companhia de cruzeiros marítimos, nunca tinha visto um grupo de passageiros como aquele. Eles haviam vindo do Canadá, da Índia e até da Nova Zelândia aos Estados Unidos; 121 no total. Variavam em idade, indo desde o início da adolescência até a casa dos 80. Toda noite a seção que ocupavam no restaurante estava repleta de risos e conversas animadas, sem fazer uso do álcool. Na noite de talentos do navio, três deles divertiram o salão lotado com apresentações de alto nível. Enquanto os outros passageiros ficavam bêbados ou jogavam jogos de azar no cassino, esse grupo se reunia para olhar fotos antigas, partilhar histórias, cantar e orar.</p>
<p>No cartaz afixado na recepção do compartimento em que estavam acomodados lia-se: “Reunião VHS”. Muitos passageiros ficaram curiosos para saber que grupo era aquele e quem eram aquelas pessoas que pareciam estar se divertindo tanto. Ao saberem que VHS era a abreviação de Vincent Hill School, um pequeno colégio interno adventista na Índia que fechara as portas em 1969, ficaram ainda mais confusos. Não fazia sentido que os ex-alunos, os antigos professores e os amigos quisessem se reunir depois de tanto tempo separados.</p>
<p>Esse colégio tinha uma atmosfera celestial. Construído na cadeia das montanhas do Himalaia, a 2.100 metros de altitude, durante boa parte de sua existência o trajeto até lá podia apenas ser feito a pé, montando um jumento ou num kandi, cesto grande carregado por um trabalhador hindu. O local era selvagem, impressionante e maravilhoso. Leopardos perambulavam pelas montanhas e às vezes apareciam no campus. Tudo ali ou era para cima ou para baixo, e as encostas eram bem íngremes.</p>
<p>Mas não parava por aí. O lema do colégio, “Educar Para a Eternidade”, proclamava seus valores. Ali jovens vinham da Índia e de muitos outros lugares para estudar e aprender a arte de viver, no presente e para sempre. Eles saíram do colégio e mudaram a Igreja Adventista e o mundo para melhor.</p>
<p>Deus foi honrado no Vincent Hill School. Deus foi honrado na ocasião em que os ex-alunos, o corpo docente e os amigos se reencontraram para matar a saudade e relembrar os bons e maus momentos.</p>
<p>Quem sabe naquela viagem um livro foi aberto na presença de Deus e um secretário celestial fez a ata da reunião, registrando o nome de Seus fiéis.</p>
<p>23 de março Sexta<a name="23"></a></p>
<h4>Além da Imaginação</h4>
<p><em><br />
Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o Seu poder que atua em nós. Efésios 3:20</em></p>
<p>O Deus da graça é infinito em sabedoria. Ele conhece o fim desde o princípio. Enxerga o problema muito antes de nos darmos conta, e sabe a melhor forma de solucioná-lo. Deus não apenas sabe; Ele pode fazer. Seu poder é infinito. A Bíblia ressalta a cada página: “Ele é capaz”. Ele possui diversas maneiras de lidar com uma situação que nós nem mesmo podemos enxergar.</p>
<p>A vida inevitavelmente nos coloca em circunstâncias que geram estresse. Não conseguimos enxergar saída alguma para o problema financeiro, a situação difícil no trabalho, as provações com a família que está a ponto de se desfazer, os problemas de saúde. Mas, se acreditarmos, apenas confiarmos nEle, Deus poderá fazer muito mais do que somos capazes de pedir.</p>
<p>Oramos, mas talvez não saibamos sobre o que realmente devemos orar. Deus pode nos dar uma resposta muito melhor do que pedimos com a nossa visão limitada. Sentamos e sonhamos como as coisas seriam se acontecessem do jeito que julgamos ser o melhor, mas o futuro de Deus para nós é muito melhor do que qualquer coisa que possamos imaginar.</p>
<p>Por muitos anos, tive o grande privilégio de estar à frente do ministério da Adventist Review, o periódico mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Confesso que foi um grande desafio, muito além de minhas forças ou habilidades naturais. Esse desafio me fez cair de joelhos de uma maneira que jamais senti necessidade nas outras atividades que desempenhei. Pouco a pouco, aprendi a lição de esperar em Deus em cada situação. Ele tinha a resposta. Tudo o que eu tinha a fazer era me aproximar mais e mais de Deus para que Ele pudesse revelá-la a mim.</p>
<p>A maior preocupação que tive durante os 24 anos que servi nesse ministério era a circulação cada vez menor do periódico. Coloquei em meu coração atingir a meta de 100 mil exemplares. Com o auxílio de colegas de trabalho competentes e talentosos, tentei diversos métodos para atingir meu objetivo. Mas nada funcionou. Notávamos certo crescimento por um tempo, depois o declínio novamente. Com muita dificuldade admiti a realidade. Foi então que, pouco antes do fim de minha carreira como editor, a liderança da igreja nos pediu para desenvolver um periódico mundial da igreja. A circulação aumentou para mais de um milhão de exemplares por mês, dez vezes maior do que minha meta míope e limitada! Realmente além da imaginação!</p>
<p>24 de março Sábado<a name="24"></a></p>
<h4>Quando a Pele Perde a Firmeza</h4>
<p><em><br />
Tu és tudo o que almejo no Céu! Tu és tudo o que almejo na Terra! Minha pele pode perder a firmeza e os meus ossos ficar frágeis, mas Deus é rocha firme e fiel. Salmo 73:25, 26, The Message</em></p>
<p>Durante o voo de Denver para Anchorage, Alasca, sentei ao lado de um executivo aposentado. Estava a caminho para uma reunião campal em que seria o orador; Ed estava indo pescar. De Anchorage ele iria pegar outro avião e depois ainda outro menor. Planejava passar vários dias no extremo norte na companhia de mais cinco homens num barco, com cozinheiro particular.</p>
<p>Conversamos bastante. Ed havia comprado uma empresa que fornecia equipamento médico, elevou-a a nível nacional e mais tarde internacional. Finalmente, viu-se passando a maior parte de sua vida em aeronaves, viajando de uma cidade a outra e de um país a outro.</p>
<p>Já tinha viajado mais de 3.218.000 quilômetros pela companhia aérea United Airlines. Durante o voo a aeromoça não parava de agradecer-lhe e trazer-lhe bebidas alcoólicas gratuitas. Ele continuou falando até que finalmente caiu no sono induzido pela ingestão elevada de álcool.</p>
<p>Ed vivia para pescar. Já havia pescado nos Estados Unidos e no Canadá. Pescou também na Europa. Pescou no Brasil. Foi duas vezes para a Austrália para pescar. Tinha várias histórias de pescaria para contar e estava ansioso para ouvir sobre qualquer lugar exótico que eu talvez pudesse recomendar.</p>
<p>– Quando eu ficar velho demais para pescar – disse –, acho que vou ficar em casa lembrando-me de todas as pescarias das quais já participei.</p>
<p>Enquanto ele dormia, fiquei acordado refletindo em suas palavras. Ele parecia um camarada muito decente. Além disso, não tenho nada contra pescar (cheguei a pescar também há muito, muito tempo). Mas fazer da pesca o ponto central da vida? Será que isso é tudo? Não fomos criados para algo, para Alguém, muito maior?</p>
<p>Claro que sim! Deus nos criou para Ele. Como disse Agostinho muito tempo atrás: “Formaste-nos para Ti, e nosso coração não terá sossego enquanto não encontrar descanso em Ti.”</p>
<p>Deus é tudo o que almejo no Céu! Deus é tudo o que almejo na Terra! Ele é o primeiro, o último e o melhor. Sua graça purifica e direciona a energia incansável da juventude, sustenta e guia na meia-idade, e, quando a pele perder a firmeza e os ossos ficarem frágeis, ainda estará conosco. Rocha firme e fiel. Com Deus a vida é cada vez melhor.</p>
<p>25 de março Domingo<a name="25"></a></p>
<h4>O Crescimento da Graça</h4>
<p><em><br />
Um ramo verde surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo. Isaías 11:1, The Message</em></p>
<p>Logo após eu discursar num concílio de pastores, um deles me procurou para fazer uma pergunta pessoal:</p>
<p>– Como você consegue permanecer tão animado e otimista mesmo depois de tantos anos no ministério?</p>
<p>É verdade, desfrutei de um longo ministério – 47 anos, no momento em que escrevo estas linhas. “Desfrutar” é o termo exato para ser usado. Minha vida e trabalho foram, e continuam sendo, ricamente abençoados.</p>
<p>Não entendo a razão de ter sido, como muitas pessoas dizem hoje, “tão sortudo”. Não creio na sorte; creio na graça. Tudo o que entrou em meu caminho ou saiu de minhas mãos é fruto da graça.</p>
<p>Já se passaram muitos anos (não sei dizer exatamente quantos) desde que comecei a me conscientizar do milagre da graça. Foi logo depois de ter aceitado Jesus como Salvador e Senhor, depois de ter aceitado Seu chamado para o ministério. Sim, aceitei o amor perdoador de Deus e senti Sua presença transformadora em minha vida. A graça entrou em ação e foi simplesmente maravilhoso.</p>
<p>Mas de alguma forma – não de repente, nem através de algum livro, ou sermão, ou situação que possa apontar – comecei a viver na graça. Comecei a sentir Jesus em minha vida, enaltecido continuamente em meu coração, e sempre com louvor em meus lábios. Comecei a aceitar a verdade aparentemente inacreditável de que Ele me ama incondicionalmente, assim como sou, à medida que continua a convidar-me para subir cada vez mais na escala espiritual.</p>
<p>Talvez tudo isso tenha começado quando passei a tentar a tratar os outros com graça – ou seja, como Deus me trata. Foi aí que a sua força total me alcançou pessoalmente. Foi então que comecei a perceber quão egoísta, preconceituoso e, sim, até mesmo racista eu era.</p>
<p>De alguma forma isso aconteceu e fui favorecido. Sou favorecido. Jesus me concedeu vida nova, acolhendo-me em Sua família como Seu filho. Isso é tudo o que importa hoje e eternamente.</p>
<p>Graça significa crescimento. Graça significa esperança, esperança de que uma flor irá desabrochar no deserto, de que de uma raiz seca, aparentemente sem vida, brotará um ramo verde. Não apenas um ramo, mas o Ramo, Jesus, Aquele que traz luz das trevas e vida da morte.</p>
<p>26 de março Segunda<a name="26"></a></p>
<h4>A Mensagem de Crônicas</h4>
<p><em><br />
Davi, junto com os comandantes do exército, separou alguns dos filhos de Asafe, de Hemã e de Jedutum para o ministério de profetizar ao som de harpas, liras e címbalos. Esta é a lista dos escolhidos para essa função. 1 Crônicas 25:1</em></p>
<p>Quantos cristãos sinceros se dispõem a ler a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, apenas para ver suas aspirações afundarem no banco de areia do livro de Crônicas? As genealogias aparentemente infinitas e as intermináveis listas de nomes, com raras narrações intercaladas, realmente dificultam a leitura. Poderíamos dizer que, assim como a lista telefônica, o elenco é excelente, mas o enredo é fraco.</p>
<p>A Bíblia possui apenas um Autor, mas muitos escritores. Não se trata de um único livro, mas uma biblioteca com 66 livros que diferem amplamente em conteúdo e gênero. Todos os 66 livros, no entanto, possuem um único propósito: revelar a vontade de Deus e Seu plano para nós. Todos eles nos contam como Deus é, o quanto é grande, poderoso, maravilhoso e, acima de tudo, cheio de graça.</p>
<p>Eugene H. Peterson capturou a essência dos dois escritos que formam o primeiro e o segundo livro de Crônicas. Na versão bíblica The Message, em que tentou colocar a Bíblia na linguagem contemporânea, Peterson incluiu uma introdução aos livros de Crônicas (assim como fez com os demais livros da Bíblia) e notas explicativas:</p>
<p>“Nomes iniciam essa história, centenas e centenas de nomes, listas de nomes, páginas e mais páginas de nomes, nomes pessoais. Não há como contar uma história verdadeira sem mencionar nomes, e essa imersão em nomes chama a atenção ao indivíduo, ao único, ao pessoal, que é inerente à espiritualidade. [...] A história sagrada não foi construída por meio de forças impessoais ou ideias abstratas; foi tecida através de nomes – pessoas, todas únicas. Crônicas apresenta uma defesa sólida contra a religião despersonalizada.</p>
<p>“Crônicas testemunha a respeito do lugar essencial e primordial que a verdadeira adoração deve ocupar na vida humana. [...] Da forma como foi narrada essa história de Israel, percebe-se que nada está acima da adoração como forma de nutrir e proteger nossa identidade como povo de Deus – nem a política, a economia, a vida em família ou a arte. E nada do que diz respeito ao preparo, à conduta na adoração, é pequeno demais para ser deixado ao acaso ou à imaginação – nada na arquitetura, corpo de funcionários ou teologia.”</p>
<p>Diante disso, posso apenas responder: amém! O Deus do Universo, Aquele que nos criou e nos redimiu; o Deus da graça imaculada, que nos conhece por nome, sabe tudo a nosso respeito e nos ama mesmo assim.</p>
<p>27 de março Terça<a name="27"></a></p>
<h4>Cheio de Graça</h4>
<p><em><br />
Deus é bom para todos; tudo o que Ele faz está cheio de graça. Salmo 145:9, The Message</em></p>
<p>Há várias maneiras de olhar o mundo. Uma delas é encarar tudo o que acontece como sendo o resultado direto de causas naturais. Tudo o que vemos ao redor, tudo o que foi, é e será possui uma explicação lógica que pode ser encontrada se pesquisarmos a fundo o suficiente.</p>
<p>Mais e mais pessoas, especialmente nas sociedades desenvolvidas, têm adotado essa visão. Para elas, Deus morreu no início da era científica moderna com toda a tecnologia que veio em seguida. Estamos sozinhos no vasto e frio Universo; não temos nenhuma esperança de vida depois que nossa breve existência chegar ao fim.</p>
<p>Há vários anos, alguém muito querido para mim faleceu repentinamente. Lutei com a ideia de viajar meio mundo para comparecer ao seu funeral, mas, devido a várias razões, decidi simplesmente enviar uma mensagem para ser lida às pessoas ali reunidas.</p>
<p>Mais tarde, recebi a gravação em áudio do funeral e senti-me muito mal. Durante a cerimônia inteira, nenhuma oração fora proferida, nenhum hino entoado, nenhum verso bíblico lido e nenhuma menção foi feita ao nome de Deus. Liderados por um “elogiador”, os membros da família apenas partilharam recordações do falecido. No fim, o “elogiador” tocou uma das músicas prediletas do finado: “Os Três Tenores”. Que jeito de viver! Que jeito de morrer!</p>
<p>Outras pessoas enxergam o mundo através dos olhos embaçados pela superstição. Atribuem forças para o bem ou mal, poderes invisíveis que podem nos atacar e pôr fim à nossa vida. De acordo com elas, devemos lidar com tais forças com cuidado e segundo um ritual apropriado. Muitos professos cristãos possivelmente possam ser classificados nessa categoria.</p>
<p>A maneira como eu enxergo o mundo é totalmente diferente das apresentadas acima. Trata-se da maneira bíblica, a maneira que afirma que há um Deus, um Deus que Se comunica conosco e que é amor. Esse Ser, que é todo-poderoso, “é bom para todos”. Tudo o que Ele faz – tudo – está cheio de graça.</p>
<p>Não estou sozinho no vasto e frio Universo. Não estou sujeito aos caprichos das forças malignas. Sou filho do Rei do Céu, conhecido e amado pessoalmente por Ele como se fosse a única pessoa no planeta.</p>
<p>Como sei que isso não é uma ilusão? Porque Ele enviou Jesus, e Ele era “cheio de graça” (Jo 1:14).</p>
<p>28 de março Quarta<a name="28"></a></p>
<h4>No Limiar da Vida</h4>
<p><em><br />
Quando tentei entender tudo isso, achei muito difícil para mim, até que entrei no santuário de Deus, e então compreendi o destino dos ímpios. Salmo 73:16, 17</em></p>
<p>Uma das características no livro de Salmos que mais me chamam a atenção é a grande sinceridade com que foram escritos. Ali Davi, Asafe e outros se expressaram a Deus por meio de uma vasta gama de experiências humanas: alegria, deleite, desespero, dor, raiva, frustração. Os salmos são orações escritas originalmente para serem cantadas, mas são mais diretas e confrontantes do que qualquer oração que você venha a ouvir na igreja hoje.</p>
<p>No Salmo 73, encontramos Asafe diante de uma questão muito, muito antiga: Por que as pessoas más parecem dar-se tão bem na vida e as pessoas boas às vezes se dão mal? Essa preocupação é tão moderna quanto o dia que acabou de nascer.</p>
<p>“Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei”, confessou Asafe (v. 2). Ele caiu na armadilha da inveja (sempre uma falta autodestrutiva) ao ver a arrogância e a prosperidade dos ímpios. Na visão de Asafe, aqueles que ignoravam a Deus não enfrentavam lutas, eram saudáveis e fortes e levavam a vida sem carregar nenhum fardo. Não tinham limites para o orgulho, a violência, a crueldade, o escárnio e a opressão que marcavam sua vida. Viviam como se Deus não prestasse atenção ou não Se importasse, porque nunca interveio em seus atos de maldade.</p>
<p>Você já se sentiu como Asafe? Já sentiu vontade de perguntar: “Deus, onde estás? Por que não fazes algo para pôr fim à desgraça que os ímpios têm causado ao mundo?”</p>
<p>Asafe concluiu: “Meus esforços de seguir a Deus e viver uma vida de acordo com Sua vontade são inúteis. É melhor desistir, pois são os justos, não os ímpios, que enfrentam dificuldades.”</p>
<p>Ao focarmos os pontos negativos, acabamos caindo em depressão. Foi o que aconteceu com Asafe. Essa era uma questão muito deprimente para ele. Asafe, porém, decidiu caminhar um pouco. Chegou ao santuário – o Templo – e as nuvens se desfizeram. Sua visão estava limitada; o santuário, porém, a ampliou.</p>
<p>“Então compreendi o destino dos ímpios” (Sl 73:17). Os ímpios podem parecer trafegar pela Avenida Fácil, sem nenhuma preocupação no mundo, mas estão na verdade na Rampa Escorregadia. De repente caem para a grande ruína, rumo ao esquecimento. A casa, que parecia tão segura, era feita de cartas. Porém, os justos serão vindicados.</p>
<p>29 de março Quinta<a name="29"></a></p>
<h4>A Clematite Relutante</h4>
<p><em><br />
Por isso disse ao que cuidava da vinha: “Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?” Lucas 13:7</em></p>
<p>Nunca plantei uma figueira, mas já me senti como o homem mencionado na parábola. Tive problemas com uma clematite que frustrou todas as minhas tentativas em fazê-la florescer. Parecia que sempre me desafiava a tentar uma nova estratégia de “ataque”.</p>
<p>Por muitos anos admirei as clematites no quintal do meu vizinho que ressurgiam a cada primavera e floresciam em abundância embelezando o lugar. Queria um pé de clematite em meu quintal também e tinha até escolhido o local para plantá-la: ao lado da caixa do correio próximo ao meio-fio. Imaginei-a enrolando-se no suporte da caixa do correio e decorando-o com flores roxas e avermelhadas.</p>
<p>Mas havia um problema: o solo ao redor da caixa do correio era duro e rochoso. Certa vez tentei fazer um canteiro de flores ali, mas infelizmente as mudas morreram sob o calor do Sol. Assim, a cada primavera sonhava com uma clematite crescendo ali, mas a cada verão acabava decidindo relizar o sonho no ano seguinte.</p>
<p>Foi então que certa primavera me deparei com mudas de clematites numa loja. Através do plástico transparente na parte dianteira da caixa, pude observar os brotos verdes. Aquelas clematites estavam prontas! Comprei duas mudas, levei-as para casa e comecei a imaginar como plantá‑las da melhor forma.</p>
<p>Algumas semanas se passaram antes que eu pudesse preparar o canteiro para as clematites, mas por fim consegui plantá-las. Esperei, esperei. Finalmente, um broto insistente apareceu, depois outro. Parecia que estavam lutando para sobreviver e cresceram apenas poucos centímetros durante o verão.</p>
<p>No ano seguinte tentei outra vez. Mais uma caixa. Plantei novamente, aguei, fertilizei. O resultado foi pior. Em agosto as mudas atrofiadas estavam secando. Logo morreram.</p>
<p>Na primavera seguinte – surpresa! Mal pude acreditar no que via. As clematites ressurgiram saudáveis e fortes do período de hibernação. Cresceram, enrolaram-se em volta do suporte e floresceram em abundância e beleza.</p>
<p>Estou feliz que, assim como o homem mencionado na parábola, concedi outra chance às clematites. É dessa mesma forma que Deus age conosco.</p>
<p>30 de março Sexta<a name="30"></a></p>
<h4>Heróis Modernos</h4>
<p><em><br />
Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra corajosa de seu testemunho. Eles não amaram a si mesmos e se dispuseram a morrer por Cristo. Apocalipse 12:11, The Message</em></p>
<p>Uma das histórias mais impressionantes de 2006 foi a incrível façanha de Mark Inglis, que escalou o Monte Everest com pernas artificiais. Inglis, instrutor de alpinismo, foi apanhado por uma forte nevasca no Monte Cook na Nova Zelândia em 1982. Forçado a abrigar-se numa caverna de gelo por duas semanas, sofreu frio intenso e ambas as pernas tiveram que ser amputadas logo abaixo do joelho.</p>
<p>Mas Inglis não ficou sentado se lamentando por seu infortúnio. Em vez de sentir pena de si mesmo, voltou a estudar e se tornou bioquímico e pesquisador. Além disso, continuou praticando alpinismo e, em 2002, voltou a subir o Monte Cook com pernas artificiais. Mas foi em maio de 2006 que conquistou o impossível: o topo do Monte Everest!</p>
<p>Admiro Mark Inglis. Ele é um herói moderno. Admiro todos aqueles que superam os infortúnios da vida, que se recusam a desistir, cuja determinação e coragem os mantêm prosseguindo até realizarem aquilo que outros chamam de impossível.</p>
<p>A Bíblia é o livro dos heróis. Os homens e mulheres cuja vida ilumina as páginas desse livro sagrado – Moisés e Davi, Ester e Débora, Pedro e Paulo – fizeram coisas maravilhosas. Eram corajosos tanto em pensamento quanto em ação. Em seu dicionário não existia a palavra “impossível”, pois Deus estava com eles, motivando-os, inspirando-os, concedendo-lhes poder. Eles continuaram até alcançar o topo que Deus havia designado.</p>
<p>Em pé no primeiro lugar da fila, acima de todos os outros, encontra-se o Líder. Jesus é o maior herói da Bíblia. “Por nunca ter perdido de vista para onde estava indo – o final feliz com Deus – Ele pôde suportar tudo ao longo do caminho: a cruz, a vergonha, qualquer coisa” (Hb 12:2, The Message).</p>
<p>Deus está em busca de heróis modernos. Em busca de jovens que, inspirados pelo sonho divino, façam coisas maravilhosas para a glória de Seu nome e para o bem da humanidade. Sim, atos heroicos que superam até mesmo a conquista do Everest.</p>
<p>Muitas pessoas sonham em se tornar heróis. Mas os heróis de Deus não amam a si mesmos; amam a Jesus, o Cordeiro cujo sangue os libertou para uma nova vida e um novo propósito.</p>
<p>31 de março Sábado<a name="31"></a></p>
<h4>O Presente e a Exigência</h4>
<p><em><br />
Então o senhor chamou o servo e disse: “Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?” Mateus 18:32, 33</em></p>
<p>Há uma discussão muito antiga entre os cristãos sobre a função divina e a função humana na salvação do homem. Alguns cristãos colocam todo o peso no lado divino, reduzindo a ação humana a nada. No outro extremo, encontra-se a teologia que torna a vontade humana tão forte que por si mesma pode levar a pessoa convertida a obedecer à lei de Deus.</p>
<p>Debates como esse geralmente trazem à tona os escritos do apóstolo Paulo. Paulo ensinou com muita clareza que a salvação ocorre unicamente pela graça por meio da fé (ver Ef 2:9). O julgamento, entretanto, será de acordo com as obras (ver Rm 14:10-12). Como essas ideias aparentemente contraditórias podem estar em harmonia? Para mim, a resposta não se encontra num argumento teológico, mas sim nas parábolas de Jesus. Dentre elas, a parábola do servo impiedoso (Mt 18:21-35) oferece a explicação mais clara de todas.</p>
<p>Lembra-se dessa parábola? Aqui está um homem que deve ao rei uma grande soma de dinheiro – dez mil talentos. Para compreendermos melhor o tamanho da dívida, dez mil é o maior número registrado no livro e um talento é a maior unidade monetária. Hoje poderíamos falar, quem sabe, em 50 milhões ou um bilhão para termos uma ideia. O homem implora para que o rei lhe conceda um prazo para pagar a dívida. Quanto tempo será que ele espera viver? Ele nunca será capaz de pagar. Mas, para sua surpresa, o rei perdoa tudo o que ele deve. Simples assim. “Você está livre. Cancelei a sua dívida”, diz.</p>
<p>Agora, esse mesmo homem que teve uma dívida enorme perdoada se encontra com um conhecido que lhe deve 100 denários (alguns milhares de reais).</p>
<p>O devedor implora para que o homem lhe conceda um prazo a fim de que possa pagar a dívida. O homem, porém, o manda para a prisão. Finalmente, a notícia chega aos ouvidos do rei, que fica muito zangado. Ele manda chamar o homem que tinha recebido o perdão da enorme dívida e lhe diz que, por causa de suas ações, o perdão fora cancelado.</p>
<p>Essa é uma parábola do reino do céu, uma história sobre a graça. Poderíamos resumi-la em duas palavras: presente e exigência. A salvação é um presente, um presente maravilhoso, mas esse presente vem acompanhado de uma exigência. A graça que nos perdoa nos transforma à semelhança de Deus.</p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.pulpitovirtual.com%2Fmeditacoes-diarias-2012-jesus-a-preciosa-graca-marco&amp;title=Medita%C3%A7%C3%B5es%20Di%C3%A1rias%202012%2C%20Jesus%20a%20preciosa%20gra%C3%A7a%2C%20Mar%C3%A7o" id="wpa2a_2">Compartilhe / Salve</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Meditações Diárias 2012, Jesus a preciosa graça, Fevereiro</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 02:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[2012]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2012-jesus-a-preciosa-graca-fevereiro" class="excerpt_thumb_link" title=" " >
               <img src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/12111g.gif"  class="excerpt_thumb  " width="150" height="150" alt="thumb" /></a><p><p>Jesus a preciosa graça (William G. Johnson) Pela graça, boas coisas acontecem até em um mundo mau. Aos olhos do observador desatento, pode parecer sorte ou acaso. Mas os que conhecem Jesus sabem que tal bondade imerecida é a expressão de Sua graça. Abra as páginas deste devocional e tenha um encontro diário com Jesus .....&nbsp;&nbsp;&nbsp; <a href="http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2012-jesus-a-preciosa-graca-fevereiro">[Leia Mais]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="font-size: small;"><img style="margin: 0px 20px 0px 0px;" title="12111g" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/12111g.gif" alt="12111g" width="110" height="185" align="left" border="0" />Jesus a preciosa graça (William G. Johnson)<br />
Pela graça, boas coisas acontecem até em um mundo mau.<br />
Aos olhos do observador desatento, pode parecer sorte ou acaso.<br />
Mas os que conhecem Jesus sabem que tal bondade imerecida é a expressão de Sua graça.<br />
Abra as páginas deste devocional e tenha um encontro diário com Jesus e Sua surpreendente, infinita e transformadora graça.</span></p></blockquote>
<p>1º de fevereiro Quarta<a name="1"></a></p>
<h4>A Legião de Perdedores</h4>
<p><em><br />
Disse o paralítico: “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim.” João 5:7</em></p>
<p>Afligido física e espiritualmente, era alguém digno de dó. Cego, coxo, paralisado&#8230; Em meio à multidão de deficientes físicos, seu caso era o mais desesperador. A doença havia paralisado seu corpo e por 38 anos sufocado a esperança. Ficava deitado, dia após dia, à espera de um milagre.</p>
<p>A história relatada no quinto capítulo do Evangelho de João é uma das mais estranhas da Bíblia. Especialmente o verso 4, que diz: “De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.”</p>
<p>Algo não soa real aqui. Será que essa é a maneira que Deus opera, garantindo a cura para uma pessoa que, abrindo caminho às cotoveladas, entra no tanque primeiro? Esse conceito é totalmente contrário à graça.</p>
<p>Na verdade, os manuscritos mais antigos não contêm esse verso. Essa é a razão de ele não ser encontrado nas versões mais modernas da Bíblia. Ellen White, ao comentar sobre essa passagem, observou que “acreditava-se comumente” que um anjo descia e movia as águas (O Desejado de Todas as Nações, p. 201). Que as águas se moviam de tempos em tempos não há dúvida, mas esse fenômeno provavelmente ocorria devido a uma nascente subterrânea.</p>
<p>Quando Jesus viu o inválido deitado ao lado do tanque, perguntou:</p>
<p>– Você quer ser curado?</p>
<p>Em vez de responder “sim”, aquele perdedor de primeira categoria conseguiu apenas responder:</p>
<p>– Não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque. Outra pessoa sempre entra primeiro que eu.</p>
<p>Ele não pediu para ser curado. Não tinha fé. Nem mesmo sabia o nome de Jesus.</p>
<p>Mas Jesus o curou assim mesmo.</p>
<p>– Levante-se! Pegue a sua cama e ande.</p>
<p>Imediatamente aquele homem foi curado. Pegou sua cama e andou.</p>
<p>Jesus ama os perdedores. Graça significa que mesmo os casos mais perdidos – pessoas tão devastadas que não conseguem nem mesmo pedir ajuda – encontram vida nova.</p>
<p>O Céu estará repleto de uma legião de perdedores. Como você e eu.</p>
<p>2 de fevereiro Quinta<a name="2"></a></p>
<h4>O Atleta Gentil</h4>
<p><em><br />
Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. 1 Coríntios 9:24</em></p>
<p>Olhando para trás sob a perspectiva da cultura moderna em que os atletas são altamente remunerados e cercados de técnicos, treinadores e agentes publicitários, a história a seguir parece quase irreal.</p>
<p>Na manhã de 6 de maio de 1954, o médico estagiário Roger Bannister deu plantão no Hospital St. Mary em Londres, Inglaterra. Em seguida, entrou a bordo do trem que dali a uma hora o deixaria em Oxford. Era uma tarde de quinta-feira e cerca de 1.000 pessoas se reuniram para realizar uma competição de corrida não divulgada ao público. Apenas uma câmera de televisão estava presente e alguns poucos repórteres que haviam sido informados com antecedência.</p>
<p>Roger Bannister era estudante de medicina. Mas nas horas de folga também treinava, sem alarde, corrida de distâncias médias. Corria no horário do almoço, à noite e nos fins de semana. Não tinha técnico, treinador e muito menos nutricionista. Corria em pistas de atletismo de má qualidade, em parques, em qualquer lugar disponível.</p>
<p>Em 1952, Bannister foi selecionado para representar seu país nas Olimpíadas de Helsinki, Finlândia. Mas saiu tudo errado. Em vez de conquistar a medalha de ouro na corrida de 1.500 metros, ele chegou em quarto lugar. Além de fracassar, desapontou Oxford, famosa por seus atletas, e a Inglaterra.</p>
<p>O tempo se esgotava para Bannister. Ele estava com 25 anos, e a carreira médica consumia cada vez mais seu tempo. Em vez de aguardar outra chance nos jogos de 1956, Bannister estabeleceu um alvo ainda mais ousado. No atletismo havia uma barreira aparentemente intransponível. Ninguém havia conseguido correr 1.500 metros em menos de quatro minutos.</p>
<p>Naquela tarde em Oxford, num dia de chuva e vento, Roger Bannister conseguiu. No fim de um percurso difícil, cruzou a linha de chegada aos 3 minutos e 59.4 segundos, caindo nos braços dos amigos. Após o evento, não houve um contrato multimilionário com alguma famosa marca esportiva. Em vez disso, Bannister prosseguiu os estudos e se tornou um notável neurologista.</p>
<p>Todos nós corremos a corrida da vida. Na Terra, a competição impera. Mas na corrida cristã, a corrida que se tornou possível pela graça, ajudamos um ao outro até a linha de chegada. Nessa corrida, todo aquele que completar o percurso ganhará o prêmio da vida eterna.</p>
<p>3 de fevereiro Sexta<a name="3"></a></p>
<h4>Dominando a Arte de Viver</h4>
<p><em><br />
Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dEle graças a Deus Pai. Colossenses 3:17</em></p>
<p>Um dos maiores erros que muitos cristãos cometem é dividir o tempo entre “sagrado” e “secular”. Pensam que durante o tempo sagrado Deus está próximo e o comportamento deles deve refletir a Sua presença. Durante o período secular, no entanto, de alguma forma, Deus é removido, e as ações deles assumem uma característica diferente.</p>
<p>Paulo, porém, disse que tudo o que fizermos – a qualquer hora, em qualquer lugar – deve ser feito em nome do Senhor Jesus Cristo, em atitude de gratidão. Ou seja, deve ser feito por meio de ações de graça.</p>
<p>O culto não é um compromisso que ocorre uma vez por semana. Ao dominarmos a arte de viver através do Espírito e em graça, nossa vida se torna um culto. Nosso trabalho se torna um culto. Se Jesus viesse à Terra novamente e quiséssemos levá-Lo à igreja, creio que Ele diria: “Não; leve-Me para o local em que você trabalha.”</p>
<p>Um amigo partilhou comigo a seguinte citação que, apesar de não mencionar o nome de Deus, expressa a sabedoria que eu tanto busco:</p>
<p>Um mestre na arte de viver<br />
Faz pouca distinção<br />
Entre o trabalho e o lazer,<br />
Entre a mente e o corpo,<br />
Entre a educação e a recreação,<br />
Entre o amor e a religião.<br />
Dificilmente sabe distinguir uma coisa da outra.</p>
<p>Almeja, simplesmente, a excelência em tudo que faz,<br />
Deixando para aos demais<br />
A tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo.<br />
Ele acredita que está sempre<br />
Fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.</p>
<p>Isso se tornará muito mais real se Deus estiver no centro de nossa vida! Quando vivemos na graça, a vida inteira é transformada, seja no trabalho ou no lazer.</p>
<p>4 de fevereiro Sábado<a name="4"></a></p>
<h4>Surpresa na Rua sem Saída</h4>
<p><em><br />
Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. 2 Coríntios 2:15</em></p>
<p>Por muito tempo, Noelene e eu não fomos bons vizinhos, e isso nos incomodava. Na ocasião em que nos mudamos para Silver Spring, Maryland, compramos a segunda de uma série de sete casas localizadas numa rua sem saída. Nenhum de nossos vizinhos era adventista. Mergulhamos no trabalho na sede da igreja mundial. Nós dois viajávamos; nosso lar se tornou um refúgio. Nossos vizinhos mal nos viam e, quando nos encontrávamos, simplesmente acenávamos ou nos cumprimentávamos com um breve “oi”. Não parecia certo. Pregávamos ao mundo sobre Jesus, mas não tínhamos tempo para as pessoas que moravam ao lado.</p>
<p>A vizinhança em geral estava mudando; as propriedades começaram a desvalorizar. Começamos a pensar que talvez fosse o momento de deixar aquele lugar e mudar para mais longe. Mas foi como se o Senhor nos dissesse: “Fiquem onde estão e procurem fazer amizade com os vizinhos. Tenho uma surpresa para vocês.” Assim, ficamos. E o Senhor começou a abrir nossos olhos.</p>
<p>O primeiro vizinho que se tornou nosso amigo foi Jimmy, que morava do outro lado da rua. Ele veio admirar os narcisos que floresceram cedo e aos montes em frente à nossa casa, que era voltada para o lado sul. Conversamos a respeito de jardinagem. Ele nos mostrou o quintal maravilhoso que tinha em sua casa e revelou o segredo – esterco.</p>
<p>Observamos a saúde de Jimmy decair. Foi obrigado a tirar folga e mais tarde a parar de trabalhar por completo. Ficou magro e abatido. A última vez que o vimos com vida foi em cima de uma cama. Sua estrutura grande e robusta minguou devido às terríveis consequências da Aids.</p>
<p>Enquanto isso, na porta ao lado, na terceira casa, o tempo estava prestes a cobrar seu preço. Certo dia, eu estava aparando a grama quando vi meu vizinho cair de repente. Corri para ajudá-lo a se levantar. Exames clínicos revelaram que estava muito doente: havia contraído a doença de Lou Gehrig. No fim daquele ano estava numa cadeira de rodas. Um pouco antes do Natal, fomos à casa dele cantar algumas canções natalinas. Seu rosto estava paralisado. Incapaz de sorrir, apenas os olhos brilharam. Em duas semanas ele deixou de existir.</p>
<p>Havia mais quatro casas. Fizemos amizade com os moradores de duas delas; os outros dois pareciam inacessíveis. Mas Deus, que já nos tinha surpreendido, ainda não tinha terminado a Sua obra naquela rua sem saída.</p>
<p>5 de fevereiro Domingo<a name="5"></a></p>
<h4>Ame o Próximo</h4>
<p><em><br />
Se vocês de fato obedecerem à lei do Reino encontrada na Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”, estarão agindo corretamente. Tiago 2:8</em></p>
<p>Até começar a escrever este devocional, eu não tinha percebido o quanto a Bíblia tem a dizer sobre nosso relacionamento com o próximo. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o conceito de “próximo” aparece mais de 150 vezes.</p>
<p>Noelene e eu tínhamos um problema. Ali estávamos nós, na segunda casa de uma rua sem saída, e dois vizinhos pareciam absolutamente inacessíveis.</p>
<p>Bruce e Shirley moravam ao lado, na primeira casa. Parecia que não tínhamos nada em comum com aquele casal. Toda vez que os víamos, de dia ou à noite, seguravam um cigarro entre os dedos.</p>
<p>Aos poucos começamos a puxar conversa por cima da cerca. Então, tivemos uma ideia. No dia em que recebemos a visita de nosso filho, sua esposa e o bebê recém-nascido, decidimos convidar os vizinhos, juntamente com os amigos, para uma confraternização. Bruce e Shirley vieram. Foi a primeira vez que os vimos sem um cigarro na mão.</p>
<p>Em outra ocasião, fizemos questão de convidá-los para uma refeição descontraída ao ar livre em nosso jardim. Após uma investigação meticulosa a respeito de nossa dieta alimentar, retribuíram o convite.</p>
<p>Tornamo-nos bons amigos. No dia em que se aposentaram e mudaram de endereço, insistiram para que fizéssemos uma visita e lanchássemos juntos. Não perdemos a oportunidade. Com grande orgulho mostraram-nos seu novo lar, que estava sendo mantido longe da fumaça do cigarro.</p>
<p>A outra família “inacessível” morava em frente à nossa casa. Pareciam nunca estar em casa; nem mesmo sabíamos seu nome. De vez em quando víamos um carro estacionado na garagem, mas não víamos nenhum rosto.</p>
<p>Foi então que aquela terrível terça-feira chegou: 11 de setembro. Na sexta-feira à noite daquela mesma semana, no Dia Nacional de Oração, decidimos convidar os vizinhos para uma reunião em nossa casa na qual poderíamos passar simples momentos de reflexão, leitura, orações e tomar um suco. Nossos vizinhos da frente apareceram para dizer que aquela era uma ideia excelente, mas que infelizmente já tinham um compromisso marcado.</p>
<p>Aquele casal foi a sétima e a última família que conhecemos na rua sem saída. Ao olharmos para trás, pensamos como fomos capazes de ficar tanto tempo escondidos em nosso pequeno casulo. Realmente é um lindo dia em nossa vizinhança.</p>
<p>6 de fevereiro Segunda<a name="6"></a></p>
<h4>O Perfume da Graça</h4>
<p><em><br />
Mas dou graças a Deus porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como prisioneiros no desfile de vitória de Cristo. Como um perfume que se espalha por todos os lugares, somos usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. 2 Coríntios 2:14, NTLH</em></p>
<p>Nessa passagem, Paulo relaciona a vida cristã ao “triunfo” romano, o grande desfile da vitória que tomava conta das ruas de Roma em comemoração ao sucesso de certo general. O desfile – despojos de guerra, animais exóticos, prisioneiros e, finalmente, o próprio general – acontecia numa atmosfera perfumada com incenso ou com grandes quantidades de pétalas.</p>
<p>O apóstolo Paulo afirmou que somos conduzidos como prisioneiros no desfile da vitória de Cristo. Ele é o Herói conquistador e nós, os prisioneiros voluntários, espalhamos o perfume de Sua graça à medida que passamos.</p>
<p>Você já notou como associamos aromas a lugares? Inalamos algum odor, a sugestão de alguma fragrância, e nossa mente se recorda de um evento que talvez tenha acontecido há muitos anos. Voltamos para aquele lugar e revivemos uma doce lembrança.</p>
<p>O mesmo acontece com as pessoas. Associamos alguém especial com seu perfume. Pode ser um cheiro ou uma fragrância. Toda vez que sentimos esse cheiro, pensamos naquela pessoa.</p>
<p>No período em que moramos na Índia, ficamos encantados com a dama-­da-noite, um arbusto com pequenas flores brancas que exalam seu perfume à noite. Acordávamos nas primeiras horas da manhã e apreciávamos a fragrância doce e suave entrando pela janela. Ao passearmos pelo campus do Spicer College à noite, cruzávamos com um pequeno rastro invisível de perfume e o seguíamos até encontrar a fonte, às vezes a muitos metros de distância, nas pequeninas flores brancas que floresciam discretamente, mas transformavam o ar noturno.</p>
<p>Apaixonei-me por aquela pequena flor. Se sentisse aquela fragrância neste instante, voltaria mentalmente para aquele lugar.</p>
<p>Amo flores; não ligo para flores artificiais. Algumas imitações parecem exatamente como as reais, mas é muito fácil reconhecê-las – cheirando-as. Apenas as flores de verdade são perfumadas.</p>
<p>Isso me leva a examinar meu coração. Sou real ou falso? Será que através de minha vida homens e mulheres, meninos e meninas têm sentido a doce fragrância de Cristo, o perfume da graça?</p>
<p>7 de fevereiro Terça<a name="7"></a></p>
<h4>O Triunfo da Luz</h4>
<p><em><br />
A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. João 1:5</em></p>
<p>Verdadeiro ou falso: O mundo é lindo. O mundo é feio.<br />
Verdadeiro e verdadeiro também.<br />
Verdadeiro ou falso: A vida é maravilhosa. A vida é terrível.<br />
Novamente, verdadeiro nos dois casos.</p>
<p>Estamos num conflito, o grande conflito entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. Nunca conseguiram, nunca conseguirão. Glória a Deus por isso!</p>
<p>Em sua obra A Trilha Menos Percorrida (Nova Era, 2004), o psicoterapeuta M. Scott Peck narra a história inacreditável de um empresário de sucesso que conheceu. Fruto de uma relação ilegítima, passou por vários lares adotivos com total ausência de afeto. Aos 17 anos, foi preso por causa de um violento assalto. Após cumprir seis meses de prisão, foi admitido para trabalhar como auxiliar de almoxarifado numa pequena empresa. Para os assistentes sociais, seu futuro parecia tenebroso. Dentro de três anos, no entanto, ele se tornou o chefe de departamento mais jovem da história daquela empresa. Após cinco anos, ele se casou com uma executiva e abriu o próprio negócio. Na ocasião em que conheceu Peck, ele havia se tornado um pai amoroso e carinhoso, um intelectual autodidata, um líder na comunidade e um artista talentoso.</p>
<p>A história desse homem é apenas um dos vários exemplos registrados por Peck. Após ter a oportunidade de conhecer tais pessoas, Peck conclui que “há uma força, um mecanismo que não compreendemos plenamente”, que opera rotineiramente para promover nossa saúde mental e física. O mais impressionante, segundo Peck (que não era cristão na ocasião em que escreveu o livro), não é o fato de ficarmos doentes, mas o fato de não ficarmos doentes com mais frequência e nos recuperarmos quando deveríamos morrer.</p>
<p>O trecho mais impressionante do livro de Peck é a conclusão, capítulo em que o autor faz uma reflexão a respeito do que sua experiência como psicoterapeuta propõe. Ao esforçar-se para compreender a inclinação do Universo a nosso favor, recorre à única palavra que parece encaixar: graça!</p>
<p>O Dr. Peck descobriu que isso é verdade. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. Nunca conseguiram, nunca conseguirão!</p>
<p>8 de fevereiro Quarta<a name="8"></a></p>
<h4>Contando os Fios de Cabelo</h4>
<p><em><br />
Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Lucas 12:7</em></p>
<p>Essas palavras de Jesus me deixam maravilhado. Deus Se importa tanto comigo que Ele sabe até mesmo quantos fios de cabelo tenho em minha cabeça?</p>
<p>Na atual era em que se mede tudo que existe debaixo do Sol, certamente alguém fez tal cálculo. Sem dúvida, em algum lugar você poderá encontrar a quantidade média de fios de cabelo na cabeça de uma mulher ou de um homem. Mas apenas isso – um cálculo médio. Jesus não estava falando sobre média. Ele queria que soubéssemos que o Pai celestial nos ama íntima, individual e pessoalmente.</p>
<p>Numa viagem à China, compreendi as palavras de Jesus. Tínhamos compromissos marcados em Xangai, mas foram desmarcados e ficamos com uma hora livre. O guia turístico nos disse que poderia nos levar a uma exposição perto dali. Fomos a um prédio grande, de bela arquitetura e vários andares. Visitamos a exposição de esculturas e artefatos interessantes do majestoso passado chinês. Em seguida, entramos numa sala em que a princípio pensei que fosse uma exposição de pinturas, mas os quadros estavam iluminados de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Ao olhar mais de perto, percebi que aquelas obras de arte não haviam sido feitas com pincel e tinta a óleo, mas tinham sido tecidas em seda.</p>
<p>Uma mulher vestida de preto sentada à mesa estava totalmente absorta no trabalho de tecelagem que realizava. Fios de várias cores pendiam da moldura. Através de um intérprete, ela me disse que havia aprendido aquela arte na infância; e agora estava com 62 anos.<br />
Em cima da mesa estava uma fotografia. Ela informou que aquele era o proprietário da companhia. Ao lado estava a réplica da foto (de uma semelhança incrível, mais fiel do que uma fotocópia), uma imitação tridimensional que reproduzia a iluminação e chamava mais atenção do que o original.</p>
<p>Fiquei impressionado. Perguntei-lhe quanto tempo tinha levado para concluir aquela obra de arte.</p>
<p>– Oito meses – ela respondeu.</p>
<p>Teceu, centímetro por centímetro, fio a fio. Se ela quisesse, poderia ter contado cada fio à medida que tecia essa parte de sua criação.</p>
<p>Nosso Criador teceu centímetro por centímetro de nosso ser, fio a fio de cabelo. Com muito amor ficou absorto em Seu trabalho; e com muito amor ainda está ao nosso lado. “Você é muito precioso para Mim”, diz. “Sei tudo sobre você. Eu o criei! Você é Meu!”</p>
<p>9 de fevereiro Quinta<a name="9"></a></p>
<h4>Uma Canção em Meio à Noite</h4>
<p><em><br />
Conceda-me o Senhor o Seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a Sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida. Salmo 42:8</em></p>
<p>Em 13 de outubro de 1944, um concerto muito incomum foi realizado na cidade-fortaleza de Terezin, na antiga Tchecoslováquia. Localizada entre as cidades de Praga e Dresden, Terezin, com apenas 5.000 habitantes, foi invadida pelo exército nazista e recebeu o nome alemão de Theresienstadt.</p>
<p>Theresienstadt abrigou uma prisão da Gestapo. Ela serviu de campo de concentração em que aproximadamente 74.000 judeus tchecos passaram a caminho de Auschwitz. Alguns dos prisioneiros, no entanto, permaneceram em Theresienstadt por anos. Entre eles, havia vários músicos e compositores. Viktor Ullmann foi um deles. As condições daquele campo de concentração eram bem menos rígidas do que em outros lugares, e os músicos tiveram a oportunidade de continuar sua obra criativa e até mesmo organizar uma orquestra. Ullmann compôs cerca de 20 peças musicais entre 1942 e 1944, incluindo uma ópera. Mesmo diante daquela terrível situação, Ullmann apresentou um espírito de criatividade, resistência e iniciativa.</p>
<p>Para os nazistas, as atividades do campo de concentração de Theresienstadt favoreciam a transmissão de uma falsa impressão. Eles convidaram os representantes da Cruz Vermelha Internacional para inspecionar o campo numa data predeterminada a fim de assistirem ao concerto, que incluía várias obras compostas em cativeiro. Os nazistas filmaram o evento e enviaram as imagens com o objetivo de se autopromoverem. Os músicos receberam ternos pretos para vestir na ocasião, e a plataforma construída para o maestro Karel Ancerl foi enfeitada com vasos de plantas para esconder os sapatos em péssimas condições que ele usava.</p>
<p>Três dias após o concerto, no entanto, todos os prisioneiros do campo, cerca de 2.500 homens, foram enviados para Auschwitz. Sua utilidade para os nazistas tinha chegado ao fim. Muitos foram assassinados ao chegarem ao destino. Viktor Ullmann estava entre eles.</p>
<p>Antes de Ullmann embarcar para Auschwitz, foi obrigado a deixar suas composições musicais em Theresienstadt. Alguns fragmentos foram preservados e hoje fazem parte do repertório de orquestras ao redor do mundo.</p>
<p>É impossível ouvir essas composições sem pensar no contexto histórico em que foram criadas. Musicais escritos não por lucro ou vaidade, mas por um poder maior do que a vida: a necessidade de sobrevivência. Trata-se de uma canção em meio à noite mais escura.</p>
<p>10 de fevereiro Sexta<a name="10"></a></p>
<h4>Uma Abordagem Nova e Radical</h4>
<p><em><br />
Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. Efésios 5:21</em></p>
<p>A graça não é meramente um bom tema para sermões e hinos. Deus deseja que a graça permeie cada aspecto de nosso ser, transforme cada relacionamento e nos torne semelhantes a Cristo na totalidade da vida.</p>
<p>A graça introduz uma abordagem nova e radical à família. Não precisamos mais ficar preocupados em mostrar quem é o chefe. Em vez de autoridade, a essência é o serviço. O objetivo é servir, não mandar; ajudar, não comandar; assegurar, não dominar. Somos seguidores dAquele que disse aos Seus discípulos: “Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:26-28).</p>
<p>Nossos filhos – filhos cristãos – têm dificuldade em entender o plano da salvação porque aquilo que tentamos ensinar-lhes a partir dos 10 anos de idade está em desarmonia com a maneira pela qual os educamos. No período em que usavam fraldas, engatinhavam e davam os primeiros passos, ensinávamos por meio de recompensas e punições (desaprovação). Em seguida, de repente, tentamos ensinar-lhes que Deus lida conosco de forma totalmente contrária.</p>
<p>Ainda preciso encontrar um método de criar e educar crianças que leve a sério o princípio da graça. Vejo várias ideias e livros cristãos bem-intencionados baseados no princípio do controle, da autoridade, da disciplina, da liderança e assim por diante. Mas, à luz do ensinamento bíblico a respeito da graça, a abordagem nova e radical quanto à família, acho que eles perdem o objetivo de vista, infelizmente.</p>
<p>Os cristãos com razão levam a sério a função de pais. Entendem que, ao desempenharem a tarefa delicada de moldar valores e atitudes, representam Deus na vida dos pequenos. O problema é que não lidamos com nossos filhos da mesma maneira que Deus lida conosco. Somos rápidos em punir e lentos em perdoar. Até mesmo as canções sobre Jesus que ensinamos a eles muitas vezes transmitem, sutil ou diretamente, que Ele não nos ama quando fazemos algo de errado. O método de “recompensa e punição” que utilizamos para educá-los talvez permaneça com eles para o resto da vida, distorcendo permanentemente o conceito que têm de Deus.</p>
<p>Criar e educar filhos. Quem é bom o bastante para desempenhar tamanha função? De alguma forma, apesar de nós mesmos, coisas boas acontecem, pois Deus é grande e ama nossos filhos muito mais do que o fazemos.</p>
<p>11 de fevereiro Sábado<a name="11"></a></p>
<h4>A Graça na Família</h4>
<p><em><br />
Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção. Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda. Salmo 127:1</em></p>
<p>Neste mundo de relacionamentos destruídos, nenhuma outra instituição tem sofrido mais do que a família. O sagrado matrimônio muitas vezes se torna o desvairado pandemônio.</p>
<p>A seguir, partilho com você uma história que circula por aí.</p>
<p>Três homens recém-casados se reuniram e começaram a se gabar de como tinham sido bem-sucedidos em colocar as esposas na “linha”.</p>
<p>O primeiro se gabou de ter dito à esposa que ela era a responsável por lavar toda a louça e cuidar da limpeza da casa. Disse que levou dois dias, mas ao terceiro dia encontrou a casa limpa e a louça lavada.</p>
<p>O segundo homem se gabou de ter dado ordens à esposa para cuidar de toda a limpeza da casa, lavar a louça e cozinhar. Disse que não viu nenhum resultado no primeiro dia, mas no segundo já notou melhoras. No terceiro dia, encontrou a casa limpa, a louça lavada e um jantar caprichado sobre a mesa.</p>
<p>O terceiro homem se gabou de ter dito à mulher que seu dever consistia em limpar a casa, lavar a louça, aparar a grama, lavar a roupa e preparar todas as refeições. Disse que no primeiro dia não viu nada. No segundo dia também não, mas no terceiro o inchaço diminuiu e conseguiu enxergar um pouco com o olho esquerdo!</p>
<p>Ellen White tinha razão ao afirmar: “A graça de Cristo, e ela somente, pode tornar essa instituição [a família] o que Deus designou que fosse: um meio para a bênção e reerguimento da humanidade. E assim as famílias da Terra, em sua união, paz e amor, podem representar a família do Céu” (O Maior Discurso de Cristo, p. 65).</p>
<p>Senhor Jesus, reina em minha família hoje! Faze com que ela seja um canal de bênçãos para o mundo e uma instituição para a Tua glória!</p>
<p>12 de fevereiro Domingo<a name="12"></a></p>
<h4>Vida Nova na Graça de Deus</h4>
<p><em><br />
O mesmo refere-se aos maridos: sejam bons maridos para as suas esposas. Honrem-nas, deleitem-se nelas. Pois as mulheres não possuem certas vantagens. Mas, na vida nova da graça de Deus, vocês são iguais. Tratem as esposas, portanto, de igual para igual para que as suas orações não sejam interrompidas. 1 Pedro 3:7, The Message</em></p>
<p>A graça transforma o relacionamento matrimonial. Ela eleva esse relacionamento, a ligação mais delicada e íntima entre os seres humanos, a um novo nível. Tudo o que é belo e precioso no amor entre um homem e uma mulher se torna enobrecido e puro.</p>
<p>A maravilha de se apaixonar é que o nosso mundo de repente se amplia além da visão centrada unicamente em nós mesmos. “Perdemo-nos” no outro: pensamos constantemente na pessoa amada, notamos os detalhes do seu jeito e aparência, analisamos como podemos fazer para agradá-la mais e mais. Tornamo-nos uma pessoa diferente e melhor.</p>
<p>Mas a atração inicial e o fascínio se desgastam. Somos criaturas egoístas por natureza, e o relacionamento que começou com um grau elevado de abnegação se degenera cada vez mais até se transformar em expectativas egoístas, exigentes e insatisfeitas.</p>
<p>Nenhum casamento é perfeito, pois nem o homem nem a mulher são perfeitos. Aquilo que começou de forma tão sublime e majestosa se degrada para algo em que os dois mal podem tolerar, levando-os a ficar juntos apenas para o bem-estar dos filhos, por medo do que os outros vão dizer ou até mesmo devido a ameaças.</p>
<p>Mas a graça, que transforma todo o nosso viver, pode transformar o relacionamento matrimonial. A graça dá e perdoa. Como recebedores da graça, somos presenteados com o dom gratuito da salvação, um presente imerecido, e com o perdão que nos liberta do fardo dos erros do passado, do peso esmagador do presente e do medo do desconhecido.</p>
<p>Por termos recebido tanto sem merecer, desejamos da mesma forma conceder generosamente – a começar com o nosso cônjuge. Por termos sido perdoados por nossas transgressões, podemos perdoar mais prontamente as mágoas e os desentendimentos causados por nosso cônjuge.</p>
<p>Na nova vida na graça de Deus, declarou Pedro, somos todos iguais. Cada família encontra seu próprio caminho no que diz respeito às responsabilidades e deveres – controle das finanças, limpeza da casa, compras, etc. Mas no casamento cristão cada um desempenha suas tarefas, bem-vindas ou não, num espírito de ajuda mútua e com o desejo de agradar. Ninguém é chefe – apenas Jesus, que é o Senhor do lar e do relacionamento.</p>
<p>13 de fevereiro Segunda<a name="13"></a></p>
<h4>No Senhor</h4>
<p><em><br />
Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Efésios 6:1</em></p>
<p>Um lar em que os filhos honram, respeitam e obedecem aos pais: o ideal de todo cristão. Mas a questão é: Por quê? Por que os filhos fazem o que é certo? Por que se comportam segundo o desejo dos pais? Por que se dirigem de maneira respeitosa aos pais?</p>
<p>Talvez ajam assim por medo de agir de maneira contrária. Medo do que poderão sofrer se não fizerem assim. Medo do que lhes será negado. Isso não é “obediência”, mas uma conformidade externa que torna o futuro estritamente limitado. Ao serem removidas as restrições e as motivações externas, essa “obediência” se desvanece como um castelo de areia. Essa é a razão de “bons” filhos de “bons” lares cristãos geralmente rejeitarem todas as restrições no momento em que cortam os laços familiares.</p>
<p>Outro tipo de “bondade” vem do respeito ao padrão cristão do lar. Os filhos amam e respeitam os pais e se tornam “bons” filhos e “bons” adultos. Não se envolvem em confusão, nunca desonram o bom nome dos pais. Mas também sabem que são “bons” e não sentem a necessidade de um Salvador.</p>
<p>A única obediência que conta é a obediência que Paulo identificou no texto bíblico de hoje: “no Senhor”. A única bondade é a bondade que provém por meio de Sua graça. Ao percebermos a nossa iniquidade, aceitamos o sacrifício expiatório de Cristo em nosso favor e nos rendemos ao Seu amor.</p>
<p>Como podemos ajudar nossos filhos a ser obedientes “no Senhor”? Eu gostaria de saber a resposta. Parte da resposta certamente se encontra no modelo que oferecemos a eles como pais. O conceito que possuem de Deus será formado muito mais pelo que fazemos – a maneira pela qual nos relacionamos com eles e com os outros – do que pelo que dizemos.</p>
<p>Se formos dignos de confiança, aprenderão a confiar e terão facilidade em confiar em Deus, a quem não podem ver.</p>
<p>Se formos generosos, terão facilidade em aceitar o incrível dom da salvação.</p>
<p>Se demonstrarmos nosso amor por eles, terão facilidade em compreender que para Deus são infinitamente preciosos.</p>
<p>Se perdoarmos nossos filhos facilmente, talvez sejam capazes de aceitar o perdão infinito de Deus.</p>
<p>Quem é bom o bastante para desempenhar tamanha função? Nenhum de nós; mas Deus prometeu suprir nossas imperfeições.</p>
<p>14 de fevereiro Terça<a name="14"></a></p>
<h4>Se Eu Pudesse Voltar no Tempo</h4>
<p><em><br />
“Contenha o seu choro e as suas lágrimas, pois o seu sofrimento será recompensado”, declara o Senhor. “Eles voltarão da terra do inimigo. Por isso há esperança para o seu futuro”, declara o Senhor. “Seus filhos voltarão para a sua pátria.” Jeremias 31:16, 17</em></p>
<p>A paternidade talvez seja a função mais importante que nós possamos ser chamados a desempenhar, como também a mais difícil. Há livros aos montes, e uma quantidade infinita de manuais, escritos por indivíduos que têm certeza de que possuem todas as respostas – até nascerem os próprios filhos!</p>
<p>Certa vez, há muitos anos, Noelene e eu fomos convidados a realizar um seminário sobre família. Não temos treinamento profissional nessa área, mas aceitamos. Acho que o seminário foi considerado útil, pois depois disso recebemos vários convites para realizar o mesmo seminário em outros lugares. Atuamos nessa área por algum tempo, mas depois decidimos parar. Na época em que nossos filhos entraram na adolescência, descobrimos que nossas antigas respostas não funcionavam da maneira que deveriam.</p>
<p>Penso na maneira com que os cristãos tentam administrar o lar e criar os filhos. Penso na maneira com que Noelene e eu estabelecemos nosso lar e criamos nossa família. Olho ao redor e me recordo do passado. As únicas palavras que me veem à mente são: amor (claro), respeito, autoridade, obediência, recompensa e punição. Mas não me recordo muito da graça. Ah, a graça estava lá, mas não como o princípio áureo, aquele que rege todos os outros. Não era costume agirmos como Cristo agiu e ainda age conosco – certamente não da minha parte. Geralmente estávamos muito preocupados em ter uma família “boa” e “correta”; afinal, eu era pastor, Noelene era mulher de pastor, e Terry e Julie, filhos de pastor. Noelene e eu nos mantivemos fiéis um ao outro e nossos filhos se comportaram bem.</p>
<p>Tivemos uma família feliz, mas, se pudesse, eu gostaria de ter a oportunidade de fazer tudo de novo. Gostaria de servir mais em vez de ficar tão preocupado com as minhas próprias necessidades. Gostaria de ser mais generoso para que meus filhos pudessem entender melhor a generosidade infinita de Deus. Gostaria de jogar fora para sempre os sentimentos terrivelmente egoístas. Tentaria ajudar Terry e Julie a compreender, sem deixar a menor sombra de dúvida em sua mente, que a despeito de qualquer coisa que fizerem, qualquer lugar que frequentarem, nosso amor por eles jamais diminuirá, que sempre terão um lugar em nossa casa preparado para eles, dia e noite. E que temos orgulho deles, e assim sempre será.</p>
<p>15 de fevereiro Quarta<a name="15"></a></p>
<h4>Crescimento na Graça</h4>
<p><em><br />
Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, agora e para sempre! Amém. 2 Pedro 3:18</em></p>
<p>Tiro o chapéu para Uceba Babson, de West Palm Beach, Flórida, Estados Unidos. Ao entrar vestindo o capelo e a beca na formatura do ensino médio, o auditório inteiro bateu palmas em pé e o governador do Estado enviou uma carta parabenizando-a.</p>
<p>Poucos meses antes da cerimônia de colação de grau, Uceba Babson havia completado 90 anos de idade!</p>
<p>Na época em que frequentou a escola na juventude, Uceba costumava caminhar quase dois quilômetros até o prédio escolar de apenas uma sala de aula. Em 1931, desistiu de estudar e se casou com um agricultor.</p>
<p>Após 70 anos sem pisar numa sala de aula, Uceba decidiu voltar a estudar. Uceba teve 81 netos e bisnetos e ficou viúva três vezes, mas ainda assim não deixou de acariciar o sonho de concluir o ensino médio.</p>
<p>Levantava-se às quatro da manhã todos os dias e dirigia seu automóvel ao centro de educação de adultos. As muitas horas de estudo de matemática, inglês, ciências e estudos sociais valeram a pena. E ela conseguiu! “Isso foi algo que prometi a mim mesma há muitos anos”, confessou após a formatura. “Foi um desafio, um desafio maravilhoso.”</p>
<p>Nós, seguidores de Jesus, somos alunos de Sua escola de aprendizado vitalício. As riquezas de Sua graça são tão abundantes que nunca chegaremos a seu pleno conhecimento. Deus deseja que estejamos sempre aprendendo, sempre crescendo em Jesus, em quem “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2:3). Exploraremos novas profundezas de Sua graça inesgotável por toda a eternidade.</p>
<p>“É o desejo do Senhor que Seus seguidores cresçam em graça, que Seu amor seja mais e mais abundante, que eles sejam cheios dos frutos de justiça, por meio de Jesus Cristo, para o louvor e glória de Deus” (Ellen G. White, Signs of the Times,<br />
12 de junho de 1901). “A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia.</p>
<p>É um contínuo crescimento na graça” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 114).</p>
<p>Que perspectiva – sempre aprendendo, sempre crescendo! Que futuro maravilhoso, hoje e eternamente!</p>
<p>Tiro o chapéu para Uceba Babson, que voltou a estudar após passar 70 anos fora da escola e se graduou aos 90. Esse é o espírito que o Senhor da graça quer nos conceder, seja aos 9 ou aos 90.</p>
<p>16 de fevereiro Quinta<a name="16"></a></p>
<h4>O Sistema Solar Divino</h4>
<p><em><br />
Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. Efésios 2:8-10</em></p>
<p>Graça, fé e obras. Quanto se discutiu, e ainda se discute, a respeito desses termos. Somos salvos pela graça e pelas obras, ou apenas pela graça? Se for apenas pela graça, então onde ficam as obras? E que dizer da fé? É algo pelo qual podemos receber crédito?</p>
<p>Realmente é tentador pensar que a graça, a fé e as obras formam um triângulo – um triângulo com um lado (graça) mais longo dos que os outros, mas ainda assim um triângulo.</p>
<p>Tentador, mas errado. Num triângulo, a soma de dois lados será maior do que o lado restante. Mas isso não é verdade aqui. A combinação de fé e obras nem sequer se iguala à grandiosidade da graça.</p>
<p>Devemos pensar nessa questão como um sistema solar divino, sendo a graça o Sol e a fé e as obras planetas separados que giram em torno desse grande astro.</p>
<p>Há apenas um Sol, pois existe apenas um Sol da justiça (Ml 4:2). No universo da salvação não há espaço para a glória humana; a glória que não vem de Cristo não pode ser a glória refletida por Ele. Unicamente a Sua graça – ilimitada, imensurável, ampla e gratuita – nos concede a esperança da vida eterna. Recebemos a salvação como um presente, não por mérito pessoal. Para outra analogia, leia a linda declaração de Ellen White: “Este vestido [a veste da justiça de Cristo] fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana” (Parábola de Jesus, p. 311).</p>
<p>Nenhum fio – nem um sequer! Não podemos nos gabar de absolutamente nada.</p>
<p>A fé é um planeta do sistema solar divino. A fé não vem de nós mesmos para que não sejamos tentados a nos orgulhar disso. A fé em si é um dom do Deus da graça, um dom que nos capacita a dizer sim à graça quando todos ao nosso redor escolhem dizer não.</p>
<p>No sistema solar divino também existe outro planeta – as obras. Assim como a fé, as obras provêm do Sol da graça, Jesus. Ao dizer sim para Ele, Sua luz brilha sobre nós e em nós, transformando-nos, renovando-nos, recriando-nos à Sua imagem. Ele reflete a glória de Deus; assim, ficamos cada vez mais semelhantes a Ele.</p>
<p>O sistema solar divino possui três elementos – o Sol da graça e os planetas da fé e das obras.</p>
<p>17 de fevereiro Sexta<a name="17"></a></p>
<h4>Quebrando o Ciclo do Abuso</h4>
<p><em><br />
Ao vê-la, Jesus chamou-a à frente e lhe disse: “Mulher, você está livre da sua doença”. Então lhe impôs as mãos; e imediatamente ela se endireitou, e passou a louvar a Deus. Lucas 13:12, 13</em></p>
<p>Por 18 anos ficou encurvada, incapaz de ficar ereta. Por 18 anos arrastou-se pela vida, lutando para manter o equilíbrio, com os olhos forçadamente voltados para baixo. Nunca pôde contemplar o nascer do Sol, nunca acompanhou o voo de um pássaro ou o movimento das nuvens, pois era obrigada a fitar o chão.</p>
<p>Naquele sábado, caminhou com muita dificuldade até a sinagoga e encontrou um lugar na seção destinada às mulheres. Com os olhos voltados para baixo, ouviu o Mestre itinerante de Nazaré explicar as Escrituras. Extasiada, prestou atenção em cada palavra; mas o interesse se transformou num grande espanto ao ouvir Jesus chamá-la do meio da congregação pelo nome.</p>
<p>“Mulher, você está livre da sua doença”, disse, impondo-lhe as mãos. Imediatamente o poder curador inundou seu ser, libertando as juntas e fortalecendo os ossos. Ela ficou ereta – pela primeira vez em 18 anos!</p>
<p>Muitas pessoas hoje sofrem com uma enfermidade tão real quanto a enfermidade dessa mulher. Passam pela vida com os olhos voltados para baixo, dominadas por uma força que não podem vencer sozinhas. Conhecem apenas um modo de viver, aquele que seus pais – e avós – conheceram. Aquela que seus herdeiros estão fadados a perpetuar.</p>
<p>Refiro-me ao abuso familiar, que ocorre em ciclos satânicos. Crianças crescem sofrendo abusos por parte dos pais, que por sua vez também sofreram abusos, fazendo, assim, com que os filhos deem continuidade a essa atrocidade. Talvez o aspecto mais trágico do abuso seja o fato de ele exercer a sua força em famílias que professam ser cristãs. Já fui testemunha disso – vi isso acontecer entre pessoas que cresceram na igreja, que até mesmo tiveram a oportunidade de ter uma educação cristã. Apesar de todos os sermões e estudos, o ciclo do abuso continua, e tenho vontade de chorar.</p>
<p>Creio que Jesus pode quebrar o ciclo do abuso. Creio que a Sua graça é mais poderosa do que o peso acumulado das gerações. Creio que as pessoas podem mudar. Não temos que aceitar o abuso com sua degradação e falta de respeito próprio; não temos que submeter nossos filhos a abusos, mesmo que tenhamos sido vítimas dele.</p>
<p>Jesus nos chama à frente. Ele nos chama pelo nome e diz: “Você está livre da sua doença.” E pela primeira vez podemos nos endireitar e render louvores a Deus.</p>
<p>18 de fevereiro Sábado<a name="18"></a></p>
<h4>O Poço de Lágrimas</h4>
<p><em><br />
Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai, deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou ao pai: “Abençoe também a mim, meu pai!” Gênesis 27:34</em></p>
<p>O grito de amargura de Esaú ecoa pelos séculos. É o clamor de filhos e filhas que anseiam a aprovação paterna.</p>
<p>Ao que parece, o clamor de Esaú não faz sentido. Aparentemente, Esaú deve ter sido criado em uma família que adorava a Deus e manifestava amor. Seu pai, Isaque, homem temente a Deus, amava Rebeca, sua esposa (Gn 24:67). O casal esperou um longo período para ter filhos e finalmente tiveram apenas dois – gêmeos, Esaú e Jacó. Esse foi um lar em que os filhos foram desejados, recebidos com alegria e amados.</p>
<p>A imagem de Esaú extraída da Bíblia é a de um homem forte e autossuficiente. Ele “tornou-se caçador habilidoso e vivia percorrendo os campos” (Gn 25:27). Não esperamos ver um homem como esse abrir a boca a chorar.</p>
<p>Mas aquele lar estava longe do modelo que aparentava ser. Os pais tinham preferências. Isaque amava Esaú, Rebeca amava Jacó. É claro que os filhos sabiam disso.</p>
<p>Assim, Esaú, com toda a aparente coragem e indiferença às emoções, se sentia profundamente inseguro. Na ocasião em que Jacó enganou Isaque a fim de receber a bênção da primogenitura – bênção que Isaque pensou estar proferindo sobre o outro filho – Esaú irrompeu em lágrimas. Poucos dias antes, havia tratado a bênção de maneira arrogante, trocando-a por um prato de guisado de lentilhas; mas agora, ao ver seu irmão levar o prêmio, clamou para que fosse abençoado também.</p>
<p>O ato de educar os filhos é um aprendizado para os pais também. Ao ensinarmos, continuamente aprendemos mais a nosso respeito. Ficamos surpresos ao perceber como um filho é diferente do outro. Ao se tornarem adultos, ficamos admirados em saber como a opinião de cada um varia em relação à maneira com que foram criados.</p>
<p>Um poço de lágrimas começa a se formar logo cedo dentro de cada um de nós. Até mesmo a melhor família do mundo está manchada pelo pecado, e os filhos detectam (ou pensam que detectam) palavras ou ações que demonstram certa preferência pelo irmão. O poço de lágrimas continua a aumentar em segredo. No momento em que o poço explode na idade adulta, surpreende os pais e outros membros da família.</p>
<p>Mas a graça faz a diferença. A graça assegura aos pais que Deus nos ama, nos aceita e nos ajuda a demonstrar aprovação. Por meio de elogios, abraços, pequenas atenções, transmitimos uma bênção aos nossos filhos.</p>
<p>19 de fevereiro Domingo<a name="19"></a></p>
<h4>A Bondade de Jesus</h4>
<p><em><br />
Não quebrará o caniço rachado, não apagará o pavio fumegante, até que leve à vitória a justiça. Mateus 12:20</em></p>
<p>Uma das maiores características de Jesus, cheio de graça, é a Sua bondade. Enquanto esteve na Terra, tratou com carinho cada pessoa que se achegou a Ele, considerou todas elas preciosas e procurou um modo de atingir seu coração para que o evangelho ali fizesse morada.</p>
<p>Ao jovem rico, Jesus falou sobre as posses. À mulher junto ao poço, com o jarro d’água em mãos, Jesus falou sobre a água da vida. Ao mestre da lei, Jesus falou sobre o grande mandamento. À mulher apanhada em adultério, culpada diante de todos e de si mesma, não falou nada.</p>
<p>Depois de resumir em seu evangelho o ministério de Jesus em favor dos enfermos, Mateus citou Isaías 42:1-4, a passagem maravilhosa do “Servo”, que descreve o trabalho do Messias. Sem grosserias. Sem severidade. Sem violência. Apenas bondade, compaixão, sensibilidade e preocupação pelo próximo.</p>
<p>Esse é Jesus. Que Salvador! Que Amigo!</p>
<p>Bondade não é sinônimo de fraqueza. Jesus foi bondoso, não fraco. No momento certo, demonstrou-Se forte e firme, derrubando as mesas e cadeiras e colocando os mercadores e cambistas para correr diante do chicote de cordas que confeccionou.</p>
<p>Na maior parte do tempo, entretanto, Jesus foi o epítome da bondade. Com as crianças. Com as mães. Com os marginalizados pela sociedade. Com homens e mulheres enfermos física e espiritualmente.</p>
<p>O mundo aplaude o poder; nós aplaudimos o bondoso Jesus. O mundo aplaude estratagemas, inteligência e a capacidade de “fazer qualquer coisa para vencer”. Nós aplaudimos o bondoso Jesus.</p>
<p>Sua bondade é mais poderosa e realiza muito mais do que qualquer presidente, potentado ou político. Sua bondade transforma a vida das pessoas.</p>
<p>Sua bondade nos torna bondosos. “Nem buscamos reconhecimento humano, quer de vocês quer de outros. Embora, como apóstolos de Cristo, pudéssemos ter sido um peso, fomos bondosos quando estávamos entre vocês, como uma mãe que cuida dos próprios filhos” (1Ts 2:6, 7).</p>
<p>Bondoso Jesus, torna-nos semelhantes a Ti hoje.</p>
<p>20 de fevereiro Segunda<a name="20"></a></p>
<h4>Seus Ouvidos Estão Abertos?</h4>
<p><em>O Soberano, o Senhor, abriu os meus ouvidos, e eu não tenho sido rebelde; eu não me afastei. Isaías 50:5</em></p>
<p>Essa profecia maravilhosa a respeito da obediência de Jesus à vontade de Deus está enraizada nas instruções dadas pelo Senhor a Moisés. Quando a Bíblia diz que os ouvidos de Jesus se abriram – o verbo “abrir” está no passado, não no presente – significa mais do que a prontidão em ouvir e seguir a liderança de Deus.</p>
<p>No livro de Êxodo, no capítulo 21, encontramos o contexto dessas palavras. Nessa passagem, em primeiro lugar encontramos a provisão benevolente de Deus para evitar que Seus filhos fossem mantidos como escravos por toda a vida: “Se você comprar um escravo hebreu, ele o servirá por seis anos. Mas no sétimo ano será liberto, sem precisar pagar nada” (Êx 21:2). Deus ama a liberdade e quer que Seu povo seja livre. Assim, se essa lei fosse obedecida, nenhum hebreu poderia ser mantido como servo por mais de seis anos.</p>
<p>Mas Deus também acrescentou outra provisão: “Se, porém, o escravo declarar: ‘Eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre’, o seu senhor o levará perante os juízes. Terá que levá-lo à porta ou à lateral da porta e furar a sua orelha. Assim, ele será seu escravo por toda a vida” (v. 5, 6).</p>
<p>Aqui se encontra uma pessoa que escolheu voluntariamente ser escrava por toda a vida. Sua orelha testemunha a todos que, por amor ao seu mestre, escolheu servi-lo para sempre. Esse é um homem cujos ouvidos foram abertos.</p>
<p>Até mesmo o Senhor Jesus, o Criador do Céu e da Terra, Se humilhou. Ele “esvaziou-Se a Si mesmo, vindo a ser servo, tornando-Se semelhante aos homens” (Fp 2:7). Nenhuma força externa O levou a fazer isso, apenas a força que tinha dentro de Si, a força do amor.<br />
Ao longo de cada estágio de Sua jornada, a cada passo de Sua missão, Jesus colocou Deus em primeiro lugar. Seus ouvidos não foram abertos literalmente, mas sim os ouvidos do Seu coração. Enquanto aqui viveu, serviu em perfeita obediência.</p>
<p>Prezado amigo, os seus ouvidos estão abertos? Você ama o seu Senhor de tal maneira que está preparado para dizer: “Desejo ser Seu servo por toda a vida. Quero ser semelhante a Jesus, pronto para ir ou ficar, falar ou permanecer em silêncio, ser e fazer apenas aquilo que o Senhor planejou para mim”?</p>
<p>Que essa seja a sua e a minha oração neste novo dia!</p>
<p>21 de fevereiro Terça<a name="21"></a></p>
<h4>A Pirâmide Invertida</h4>
<p><em><br />
Eis o Meu Servo, a quem sustento, o Meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nEle o meu Espírito, e Ele trará justiça às nações. Isaías 42:1</em></p>
<p>Eu estava sentado no banco da igreja, maravilhado com a inspiração da cerimônia. Deveria ter sido um evento deprimente, por se tratar do funeral de um homem, de apenas 44 anos de idade, que havia morrido de repente e de modo inesperado, deixando esposa e dois filhos.</p>
<p>Mesmo assim, o tom não foi de tragédia, mas de celebração de uma vida vivida para a glória de Deus. Victoriano Orion não conquistou a admiração do mundo e não recebeu honras, mas o testemunho daqueles que o conheceram e foram abençoados por ele revelou que sua vida foi vivida tendo em vista a eternidade e que os louros celestiais lhe estão garantidos.</p>
<p>Marido e pai devoto, Vic, como era chamado pelos amigos, encontrava tempo para ajudar outros em necessidade. Um amigo, surpreso e emocionado por ter sido chamado para falar durante a cerimônia fúnebre, revelou que devido à saúde debilitada ele não tinha condições de atender às necessidades da casa. Mas Vic, sozinho ou em companhia dos filhos, cuidou de tudo. Pintou a casa, consertou as goteiras, cuidou do jardim, consertou o carro. Ao longo de mais ou menos oito anos, Vic visitou aquela casa “talvez umas cem vezes”, ficando geralmente duas horas ou mais para ajudar e às vezes o dia inteiro.</p>
<p>James (Johnny) Johnson, ex-secretário assistente da Marinha dos Estados Unidos, contou como certo dia Vic deixou um livro cristão em seu escritório. Alguns dias mais tarde, voltou com outro livro e depois outro. Johnson e Vic se tornaram grandes amigos. Em nenhum momento Vic tentou persuadir Johnson a ir à igreja, mas a influência cativante de sua vida fiel e compassiva conquistou o coração de Johnson.</p>
<p>A vida de Vic não foi publicada na revista Time, na Newsweek ou no jornal Washington Post. Ela está registrada num lugar muito mais importante: o livro da vida do Cordeiro.</p>
<p>A vida de Victoriano Orion refletiu Aquele a quem amava e em quem confiava. Jesus, numa série de cenas impressionantes no livro de Isaías, é chamado “Meu Servo”, e a respeito dEle foi dito: “O Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28).</p>
<p>A maioria das pessoas enxerga a vida como uma pirâmide com o objetivo de chegar ao topo. Mas Jesus inverte a pirâmide da vida. Em vez de pisar nos outros, nós os carregamos nos ombros, à semelhança de Jesus.</p>
<p>22 de fevereiro Quarta<a name="22"></a></p>
<h4>A Abundância da Graça</h4>
<p><em><br />
Outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um. Marcos 4:8</em></p>
<p>Na famosa parábola de Jesus, um semeador saiu a semear. Algumas sementes caíram à beira do caminho, e as aves vieram e as comeram. Outras caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, mas queimaram e secaram ao calor do Sol. Ainda outras caíram entre espinhos, que cresceram e sufocaram os brotos. Mas algumas sementes caíram em terra fértil e germinaram e deram uma colheita abundante.</p>
<p>Sempre entendi que essa parábola falava a respeito dos vários ouvintes do evangelho. Apesar de ser chamada de a parábola do semeador, essa é, na verdade, a parábola dos solos. A compreensão usual dessa parábola, sem dúvida, aponta para a verdade, mas perde de vista alguns aspectos importantes – e o mais importante de todos.</p>
<p>Um estudo dos métodos antigos de agricultura nos ajuda a compreender o significado por trás das palavras de Jesus. Ao contrário da agricultura moderna em que primeiro o solo é preparado para depois ser semeado, o método antigo consistia em lançar as sementes e depois lavrá-lo. Essa é a razão de as sementes na parábola aparentemente terem ido parar em vários lugares.</p>
<p>As sementes à beira do caminho, no terreno pedregoso e entre os espinhos caíram ali por acidente, não por ação proposital. A maior parte das sementes caiu no local planejado – em solo fértil. Se nos concentrarmos nos três solos inférteis, deduziremos que o trabalho do semeador foi em grande parte (75%) perdido; mas não foi assim.</p>
<p>Pelo contrário, o trabalho do semeador resultou numa colheita abundante. Na verdade, a colheita ultrapassou todas as expectativas. “Estudos sobre a produção dos campos agrícolas da Palestina, em que métodos agrícolas eram seguidos, revelam que uma colheita em que se colhia dez vezes mais do que foi plantado era sinônimo de uma boa produção, pois a média era de aproximadamente sete e meio. Isso significa que todos os três números da colheita (30, 60 e 100 por um) foram mencionados para descrever uma colheita anormal, uma colheita milagrosamente abundante” (Larry W. Hurtado, Mark [1983], p. 58).</p>
<p>Do ponto de vista humano, a colheita da parábola era impossível. Mas o evangelho não fala sobre o poder humano, e sim a respeito do reino de Deus, do trabalho de Deus.</p>
<p>A abundância da graça ultrapassa os limites de nossa imaginação.</p>
<p>23 de fevereiro Quinta<a name="23"></a></p>
<h4>A Graça é Como um Jardim</h4>
<p><em><br />
Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. Isaías 58:11</em></p>
<p>A história revelada na Bíblia ocorre entre dois jardins. No primeiro – um jardim perfeito sem ervas daninhas, pragas ou mosquitos, onde não havia tristeza nem morte – nossos primeiros pais caíram. Eles deram as costas para o plano de vida e felicidade criado por Deus e cederam à tentação do maligno.</p>
<p>A noite caiu sobre o jardim. A morte e a degradação chegaram trazendo consigo o pranto. Com muita tristeza, eles saíram do jardim para enfrentar uma vida de trabalho pesado e sofrimento.</p>
<p>Tudo o que perderam, no entanto, foi conquistado novamente em outro jardim. Numa quinta-feira à noite, sob o luar, um Homem lutava com Seu destino. O peso da iniquidade do mundo inteiro, acumulada desde a queda no primeiro jardim, caiu-Lhe sobre os ombros.</p>
<p>Em profunda angústia, Ele orou três vezes para que o Pai O livrasse daquela terrível provação: “Meu Pai, se for possível, afasta de Mim este cálice; contudo, não seja como Eu quero, mas sim com Tu queres” (Mt 26:39). A agonia que sentia era tão intensa que Seu suor se transformou em grandes gotas de sangue que caíram ao chão (Lc 22:44). Enquanto isso, os discípulos dormiam.</p>
<p>Aquela noite, no Jardim do Getsêmani, o amor venceu. Jesus tomou o cálice amargo e, assim, plantou um novo jardim, o jardim da graça.</p>
<p>Minha mãe tinha “dedos verdes”. O jardim que cultivava era seu lugar favorito. Não era grande, mas muito bonito, com uma sucessão de plantas anuais e perenes à medida que o ano seguia seu curso; um gramado bem formado e bem aparado; arbustos, samambaias e trepadeiras; flores que amavam a luz e outras que preferiam a sombra.</p>
<p>Depois de muitos anos, comecei a receber a mesma bênção através do cultivo de meu próprio jardim. Sempre esteve lá, na Bíblia, como também nos escritos de Ellen White, mas de alguma forma nunca levei a sério. Trabalhar o solo; plantar, aguar e semear; observar as sementes brotarem e os botões florescerem – que satisfação! Que terapia para os músculos e a mente! Que volta à simplicidade!</p>
<p>A graça é como um jardim. Repleta de flores lindas e perfumadas, de cores encantadoras que atraem os beija-flores e as borboletas. Toda essa exibição exuberante apenas para o nosso contentamento. Infinitas variedades, infinitas maravilhas. Exatamente como a graça.</p>
<p>24 de fevereiro Sexta<a name="24"></a></p>
<h4>A Graça é um Reino</h4>
<p><em><br />
O sermão profetizado por Isaías ganhou vida na Galileia no momento em que Jesus começou a pregar. Ele começou onde João parou: “Mudem de vida. O reino de Deus está aqui.” Mateus 4:17, The Message</em></p>
<p>Algumas pessoas desejam que Deus apresente um mostruário de opções para os Seus seguidores. Selecionamos o que queremos e rejeitamos o resto. Mas Jesus declarou que havia chegado um reino, não um mostruário.</p>
<p>Algumas pessoas querem que Deus siga a vontade da maioria. Um modelo democrático lhes serviria muito bem. Mas Jesus falou de um reino, não de democracia.</p>
<p>Algumas pessoas querem que Deus governe baseado no consenso geral. Todos nós nos reunimos com Ele, discutimos as questões e decidimos o que fazer. Mas Jesus disse: “Não tentem mudar Deus. Mudem a sua vida. O reino de Deus está aqui.”</p>
<p>De acordo com os Evangelhos, Jesus falou sobre “o reino” não menos do que 50 vezes. Em metade de Suas referências ao “reino” utilizou a expressão “reino do Céu” e no restante, “reino de Deus”. Parece impossível traçar qualquer diferença significativa entre as duas expressões; são praticamente a mesma. A questão que realmente importa é a frequência com que o assunto sobre “o reino” caiu-Lhe dos lábios.</p>
<p>A maioria das pessoas hoje, inclusive os cristãos, não se importa com a ideia de reino. Após alguns séculos de democracia, acham essa ideia arcaica e até mesmo desagradável. Mesmo nas nações em que reis e rainhas ainda governam, não possuem poder real. São monarcas sem reino, meramente figurativos.</p>
<p>Algumas das afirmações mais impressionantes de Jesus começam com a expressão: “O reino do Céu é como&#8230;” Com essa introdução, contou histórias maravilhosas, histórias que colocam a ordem social de ponta cabeça, histórias que terminam de maneira surpreendente. Trabalhadores que trabalham por apenas uma hora, mas recebem o salário de um dia inteiro. Uma grande festa para receber o filho errante. O mendigo que foi para o Céu em vez do homem rico.</p>
<p>Isso não é democracia, muito menos um mostruário ou um governo baseado no consenso geral. Isso é algo além da realidade deste mundo.</p>
<p>Esse é o reino de Deus, em que Ele, unicamente Ele, governa. Em vez de força, política, esquemas e tramoias, a graça impera aqui. A graça é um reino.</p>
<p>25 de fevereiro Sábado<a name="25"></a></p>
<h4>Cegueira Divina</h4>
<p><em><br />
Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel. O Senhor, o seu Deus, está com eles; o brado de aclamação do Rei está no meio deles. Números 23:21</em></p>
<p>Essas palavras são extraordinárias por dois motivos: a pessoa que as proferiu e o conteúdo aparentemente contraditório.</p>
<p>Quem as proferiu foi Balaão, filho de Beor, o profeta ganancioso, do alto do monte Pisga enquanto observava parte das tribos de Israel. O rei moabita, Balaque, preocupado com a aproximação dos israelitas, contratou Balaão para amaldiçoá-los. Balaão, desejoso de receber as recompensas prometidas por Balaque, se dispôs a atender ao pedido, mas Deus não permitiu! Balaque, porém, continuou insistindo e, finalmente, Deus deixou Balaão fazer o que seu coração queria.</p>
<p>Balaão estava ao lado de sete altares que mandou Balaque construir no topo da montanha. Ele ofereceu um touro e um carneiro em cada altar. Em seguida, ele esperou uma palavra do Senhor.</p>
<p>E a palavra veio. Que mensagem maravilhosa! Em vez da maldição que Balaque tanto almejava (a maldição que tornaria Balaão rico), Deus colocou palavras na boca do profeta que ele certamente preferiria não ter pronunciado. Assim, uma bênção sublime foi proferida sobre Israel por meio da fonte mais improvável de todas.</p>
<p>“Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel”, declarou Balaão. Inacreditável! Será que Deus estava cego? Tratando-se de um bando de revoltados, prontos a criticar e a reclamar, que vagou pelo deserto por 40 anos por causa de sua falta de fé e desobediência, como pôde o Senhor ter colocado palavras como essas na boca de Balaão?</p>
<p>Deus amava “cegamente” Seu povo. “Ele o protegeu e dele cuidou; guardou-o como a menina dos Seus olhos” (Dt 32:10), escreveu Moisés a respeito de Israel. Apesar de todos os defeitos e falhas, Deus considerava Israel um povo precioso. Ao olhar para Israel, não enxergava sua iniquidade, mas a Sua própria imagem.</p>
<p>Que bela ilustração da graça! É exatamente assim que o Senhor olha para você e para mim hoje, querido amigo. Ao olhar para nós, não Se lembra de nossas promessas não cumpridas ou nossa vida bagunçada. Ele vê a Si mesmo – vê Jesus.</p>
<p>Acredite: você é a menina de Seus olhos. Assim como eu também. Então, saia para este novo dia com a cabeça erguida e com leveza nos pés. Você é alguém. Sim, um filho de Deus!</p>
<p>26 de fevereiro Domingo<a name="26"></a></p>
<h4>O Cristo Afetuoso</h4>
<p><em><br />
O Mestre, Deus, deu-me uma língua bem-educada, assim sei como encorajar o cansado. Ele me acorda de manhã, desperta-me, abre os meus ouvidos para ouvir como alguém pronto para receber ordens. Isaías 50:4, The Message</em></p>
<p>Quantas vezes as nossas palavras atrapalham o plano de Deus! A réplica afiada, o sarcasmo que alfineta, a indireta maldosa – caímos, e caímos de novo. Não é de admirar que o apóstolo Tiago tenha dito que, se alguém não tropeça em palavras, essa pessoa é perfeita (Tg 3:2).</p>
<p>“Ao soltarem pipa, os meninos puxam de volta seus pássaros de papel. Não podemos fazer o mesmo ao soltar palavras”, escreveu Will Carleton. Nossas palavras saem de nossa boca e, por mais que queiramos puxá-las de volta para dentro, não podemos. Mesmo que nos desculpemos, tentemos corrigir o mal, ferimos alguém – quem sabe alguém que amamos profundamente – e as cicatrizes permanecem mesmo depois de a ferida ter sarado.</p>
<p>Isso não acontecia com Jesus. Suas palavras traziam esperança e cura. Elas levavam o ouvinte a olhar para cima; nunca impunham medo. Palavras encorajadoras. Palavras inspiradoras. Palavras motivadoras.</p>
<p>“O Salvador nunca suprimiu a verdade, mas disse-a sempre com amor”, escreveu Ellen White. “Em Suas relações com outros, exercia o máximo tato, e era sempre bondoso e cheio de cuidado. Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa, não ocasionou jamais uma dor desnecessária a uma pessoa sensível. Não censurava a fraqueza humana. Denunciava destemidamente a hipocrisia, a incredulidade e a iniquidade, mas havia lágrimas em Sua voz ao proferir Suas esmagadoras repreensões. Nunca tornava a verdade cruel, porém manifestava profunda ternura pela humanidade. Toda pessoa era preciosa aos Seus olhos. Conduzia-Se com divina dignidade; inclinava-Se, todavia, com a mais terna compaixão e respeito para todo membro da família de Deus. Via em todos pessoas a quem tinha a missão de salvar” (Obreiros Evangélicos, p. 117).</p>
<p>Como Jesus conseguiu manter tamanha ternura e compaixão em meio às terríveis pressões de Sua missão? Isaías nos diz: toda manhã Jesus acordava pronto a ouvir as ordens vindas do Pai. Ia ao encontro de Deus e Se afastava do “eu”. Saía fortalecido pelo tato divino para enfrentar cada dia.</p>
<p>E que diferença isso fez!</p>
<p>27 de fevereiro Segunda<a name="27"></a></p>
<h4>Quando a Vida Oferece Limões</h4>
<p><em><br />
Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos. Hebreus 12:15</em></p>
<p>O que você faz quando a vida lhe oferece limões? Você fica azedo, culpando a “sorte” ou culpando Deus? Ou você permite que a graça de Deus o conforte e sustenha a despeito do grau de dificuldade da situação?</p>
<p>Há algum tempo, a Associated Press [agência norte-americana de notícias] publicou a linda história de uma garotinha que não se deixou abater pelo infortúnio. Um pouco antes de seu primeiro aniversário, Alexandra Scott foi diagnosticada com neuroblastoma. Esse tipo de câncer, que ceifa a vida de cerca de 700 crianças nos Estados Unidos por ano, possui uma porcentagem de sobrevivência de apenas 40%.</p>
<p>Alexandra estava com oito anos na ocasião em que sua história correu na imprensa. Fazia sete anos que se submetia à quimioterapia e radioterapia. Mas Alexandra era uma garotinha muito corajosa que lutou com todas as forças e criou um plano para arrecadar um milhão de dólares para financiar pesquisas sobre o câncer.</p>
<p>Aos quatro anos, montou uma banquinha para vender limonada. Arrecadou dois mil dólares em apenas um dia. Depois disso, a cada ano, mais “Banquinhas de Limonada da Alex” surgiram, administradas por amigos e voluntários. Essas bancas de limonada já arrecadaram mais de 40 milhões de dólares.</p>
<p>Em 2004, ano em que a história foi publicada, todos os 50 estados dos Estados Unidos possuíam uma banquinha em funcionamento. Uma rede de supermercados montou bancas em seus estabelecimentos. Na cidade de Minneapolis, em Minnesota, uma família cujo filho tinha o mesmo tipo de câncer de Alexandra abriu banquinhas no estádio de beisebol. Um grupo de mendigos de Houston, no Texas, financiou uma banquinha, assim como uma escola de ensino fundamental da cidade de Milwaukee, Wisconsin.</p>
<p>Mesmo cansada e debilitada devido ao tratamento, Alexandra sempre se recusou a afastar-se de suas atividades. Fez questão de participar do programa de televisão Today Show para anunciar ao público o quinto dia anual da Banquinha de Limonada da Alex.</p>
<p>Todo dinheiro arrecadado por essa criança maravilhosa foi destinado às pesquisas sobre o câncer. Ela doou 150.000 dólares ao Hospital Infantil de Filadélfia, onde foi tratada. O restante foi doado a outros centros de pesquisa.</p>
<p>A vida ofereceu limões muito cedo para Alexandra Scott. Mas ela pegou os limões e fez limonada.</p>
<p>28 de fevereiro Terça<a name="28"></a></p>
<h4>O Quarto Homem</h4>
<p><em><br />
E o rei exclamou: “Olhem! Estou vendo quatro homens, desamarrados e ilesos, andando pelo fogo, e o quarto se parece com um filho dos deuses.” Daniel 3:25</em></p>
<p>De todas as histórias extraordinárias do século passado, nenhuma é mais fascinante do que a expedição de Sir Ernest Shackleton à Antártica. Essa é mais do que uma história de grande coragem. Um ser divino esteve presente.</p>
<p>Há um século, a Antártica atraía a atenção de exploradores. Depois de Roald Amundsen vencer a corrida ao polo sul, restava um grande objetivo: cruzar o continente de mar a mar. Em 1914, logo após o início da Primeira Guerra Mundial, Shackleton partiu a fim de atingir esse objetivo.</p>
<p>No início de 1915, sua embarcação Endurance estava a 129 quilômetros do continente. O gelo fechou-se ao redor do navio, prendendo a embarcação. Eles flutuaram por nove meses e, na ocasião em que o navio afundou, tinham chegado à faixa desolada de terra conhecida como Ilha Elefante.</p>
<p>Em seguida, Shackleton e mais cinco homens partiram para a estação baleeira da Geórgia, a 1.287 quilômetros de distância, num bote aberto de sete metros de comprimento. Mais de duas semanas depois, atracaram em terra firme. Não apenas haviam enfrentado ondas gigantes, como também um furacão que causou o naufrágio de um navio a vapor de 500 toneladas.</p>
<p>Eles, porém, atracaram no lado oposto da ilha em que estava localizada a estação baleeira mais próxima. Com montanhas de 1.500 a 3.000 metros de altitude, abismos e geleiras, a Geórgia do Sul nunca havia sido cruzada antes. Outro recorde, mais um ato heroico: após 36 horas terríveis sem descansar, Shackleton e mais dois homens chegaram à estação Stromness.</p>
<p>Essa é mais do que uma história incrível sobre coragem. Shackleton mais tarde afirmou: “Quando me lembro daqueles dias, não tenho a menor dúvida de que a Providência nos guiou, não apenas pelos campos de neve, mas também pelo mar tempestuoso que separa a Ilha Elefante do local em que atracamos na Geórgia do Sul. Sei que, durante a longa e terrível jornada de 36 horas sobre as montanhas e geleiras sem nome da Geórgia do Sul, eu tinha sempre a impressão de que éramos quatro, não três.”</p>
<p>Quatro, não três. Assim como os três jovens hebreus que tiveram a companhia de um quarto Homem na fornalha ardente.</p>
<p>Você já sentiu essa presença? Você conhece a aparência do quarto Homem?</p>
<p>29 de fevereiro Quarta<a name="29"></a></p>
<h4>Jesus, o Caminho</h4>
<p><em><br />
Vocês conhecem o caminho para onde vou. João 14:4</em></p>
<p>Muito tempo atrás, no sexto século antes de Cristo, um menino nasceu numa família real na região que hoje chamamos de Nepal. A lenda diz que o pai protegeu o príncipe, herdeiro de seu reino, das tristezas e misérias comuns aos seres humanos. O menino conheceu apenas prazer, alegria e diversão, e aprendeu muitas coisas.</p>
<p>Mas um dia tudo mudou. O jovem encontrou-se inesperadamente com um homem doente, cujo rosto se contorcia de dor. Pela primeira vez em sua vida, ele viu o sofrimento causado pela doença. Então ele encontrou um homem idoso, com o corpo curvado, se arrastando pela estrada – o sofrimento causado pela idade avançada. Depois disso, ele encontrou um cortejo fúnebre, viu o corpo inerte, ouviu o lamento – o sofrimento causado pela morte.</p>
<p>O príncipe Gautama ficou profundamente comovido. Deixando sua esposa e o filho pequeno, ele renunciou ao trono e se tornou um monge itinerante, em busca de respostas para o sofrimento da humanidade. Posteriormente ele as encontrou e dali em diante passou a se chamar Buda, o iluminado.</p>
<p>Na análise de Buda sobre o mistério da vida, toda a existência se resume em sofrimento. A causa do sofrimento é o desejo; quando o desejo cessa, o sofrimento também cessa. Assim, Buda indicou o caminho para dominar o desejo.</p>
<p>Os ensinamentos de Buda, nobres como pareçam, contrastam radicalmente com os de Jesus de Nazaré. Gautama tinha a pretensão de mostrar às pessoas o caminho; Jesus alegava ser o caminho. Buda não atraiu a atenção para si mesmo ou procurou ser adorado; Jesus disse que era o eterno EU SOU. Buda viu a humanidade caída no poço do pecado e lhe disse como sair dele. Jesus desceu até o poço e carregou os seres humanos em Seus ombros.</p>
<p>Quando Jesus disse aos Seus discípulos que era o caminho, Ele estava para deixá-los. Ele tinha falado sobre ir para o Pai, para preparar um lugar para eles. Suas palavras deixaram os discípulos preocupados. Jesus indo embora? Jesus deixando-os­­­ sozinhos para enfrentar o mundo? Não, disse Jesus, “vocês conhecem o caminho para onde vou” (Jo 14:4). Tomé falou por todos nós: “Senhor, não sabemos para onde vais; como então podemos saber o caminho?” Então Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim” (v. 5, 6).</p>
<p>Hoje podemos não saber que caminho seguir, como lidar com as preocupações e pressões da vida – casa, filhos, trabalho, igreja. Jesus é o caminho. Ele não apenas nos mostra o caminho; Ele é o caminho.</p>
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		<title>Meditações Diárias 2012, Jesus a preciosa graça, Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 04:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus a preciosa graça]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações Diárias]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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<a href='http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2012-jesus-a-preciosa-graca-janeiro/12111g-gif' title='12111g.gif'><img width="110" height="150" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/12111g-110x150.gif" class="attachment-thumbnail" alt="12111g.gif" title="12111g.gif" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;"><img style="background-image: none; margin: 0px 24px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="12111g" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/12111g.gif" alt="12111g" width="110" height="185" align="left" border="0" /></span>Jesus a preciosa graça (</span><span style="font-size: small;">William G. Johnson)</span><span style="font-size: small;"><br />
</span><span style="font-size: small;"><br />
Pela graça, boas coisas acontecem até em um mundo mau.<br />
Aos olhos do observador desatento, pode parecer sorte ou acaso.<br />
Mas os que conhecem Jesus sabem que tal bondade imerecida é a expressão de Sua graça.<br />
Abra as páginas deste devocional e tenha um encontro diário com Jesus e Sua surpreendente, infinita e transformadora graça.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>1º de janeiro Domingo<a name="1"></a></p>
<h4>Jesus</h4>
<p><em><br />
Jesus fez também muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espaço suficiente para os livros que seriam escritos. João 21:25</em></p>
<p>De todos os nomes dados aos homens desde o alvorecer dos tempos, um permanece isolado, solitário, inalterável. Apesar de hoje muitos seres humanos tomarem esse nome em vão, um dia todo joelho no Céu e na Terra se dobrará perante Aquele que carrega esse nome e toda boca declarará que Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Esse nome é a palavra mais doce que pode ser proferida pelos lábios de uma criança; ele nos sustenta e nos conforta ao longo da vida; ele será a nossa segurança ao embarcarmos na jornada final desta vida.</p>
<p>Jesus! Todas as nossas esperanças para este mundo e para o próximo centralizam-se nEle. As maiores alegrias, as aspirações mais elevadas, as motivações mais puras proveem dEle. Todos os outros nomes passarão; o dEle, jamais.</p>
<p>Como ministro do evangelho, levei muito tempo para entender que a única pregação que realmente importa é aquela em que Jesus ocupa o primeiro lugar, o último e o centro. Como autor de literatura cristã, levei muito tempo para entender que o único assunto que realmente importa é Jesus, cheio de graça.</p>
<p>Assim, há algum tempo tenho tentado escrever e pregar a respeito da graça. Na verdade, pregar sobre Jesus, pois Ele é a personificação da graça. Meus esforços são defeituosos e profundamente inadequados se comparados à grandiosidade desse tema. Cada vez mais descubro que, apesar de minhas falhas, uma bênção sempre acompanha a mensagem. Sempre.</p>
<p>Por isso, tenho plena certeza de que você encontrará uma bênção na leitura destas mensagens. Não por causa de minhas habilidades como autor, mas por causa do tema. A menos que eu atrapalhe, a graça de Jesus fluirá por estas páginas animando e transformando corações e vidas.</p>
<p>Temos um ano inteiro pela frente para ler sobre o tema, e estou empolgado; mal posso esperar para começar. Porém, ao fim dos 366 dias teremos apenas iniciado esse maravilhoso estudo. É como se com uma colher de chá tivéssemos tentado retirar as bênçãos do vasto oceano da graça. Nem todos os livros do mundo seriam suficientes para esgotar esse assunto.</p>
<p>Jesus é maravilhoso. Ele é o Homem de encantos inigualáveis. Ele é nosso Amigo, nosso Salvador, nosso Senhor. Ele é a fonte da graça.</p>
<hr width="730" />
<p>2 de janeiro Segunda<a name="2"></a></p>
<h4>Compreendendo</h4>
<p><em><br />
E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu. 2 Reis 6:17</em></p>
<p>Ela era uma senhora idosa – com mais de 80 anos, segundo informou durante nossa conversa após o culto. Havia algum tempo eu pregava sobre a graça e ela me surpreendeu ao afirmar:</p>
<p>– Finalmente entendi. Cresci na igreja, mas apenas nos últimos meses é que consegui entender!</p>
<p>– Entender o quê? – perguntei.</p>
<p>– Que não tenho que fazer nada para que Deus me ame. Que Ele me aceita do jeito que eu sou porque Jesus morreu por mim. Que diferença isso faz!</p>
<p>Essa senhora era como o jovem servo de Eliseu. O rei da Síria enviou cavalos, carros de guerra e soldados para capturar Eliseu, que por diversas vezes alertou o rei de Israel a respeito dos planos de ataque dos arameus. O exército arameu cercou a cidade de Dotã, local em que Eliseu se encontrava.</p>
<p>Bem cedo na manhã seguinte, o servo de Eliseu levantou e viu o exército inimigo por toda parte. “Ah, meu senhor! O que faremos?” (2Rs 6:15).</p>
<p>O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles” (v. 16). Em seguida, após a oração de Eliseu, o Senhor abriu os olhos daquele jovem e ele pôde ver as hostes celestiais enviadas para protegê-los. Ele compreendeu.</p>
<p>Será que corremos o risco de sermos como o servo de Eliseu? Será que é possível crescer na igreja, concluir o ensino fundamental, médio ou até o ensino superior e nunca entender? Será que é possível ocuparmos o banco da igreja, devolvermos o dízimo, sermos membros ativos e não percebermos a graça que nos envolve como uma nuvem?</p>
<p>Sim. A experiência dessa senhora idosa revela-nos que isso é possível.</p>
<p>Permita-me ir um pouco além. Será que é possível ser um funcionário da igreja, até mesmo um pastor, e nunca entender?</p>
<p>A resposta me faz tremer: sim!</p>
<p>A graça não pertence a este mundo. A menos que o Senhor abra os nossos olhos, jamais a entenderemos.</p>
<p>Senhor, abre meus olhos para que eu possa entender!</p>
<hr width="730" />
<p>3 de janeiro Terça<a name="3"></a></p>
<h4>A Atmosfera da Graça</h4>
<p><em><br />
Como se fossem uma nuvem, varri para longe suas ofensas; como se fossem a neblina da manhã, os seus pecados. Volte para Mim, pois Eu o resgatei. Isaías 44:22.</em></p>
<p>Sou uma pessoa da manhã. Geralmente você me encontrará acordado antes do amanhecer, passando momentos preciosos no silêncio da madrugada com a Palavra e com o Senhor da Palavra, e em seguida me dirigindo para caminhar num parque próximo à minha casa. Muitas vezes, Noelene me acompanha. Caminhamos juntos e conversamos com o Senhor.</p>
<p>Nos meses frios de inverno percorro o circuito de quase cinco quilômetros antes do alvorecer. Mesmo nas madrugadas desprovidas de luar, as estrelas proveem luz suficiente. Elas brilham no céu limpo.</p>
<p>Essa é uma maneira maravilhosa de começar o dia. Amo o silêncio, a paz. Amo a sensação dos músculos descansados sendo alongados. Amo o encontro ocasional com um animalzinho ou um pássaro azul. Acima de tudo, amo o ar fresco e puro da manhã.</p>
<p>Durante essas caminhadas, as palavras de Ellen White sobre a graça veem à minha mente: “No dom incomparável de Seu Filho, Deus envolveu o mundo todo numa atmosfera de graça, tão real como o ar que circula ao redor do globo. Todos os que respirarem esta atmosfera vivificante hão de viver e crescer até à estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus” (Caminho a Cristo, p. 68).</p>
<p>Que pensamento maravilhoso – a atmosfera da graça! O amor de Deus nos envolve da cabeça aos pés, de um lado ao outro, por cima e por baixo. Não temos que tentar encontrar a graça – estamos na graça.</p>
<p>A graça sustenta o mundo. Até mesmo aqueles que não sabem de sua existência, que talvez neguem a Deus ou amaldiçoem o Seu nome, são beneficiados por ela. A atmosfera da graça continua purificando a Terra da imundície e do mau cheiro do pecado, trazendo esperança, vida e um novo começo.</p>
<p>Deus nos convida a respirar essa atmosfera de vida. Ele nos convida a inspirar profundamente e a relaxar nEle a fim de continuarmos respirando em graça, vivendo e crescendo à estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus.</p>
<p>Assim, prezado amigo, inspire! Respire profundamente e saiba que Deus o ama, que Ele deseja conceder-lhe plenitude de vida aqui e agora e uma existência eterna em Sua presença. Saiba que, assim como o ar que sempre o envolve, você nunca será capaz de exceder as fronteiras da atmosfera da graça. Não há limites, nem divisas. Deus sempre está lá para você.</p>
<hr width="730" />
<p>4 de janeiro Quarta<a name="4"></a></p>
<h4>A Palavra Predileta de Paulo</h4>
<p><em><br />
A todos os que em Roma são amados de Deus e chamados para serem santos: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Romanos 1:7</em></p>
<p>O apóstolo Paulo amava a palavra “graça”. Suas cartas geralmente começavam da mesma maneira que a Epístola aos Romanos: “A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1:7). Para concluir as cartas, quase sempre escolhia palavras semelhantes, como as usadas para encerrar a epístola aos Coríntios: “A graça do Senhor Jesus seja com vocês” (1Co 16:23; ver 2Co 13:14; Gl 6:18; Ef 6:24; Fp 4:23; Cl 4:18; 1Ts 5:28; etc.).</p>
<p>Na verdade, Paulo se referiu à graça aproximadamente 100 vezes, muito mais do que qualquer outro escritor do Novo Testamento.<br />
Por quê? Certamente porque Paulo mantinha sempre em mente o poder salvador de Deus em sua vida. Todo pecado é horrível, mas o de Paulo tinha uma característica que o separou da experiência dos primeiros cristãos. Paulo, antes conhecido como Saulo, perseguiu terrivelmente a igreja primitiva. Tomado pelo profundo desejo de zelar por aquilo que cria ser a verdade, canalizou todas as suas energias para aniquilar os odiados seguidores do Caminho. Invadiu a casa dos cristãos e arrastou homens e mulheres para a prisão.</p>
<p>Não satisfeito em combater o movimento em Jerusalém e nas áreas circunvizinhas, Paulo solicitou cartas de autorização ao sumo sacerdote para que pudesse atuar também em Damasco. As palavras de Lucas no livro de Atos nos ajudam a ter uma ideia do que se passava em seu coração: “Enquanto isso, Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor” (At 9:1).</p>
<p>A reputação de Saulo se espalhou rapidamente. Mesmo Ananias, discípulo fiel a quem Deus ordenou que fosse se encontrar com Saulo, relutou em encontrar-se com ele e atendê-lo em sua cegueira (v. 13).</p>
<p>Paulo nunca se esqueceu de onde foi resgatado. Chamou a si mesmo de o pior dos pecadores (1Tm 1:15) e “o menor dos apóstolos”, alguém indigno de ser chamado apóstolo por ter perseguido a igreja de Deus (1Co 15:9).</p>
<p>Mas Paulo também pôde escrever: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e Sua graça para comigo não foi inútil; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas a graça de Deus comigo” (v. 10).</p>
<p>A graça fez a diferença para Paulo – em sua vida e em seu trabalho. Não é de admirar que essa tenha sido a sua palavra predileta.</p>
<hr width="730" />
<p>5 de janeiro Quinta<a name="5"></a></p>
<h4>O Dia em que Fiz a Coisa Certa</h4>
<p><em><br />
Dificilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra Seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Romanos 5:7, 8</em></p>
<p>Deus não esperou que corrigíssemos nossas atitudes para depois enviar Jesus para morrer em nosso lugar. Deus veio para nos libertar quando ainda éramos pecadores.</p>
<p>Agora Cristo nos chama, como Seus seguidores, para levar avante a Sua obra. Amar aqueles que não são amáveis, dar sem esperar nada em troca – esses são bons temas para um sermão, mas muito difíceis de ser praticados cada dia.</p>
<p>Minha vida e ministério, em seus melhores momentos, se misturam. Às vezes manifestam graça; na maior parte do tempo demonstram o egoísmo. Certa vez, no entanto, fiz a coisa certa. (Lembre-se de que fiz isso mesmo tendo razões suficientes para agir de modo diferente.)</p>
<p>Aconteceu há muito tempo, na ocasião em que Noelene e eu tínhamos acabado de casar e estávamos apenas iniciando nosso ministério. Nosso primeiro campo foi a Escola Vicent Hill, uma instituição educacional em regime de internato localizada na Índia, a aproximadamente 2.100 metros nas montanhas do Himalaia. Essa escola de ensino fundamental e médio atendia principalmente os filhos dos missionários. Atuei como preceptor dos meninos e professor de Bíblia e de outras matérias.</p>
<p>Recordo-me bem de dois irmãos que moravam no dormitório masculino. O mais velho, David, era alto, trabalhador e nunca se envolvia em encrencas. Leslie, o irmão mais novo, era baixo e sempre se metia em confusão.</p>
<p>Num sábado, Leslie estava fazendo torradas em seu quarto. O uso de torradeiras era proibido no dormitório. Meu apartamento ficava no andar térreo e não demorou muito para eu sentir o cheiro de pão torrado. Sem perder tempo, subi as escadas e bati à porta do quarto de Leslie.</p>
<p>Leslie tentou esconder as evidências, mas o quarto cheirava a torradas, não havia como negar. Ele ficou tenso. Muitos anos mais tarde, Leslie me contou que simplesmente olhei ao redor e disse: “Les, você pode me emprestar uma gravata para ir hoje à igreja?” Ele me deu uma e fui embora.</p>
<p>Mal consigo me lembrar desse incidente; mas Leslie se recorda de tudo. Sua vida mudou completamente naquele sábado pela manhã ao não receber a punição que merecia. Naquele dia fiz a coisa certa. Leslie se tornou um pastor e missionário adventista do sétimo dia. Tudo começou com uma pequena demonstração da graça.</p>
<hr width="730" />
<p>6 de janeiro Sexta<a name="6"></a></p>
<h4>O Homem que Não Sai de Cena</h4>
<p><em><br />
Ele começou a se amaldiçoar e a jurar: “Não conheço o homem de quem vocês estão falando!” Marcos 14:71</em></p>
<p>Jesus, que mudou o curso da história mais do que qualquer outra pessoa, ainda hoje causa impacto em vastas multidões – mesmo naqueles que não confessam Seu nome.</p>
<p>Seu nome é pronunciado milhares de vezes todos os dias. Muitos o usam como uma interjeição, geralmente para expressar medo ou repulsa.</p>
<p>Alguma vez você já se perguntou por que as pessoas dizem “Jesus!” quando estão zangadas ou infelizes? Não ouvimos “Buda!” ou “Maomé!” ou “Krishna!” Por que será que sempre falam o nome do Homem da Galileia?</p>
<p>Será possível que Jesus, Aquele a quem procuram rejeitar, nunca está longe de seus pensamentos? Será que lá no fundo se perguntam quem Ele realmente foi, se talvez tenha sido aquilo que alegou ser, o Filho de Deus?</p>
<p>Jesus é o Homem que não sai de cena. Foi assim desde o princípio na Galileia. Tentaram escarnecer dEle dizendo que era ilegítimo. Mas a multidão se aglomerava para ouvi-Lo, tocá-Lo, ser transformada.</p>
<p>Disseram que Ele expulsava espíritos imundos em nome de Belzebu, o príncipe dos demônios. Mas os demônios saiam gritando: “Sei quem Tu és: o Santo de Deus!” (Mc 1:24).</p>
<p>Espalharam que Ele estava ficando louco. Sua própria família disse isso e tentou afastá-Lo das multidões e levá-Lo de volta para casa (Mc 3:21). Ele, porém, Se manteve firme em Sua missão.</p>
<p>Contaram-Lhe que o rei Herodes planejava prendê-Lo, que o melhor a fazer seria fugir e esconder-Se. Mas Ele não hesitou, não temeu.<br />
Foram à noite no jardim e O prenderam, depois que um traidor os levou até Ele. Eles O amarraram, bateram nEle e O submeteram a um tribunal ilegal. Mas Ele não tentou escapar.</p>
<p>Pregaram-nO na cruz e O vigiaram até o momento de Sua morte. Pensaram que assim O haviam silenciado e que Seu movimento chegara ao fim. Mas Ele ressuscitou dentre os mortos, deixando o sepulcro vazio.</p>
<p>Não saiu de cena e não sairá – mesmo que, como Pedro, O neguemos e O amaldiçoemos. O fato de Ele não nos deixar permanece como o centro da nossa esperança.</p>
<hr width="730" />
<p>7 de janeiro Sábado<a name="7"></a></p>
<h4>Um Herói Improvável</h4>
<p><em><br />
Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se, mas os ímpios são arrastados pela calamidade. Provérbios 24:16</em></p>
<p>Em 1938, a maioria dos noticiários norte-americanos não trazia reportagens sobre o presidente Franklin Delano Roosevelt. Tampouco se referiam ao chanceler alemão Adolf Hitler, já empenhado em suas conquistas para construir o império nazista. E certamente não mencionavam Winston Churchill, que ainda permanecia no anonimato político.</p>
<p>Na verdade, foi um cavalo chamado Seabiscuit que dominou os noticiários em 1938.</p>
<p>A América do Norte ainda estava imersa na Grande Depressão. Embora algumas soluções tivessem aliviado um pouco a situação, milhares de pessoas continuavam sem emprego (apenas o início da Segunda Guerra Mundial levaria o país a se reerguer plenamente). Naquela ocasião, a nuvem densa da terrível condição da nação foi dispersa por um campeão extraordinário, um herói improvável.</p>
<p>Seabiscuit era filho de um excelente garanhão, mas sua estrutura era pequena demais. Por ter um trote desajeitado, foi rapidamente descartado. Passou três anos apanhando, sendo maltratado e trabalhando em excesso. Tornou-se agressivo, hostil, indomável e perigoso.</p>
<p>Esse foi o cavalo que, contra todas as expectativas, se tornou o campeão em 1938. Venceu corrida após corrida, estabeleceu novos recordes, e, numa competição emocionante em 1º de novembro, correu lado a lado com um campeão renomado e o venceu.</p>
<p>Aproximadamente 40 milhões de americanos, um terço da população, se aglomeraram ao redor de rádios para acompanhar a corrida. O presidente foi um deles.</p>
<p>A história de Seabiscuit repercutiu numa nação prostrada pela Depressão, numa nação que ansiava uma segunda chance.</p>
<p>A história não para aqui. O jóquei de Seabiscuit era considerado um “perdedor” também. Era grande demais para montar. O treinador de Seabiscuit era idoso e sem muito tato. O proprietário do animal era um vendedor de automóveis cuja vida havia sido profundamente abalada pela morte do único filho.</p>
<p>Essa é a história de um cavalo pequeno demais, de um jóquei grande demais, de um treinador velho demais e de um proprietário que não sabia o que estava fazendo, mas que venceram.</p>
<p>Isso, meus amigos, é o que Deus quer fazer por nós. Isso é graça.</p>
<hr width="730" />
<p>8 de janeiro Domingo<a name="8"></a></p>
<h4>A História de Duas Palavras</h4>
<p><em><br />
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês. 2 Coríntios 13:14</em></p>
<p>Graça não é o mesmo que amor. Ao concluir a Segunda Epístola aos Coríntios, Paulo fez distinção entre o amor de Deus e a graça do Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>A graça possui um enfoque mais específico do que o amor. O amor é geral; a graça é o mesmo que demonstrar amor àqueles que não merecem, oferecer livremente, perdoar e conceder vida nova.</p>
<p>A graça sempre nos conecta a Jesus. Ele é “cheio de graça”, a personificação da graça. Ele é a demonstração divina, a revelação do caráter de Deus – o Todo-Poderoso que tomou a forma de servo, o Mantenedor do Universo que Se submeteu à cruz para nos libertar da culpa e do poder do pecado e nos conceder vida eterna.</p>
<p>Amor e graça. Essas duas palavras tiveram trajetórias totalmente diferentes na história. Uma se tornou sinônimo de uma vasta gama de emoções e experiências; a outra permanece pura, imaculada. Uma foi falsificada, ganhou conotações negativas; a outra ainda é positiva, uma linda palavra.</p>
<p>Pense no modo como usamos a palavra “amor” hoje. Amo comer mangas. Amo meu cachorro. Amo futebol. Amo meu amigo. Amo meu cônjuge. Amo a Deus.</p>
<p>Apenas uma palavra! Mas a maneira como nos relacionamos com as mangas (ou torta de maçã ou macarronada) é totalmente diferente da maneira como nos relacionamos com o nosso cônjuge, sem falar de como nos relacionamos com Deus.</p>
<p>Nossa geração se tornou aficionada por sexo. Explora-se o corpo humano, especialmente o corpo feminino, devido ao insensível interesse comercial, à manipulação e ao estímulo à sensualidade. Para muitas pessoas, usadas e abusadas ou rejeitadas pela exploração da sexualidade, “amor” é apenas uma palavra de quatro letras.</p>
<p>Enquanto isso, a graça permanece. Não se desgastou, por mais que o hino “Graça Excelsa” tenha sido entoado. Não imergiu no cinismo. Por incrível que pareça, numa época em que a linguagem é distorcida, colocada de cabeça para baixo e invertida, a graça permanece.<br />
Será que é porque a graça sempre nos conecta a Jesus? Ele é sempre novo, sempre puro, sempre amável.</p>
<hr width="730" />
<p>9 de janeiro Segunda<a name="9"></a></p>
<h4>Milagre no Everest</h4>
<p><em><br />
Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou‑o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. Lucas 10:34</em></p>
<p>O Monte Everest, a montanha mais alta do planeta Terra, a 8.850 metros de altitude, revela a natureza humana de maneira contrastante. Ali são expostos o melhor e o pior, a coragem e a covardia entre aqueles que se aventuram a alcançar o pico. Todo ano muitos tentam e todo ano muitos morrem. Devido às condições extremas, aqueles que sucumbem próximo ao topo são simplesmente deixados ali. Os alpinistas passam por cadáveres ao longo do percurso que leva ao cume.</p>
<p>Em 25 de maio de 2006, Lincoln Hall, um montanhista de 50 anos de idade, chegou ao topo do Everest. No caminho de volta, entretanto, algo terrível aconteceu: o corpo de Hall recusou-se a prosseguir. Os dois sherpas que o acompanhavam tentaram por nove horas fazer com que ele descesse a montanha, mas Hall simplesmente não se movia.</p>
<p>A vida dos sherpas agora corria perigo. Convencidos de que o homem deitado na neve estava morto, cutucaram-lhe os olhos, mas não obtiveram resposta. Pegaram a mochila de Hall, o oxigênio, a comida e a água e o deixaram caído a 8.534 metros de altitude. Densas trevas e amargura acompanhadas por 29 ºC negativos cobriram o Monte Everest. Na Austrália, a esposa de Hall e os dois filhos adolescentes receberam a notícia de que o esposo e pai havia falecido poucos metros abaixo do pico.</p>
<p>Na manhã seguinte, o guia Dan Mazur se aproximou do local. Seus clientes e ele estavam apenas a duas horas do topo. Foi nesse momento que se depararam com uma cena anormal: um homem sentando na neve – cabeça, mãos e peito descobertos! O estranho disse: “Imagino que esteja surpreso em me ver.”</p>
<p>Era Lincoln Hall. Ele havia sido dado como morto, mas, contrariando todas as expectativas, sobreviveu. Estava sofrendo alucinações, retirava as luvas e movia‑se para frente e para trás entre dois abismos.</p>
<p>Outros dois alpinistas se aproximaram. Dan os chamou, mas eles desviaram o olhar e murmuraram: “Não falamos inglês.” E continuaram andando. Naquele instante o sonho de três homens de atingir o topo do Monte Everest se desvaneceu para que Lincoln Hall pudesse viver. Dan e seus clientes ficaram ao lado de Lincoln por quatro horas até que a equipe de resgate chegasse.</p>
<p>Esta história tem dimensões bíblicas. Trata-se da história do bom samaritano num cenário moderno. Acima de tudo, é um estudo de caso da graça inacreditável, inesperada e salvadora de Deus.</p>
<hr width="730" />
<p>10 de janeiro Terça<a name="10"></a></p>
<h4>Condutos da Graça</h4>
<p><em><br />
Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. 1 Coríntios 3:5</em></p>
<p>A igreja de Corinto estava dividida. Alguns membros diziam: “Sigo Paulo”; outros afirmavam: “Sigo Apolo”; e outros ainda declaravam: “Sigo Pedro”. Alguns até mesmo diziam: “Sigo Cristo”. Juraram lealdade aos líderes e lhes atribuíram a posição de mestres espirituais.</p>
<p>Essa ainda é a tendência humana. A grande tendência hoje é seguir as celebridades. Na igreja, corremos o risco de cair no mesmo modo mundano de pensar ao exaltarmos pregadores, professores, doutores ou qualquer outro indivíduo que atraia a admiração que unicamente Jesus merece.</p>
<p>“Não”, disse Paulo, “Apolo, eu e todos os outros líderes somos apenas servos, instrumentos usados pelo Senhor para transmitir a Sua mensagem.” Tanto os líderes quanto os membros jamais devem se esquecer disso.</p>
<p>Ellen White utilizou uma palavra muito interessante para descrever nossa função: devemos ser “esmoleres de Sua graça”, distribuindo o dom da salvação aos necessitados que não podem salvar-se (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 168). Isso é necessário especialmente nas grandes cidades, locais em que a maioria vive hoje e onde muitos se sentem solitários, cansados, frustrados e buscando uma razão para viver. Mas também devemos repartir a graça com todos os habitantes de qualquer parte do planeta, pois o mundo inteiro precisa desesperadamente de esperança e nova vida que apenas Deus pode conceder.</p>
<p>Quer seja no púlpito diante da congregação, perante as crianças numa sala de aula, ao lado de um paciente na mesa de cirurgia, entre os amigos ou colegas de trabalho, Deus deseja que sejamos condutos da graça.</p>
<p>Os condutos, porém, podem ser bloqueados. Sofrem corrosão, ficam entupidos de tal forma que praticamente nada consegue passar por eles. Ou, na linguagem eletrônica, a estática atrapalha o sinal ou o sinal é interrompido continuamente.</p>
<p>Quero ser um conduto eficiente da graça de Deus. Não quero me perder num comportamento centrado em satisfazer a mim mesmo. Quero que a Sua graça flua através da minha vida de maneira livre e desimpedida. Desejo que o sinal divino seja transmitido em alto e bom som.</p>
<hr width="730" />
<p>11 de janeiro Quarta<a name="11"></a></p>
<h4>Perdido, me Encontrou!</h4>
<p><em><br />
Esta afirmação é fiel e [...] Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. 1 Timóteo 1:15</em></p>
<p>Oh, graça excelsa de Jesus!<br />
Perdido, me encontrou!<br />
Estando cego, me fez ver;<br />
Da morte me livrou!</p>
<p>Entoado por congregações e corais, tocado na gaita de foles ou executado por um solista a cappella, “Graça Excelsa” (HASD, nº 208) é um dos hinos mais queridos de todos os tempos. Tanto a letra quanto a melodia atingem o íntimo de nosso ser com poder sem medida.<br />
John Newton compôs “Graça Excelsa” provavelmente entre 1760 e 1770 em Olney, Inglaterra. A origem do hino na vida de Newton, no entanto, é bem mais antiga.</p>
<p>Nascido em Londres em 24 de julho de 1725, Newton era filho do capitão de um navio mercantil que viajava pelas águas do Mediterrâneo. Aos 11 anos, John se uniu ao pai e fez cinco viagens ao seu lado.</p>
<p>Aos 19 anos, John se alistou no H.M.S. Harwich, um navio de guerra. Desertou, mas logo foi recapturado, açoitado publicamente e rebaixado de posto, passando a servir como marinheiro comum. A seu próprio pedido, começou a trabalhar num navio negreiro que realizava viagens para Serra Leoa. Finalmente, Newton se tornou o capitão de seu próprio navio, também um navio negreiro. Irreligioso e libertino, logo abandonou as convicções religiosas incutidas por sua mãe.</p>
<p>Foi então que, em 10 de maio de 1748, experimentou a salvação de Deus – duas vezes. Seu navio foi apanhado por uma tempestade violenta. Temendo que a vida da tripulação e o navio se perdessem, clamou: “Senhor, tenha misericórdia de nós!” Deus livrou da destruição John e o navio. Mais tarde em sua cabine, refletiu no que havia dito e passou a crer que Deus usou a tempestade para revelar-lhe Sua graça.</p>
<p>Pelo resto da vida, John Newton celebrou a data de 10 de maio de 1748 como o dia de sua conversão. A graça o libertou e seu temor levou.</p>
<p>A graça libertou-me assim,<br />
E meu temor levou.</p>
<hr width="730" />
<p>12 de janeiro Quinta<a name="12"></a></p>
<h4>O Restante da História</h4>
<p><em><br />
Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e Sua graça para comigo não foi inútil; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas a graça de Deus comigo. 1 Coríntios 15:10</em></p>
<p>A história que descreve a conversão de John Newton – homem irreligioso, libertino e negociante de escravos – após ter clamado a Deus ao ver seu navio quase afundar já foi muitas vezes contada. Porém, há muito mais detalhes nessa história extraordinária.</p>
<p>Aos 25 anos, John se casou com Mary Catlett, por quem fora apaixonado durante muitos anos. Quatro anos mais tarde, desistiu da vida de capitão marítimo e se tornou medidor de marés em Liverpool, Inglaterra. Ali entrou em contato com George Whitefield, um grande pregador, e também com John Wesley, fundador do metodismo.</p>
<p>John Newton decidiu se tornar pastor. Enfrentou momentos difíceis no início, mas finalmente foi ordenado ministro da Igreja da Inglaterra e recebeu o chamado para pastorear a paróquia de Olney, em Buckinghamshire. Multidões se juntavam para ouvi-lo pregar; a igreja precisou ser ampliada. Logo Newton estava pregando em outras partes do país.</p>
<p>Vários anos depois, o poeta William Cowper se estabeleceu em Olney. Sua chegada e a amizade que travou com Newton resultaram num novo e mais amplo ministério. Cowper auxiliava Newton nos cultos realizados em Olney e em outros lugares também. Juntos deram início a uma série de reuniões de oração semanais com o objetivo de compor novos hinos em cada um dos encontros. Como resultado, foram publicadas várias edições do Olney Hymns [Hinos de Olney]. A primeira delas foi lançada em 1779 com 68 hinos compostos por Cowper e 280 por Newton.</p>
<p>“Graça Excelsa” (HASD, nº 208), sem dúvida, é o hino mais conhecido de John Newton, mas ele também compôs vários outros hinos dos quais gostamos e cantamos até hoje. “A Semana Já Passou” (HASD, nº 529) e “Grandes Coisas, Mui Gloriosas” (HASD, nº 557) são dois exemplos.</p>
<p>Em 1780, Newton se mudou de Olney para Londres. Ali atraiu a atenção de grandes multidões e influenciou muitas pessoas, inclusive William Wilberforce, que se tornou líder da campanha abolicionista. Newton continuou pregando até o último ano de sua vida, quando estava com 82 anos e cego.</p>
<p>Que linda história sobre a graça divina! A graça liberta. A graça transforma. Graça excelsa, sem dúvida!</p>
<hr width="730" />
<p>13 de janeiro Sexta<a name="13"></a></p>
<h4>Recebendo Sem Merecer</h4>
<p><em><br />
Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: “Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever”. Lucas 17:10</em></p>
<p>Eu sempre o observava transitando vagarosamente pelo campus em sua cadeira de rodas. Um chapéu protegia a cabeça e as orelhas. Os pés ficavam bem agasalhados e as mãos bem aquecidas com luvas. Ele mesmo se empurrava no inverno rigoroso de Michigan, Estados Unidos, em direção à sala de aula.</p>
<p>Há vários anos, a esclerose múltipla acometeu Dave. A princípio, ele sentiu os efeitos da doença nos pés, depois nos tornozelos e mais tarde nas pernas. Na ocasião em que frequentou minhas aulas, suas mãos estavam começando a endurecer. Escrevia tentando controlar os fortes espasmos nas mãos e realizava as provas datilografando com dificuldade numa máquina de escrever sobre a cadeira de rodas.</p>
<p>– Como vai, Dave? – eu costumava perguntar àquela figura muito bem agasalhada que se esforçava para se movimentar pelo corredor.</p>
<p>– O Senhor é bom! – ele sempre respondia com um sorriso.</p>
<p>Certo dia, ele me entregou uma citação de uma de suas autoras prediletas, Ellen White: “Àquele que se contenta em receber sem merecer, que sente que nunca poderá recompensar tal amor, que põe de lado toda dúvida e descrença e achega-se como uma criancinha aos pés de Jesus, todos os tesouros do amor infinito são um presente eterno e gratuito” (Signs of the Times, 28 de fevereiro de 1906).</p>
<p>– Sou eu – Dave acrescentou. – Não tenho nada para oferecer a Deus. Olhe para mim! Não mereço nada. Mas me contento em receber sem merecer. Não é maravilhoso?</p>
<p>Durante os dois anos em que Dave frequentou o campus, nunca o ouvi reclamar. A esclerose múltipla arruinou seu corpo e destruiu seu casamento, mas ele jamais lamentou: “Por que eu?” Sempre repetia: “O Senhor é bom!”</p>
<p>O Senhor é bom. Se pudéssemos enxergar-nos como realmente somos, perceberíamos que não temos nada para oferecer a Jesus. Isso vale tanto para aqueles que já se tornaram cristãos quanto para aqueles que ainda não se converteram. Todos os nossos atos de justiça são como trapos de imundícia diante da Sua santidade (Is 64:6); nossas obras e o desempenho de nosso dever não são grande coisa e, certamente, não são suficientes para recebermos a aprovação de Deus.</p>
<p>Mas a graça permite que recebamos aquilo que não merecemos – e não aquilo que deveríamos receber. Àquele que se contenta com a graça, àquele que não busca a exaltação própria, o céu abre as comportas do reservatório de bênçãos divinas.</p>
<p>Contento-me em receber sem merecer?</p>
<hr width="730" />
<p>14 de janeiro Sábado<a name="14"></a></p>
<h4>Um Cântico Novo</h4>
<p><em><br />
Eles cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos anciãos. Ninguém podia aprender o cântico, a não ser os cento e quarenta e quatro mil que haviam sido comprados da Terra. Apocalipse 14:3</em></p>
<p>Estou sentado na quarta fileira de bancos da grande sala de concertos, totalmente paralisado pelos sons que emanam do solista.</p>
<p>Ele é nada para ser admirado; ele é tudo para ser admirado. Baixo e barrigudo, tem os cabelos grisalhos. O rosto traz as marcas do tempo. As pernas envoltas em braçadeiras metálicas arrastam-se sem vida enquanto ele se movimenta com dificuldade em direção ao palco. O maestro o acompanha carregando seu violino e o arco. Com grande esforço (enquanto o auditório prende a respiração), o solista sobe à plataforma acima do palco e se acomoda na cadeira que lhe foi designada.</p>
<p>Seu rosto, no entanto, é maravilhoso e ilumina-se ao menear a cabeça agradecendo os aplausos e os cumprimentos de todos por sua participação. Esse é um homem compassivo, bondoso, terno – e muito corajoso. Seu rosto revela o poder da graça para superar imensas adversidades.</p>
<p>O maestro Leonard Slatkin ergue a batuta e a Orquestra Sinfônica Nacional começa a tocar as primeiras notas musicais do concerto para violino de Beethoven. Essa obra magnífica, composta em 1805, é longa e difícil e estabeleceu um novo padrão de avaliação. Afinal, é o concerto para violino de Beethoven. Após essa obra-prima, o compositor não intentou outra.</p>
<p>Todos os olhares estão pregados no homenzinho sentado à cadeira dobradiça de onde emanam sons celestiais – Itzhak Perlman. Ninguém se lembra mais das pernas paralisadas ou das muletas. Um dom maravilhoso está sendo partilhado. Ele toca com os olhos fechados e suas expressões faciais mudam constantemente à medida que vive a música.</p>
<p>O concerto continua. Por quatro minutos ele é uma voz única e isolada, a orquestra em silêncio, o som do violino elevando-se ao céu. Então, tudo acaba. O auditório coloca-se em pé, gritando: “Bravo!” Ele olha ao redor, quase surpreso em ver o público. Seu rosto transparece o cansaço. Pega as muletas e esforça-se para descer da plataforma e depois do palco. O auditório, em pé, pede repetidamente que volte.</p>
<p>Todo cristão possui um cântico que apenas ele pode cantar. Você possui o seu, eu o meu. Num contexto mais amplo, cada pessoa na Terra toca uma música que apenas ela pode tocar. Haveremos de cantar naquele dia maravilhoso e contar a história: “Salvos pela graça!”</p>
<hr width="730" />
<p>15 de janeiro Domingo<a name="15"></a></p>
<h4>O Acampante Celestial</h4>
<p><em><br />
A Palavra tornou-Se carne e sangue e mudou-Se para a vizinhança. Vimos a glória com nossos próprios olhos, a glória única, como Pai, como Filho, generoso por dentro e por fora, verdadeiro do começo ao fim. João1:14, The Message</em></p>
<p>O texto bíblico de hoje literalmente diz: “E a Palavra tornou-Se carne e armou Sua tenda entre nós.”</p>
<p>Jesus foi o acampante celestial que veio do Céu para ficar conosco por um tempo. Ele já existia muito antes de nascer como o bebê de Maria e, após Sua morte no Calvário, reassumiu a função que exercia desde a eternidade. “Ninguém jamais subiu ao Céu, a não ser Aquele que veio do Céu: o Filho do homem” (Jo 3:13). À medida que Sua morte se aproximava, Jesus disse aos Seus amigos: “Eu vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai” (Jo 16:28).</p>
<p>Ele deixou a glória celestial, onde miríades de anjos atendiam às Suas ordens, para sofrer entre nós. Tornou-se o mais humilde dos humildes – nasceu numa manjedoura, viajou em um barco emprestado, montou um jumento que não era Seu, foi sepultado num sepulcro doado.</p>
<p>Mas sabia que seria por pouco tempo. Ele não veio para ficar; estava apenas acampando aqui. Quanto realizou em tão pouco tempo!<br />
“Deus ordenou a Moisés acerca de Israel: ‘E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles’ (Êx 25:8), e habitou no santuário, no meio de Seu povo. Durante toda a fatigante peregrinação deles no deserto, o símbolo de Sua presença os acompanhou. Assim Cristo estabeleceu Seu tabernáculo no meio de nosso acampamento humano. Estendeu Sua tenda ao lado dos homens, para que pudesse viver entre nós, e tornar-nos familiarizados com Seu caráter e vida divinos. ‘O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade’ (Jo 1:14). Desde que Cristo veio habitar entre nós, sabemos que Deus conhece nossas provações, e Se compadece de nossas dores. Todo filho e filha de Adão pode compreender que nosso Criador é o amigo dos pecadores. Pois em toda doutrina de graça, toda promessa de alegria, todo ato de amor, toda atração divina apresentada na vida do Salvador na Terra, vemos ‘Deus conosco’ (Mt 1:23)” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 23, 24).</p>
<hr width="730" />
<p>16 de janeiro Segunda<a name="16"></a></p>
<h4>Celebridade</h4>
<p><em><br />
Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os Seus ombros. E Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Isaías 9:6</em></p>
<p>Nossa era se tornou aficionada por celebridades. Pegamos um homem e uma mulher comuns que possuem certa habilidade (ou nem tanto) em cantar e tocar e os posicionamos no centro das atenções. Selecionamos atletas talentosos e passamos a considerá-los semideuses. Multidões buscam banhar-se no reflexo de sua glória. Enfrentam horas de fila para vê-los de relance (oh, que alegria e emoção!) ou para conseguir uma assinatura rabiscada num pedaço de papel. Uma indústria enorme se beneficia com o fanatismo pelas celebridades: fã-clubes, adornos, vestuário, brinquedos e inúmeros outros produtos e serviços.</p>
<p>Senhoras e senhores, apresento-lhes uma celebridade verdadeira, um Homem que nunca será considerado traidor ou enganador, cujo segredo de vida não corresponde às aclamações da mídia. Apresento-lhes Jesus de Nazaré.</p>
<p>Boris Pasternak em sua obra clássica, Doutor Jivago, retratou um pouco do profundo impacto desse Homem que ofusca todas as outras “celebridades”. “Roma era um mercado de deuses emprestados e povos conquistados, uma loja de venda de saldos de dois andares, a terra e o céu, uma massa de imundície torcida num nó triplo como uma obstrução intestinal. Dácios, hérulos, citas, samaritanos, hiperboreanos, rodas pesadas sem travas, olhos afundados no excesso de gordura, sodomia, imperadores iletrados, peixes alimentados pela carne de escravos instruídos. Havia mais pessoas no mundo do que nunca, todas aglomeradas nos corredores do Coliseu, e todas desgraçadas.</p>
<p>“Então, nessa pilha sem sentido de ouro e mármore, Ele veio, iluminado e revestido de uma aura, enfaticamente humana, deliberadamente provincial, galileu, e naquele momento os deuses e as nações cessaram de ser e o homem passou a ser – o homem-carpinteiro, o homem-arador, o homem-pastor com seu rebanho de ovelhas ao pôr do sol, o homem que não soa em nada orgulhoso, o homem que com gratidão é celebrado em todas as canções de ninar das mães e em todas as galerias de arte ao redor do mundo.”</p>
<p>Jesus, Senhor do Céu e da Terra, Criador e Salvador, eu Te aceito como Senhor de minha vida. Caminha ao meu lado neste dia e coloca-me sob o Teu cuidado.</p>
<hr width="730" />
<p>17 de janeiro Terça<a name="17"></a></p>
<h4>Resgatada por Causa da Covinha</h4>
<p><em><br />
Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, Eu não Me esquecerei de você! Isaías 49:15</em></p>
<p>A mãe conhece. Mesmo depois de muitos anos, a mãe ainda conhece o filho.</p>
<p>Em 24 de janeiro de 2004, Luz Cuevas participou de uma festa de aniversário na Filadélfia, Estados Unidos. Com um único olhar para a menina de 6 anos de idade e de cabelos negros, viu a covinha em seu rosto e soube.</p>
<p>“Quando a vi, soube que era minha filha”, afirmou Cuevas, que não é muito fluente no inglês. “Senti vontade de abraçá-la. Queria fugir com ela.”</p>
<p>Luz Cuevas nunca aceitou o que todo mundo já havia aceitado: que Delimar Vera, de apenas dez dias de vida, sua única filha, havia falecido em 15 de dezembro de 1997 durante um incêndio na casa da família. O corpo do bebê nunca havia sido encontrado. Apesar de o incêndio ter sido controlado em dez minutos, o quarto de Delimar fora destruído e os investigadores concluíram que o calor e as chamas intensas haviam consumido o corpo.</p>
<p>Mas a mãe duvidou. Primeiro, ao entrar no quarto, viu o berço vazio. Segundo, a janela do quarto da criança estava aberta, mesmo sendo uma tarde fria de inverno.</p>
<p>Além disso, não podia se esquecer do estranho comportamento de uma conhecida da família. Essa mulher apareceu várias vezes após o nascimento do bebê dizendo estar grávida. Após o incêndio, no entanto, as visitas pararam de repente.</p>
<p>Agora, seis anos mais tarde, Luz Cuevas olha – e sabe. “Disse para a minha irmã: ‘Olhe; ela é a minha filha’”, relatou a um repórter.</p>
<p>Mas era preciso provar. Durante a festa, ela disse à menina que havia chiclete grudado em seu cabelo e puxou cinco fios. Embrulhou-os num guardanapo, depois numa sacola plástica e trancou-os num lugar seguro em casa. Em seguida, entrou em contato com as autoridades.</p>
<p>“Por causa da televisão, sabia que era preciso fios de cabelo para fazer o teste de DNA”, Cuevas declarou.</p>
<p>O teste de DNA confirmou que a menina de 6 anos de idade com a covinha no rosto, chamada Aliyah, era de fato Delimar Vera.</p>
<p>Exatamente como Deus. Porque Ele nunca Se esquece. Ele conhece.</p>
<hr width="730" />
<p>18 de janeiro Quarta<a name="18"></a></p>
<h4>Em Meio ao Silêncio</h4>
<p><em><br />
No princípio era Aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. João 1:1, 2</em></p>
<p>A base do hinduísmo e do budismo é: “No princípio eram as obras.” Uma estrutura religiosa e filosófica inteira se originou a partir dessa premissa.</p>
<p>A palavra carma significa obras ou feitos. De acordo com essa crença, o Universo é regido por uma justiça intransigente – recebemos aquilo que merecemos. Você nasceu numa família pobre? Isso ocorreu por causa do peso acumulado do carma, a soma das suas ações ao longo de inúmeras encarnações. Assim, é compreensível que, sob esse sistema, o objetivo da vida espiritual seja romper o ciclo da morte e da reencarnação e acumular uma quantidade suficiente de boas ações para ser finalmente liberto.</p>
<p>De maneira totalmente contrastante, a Bíblia afirma: “No princípio era Aquele que é a Palavra.” Antes de o mundo nascer, a Palavra estava lá. Antes de o Universo ser criado, a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.</p>
<p>A declaração de João, constituída de expressões tão simples, me deixa maravilhado. Ela revela que desde o princípio dos princípios Deus não permanece em silêncio. A Palavra era Deus. A Palavra é Deus. Deus quebra o silêncio; Deus fala.</p>
<p>Que diferença uma palavra faz! Uma palavra dita a uma pessoa presa em escombros após um terremoto: “Há alguém aí?” Uma palavra vinda do consultório médico: “Os resultados dos exames estão bons. Você vai ficar bem.” Uma palavra de uma agência de empregos: “Você foi admitido.” E especialmente palavras como estas: “Eu te amo.” “Eu te perdoo.”</p>
<p>Em meio ao silêncio da eternidade, em meio à imensidão do espaço, Deus fala. Ele diz: “Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31:3, ARA). “Não tema, pois Eu o resgatei; Eu o chamei pelo nome; você é Meu” (Is 43:1).</p>
<p>Ouça! A Palavra ainda fala ao nosso coração. Em meio ao silêncio que nos envolve quando enfrentamos momentos de tristeza, quando vemos nossos sonhos se desvanecerem como um castelo de areia, quando clamamos a Deus e nossas palavras parecem voltar como se tivessem batido num céu feito de bronze e sentimos que não podemos prosseguir, Jesus fala.</p>
<p>Ele ainda fala. Sempre foi assim. E sempre será.</p>
<p>Ele é a Palavra que Se fez carne, cheio de graça e de verdade.</p>
<p>Não desanime, caro amigo. Confie nEle a despeito do que os seus sentimentos lhe disserem. Creia, apenas creia. Apegue-se à Palavra.</p>
<hr width="730" />
<p>19 de janeiro Quinta<a name="19"></a></p>
<h4>Deus Cuida</h4>
<p><em><br />
Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês. 1 Pedro 5:7</em></p>
<p>No século 13, Frederick II, imperador do Sacro Império Romano, realizou uma experiência para descobrir que espécie de linguagem as crianças desenvolveriam se fadadas ao silêncio desde os primeiros anos de vida. Ele selecionou alguns bebês recém-nascidos e ordenou que ninguém falasse com eles. Apesar de ter escolhido responsáveis para amamentar e banhar os bebês, proibiu-os estritamente de cantar ou falar com as crianças. Mas a experiência fracassou – todos os bebês morreram!</p>
<p>Uma “criança selvagem” encontrada na Califórnia, Estados Unidos, respondeu à pergunta levantada por Frederick II. Genie, apelido que recebeu dos assistentes sociais a fim de zelar por sua privacidade, era uma menina de 13 anos de idade que foi mantida isolada num pequeno quarto e desde a infância nunca ouvira uma palavra sequer por parte dos pais.</p>
<p>O pai de Genie aparentemente odiava crianças. Desde os 20 meses de idade até 12 anos mais tarde, ocasião em que foi descoberta, Genie viveu praticamente em total isolamento. Nua, presa por uma armadura confeccionada pelo pai, era obrigada a ficar sentada num vaso sanitário dia após dia. À noite, o pai a colocava numa espécie de camisa de força e a enjaulava num berço com laterais de malha metálica. Se fizesse qualquer barulho, era espancada. Ele nunca falou com ela.</p>
<p>Genie foi descoberta em novembro de 1970, ocasião em que a mãe a levou para a assistência social. Era uma adolescente em estado deplorável, deformada, descontrolada, antissocial, subnutrida. Não era capaz de se manter em pé. Não conseguia ficar ereta. Não sabia mastigar. Pesava somente 27 quilos. E não sabia falar, apenas choramingar.</p>
<p>O fato de Genie ter sobrevivido é inacreditável. Ao longo dos anos de reabilitação, ela aprendeu a se comunicar de forma confusa. Embora aparentemente tenha nascido uma criança normal, o resultado do teste de QI foi de apenas 38 em 1971, e de 74 em 1977. Por ter-lhe sido negada a oportunidade de desenvolver-se, certas partes do seu cérebro nunca funcionarão como deveriam.</p>
<p>Todos nós fomos criados para receber carinho. Não importa a idade, fomos feitos para amar e ser amados. Se não tivermos alguém que se importe conosco, a vida se torna um grande sofrimento sem fim. A boa notícia é que Jesus colocou-nos sob o cuidado de Deus! Ele Se importa imensamente conosco. Tudo o que sabemos sobre compaixão, bondade e amor é tão somente uma pálida sombra do cuidado infinito de Deus. Foi isso que Jesus ensinou e viveu.</p>
<hr width="730" />
<p>20 de janeiro Sexta<a name="20"></a></p>
<h4>Meu Nome Está Escrito Lá?</h4>
<p><em><br />
Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Apocalipse 21:27</em></p>
<p>Abri rapidamente o pacote pesado que havia acabado de chegar pelo correio. Dele saiu um livro grande de capa prateada e pensei: “O que será isso?”</p>
<p>Ao folheá-lo, lembrei-me. Havia alguns meses tinha recebido um telefonema de um representante do departamento de graduação da universidade em que me formei. O jovem explicou que estavam no processo de completar uma lista de todas as pessoas que se graduaram naquela universidade com informações adicionais sobre cada um dos graduados. Ele fez questão de detalhar várias razões que me fariam desejar um exemplar e com isso fazer com que suas vendas aumentassem. O preço me pareceu um pouco exagerado, mas poderia ser pago com o cartão de crédito. Então, pensei, por que não?</p>
<p>Ali estava. A primeira coisa que fiz foi abrir na letra “J”. Estava lá. Meu nome estava escrito lá. Havia quatro linhas em letras pequenas.<br />
Folheei o livro à procura de nomes de pessoas conhecidas, de amigos e de ex-colegas de classe. O livro fora muito benfeito e continha muitas informações sobre a universidade e sua história. Mas comecei a refletir. Paguei 70 dólares por isso? Por quatro linhas em letras pequenas?</p>
<p>Você já percebeu o quanto gostamos de ver nosso nome na lista? A lista telefônica chega e qual é a primeira coisa que fazemos? Queremos ter certeza de que nosso nome está ali.</p>
<p>Também queremos ter certeza se escreveram corretamente. Algumas pessoas possuem um nome que, assim como o meu, sempre é escrito de forma errada. Há inúmeros Johnsons por aí, mas não muitos com “ss”. É preciso ir a Chicago ou a Minneapolis para encontrar um bom número de nomes iguais ao meu na lista telefônica. Algumas pessoas ficam confusas. Lembram-se de que meu nome possui alguma coisa diferente, mas não recordam o quê. Assim, muitas vezes escrevem Jonsson ou Johansson.</p>
<p>Mas de todas as listas em que gostaríamos de ver nosso nome, apenas uma realmente importa: o livro da vida do Cordeiro. Ter o nome escrito nesse livro vale tudo o que possuímos, mas custou mais do que jamais poderemos pagar. Custou o Céu inteiro.</p>
<p>E nosso nome será escrito corretamente.</p>
<hr width="730" />
<p>21 de janeiro Sábado<a name="21"></a></p>
<h4>Por que Creio</h4>
<p><em><br />
O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. 1 João 1:1</em></p>
<p>Em 1927, o famoso filósofo ateu Bertrand Russell escreveu um livro intitulado Por que Não Sou Cristão. Na ocasião, esse livro era apenas o mais recente de uma longa série de ataques a Jesus Cristo e Seus seguidores. O empenho em trazer descrédito ao cristianismo começou logo no primeiro século.</p>
<p>Ao longo dos anos, vários pensadores cristãos tentaram contra-argumentar esses ataques. Desenvolveram estudos baseados no design da natureza, na causa e efeito (para todo efeito há uma causa suficiente para produzi-lo), na relevância dos valores morais em todas as sociedades e assim por diante.</p>
<p>Esses estudos têm seu lugar; não os desconsidero. Para mim, no entanto, a maior razão para a fé se encontra numa esfera muito diferente, pois todo argumento filosófico que o cristão apresenta, o ateu contesta com outro argumento. No fim, os dois se sentem satisfeitos com a posição defendida, mas nenhum deles conseguiu “provar” seu caso, seja contra ou a favor.</p>
<p>Na verdade, Deus é grande demais para que possa ser “provado” por argumentos humanos. Aquele que é o autor da razão está além da razão. Aquele que criou o Universo é infinitamente maior do que o Universo.</p>
<p>É por isso que, para mim, a base da fé é muito diferente do jogo de palavras filosóficas. Mais do que qualquer outra razão, creio por causa do Homem da Galileia, Jesus Cristo. Em vez de palavras, Ele é a Palavra que Se fez carne.</p>
<p>Em Atos 14 lemos a respeito da visita de Paulo e Barnabé a Listra, Ásia Menor, durante sua primeira viagem missionária. Naquela cidade, eles encontraram um homem paralítico, aleijado desde o nascimento, que nunca tinha andado. O homem ouviu atentamente Paulo, que se sentiu impressionado a ordenar: “Levante-se! Fique em pé!” (v. 10). O homem deu um salto e começou a andar.</p>
<p>Assim que a multidão viu o que tinha acontecido, gritou: “Os deuses desceram até nós em forma humana” (v. 11), e chamaram Paulo de Hermes e Barnabé de Zeus.</p>
<p>O único Deus, o verdadeiro Deus, veio a nós em forma humana. Se forçarmos a mente e tentarmos imaginar Deus em forma humana, poderemos pensar apenas em uma única Pessoa – Jesus. Ele é a essência de nossa esperança, a personificação de nossos desejos.</p>
<p>Jesus. Ele é a razão por que creio.</p>
<hr width="730" />
<p>22 de janeiro Domingo<a name="22"></a></p>
<h4>Ressurreição a Cada 17 Anos</h4>
<p><em><br />
Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em Mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso? João 11:25, 26</em></p>
<p>A região leste dos Estados Unidos testemunha uma invasão incrível a cada 17 anos. Bilhões de insetos negro-azulados, de olhos vermelhos e asas marrom-amareladas emergem do chão e tomam conta das calçadas, árvores, varandas e ruas. Enchem o ar com um zunido mais alto do que o barulho de qualquer máquina de cortar grama.</p>
<p>Eles apareceram em 2004, em 1987, em 1970. Aliás, em 1715, o pastor Andreas Sandel escreveu a respeito desses insetos na Filadélfia: “Neste mês [maio] alguns insetos singulares saíram da terra; os ingleses os chamam de gafanhotos.” Mas gafanhotos é que não são. Eles são, isto sim, cigarras. Há aproximadamente 3.000 espécies de cigarras ao redor do globo e a maioria leva vida normal, mas essas são “cigarras periódicas”. Elas passam 17 anos debaixo da superfície e, no fim desse período, emergem para uma vida adulta desvairada e barulhenta. Essa espécie de cigarra cava o solo de 45 a 70 centímetros e se alimenta da seiva extraída das raízes das árvores.</p>
<p>Durante os meses que antecedem seu surgimento, as ninfas maduras cavam túneis em direção à superfície. Nesse período, às vezes se forma um pequeno monte de terra, chamado de cabana da cigarra. Essas cabanas, ou buracos de aproximadamente um centímetro de largura ao pé das árvores, se tornam visíveis no mês de abril.</p>
<p>Assim que o solo atinge a temperatura de 18 ºC, as ninfas emergem em massa e tomam conta da vegetação mais próxima. Livram-se da casca de ninfa e&#8230; surpresa! Surge uma criatura brilhante de asas cor creme. Após algumas horas, o corpo escurece e se torna negro-azulado. Em quatro ou cinco dias de maturidade, os machos começam a tocar o timbale interno na tentativa de atrair a atenção das fêmeas. Eles acasalam. As fêmeas abrem cortes em galhos de árvores finos e colocam os ovos. Em agosto, jovens ninfas de cigarra eclodem, cada uma menor do que um grão de arroz. Elas caem ao chão e cavam o solo.</p>
<p>Aprenda a lição da cigarra periódica. Se o Criador cuida dessas pequenas criaturas que ficam enterradas por 17 anos e emergem apenas para viver seu último mês de vida, será que Ele não trará à vida Seus queridos filhos que dormem no pó da terra? Quer seja daqui a 17, 170 ou 1.700 anos, Jesus, que é a ressurreição e a vida, acordará Seu povo para a vida eterna.</p>
<hr width="730" />
<p>23 de janeiro Segunda<a name="23"></a></p>
<h4>Quando a Graça se Manifestou</h4>
<p><em><br />
Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Tito 2:11</em></p>
<p>O apóstolo Paulo, em sua carta para o jovem pastor Tito, escreveu a respeito da “manifestação” da graça na Terra, evento que colocou um marco na história humana. As palavras de Paulo se assemelham às de João na famosa introdução ao seu evangelho: “Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo” (Jo 1:17). Assim, ao lermos que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”, podemos substituir a palavra “graça” por “Jesus” e permanecer fiéis ao que Paulo quis dizer. Pois Jesus, como João mesmo afirmou, era “cheio de graça” (Jo 1:14).</p>
<p>Será que isso significa que o Antigo Testamento é destituído de graça? De forma alguma. A graça se manifesta como um fio dourado desde Gênesis até Malaquias, apesar de a palavra em si não aparecer.</p>
<p>Embora o Antigo Testamento esteja repleto de palavras que expressam a justiça de Deus e a Sua misericórdia, a palavra mais bonita que aparece é chesed, que denota a compaixão e a misericórdia de Jeová. Chesed é geralmente traduzida como “bondade” na versão Almeida Revista e Atualizada, ou como “amor” na Nova Versão Internacional. Alguns exemplos são: “Mostra as maravilhas da Tua bondade, ó Salvador dos que à Tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles” (Sl 17:7, ARA) e “Não me negues a Tua misericórdia, Senhor; que o Teu amor e a Tua verdade sempre me protejam” (Sl 40:11).</p>
<p>Essa palavra maravilhosa está especialmente relacionada à ideia de aliança, conceito dominante no Antigo Testamento. Jeová guarda a Sua aliança. Isso significa que as Suas promessas são absolutamente verdadeiras. Ele é fiel. Podemos confiar em Sua chesed – Sua bondade ou Seu amor – porque é tão confiável quanto o próprio Deus.</p>
<p>Oh, que revelação preciosa antes da chegada de Jesus! E, quando Ele veio, a graça “manifestou-se”. Edificou sobre tudo o que já havia acontecido antes, resumiu e encheu a taça até transbordar. Assim é Jesus, a Palavra que Se fez carne. Não mais por meio de palavras, mas por meio de Sua vida e de Sua morte!</p>
<p>“Vimos a Sua glória”, escreveu João, esforçando-se para encontrar palavras para expressar Aquele “cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14).</p>
<p>Vejo a Sua glória ainda hoje?</p>
<hr width="730" />
<p>24 de janeiro Terça<a name="24"></a></p>
<h4>Pelo Vale do Kwai</h4>
<p><em><br />
A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça. Romanos 5:20</em></p>
<p>Há muitos anos, um filme famoso narrou a história de um excêntrico coronel britânico que comandou as suas tropas, todos prisioneiros dos japoneses, na construção de uma ponte ferroviária na Tailândia. O filme recebeu o título de A Ponte do Rio Kwai.</p>
<p>Tanto o filme quanto o livro que o inspirou foram baseados em fatos reais, mas se desviaram um pouco da realidade. O que de fato aconteceu em Chungkai, o campo de concentração localizado na fronteira da Tailândia, é mais emocionante e mais maravilhoso do que qualquer coisa retratada no filme. Ernest Gordon, oficial escocês que esteve lá e sobreviveu contrariando todas as expectativas, escreveu o verdadeiro relato dessa história em Through the Valley of the Kwai [Pelo Vale do Kwai].</p>
<p>Com a queda de Cingapura na Segunda Guerra Mundial, o exército japonês assumia o controle do sudeste da Ásia com muita rapidez. Estavam tomando conta da Nova Guiné e prestes a controlar a Austrália. Um prêmio ainda maior chamava a atenção na Índia, mas a marinha britânica patrulhava os mares. Uma estrada de ferro ligava o norte de Cingapura à fronteira tailandesa. Outra ligava a Birmânia à Índia. Se pudessem ligar Chungkai à Birmânia, seriam capazes de atacar a Índia por terra.</p>
<p>Os prisioneiros de guerra foram forçados a trabalhar a fim de traçar uma rota pela selva asiática. Descalços e vestindo apenas tangas, os prisioneiros trabalhavam das cinco e meia da manhã até tarde da noite num calor de 48 ºC. Os guardas gritavam a todo instante: “Mais rápido! Mais rápido!” Com os pés cortados e machucados, insetos subindo-lhes pelo corpo suado, os prisioneiros trabalhavam arduamente para concluir a tarefa. A porção de comida era insuficiente. Os homens caíam ao chão e morriam como se fossem mosquitos devido à sede, exaustão, doenças e fome.</p>
<p>A estrada de ferro levou um ano para ser terminada. Seus 402 quilômetros de extensão ceifaram mais de 100.000 vidas. À medida que os prisioneiros adoeciam, eram enviados de volta para Chungkai. O campo de concentração, que passou a abrigar aproximadamente 8.000 homens famintos e doentes, se tornou um inferno na Terra, local em que o egoísmo, o ódio e o medo imperavam.</p>
<p>Se alguma vez o pecado aumentou, ele aumentou em Chungkai. Mas a graça de Deus começou a penetrar aquele buraco do inferno devagar e de forma imperceptível, até que, onde aumentou o pecado, passou a transbordar a graça.</p>
<hr width="730" />
<p>25 de janeiro Quarta<a name="25"></a></p>
<h4>Deus Estava Lá no Inferno</h4>
<p><em><br />
Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura também lá estás. Salmo 139:8</em></p>
<p>Ernest Gordon, que narrou a história do milagre às margens do rio Kwai, fez sua cama no inferno. Já sofrendo de disenteria, malária, infecção sanguínea e beribéri, contraiu também difteria, o que significava que não podia mais trabalhar na estrada de ferro. Gordon foi enviado para a Casa da Morte, apelido que o terrível hospital do campo de concentração recebeu. Localizado num oceano de lama no ponto mais baixo do campo, o “hospital” estava repleto de centenas de homens à beira da morte, cobertos da cabeça aos pés de moscas, percevejos e piolhos. Parecia mais um cemitério fétido de seres humanos desesperados em estado de putrefação.</p>
<p>Alguns amigos o procuraram, o encontraram entre os corpos em deterioração e o carregaram numa maca para uma pequena cabana que haviam construído. Banharam-no, limparam as feridas de suas pernas e fizeram-lhe curativos. Prepararam comida para ele e lhe aplicaram massagens. Pouco a pouco, a sensibilidade dos membros de Gordon começou a voltar. Contrariando todas as expectativas, ele sobreviveu.</p>
<p>Essa demonstração de compaixão fez parte de um fenômeno muito mais amplo que ocorreu no campo de concentração. O que estava acontecendo em Chungkai? Algumas histórias começaram a circular sobre soldados tementes a Jesus Cristo que haviam sacrificado a vida em atos de abnegação, heroísmo, fé e amor. Ouviu-se, por exemplo, a respeito de um homem grande e forte que de repente desmaiou e morreu de fome porque havia dado suas porções de comida para um amigo doente, que se recuperou. Outro soldado assumiu a culpa do sumiço de uma pá e foi espancado até a morte. (Naquela noite, ao serem contadas as ferramentas, não faltava nenhuma.) E muitos outros relatos assim.</p>
<p>Essas demonstrações da graça contagiaram o campo. Os prisioneiros trocaram a lei da selva pela lei de Cristo. Começaram a ajudar uns aos outros. Começaram a confeccionar braços e pernas artificiais, a preparar remédios com as plantas medicinais da selva. Passaram a realizar funerais em vez de queimar os mortos empilhados uns sobre os outros. Construíram uma capela, faziam cultos e realizavam batismos. Deram início a uma universidade na selva e frequentavam às aulas. Formaram uma orquestra. Voltaram a sorrir, a dar risada e a cantar.</p>
<p>Ernest Gordon se tornou cristão. Ao fim da guerra, estudou teologia e, mais tarde, se tornou o capelão da Universidade de Princeton. Grande é o poder do pecado, mas a graça é ainda mais poderosa.</p>
<hr width="730" />
<p>26 de janeiro Quinta<a name="26"></a></p>
<h4>A Obediência da Graça</h4>
<p><em><br />
“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor: “Porei a Minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o Meu povo.” Jeremias 31:33</em></p>
<p>Certa vez comecei a escrever um livro sobre a graça (que mais tarde foi publicado sob o título Glimpses of Grace [Vislumbres da Graça]). Ao comentar a respeito de meu projeto com um colega, ele respondeu:</p>
<p>– Bill, não precisamos de outro livro sobre a graça. Você deveria escrever um livro sobre a obediência!</p>
<p>Sim, a obediência é importante. Ao longo das páginas da Bíblia, Deus nos conclama a obedecer. Mas que tipo de obediência Ele requer? Essa é a questão.</p>
<p>A única obediência que conta é a obediência da graça. Ao sermos conquistados por Deus através de Seu amor, ao vislumbrarmos a glória da Palavra que Se fez carne, que armou a Sua tenda entre nós a fim de revelar o caráter de Deus e que voluntariamente Se dispôs a ir ao Calvário em nosso lugar, ao cairmos aos Seus pés e como Tomé exclamarmos: “Senhor meu e Deus meu (Jo 20:28), passamos a desejar servi-Lo e obedecer-Lhe.</p>
<p>A obediência da graça significa que Deus escreve Sua lei em nosso coração e em nossa mente. Não trabalhamos mais como funcionários assalariados em busca de recompensa, mas vivemos como filhos e filhas da família divina. Ao lançarmos nossas ansiedades e preocupações sobre Jesus, tomaremos Seu jugo e perceberemos que Seu jugo é suave e Seu fardo é leve (Mt 11:30).</p>
<p>Um poema antigo atribuído a São João da Cruz expressa a essência da obediência da graça, do coração que se apaixonou por Jesus e deseja nada mais do que Ele.</p>
<p>Não me move, Senhor, para Te amar<br />
O Céu que me prometeste.<br />
Nem me move o inferno tão temido<br />
Para deixar por isso de Te ofender&#8230;<br />
Move-me enfim o Teu amor,<br />
E de tal maneira<br />
Que ainda que não houvesse Céu eu Te amaria;<br />
E ainda que não houvesse inferno Te temeria.</p>
<hr width="730" />
<p>27 de janeiro Sexta<a name="27"></a></p>
<h4>Abençoada Inimizade</h4>
<p><em><br />
Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar. Gênesis 3:15</em></p>
<p>A jornada da vida está repleta de surpresas. Um jovem, com o mundo aos seus pés, joga tudo fora e destrói a vida. Após 20 anos de amor e companheirismo ao buscar construir um lar e estabelecer uma família, um cônjuge abandona tudo e foge com outra pessoa.</p>
<p>Mas há também o outro lado. Existem crianças que aparentemente têm tudo contra si, crianças que nasceram em lares destruídos e defeituosos, crianças cujos pais são alcoólatras, crianças sem alguém próximo que tenha ao menos completado o ensino médio, crianças condenadas à morte prematura por causa das drogas, do conflito entre gangues ou do abuso, mas que de alguma forma sobrevivem, quebram o ciclo, prosseguem quem sabe nos estudos e contribuem para o bem da sociedade, que fica impressionada ao saber de suas origens.</p>
<p>Não estamos sozinhos na batalha desta vida. Se estivéssemos sozinhos, todos nós, a despeito das condições em que fomos criados, seríamos marionetes do diabo. Seríamos movidos para lá e para cá, presos aos cordéis em suas mãos. A queda no Jardim do Éden inclinou de forma irresistível a nossa natureza ao pecado. É muito mais fácil mentir do que falar a verdade, odiar do que amar, trair do que ser fiel.</p>
<p>Mas não estamos sozinhos. Deus não nos deixou no poço que nós mesmos cavamos. Ele pôs inimizade entre a serpente e nós. Não temos que obedecer à ordem de Satanás. Podemos buscar a Deus.</p>
<p>O que é essa inimizade, essa oposição contra o mal, que corre contra a nossa natureza? É a graça.</p>
<p>“É a graça que Cristo implanta na alma que cria no homem a inimizade contra Satanás. Sem esta graça que converte, e este poder renovador, o homem continuaria cativo de Satanás, como servo sempre pronto a executar-lhe as ordens. Mas o novo princípio na alma cria o conflito onde até então houvera paz. O poder que Cristo comunica habilita o homem a resistir ao tirano e usurpador. Quem quer que se ache a aborrecer o pecado em lugar de o amar, que resista a essas paixões que têm dominado interiormente e as vença, evidencia a operação de um princípio inteiramente de cima” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 506).</p>
<p>Obrigado, querido Deus, por essa abençoada inimizade!</p>
<hr width="730" />
<p>28 de janeiro Sábado<a name="28"></a></p>
<h4>Milagre na Autoestrada</h4>
<p><em><br />
Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. Lucas 10:31</em></p>
<p>Não acredito no acaso. Nem acredito em sorte. Acredito na graça. Graça significa que coisas boas acontecem mesmo num mundo cheio de maldade. Graça significa que Deus está trabalhando para fazer com que coisas boas aconteçam. Para o observador desavisado, parece obra do acaso ou da sorte; mas a pessoa que conhece Jesus, cheio de graça, sabe que é obra da graça.</p>
<p>Ed Theisen, 46 anos, estava estirado na estrada Gulf, próximo a Houston, Texas, Estados Unidos. Ele dirigia quando outro motorista bateu na traseira de seu carro. Theisen saiu do carro para trocar informações sobre o seguro com o motorista. De repente, sentiu-se fraco. Agarrou-se à barreira de proteção e caiu, sumindo de vista.</p>
<p>O motorista do guincho que rebocou o carro de Theisen não o viu. O policial que registrou o acidente não o viu. Concluíram que ele tinha simplesmente saído de cena.</p>
<p>Mas Ed Theisen ainda estava lá, no chão, paralisado devido à fratura no pescoço e um ferimento grave na medula espinhal. Ficou caído de lado, encarando o muro de concreto.</p>
<p>Theisen passou a noite inteira sozinho estirado no chão. O tempo foi transcorrendo até somar 36 horas. Ninguém viu, ninguém ouviu.<br />
Foi então que, “por acaso”, alguém que pegava carona na caçamba de uma caminhonete o viu e chamou a polícia. O oficial cutucou Ed Theisen com o cassetete pensando que ele estava morto. Mas ele estava vivo, coberto pela poluição de Houston.<br />
A esposa, Débora, os parentes e os amigos distribuíam panfletos pelo bairro quando receberam a notícia. Débora ligou para o hospital, que lhe informou:</p>
<p>– Ele está aqui. Está vivo e mandou dizer que a ama.</p>
<p>Graça, não acaso. Graça significa que pessoas condenadas à morte sobrevivem. Graça significa que um bom samaritano cruzará o nosso caminho. Graça significa que coisas boas acontecem em meio à poluição. Ainda que seja numa autoestrada de Houston.</p>
<hr width="730" />
<p>29 de janeiro Domingo<a name="29"></a></p>
<h4>O Nascimento que Mudou o Mundo</h4>
<p><em><br />
Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas-novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor.” Lucas 2:10, 11</em></p>
<p>A partir de qual grande evento se calcula o período de toda a história? Há muitos anos, W. H. Fitchett registrou a clássica resposta: “O nascimento de um judeu, que era um camponês numa província obscura numa época distante; que não escreveu nenhum livro, não fez nenhuma descoberta, não inventou nenhuma filosofia, nem construiu nenhum templo; um camponês que morreu quando, pelo modo que homens enumeram vidas, Ele havia mal alcançado sua idade produtiva, e morreu a morte de um criminoso. [...] O tempo civilizado, no entanto, é marcado pelo nascimento deste judeu! Os séculos carregam Sua assinatura, e os anos modernos são marcados por consentimento universal como o ‘Ano do Senhor’. [...]</p>
<p>“A cada manhã todos os jornais do mundo civilizado [...] reajustam a data de acordo com o Seu nascimento. Cada ano que chega é batizado com o Seu nome. Os calendários e as atas do Parlamento, os negócios, a política e a literatura – a própria data que escrevemos no cheque e nas cartas – tudo é ajustado inconscientemente à cronologia da vida de Cristo. Deixar uma assinatura humana no tempo, colocar um nome humano à frente dos séculos apressados, é uma grande façanha. César não conseguiu, nem Shakespeare ou Newton. A genialidade é inútil para realizar tal tarefa; a espada é inútil; a riqueza é inútil. Mas esse judeu conseguiu. [...]</p>
<p>“A espada de nenhum imperador jamais cortou o tempo de forma tão profunda que o deixasse marcado para sempre. [...] Apenas um nome sobrevive; apenas uma imagem é visível através do amplo espaço do tempo.</p>
<p>“O Filho encarnado de Deus, o Verbo que Se fez carne e que entrou na história deste mundo a fim de remodelá-la – é justo que a Ele todos os anos prestem a homenagem inconsciente de carregar o Seu nome. O calendário cristão representa o selo da realeza de Cristo no próprio tempo. Crer que um impostor remoto, numa província esquecida de um império arruinado, colocasse a Sua assinatura de forma tão profunda no tempo a ponto de influenciar todos os séculos a carregar Seu nome é o mesmo que crer que uma criança, com sua caixa de lápis de cor, pudesse mudar a coloração de todos os oceanos!” (The Unrealized Logic of Religion, p. 16-26).</p>
<p>Jesus, entra em minha vida e me transforma hoje.</p>
<hr width="730" />
<p>30 de janeiro Segunda<a name="30"></a></p>
<h4>Além das Palavras</h4>
<p><em><br />
Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo. João 1:17</em></p>
<p>Sou autor e editor; portanto, as palavras me fascinam. As palavras mudam de significado de uma cultura para outra ou dentro da mesma cultura.</p>
<p>Analise, por exemplo, a palavra wrinkly [“enrugado”, “franzido”]. Em minha infância na Austrália, essa palavra era um adjetivo que se referia às dobras formadas na pele devido à preocupação, idade ou fadiga. Hoje em dia, entretanto, os australianos a utilizam como um substantivo para designar uma pessoa dotada cronologicamente. Ou seja, para eles, wrinkly é alguém idoso.</p>
<p>Isso me leva a refletir sobre os primeiros cristãos e o desafio que enfrentaram ao tentar escrever a respeito de Alguém que está além das palavras. Apesar de em muitos aspectos Jesus de Nazaré ter sido igual a qualquer outro ser humano, em outros foi totalmente diferente. Na beleza e pureza de Sua vida, em Sua compaixão e misericórdia, na perfeição de Seu caráter, Jesus foi sui generis – único, singular.</p>
<p>Como falar ou escrever sobre um Homem que excede a habilidade da linguagem para expressá-Lo? Inventando novas palavras, um novo vocabulário? Não seria uma má ideia, mas não ajudaria em nada. Ninguém entenderia coisa alguma do que fosse escrito. A outra maneira (que na verdade é a única maneira) é pegar palavras que já existem e dar-lhes um novo significado.</p>
<p>Foi exatamente isso o que os primeiros cristãos fizeram. Eles encontraram, por exemplo, uma palavra grega muito, muito antiga, charis, e atribuíram-lhe um novo significado. Essa palavra, que originou palavras como “carisma” ou “carismático”, inicialmente era empregada no sentido de “favor”. Era usada especialmente de duas maneiras: a primeira, para descrever alguém fisicamente favorecido; a segunda, para expressar apreciação.</p>
<p>O Novo Testamento contém vários exemplos de tais usos, como no texto em que lemos que Jesus crescia no favor de Deus e dos homens (Lc 2:52), ou quando Paulo exclamou: “Agradeçamos a Deus” (1Co 15:57, NTLH). Em ambos os casos a palavra é charis.</p>
<p>Entretanto, a palavra charis foi utilizada de forma predominante no Novo Testamento com um sentido novo: “graça”. Não mais apenas favor, mas o favor de Deus, demonstrado a nós através de Seu Filho amado. Favor sem mérito algum, favor totalmente imerecido. Jesus, cheio de graça (charis) e de verdade, ultrapassa as fronteiras da linguagem. Ele é maravilhoso, além das palavras.</p>
<hr width="730" />
<p>31 de janeiro Terça<a name="31"></a></p>
<h4>Encontro em Xangai</h4>
<p><em><br />
Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Lucas 12:6</em></p>
<p>De todas as experiências interessantes que tive ao visitar a China, nenhuma foi mais fascinante do que o encontro num centro comercial em Xangai.</p>
<p>– Bom-dia, senhor!</p>
<p>Olhei ao redor me perguntando de onde aquele inglês perfeito estava vindo. Fazia uma hora que eu estava perambulando por lojas grandes e pequenas e até mesmo numa loja de departamento enfrentei problemas de comunicação com os atendentes. Surpreso, percebi que aquela voz pertencia a uma criança, uma princesinha vestida de vermelho tão pequenina que sua cabeça mal alcançava a altura da minha cintura.</p>
<p>– O senhor poderia me dar um momento de sua atenção? – continuou. – Sou estudante de artes plásticas. Estamos realizando uma exposição de nossos trabalhos. O senhor gostaria de vê-los?</p>
<p>Estudante de artes plásticas? Para mim, parecia que ela estava cursando a quarta série.</p>
<p>– Posso perguntar a sua idade? – eu disse. – Você aparenta ter apenas 10 anos.</p>
<p>– Oh, não; tenho 16 – ela respondeu com um sorriso.</p>
<p>– Tudo bem – respondi.</p>
<p>Juntos atravessamos o centro comercial. Ela me conduziu a uma rua estreita e em seguida subimos um lance de escadas. Ali, num amplo salão, observei as pinturas em exposição. Outra jovem, obviamente mais velha do que a princesinha, estava lá. Havia também um homem sentado à mesa. Saudaram-me com extrema cordialidade.</p>
<p>Andei pelo salão. As obras variavam em qualidade; algumas eram muito boas. Uma série de quatro quadros verticais retratando as estações do ano atraiu minha atenção. Fiquei pensando como poderia levar aquilo para casa. Minhas malas já estavam abarrotadas.<br />
Enquanto isso, eles falavam a respeito da escola de artes. Funcionava no campo, me informaram. Todos aprendiam inglês como também artes. A exposição estava aberta ao público e todas as vendas beneficiariam a escola.</p>
<p>Foi um encontro sem igual. Desejava ficar, mas o tempo acabou. Infelizmente, tive que partir.</p>
<p>Há mais de 1,3 bilhão de pessoas na China. Deus conhece cada uma delas por nome: a princesinha, a amiga dela, o homem à mesa. Cada uma delas é preciosa, preciosa o bastante para Jesus entregar a Sua vida por elas.</p>
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		<title>Os Espíritos dos Mortos Falam e Ouvem?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 04:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mensagens Inspiradas]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[espírito]]></category>
		<category><![CDATA[imortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após a morte]]></category>

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		<description><![CDATA[
<a href='http://www.pulpitovirtual.com/os-espiritos-dos-mortos-falam-e-ouvem/espiritos-podem-ouvir-e-falar-jpg' title='espiritos-podem-ouvir-e-falar.jpg'><img width="150" height="150" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/espiritos-podem-ouvir-e-falar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="espiritos-podem-ouvir-e-falar.jpg" title="espiritos-podem-ouvir-e-falar.jpg" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small;"><img style="background-image: none; margin: 0px 20px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; padding-top: 0px; border: 0px;" title="espiritos-podem-ouvir-e-falar" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/espiritos-podem-ouvir-e-falar.jpg" alt="espiritos-podem-ouvir-e-falar" width="204" height="318" align="left" border="0" /></span></p>
<h5><span style="font-size: small;">1. Eles Falam e Ouvem?</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Alexander Bogomoletz, um cientista russo, disse certa vez que um homem deveria viver pelo menos até os 150 anos de idade. Ele realmente preparou um soro que foi projetado para retardar o processo de envelhecimento do tecido conjuntivo do corpo. Infelizmente, o médico morreu com a idade de 64 anos, simplesmente 86 anos aquém da meta que tinha estabelecido para si e para toda a humanidade. E nós ainda não compreendemos os mistérios da vida e da morte.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Ninguém ainda descobriu a fonte da juventude, nem atravessou o véu da morte e voltou para nos dizer como é do outro lado. A única informação autêntica que temos sobre este assunto encontra-se no grande livro de Deus, a Bíblia. Aqui estão desdobradas as respostas às questões que têm preocupado os corações de homens e mulheres através dos tempos. Penetrar através da espuma da emoção e superstição humana, trará garantia de satisfação para aqueles que temem o futuro e que querem saber o que acontece com a alma cinco minutos após a morte.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Para introduzir este assunto, temos de encontrar a resposta para uma grande pergunta básica. Se nós pudermos respondê-la corretamente, todas as outras questões sobre a morte e a alma se abrirão como flores ao sol. A questão realmente importante é esta: Que tipo de natureza inerente o homem possui? Como Deus o criou? Será que ele tem uma natureza mortal ou uma natureza imortal? Segundo o dicionário, a palavra “mortal” significa “sujeito à morte”, e a palavra “imortal” significa “não sujeito à morte.” Em poucas palavras, estamos a perguntar se Deus criou o homem com uma natureza que poderia morrer ou com o poder de uma vida sem fim.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A resposta a esta questão significativa é encontrada em Jó 4:17, “Pode o <em>homem mortal</em> ser mais justo do que Deus? Pode o homem ser mais puro do que o seu Criador?” Está aí a palavra que estamos procurando! O homem é mortal. Ele está sujeito à morte. Deus não o fez sem a capacidade de se deteriorar e morrer. O fato é que somente Deus tem esse poder inerente da existência eterna. Ele é imortal. E a única vez que essa palavra é usada na Bíblia, refere-se a Deus. “Ora, ao Rei eterno, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (1 Timóteo 1:17).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A família humana não foi investida com uma imortalidade natural. A Palavra de Deus nos assegura que somente Deus tem esse tipo de natureza. Ele é o autor da vida, a grande fonte de toda a existência. Dele todas as outras formas de vida no universo tem sido derivadas. “Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (1 Timóteo 6:15-16).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Neste ponto, alguém pode levantar uma outra questão sobre o tema da imortalidade. É possível que o homem tenha um corpo mortal, mas uma alma imortal vivendo no tabernáculo da carne? Talvez a pessoa “real” não seja o corpo em absoluto mas a entidade imortal, alma, habitando dentro do corpo mortal. Nós não precisamos quebrar a cabeça sobre este ponto, porque ele está concisamente resolvido por uma série de textos bíblicos.</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">2. A alma pode morrer</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Deus disse, por intermédio do profeta: “<em>Eis que todas as almas são minhas: como a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá”</em>(Ezequiel 18:4). Este estabelece firmemente que a alma definitivamente não é imortal por natureza, ou não pode experimentar a morte. Desde que a palavra “imortal” significa “não sujeito à morte”, não poderia haver questão da morte para uma alma que possui a imortalidade inata. Pelo menos dez outros versículos afirmam exatamente a mesma coisa: a alma não é naturalmente imortal.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Jesus, declarou que a alma pode morrer, em Mateus 10:28. <em>“E não temais os que matam o corpo … temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”</em> Por esta clara declaração, Cristo coloca o assunto acima de qualquer questão. A alma pode morrer. Por isso, não pode ser imortal por natureza.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Isto é chocante para muitas pessoas. A posição tradicional tem sido exatamente o oposto disso. Como é perturbador saber que em todas as 1700 ocorrências bíblicas das palavras “alma” e “espírito” nenhuma vez são referidos como sendo imortal ou eterno.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">De onde então, vem essa doutrina? A maioria de nós já ouviu falar sobre a “alma que nunca morre” desde os primeiros anos da infância. Uma coisa é certa: essa doutrina não se originou nas Escrituras. A verdade é que ela veio diretamente da tradição pagã e da mitologia. O antigo culto chinês aos antepassados estava enraizado na crença de que a alma não morre. Hieróglifos nas Pirâmides egípcias revelam que a doutrina de uma alma imortal, naturalmente, foi fundamental para sua adoração do deus sol. Na Índia, onde vivi por muitos anos, os hindus acreditam firmemente na reencarnação e transmigração da alma. Cerimônias de vodu Africano são construídas em torno do conceito de uma alma imortal.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Não há um único texto que suporta tal ensino na Bíblia cristã, no entanto, a Palavra nos diz como a doutrina começou e quem pregou o primeiro sermão sobre o assunto. Leia Gênesis 3:1-4: <em>“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. Esta disse à mulher: É assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.”</em></span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por favor note que alguém discordava de Deus. O Criador havia declarado que o pecado traria a morte, mas Satanás disse o oposto: “Certamente não morrereis.” Essa foi a primeira grande mentira que já foi dita, e quem a disse vem tentando mantê-la desde então. Esse sermão da imortalidade natural tem sido repetido muitas vezes ao longo dos anos, muitas vezes por pregadores e teólogos que deviam ter mais conhecimentos. Alguns anos atrás o Reader’s Digest publicou um artigo intitulado “A Morte não Existe”, escrito por um dos mais populares ministros protestantes da América. O grande pregador disse exatamente a mesma coisa que o grande enganador disse a Eva: “Você realmente não morrerá. Pode parecer como a morte, mas você realmente continua vivendo e sabe o que fez antes.”</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Esta doutrina pode ser perigosa? Na verdade, ela envolve muito mais do que a promulgação de uma declaração falsa. As implicações desse ensino satânico são profundas e eternas em conseqüência. Milhões irão se perder por não entenderem a verdade sobre a natureza do homem. O engano quanto a este ponto abre uma porta que pode inundar a vida com a escuridão e controle demoníaco. A única proteção que temos contra este perigo insidioso é conhecer a verdade sobre a morte e a alma.</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">3. O espírito retorna a Deus</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">A mais clara e concisa definação de morte foi escrita por Salomão, <em>“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”</em> (Eclesiastes 12:7).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">De imediato ficamos impressionados com a palavra “retorno”. Após a morte tudo parece voltar de onde veio. O pó volta à terra de onde foi tirado, e o espírito volta a Deus que o deu. A morte é apenas o oposto da criação.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">É fácil para nós imaginar o processo de decadência do corpo e decomposição. Compreendemos muito bem que os componentes físicos do corpo são os mesmos que os da própria terra. Quando é enterrado, o corpo será revertido para os elementos químicos do solo a partir do qual o Criador o formou no início.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Mas e sobre o espírito que volta a Deus? Isto não é tão fácil de entender. Não há um homem no mundo que pode explicar isso com sabedoria humana. No entanto, muitos versos na Bíblia lançam luz sobre este ponto crucial. Tiago escreveu: <em>“Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta”</em> (Tiago 2:26). A palavra “espírito” tem uma referência marginal que se lê, “ou respiração.” Isto é muito importante. A palavra raiz no grego é “pneuma”, uma palavra que significa “respiração” ou “ar”. Tomamos nossa palavra “pneumonia” de pneuma, porque é uma doença dos pulmões, ou da respiração. Mas esta mesma palavra grega “pneuma” tem também um outro significado. Que significa “espírito”. Por exemplo, o termo grego para “Espírito Santo” é “Hagios pneumatos”, “Sopro Sagrado” ou “Espírito Santo”.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Isso nos leva a uma conclusão muito interessante. As palavras “respiração” e “espírito” são muitas vezes usadas ​​como sinônimos na Bíblia. Jó disse: <em>“enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz.”</em> Agora, não é preciso um alto grau de inteligência para saber que Jó estava descrevendo a mesma coisa com as palavras “respiração” e “espírito”. O homem tem fôlego apenas em suas narinas. Na verdade, isso é o que Deus soprou nas narinas do homem no momento da criação. “<em>E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente”</em>(Gênesis 2:7).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Agora, o quadro começa a clarear. Quando Salomão descreveu o espírito retornando a Deus, ele estava se referindo à respiração, porque era isso que Deus deu no início, e, portanto, era a única coisa que poderia agora “retornar” para Aquele que a deu. A nota marginal de Gênesis 7:22 refere-se ao sopro da vida como “o sopro do espírito da vida.”</span></p>
<p><span style="font-size: small;">O salmista descreve a morte com estas palavras: <em>“Quando lhes tiras a respiração, morrem, e voltam para o pó. Envias o teu Espírito, são criados“</em>(Salmo 104:29,30). Aqui a ordem é invertida, e sua respiração retorna a Deus com a morte. Salomão disse que o espírito retorna. Aqui, Deus dá o espírito para criar, mas Gênesis diz que Ele deu o fôlego para criar. Isto só faz sentido quando entendemos que as duas palavras são usadas de forma intercambiável e significam a mesma coisa.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por favor note que este “espírito de vida” não é necessariamente o mesmo que o Espírito Santo, nem é o “sopro da vida” o mesmo que o ar que respiramos regularmente. Este sopro ou espírito, é o especial poder vivificante de Deus, que torna o corpo um organismo em funcionamento. Leia Gênesis 2:7 outra vez, e tente visualizar o ato de criação. “E o Senhor Deus formou o homem do pó da terra.” Nós não temos nenhuma dificuldade com isso. Podemos ver o corpo morto, perfeitamente formado e contendo os muitos elementos necessários para a vida. Mas não havia nenhuma vida. O coração não batia. O sangue estava lá, mas não estava fluindo. O cérebro estava lá, mas não estava pensando.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Então, Deus acrescentou mais uma coisa ao corpo que tinha feito. Ele “soprou em suas narinas o fôlego da vida, e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7). Não perca o significado dessas palavras, elas são muitas vezes mal interpretadas. Deus não colocou uma alma no corpo. Ele acrescentou apenas uma coisa, a respiração ou espírito. Então, como um resultado do corpo e da respiração unidos, o homem se torna uma alma.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Milhões tem aceitado a visão falsa e tradicional que Deus colocou uma alma no corpo para criar o homem. Isto é baseado inteiramente sobre a comum e errônea doutrina, de todas as religiões não-cristãs. Na Bíblia, exceto no uso poético ou alegórico, a alma vai para dentro e para fora do corpo; nem tem uma existência independente fora do corpo. Porque a palavra grega “psuche”, que significa “vida”, tem sido por vezes traduzida como “alma” na nossa versão King James, alguns chegaram a conclusões erradas, mas apenas porque aplicaram uma falsa definição para a palavra “alma”. Milhões foram ensinados que a alma possui uma imortalidade natural, e cada vez que lêem ou ouvem a palavra supõem algo que é totalmente falso e sem base bíblica. Nem mesmo uma única vez na Bíblia é a alma referida como sendo imortal ou eterna.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">O fato é que a alma é a vida consciente que resultou quando Deus acrescentou o fôlego ou espírito ao corpo. Uma ilustração simples irá nos ajudar a ver esta verdade com mais clareza. Vamos comparar o corpo a uma lâmpada. A corrente elétrica que flui para a lâmpada representa o sopro da vida que Deus colocou no corpo, e a luz representa a alma que o homem tornou-se depois que a respiração se juntou ao corpo. Quando olhamos para a luz brilhando vemos uma representação perfeita da criação concluída. Agora vamos pressionar o botão e desligar a luz. O que aconteceu? A corrente deixou o bulbo, assim como o fôlego deixa o corpo na morte. Agora onde está a luz? Será que ela foi até à tomada elétrica? Não, ela simplesmente deixou de existir quando a corrente foi separada do bulbo. Então vamos nos perguntar, onde está a alma quando a respiração se separa do corpo? Simplesmente não há alma, até que, na ressurreição, Deus devolve o sopro da vida para o corpo.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Isto não deve soar tão estranho para nós, agora que descobrimos como na morte tudo “retorna” à maneira que era antes. Antes da criação, o homem não existia em alguma forma desencarnada. Não havia personalidade, nenhuma emoção consciente antes de Deus acrescentar a respiração ao corpo. Nesse momento o homem “se tornou uma alma vivente.” Se a alma veio a existir como um resultado dessa união, quando a alma deixa de ser? Certamente em consequência da quebra dessa união.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Suponha que temos duas coisas diante de nós: tábuas e pregos. Tomamos um martelo e martelamos os pregos nas tábuas, fazendo uma caixa. Agora temos três coisas em vez de duas, temos tábuas, pregos e uma caixa. Depois, retire com cuidado os pregos e os coloque ao lado das tábuas. Mais uma vez, só temos duas coisas diante de nós: tábuas e pregos. O que aconteceu com a caixa? Não há nenhuma caixa, pois é necessário a união das duas coisas para que ela exista.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Da mesma forma Deus começou com duas coisas, o corpo e o espírito. Quando Ele os coloca juntos, a alma “se torna”- ela vem a ser, ela começa a existir. Na morte, o homem sábio nos diz, o espírito retorna a Deus, e o corpo retorna ao pó. E em nenhum lugar na Bíblia é dito que qualquer alma sobrevive ao corpo, ou continua a existir sem um corpo. A alma, ou a vida, não tem existência sem o poder de Deus residindo no corpo. Na morte este poder é removido, e retorna a Deus, e o estado do homem é exatamente o que era antes do sopro se juntar ao corpo. Isso significa que não há vida, nem consciência, nem personalidade.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Mesmo os animais são referidos como almas na Bíblia, porque eles têm o mesmo poder de Deus que os faz viver (Apocalipse 16:3). O homem sábio escreveu: “Porque o que acontece aos filhos dos homens, isso mesmo também acontece aos animais; a mesma coisa lhes acontece. Como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego, … Todos vão para o mesmo lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão” (Eclesiastes 3:19, 20). Isso não significa, é claro, que o homem e os animais têm o mesmo destino final. Haverá uma ressurreição e julgamento para as criaturas morais de Deus, mas a vida vem somente de Deus, seja ela humana ou animal. E esta vida é muitas vezes referida na Bíblia como a alma.</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">4. Quando são os justos recompensados?</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Com este pano de fundo estamos agora preparados para ver o que realmente acontece com a pessoa que morre. No sermão de Pedro no dia de Pentecostes, ele fez esta forte declaração sobre Davi, que estava morto há mais de 1.000 anos: “Davi não subiu aos céus” (Atos 2:34). Agora pense nisto por um momento. Davi tinha há muito tempo partido desta vida, e apesar de muitas vezes desobediente, tinha recebido a garantia do perdão e da salvação. Por que, então, não está ele desfrutando a felicidade do céu dez séculos após seu falecimento? A pergunta é respondida no versículo 29, onde Pedro explica: “Irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.”</span></p>
<p><span style="font-size: small;">O inspirado Pedro disse que era certo que Davi estava no seu túmulo, e ainda não tinha subido ao céu. Que interessante! Se o homem segundo o coração de Deus não tinha recebido a sua recompensa 1.000 anos após sua morte, o que acontece com todas as outras pessoas boas que viveram e morreram até então? Elas, também, estão descansando em suas sepulturas, aguardando o chamado de Deus na ressurreição.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Jesus garantiu ao povo de sua época: “… recompensado serás na ressurreição dos justos” (Lucas 14:14). Mais uma vez, Ele disse: “Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai com seus anjos, e então retribuirá a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27). Não há equívoco aqui. Em linguagem simples e direta, Jesus declarou que ninguém iria ser recompensado até a ressurreição ocorrer na Sua segunda vinda. Isto significa que nenhum dos justos mortos foram para o céu até o momento. Todos estão esperando em seus túmulos o julgamento e o fim do mundo.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A últimas palavras da Bíblia praticamente confirmam este fato. “Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” (Apocalipse 22:12). Esta recompensa dos últimos dias é descrita por Paulo em 1 Coríntios 15:53​​, “…isto que é mortal se revista da imortalidade.” Quando isso acontece? “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao soar a última trombeta” (versículo 52).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Isso resolve a questão sobre a recompensa dos justos, sem qualquer dúvida, mas e quanto aos ímpios? Quando eles vão ser punidos por seus pecados? A resposta surpreendente é encontrada em 2 Pedro 2:9, “Sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados.” Aí está! Os ímpios estão reservados em algum lugar até o dia do julgamento chegar. Onde eles estão reservados? Jesus responde à pergunta: “Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação “(João 5:28, 29).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Nosso Senhor tornou extremamente claro que todos seriam reservados em suas sepulturas até serem chamados para ressurgirem na ressurreição para receberem a vida ou a condenação. Não só isto é boa teologia, como também é bom senso. Obviamente, ninguém pode ser punido até que seja julgado. A justiça exige que isso seja feito. Mesmo o mais injusto juiz terreno seria cassado se fizesse o contrário. Suponha que um homem veio perante um juiz acusado de roubar, e o juiz disse: “Prendam-no por dez anos e, em seguida, vamos ouvir o seu caso.” Não! Não! Isso nunca poderia acontecer! E poderia o juiz de toda a terra fazer isso ao lidar com o ímpio? Nunca! O julgamento seria uma farsa, em tal caso – e não teria nenhum sentido. A maravilhosa mensagem da Bíblia é que tantos os bons como os maus estão dormindo em suas sepulturas até o dia da ressurreição. Naquele tempo eles serão trazidos para enfrentar o julgamento, após o qual as punições e recompensas serão atribuídas.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Jó disse: “Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem despertará do seu sono. Oxalá me escondesses na sepultura, e me ocultasses até que a tua ira se desviasse, e me pusesses um prazo, e te lembrasses de mim! Morrendo o homem, tornará a viver? todos os dias da minha lida esperaria, até que viesse a minha mudança. Chamar-me-ias, e eu te responderia; terias saudades da obra das tuas mãos.”(Jó 14:12-15).</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">5. A Morte é Um Sono</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Em harmonia com todo o resto da Bíblia, Jó descreve um período de sono inconsciente na sepultura antes de acordar para receber sua recompensa. Ele concorda com Daniel, que falou da vinda de Cristo com estas palavras: “naquele tempo livrar-se-á teu povo, … muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e o desprezo eterno”(Daniel 12:1,2). Há uma razão para que tantos escritores inspirados falem da morte como um sono. Porque o sono é uma perfeita descrição do estado dos mortos. Quando um homem cansado se deita à noite, ele é imediatamente envolto em sono. Depois de um tempo, ele é despertado pelo sol nascente. Ele é totalmente inconsciente de tudo o que transcorreu enquanto ele dormia. Assim é com o sono da morte.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Lázaro tinha morrido. Jesus disse aos Seus discípulos: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto” (João 11:11-14). Aqui está um exemplo clássico do verdadeiro ensino bíblico sobre a morte. Cristo chamou a morte um sono. Mais tarde, ele estava junto ao sepulcro cavado na rocha de seu amigo e gritou: “Lázaro, vem para fora!” Ele não disse: “Lázaro, desça.” Lázaro não estava no céu, nem estava em qualquer outro lugar, exceto dentro das paredes de seu túmulo. Em resposta ao chamado de Jesus, ele acordou de seu sono de morte e saiu para a luz do sol.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Não há absolutamente nenhuma dúvida de que Lázaro estava morto há quatro dias. Suas irmãs protestaram quando Jesus ordenou que tirassem a pedra da entrada do sepulcro. Marta disse, “Senhor, já cheira mal.”(João 11:39).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Muitos dos relatos modernos de pacientes que ressuscitaram de insuficiência cardíaca incluem narrações dramáticas de gloriosas visões do céu. O que este homem justo tem a dizer sobre seus quatro dias de morte? Nem uma palavra. Ele estava dormindo, assim como Jesus tinha indicado. Tinha sido como um momento de esquecimento.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Aliás, que tipo de punição indizível teria sido trazer Lázaro de volta a este mundo escuro depois de estar na presença de Deus! Certamente ele teria implorado para não voltar, se ele tivesse estado realmente a desfrutar as recompensas dos justos. A retomada da vida terrena teria sido pior do que o horror do inferno, em comparação com as 96 horas no Paraíso.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por que achamos difícil acreditar na terminologia simples que Jesus usou para descrever a morte? Certamente não temos problema em entender a natureza do sono. Suponha que um homem está dormindo profundamente em um banco do parque. Ele dorme tão profundamente que está totalmente inconsciente da abordagem furtiva de um ataque. Em outro momento ele está morto em uma poça de sangue. Agora, de acordo com a visão popular de morte, este homem que não sabia de nada, enquanto ele estava dormindo, de repente, sabe de tudo quando sua alma deixa seu corpo. Mas como isso poderia ser verdade? Jesus disse que a morte é um sono. Se o homem não sabia de nada durante o sono, como ele poderia saber mais após a morte? As palavras de Cristo não tem nenhum significado se as torcemos para dizer o que queremos acreditar.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Nós não somos deixados a imaginar sobre a natureza desta morte-sono. Muitos escritores da Bíblia dão explicações detalhadas de como ela é. “Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação. Sai-lhes o espírito e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia perecem todos os seus desígnios.”(Salmo 146:3,4).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Dentre todas as aspectos intrigantes da morte que poderiam ser discutidos, os escritores inspirados na maioria das vezes falam sobre a natureza inconsciente dela. Nem uma única vez encontramos qualquer uma das descrições da vida após a morte, que marcam a versão moderna da doutrina. A teologia adoptou o seu ensino diretamente das formas agradáveis ​​de adoração pagã. Davi disse: “eles tornam ao pó; nesse mesmo dia perecem todos os seus desígnios.” Salomão escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, não tem jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. O seu amor, o seu ódio e a sua inveja já pereceram; já não tem parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol … Tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, pois na sepultura, para onde vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”(Eclesiastes 9:5, 6, 10)</span></p>
<p><span style="font-size: small;">As pessoas continuam a acreditar apenas no que querem acreditar. Passando por cima dos versos explícitos dados por numerosos autores inspirados, que dizem a verdade sobre a morte. Multidões seguem cegamente as tradições vazias e não bíblicas que aprenderam com os pais ou pastor.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Novamente, lemos: “Pois não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te; não esperarão em tua verdade os que descem à cova. Os vivos, os vivos, esses te louvarão como eu hoje faço.”(Isaías 38:18, 19). Será que os mortos louvam a Deus? Davi repete a mesma verdade atemporal, “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio” (Salmo 115:17). “Porque na morte não há lembrança de ti: no sepulcro quem te louvará?” (Salmo 6:5).</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">6. Os Mortos podem voltar?</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Por que tantos resistem à importação óbvia destas afirmações bíblicas? Forte viés tradicional pode ser parte da resposta, mas há muito mais envolvido. Muitos acreditam sinceramente que tem provas físicas, e ocular de que os mortos voltam. Eles têm o testemunho de seus próprios sentidos de que eles têm realmente conversado com entes queridos já falecidos. O que pode ser dito sobre essas manifestações? Eles podem dar o lugar, data e hora em que foram confrontados por parentes ou amigos falecidos exatamente da mesma forma como quando viviam.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Devemos nós descontar todas essas aparições psíquicas como aberrações mentais de indivíduos instáveis emocionalmente? Dificilmente. O fato é que estas figuras aparecem, e têm sido verificadas inúmeras vezes. Mas com base na infalível Palavra de Deus podemos categoricamente rejeitá-las como sendo os espíritos dos mortos. Os mortos não podem voltar; nem têm qualquer existência consciente post mortem.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Então quem é que aparece nessas formas corporais fazendo alegações em nome dos mortos inocentes? Quem mais, a não ser o pai da mentira que construiu a sua primeira fraude em torno da questão da morte? Ele audaciosamente contradisse Deus, quando disse a Eva: “Certamente não morrereis”.  Quando a morte seguiu, Satanás tentou fazer os sobreviventes acreditarem que era apenas uma ilusão. Ao se passar por aqueles que morreram, Satanás convenceu a milhões de que ele estava certo e Deus estava errado. Aceitando o testemunho de seus olhos e ouvidos acima do testemunho da Bíblia, muitos tornaram-se especialistas em evocar os espíritos em sessões espíritas.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Satanás muitas vezes explora a dor daqueles que perderam parentes e tenta atraí-los para seu laço espírita fingindo ser seus especiais entes queridos. O que é uma ilusão esmagadora! Somente aqueles que têm fortalecido suas mentes com as verdades da Bíblia serão capazes de se levantar contra esse tipo de ataque.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Deixe-me compartilhar com vocês um exemplo incrível do modo de operação de satanás. Um querido amigo meu serviu durante muitos anos como missionário na África. Enquanto ele e sua esposa estavam vivendo em uma estação de uma missão isolada, sua filha de três anos de idade, foi atingida por uma febre tropical fatal. Enterraram a menina em uma encosta em frente a sua casa. Poucos dias depois do funeral, a mãe estava sentada em sua cozinha quando a porta se abriu, e sua filha pequena correu através da sala para arremessar-se em seus braços. Você pode se imaginar sob este tipo de horror traumático? E ainda por cima, a menina gritou: ”Mamãe, eu não estou morta! Eu não estou morta! “</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Felizmente, aquela mãe conhecia a verdade bíblica sobre a morte, e Deus deu-lhe o poder de orar instantaneamente para a libertação daquele disfarce satânico. Quando ela invocou o nome de Jesus, a figura desapareceu.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">É este um caso excepcional? Infelizmente. não. Experiências como essa têm se repetido várias e várias vezes. Sem dúvida, existem alguns charlatães que criam suas próprias ilusões, mas temos de reconhecer que muitas vezes o príncipe de todos os males está manipulando as mentes das pessoas pela sua especialidade sobrenatural em enganar.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Pense nas implicações disso por um momento! Milhões de pessoas têm literalmente submetido suas vidas ao controle de demônios acreditando que estavam sendo aconselhados ​​por parentes amorosos. Você não vê a ironia monstruosa da situação? E você não pode ver a facilidade com que Satanás pode até mesmo começar a controlar a vida dos cristãos que não compreenderam o verdadeiro ensino bíblico sobre a morte? A única segurança para qualquer pessoa é a Palavra de Deus. No entanto, o cenário está preparado para a maioria dos católicos e protestantes serem arrastados pela manifestação final do poder satânico, tudo porque lhes foi ensinado uma mentira acerca do estado dos mortos.</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">7. Punição e recompensa na ressurreição</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Considere quão confuso seria se recompensas e punições estivessem sendo agora aplicadas. Qual o propósito de ser beneficiado por uma ressurreição? Por que mesmo haver uma ressurreição? Obviamente, cada alma já teria um destino determinado, e a farsa de alguns faria crer que o julgamento final seria totalmente sem sentido. Todas as garantias piedosas ouvidas em funerais sobre entes queridos nos céus são simplesmente repetições da primeira mentira de Satanás para a família humana. O retrato do imaginário, almas imateriais voando para longe do corpo na morte não é uma fonte de conforto para parentes em luto. Paulo descreveu o momento em que os justos mortos estarão com o Senhor em 1 Tessalonicenses 4: 16-18, e concluiu com estas palavras: “Portanto consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Aqui está um perfeito e inspirado quadro de verdadeiro conforto, e precisamos entender claramente o que a palavra de Paulo referia que traria conforto. Os dois versículos anteriores nos dão as palavras, ”Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus,  e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e <strong>assim</strong> estaremos para sempre com o Senhor “.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Paulo aqui descreve, sem qualquer limitação a forma e meios pelos quais nós vamos estar com o Senhor. Não negligencie a palavra “<strong>assim</strong>“ em sua declaração. Ela significa “desta maneira.” Por essa pequena palavra Paulo excluiu toda outra forma de estar com o Senhor. Quando descreveu a vinda de Jesus e a ressurreição dos santos como sendo a forma e o meio de se estar com o Senhor, ele automaticamente excluiu todos os outros meios de o fazer. Então, ele nos adverte “consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Repito que não pode haver conforto no conceito pseudo-cristão que alguma entidade invisível, intangível, deixa o corpo na hora da morte para ser punida ou recompensada.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">É reconfortante acreditar que os parentes não salvos estão sofrendo o tormento do fogo inextinguível? Há consolo na imagem de seus entes queridos no céu olhando para as circunstâncias de partir o coração daqueles deixados para trás? Não admira que Paulo foi tão específico em descrever a segunda vinda de Jesus e a ressurreição como a única maneira que qualquer um pode estar com o Senhor após a morte e, aliás, como a única maneira de ser confortado em sua partida.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A magnífica declaração de Paulo aponta o fato glorioso que a morte e a sepultura não são o fim. Haverá um despertar do sono da morte. Os justos receberão o dom da imortalidade, mas tudo vai acontecer “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao soar a última trombeta; pois a trombeta soará, e os mortos ressurgirão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Pois convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade ”(1 Coríntios 15:52, 53). Jesus disse: “Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz, e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação ”(João 5:28, 29).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Todos os mortos ressuscitarão para enfrentar o grande decreto do julgamento. Quer foram dormir 1000 anos atrás, ou cinco minutos antes de Jesus aparecer, parecerá como apenas uma fração de segundo.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Alguns têm questionado o modo pelo qual Cristo pode restaurar os corpos deteriorados de todos os defuntos dos séculos passados​​. Alguns foram reduzidos a pedaços em explosões, outros foram queimados em incêndios, e muitos desceram às profundezas do mar. Será que haverá alguma dificuldade para o poderoso Criador da vida trazer de volta à vida cada alma e restaurar a personalidade de cada uma? Nenhuma qualquer. Aquele que conta os cabelos de nossa cabeça e conta os pardais no céu não terá dificuldade em restaurar a identidade de cada indivíduo.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Podemos não ser capazes de entender o processo, mas podemos acreditar nele de qualquer maneira. Há muitas coisas, tais como televisão e computadores, que são mistérios para a pessoa média que se beneficia deles, mas isso não nos impede de acreditar nelas. Se a maioria de nós está perplexo com a complexidade da eletrônica comum, não devemos esperar compreender os segredos do poder da ressurreição. No entanto, podemos ter completa fé de que Deus pode e vai restaurar a vida de todos os mortos.</span></p>
<h5><span style="font-size: small;">8. O Ladrão na Cruz</span></h5>
<p><span style="font-size: small;">Agora vamos olhar para uma das principais objeções que foram levantadas contra a doutrina bíblica da morte e da alma. Existem alguns textos ambíguos que podem ser entendidos apenas quando são vistos à luz de todos os outros versículos sobre o assunto. Um exemplo disso é encontrado na experiência do ladrão na cruz. À primeira vista, parece que Jesus estava dizendo que o criminoso moribundo iria para o céu no mesmo dia que morreu.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">No contexto, o ladrão pediu a Jesus, nos últimos momentos de sua vida: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:42, 43).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Será que isso contradiz todos os outros versículos que lemos sobre o assunto? Certamente soa como se Jesus e o ladrão estariam naquele mesmo dia na presença de Deus. Vamos permitir que outros textos esclareçam o mistério.  Três dias depois que ele falou com o ladrão arrependido, Jesus encontra Maria perto do túmulo aberto. Como ela se prostrou a Seus pés para adorá-lo Jesus disse, ”Não me detenhas, pois ainda não voltei ao Pai. Mas vai ter com meus irmãos, e dize-lhes: eu volto para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:17 ).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Esta afirmação de Jesus nos leva a um enigma intrigante. Se Ele ainda não tinha ido para o céu, como Ele poderia ter assegurado ao ladrão, três dias antes que eles iriam para lá naquele mesmo dia? E, por favor tome nota que o Paraíso e o trono do Pai estão no mesmo lugar. João disse que a árvore da vida estava localizada “no meio do paraíso de Deus” (Apocalipse 2:7). Então, em Apocalipse 22:2, ele explicou que a árvore estava em ambas as margens do rio da vida, que por sua vez, fluía do trono de Deus. Isto definitivamente coloca a presença de Deus no Paraíso. Obviamente, se Jesus não havia ido ao Pai no momento em que Ele ressuscitou Ele não poderia ter ascendido na data em que morreu, três dias antes.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Este mistério é rapidamente esclarecido quando consideramos o contexto de Lucas 23:43. Temos de estar conscientes de que os manuscritos originais da Bíblia foram escritos em uma linha contínua de manuscrito. Não havia separação das palavras em sentenças, versos ou capítulos. Em 1611, quando a versão do Rei James foi traduzida, os estudiosos separaram as palavras, inseriram sinais de pontuação, e dividiram o manuscrito em versos e capítulos. Estes homens não eram inspirados, embora geralmente fizeram um tremendo trabalho em sua tarefa designada. Pela necessidade eles tiveram que colocar vírgulas, muitas vezes para dar sentido às palavras traduzidas. Em Lucas 23:43, acrescentaram uma vírgula antes da palavra “hoje”, o que faz Jesus dizer: “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso”. Neste caso, a vírgula deveria ter sido colocado após a palavra”hoje” em vez de antes. Em seguida, a sentença seria lida, ”Em verdade te digo hoje, Tu estarás comigo no paraíso.” Isto colocaria o registro em perfeita harmonia com todo o resto da Bíblia. Em outras palavras, Jesus estava dizendo para o ladrão, ”Eu lhe dou a garantia hoje, quando parece que eu não posso salvar ninguém, quando meus próprios discípulos me abandonaram e eu estou morrendo como um criminoso condenado -<br />
Eu lhe dou a garantia hoje, que você estará comigo no Paraíso “.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">É isto uma manipulação dos registros sagrados? Não. Os tradutores não eram mais divinamente inspirados do que nós. Apenas os autores originais eram inspirados. Colocar a vírgula depois da palavra ”hoje” é tão fiel ao texto original como colocá-la antes. A única diferença é que um modo traz total harmonia com as escrituras e o outro traz contradição sem esperança. Não é preciso uma visão sobrenatural para decidir qual é o lugar correto para a vírgula.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Tenha em mente que o ladrão estava apenas pedindo para ser lembrado quando Jesus viesse em Seu reino. Ele não solicitou qualquer recompensa no mesmo dia de sua morte que se aproximava. No mesmo sentido, encontramos o grande apóstolo dos gentios antecipando sua partida desta vida: ”Quanto a mim já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora,  a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda “(2 Timóteo 4:6-8).</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Assim como o receptivo ladrão e o ungido Paulo focaram ambos sua esperança de recompensa eterna sobre a vinda do reino de Cristo, também podemos ser lembrados, naquele dia.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Texto de autoria de Joe Crews, publicado no site </span><a href="http://www.amazingfacts.org/free-stuff/online-library/ctl/viewmedia/mid/447/iid/31/lng/en/sc/r.aspx?7=spirits-of-the-dead-do-they-speak-and-hear?" target="_blank"><span style="font-size: small;">Amazing facts</span></a><span style="font-size: small;">. Crédito da Tradução Blog Sétimo Dia </span><a href="http://setimodia.wordpress.com/2011/11/14/os-espiritos-dos-mortos-falam-e-ouvem/" target="_blank"><span style="font-size: small;">https://setimodia.wordpress.com/</span></a></p>
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		<title>Aquele dia!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 17:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Encorajamento]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens Inspiradas]]></category>
		<category><![CDATA[Outros Materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Glória]]></category>
		<category><![CDATA[Graça]]></category>
		<category><![CDATA[volta de jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[
<a href='http://www.pulpitovirtual.com/aquele-dia/second-coming2-jpg' title='second-coming2.jpg'><img width="150" height="150" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/second-coming2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="second-coming2.jpg" title="second-coming2.jpg" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/second-coming2.jpg"><img style="background-image: none; margin: 0px 20px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="second-coming2" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2012/01/second-coming2_thumb.jpg" alt="second-coming2" width="209" height="277" align="left" border="0" /></a></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" nowrap="nowrap"><span style="font-size: small;">As vozes ecoam nas nuvens da tua presença<br />
Todos a ouvem desde um adulto a mais jovem criança.<br />
Pai, não tenho medo mas anseio por aquele momento.<br />
E os incrédulos que não podem jamais sair de tal tormento.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Cercado por esta luz e tudo aquilo que tu representas<br />
Meu coração perde o rumo e se entrega à tua vontade.<br />
Quero estar perto, mesmo estando tão longe.<br />
Mas tu estas ao meu lado, mesmo que eu esteja longe.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Perco a voz e minha queda só é amparada por meu joelhos.<br />
A altitude é incrível e nada vai passar em minha mente.<br />
O sol é agora um pequeno ponto para quem observa,<br />
Sinto minha mão ser segurada e ao infinito, ser carregada.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Glória ao antever tal ocorrido acontecimento.<br />
Mais uma vez agradeço por cada tenro e eterno momento.<br />
Obrigado por segurar minha mão, mesmo quando estive de costas,<br />
mesmo quando para ti não olhava, não sentia e não ouvia&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Autor: Rodrigo Munin</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
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		<title>Manuscritos do Mar Morto Disponíveis Online</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 03:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros Materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>
		<category><![CDATA[Mar Morto]]></category>

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		<description><![CDATA[
<a href='http://www.pulpitovirtual.com/manuscritos-do-mar-morto-disponiveis-online/manuscritos-mar-morto-jpg' title='manuscritos-mar-morto.jpg'><img width="150" height="150" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2011/12/manuscritos-mar-morto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="manuscritos-mar-morto.jpg" title="manuscritos-mar-morto.jpg" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 20px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="manuscritos-mar-morto" border="0" alt="manuscritos-mar-morto" align="left" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2011/12/manuscritos-mar-morto.jpg" width="200" height="240" /></p>
<p><font size="3">“Os antigos Manuscritos bíblicos, originários de uma época anterior ao nascimento de Cristo, foram digitalizados e colocados na Internet. Maior conhecimento da antiguidade está agora disponível à distância de um clique.</font></p>
<p><font size="3">Os Manuscritos do Mar Morto, documentos bíblicos datados entre os séculos III a.C. e I d.C., foram agora digitalizados e colocados na Internet, através de uma iniciativa conjunta levada a cabo pelo Google e o Museu de Israel, localizado em Jerusalém.</font></p>
<p><font size="3">Os documentos históricos foram descobertos entre 1947 e 1956 em Qumran, perto do Mar Morto, e a sua origem é atribuída aos essénios, uma seita judaica que viveu na região há mais de dois mil anos. Entre as centenas de elementos recuperados, encontra-se aquele que é considerado um dos mais antigos documentos bíblicos de que se tem conhecimento, o manuscrito de Isaías.</font></p>
<p><font size="3">Entre os cinco pergaminhos </font><a href="http://dss.collections.imj.org.il/"><font size="3">disponíveis online</font></a><font size="3">, no projeto digital dos Manuscritos do Mar Morto, encontram-se ainda o manuscrito do templo, o manuscrito da guerra, o manuscrito das regras da comunidade e o manuscrito de Habacuc.</font></p>
<p><font size="3">A importância histórica dos Manuscritos do Mar Morto faz com que a digitalização destes documentos bíblicos ganhe ainda mais relevância. De acordo com Adolfo D. Roitman, curador no Museu de Israel, “é o tesouro cultural mais importante da nação judaica. Dois mil anos depois, graças à tecnologia, estes documentos estão online”.</font></p>
<p><font size="3">“Uma das missões do Google é organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”, continua Yossi Matias, responsável pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento do Google em Israel.</font></p>
<p><font size="3">As imagens de alta resolução dos manuscritos, cada uma com 1200 megapixéis, são acompanhadas por textos informativos relativos a cada um dos cinco documentos. No caso do manuscrito de Isaías, está também disponível uma tradução em inglês e este pode ser consultado por coluna, capítulo e versículo.”</font></p>
<p><font size="3">Fonte: </font><a href="http://aeiou.expresso.pt/manuscritos-do-mar-morto-disponiveis-ionlinei-video=f676396" target="_blank"><font size="3">Expresso</font></a><font size="3"> / </font><a href="http://otempofinal.blogspot.com/2011/09/manuscritos-do-mar-morto-disponiveis.html" target="_blank"><font size="3">O Tempo Final</font></a></p>
<p><font size="3">Veja em seguida um vídeo de apresentação (em língua inglesa) dos manuscritos.</font></p>
<p><iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/5rYj_0foJYA" frameborder="0" width="560" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a class="a2a_dd a2a_target addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.pulpitovirtual.com%2Fmanuscritos-do-mar-morto-disponiveis-online&amp;title=Manuscritos%20do%20Mar%20Morto%20Dispon%C3%ADveis%20Online" id="wpa2a_12">Compartilhe / Salve</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Meditações Diárias 2011, Momentos de Graça, Dezembro</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 03:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações Diárias]]></category>
		<category><![CDATA[Momentos de Graça]]></category>
		<category><![CDATA[Devocional]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2011-momentos-de-graca-dezembro" class="excerpt_thumb_link" title=" " >
               <img src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2010/12/meditacoes_2011_thumb.jpg"  class="excerpt_thumb  " width="150" height="150" alt="thumb" /></a><p>Meditações Diárias 2011, Momentos de Graça, Dezembro <p></p> <p>Momentos de Graça</p> <p>José Maria Barbosa Silva</p> <p>Depois de subir uma escadaria ou montanha, como é bom parar um pouco para respirar fundo e descansar! Essa pausa serve para ajudar a renovar as forças a fim de prosseguir na caminhada. Este livro oferece o ânimo necessário para .....&nbsp;&nbsp;&nbsp; <a href="http://www.pulpitovirtual.com/meditacoes-diarias-2011-momentos-de-graca-dezembro">[Leia Mais]</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>Meditações Diárias 2011, Momentos de Graça, Dezembro</h6>
<p><img style="margin: 0px 20px 0px 0px" title="meditacoes_2011" border="0" alt="meditacoes_2011" align="left" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2010/12/meditacoes_2011_thumb.jpg" width="114" height="175" /></p>
<p><strong>Momentos de Graça</strong></p>
<p><strong>José Maria Barbosa Silva</strong></p>
<p><strong>Depois de subir uma escadaria ou montanha, como é bom parar um pouco para respirar fundo e descansar!     <br />Essa pausa serve para ajudar a renovar as forças a fim de prosseguir na caminhada.      <br />Este livro oferece o ânimo necessário para a vida. São 365 mensagens cheias de inspiração.      <br />O objetivo é mostrar que Deus olha para Seus filhos com carinho e os ajuda a vencer as lutas do dia a dia.      <br />Assim, os momentos de graça aqui na Terra terão repercussão eterna, quando o amor será perfeito e a vida durará para sempre.</strong></p>
<hr />
<p>&#160;</p>
<p>1º de dezembro Quinta<a name="1"></a></p>
<h4>Vencendo Obstáculos</h4>
<p><em>     <br />Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: “Vá daqui para lá”, e ele irá. Mateus 17:20</em></p>
<p>A maratona nas Olimpíadas de 2004 em Atenas foi especial, porque cada maratonista faria o mesmo percurso realizado há 2.500 anos pelo primeiro maratonista, Fidípedes. Na maratona do século 21, Vanderlei Cordeiro de Lima, nosso maratonista, estava entre os competidores. Quase no fim da corrida, surgiu um “obstáculo”: Vanderlei foi atropelado por um invasor que o empurrou para fora do percurso. O brasileiro estava para conseguir o que nenhum outro conterrâneo tinha conseguido: medalha de ouro numa maratona olímpica. Apesar do incidente, e mesmo sem receber o ouro, Vanderlei se sentia campeão. “Sonhei que ia terminar entre os três primeiros. Esse resultado é a realização de um sonho.”</p>
<p>Há duas maneiras pelas quais podemos encarar um obstáculo. Uma pelo lado do medo, e a outra pelo lado da fé.</p>
<p>“Os obstáculos são as coisas que vemos com facilidade quando tiramos os olhos do alvo”, disse Henry Ford. Precisamos olhar para o poder de Deus, e não para os obstáculos, e aprender a ver os obstáculos como oportunidades. Mesmo uma pequena quantidade de fé pode remover obstáculos e trazer grandes resultados.</p>
<p>Está sem emprego? Peça para que Deus o dirija ao trabalho certo. Se o obstáculo entre você e o estudo é a mensalidade, acredite que Deus vai ajudá-lo a conseguir o dinheiro no devido tempo. Se você é jovem e um dos obstáculos para que sua vida seja melhor com seus pais é a boa comunicação, peça para que Deus o ajude a se tornar mais acessível e aproximar-se deles.</p>
<p>A fé, mesmo pequena, quando vê um obstáculo, não dá meia-volta ou toma o caminho mais longo; ela remove o obstáculo.</p>
<p>Outro texto poderoso que nos dá a certeza de que Deus quer tirar do nosso caminho qualquer obstáculo, é o do profeta Isaías: “O Senhor abre os portões, e ninguém pode fechá-los de novo. [...] ‘Eu irei na sua frente e aplainarei as montanhas; arrebentarei portões de bronze e quebrarei as suas trancas de ferro. Eu lhe darei tesouros escondidos’” (Is 45:1-3, NTLH).</p>
<p>É possível que você identifique um grande obstáculo na sua vida agora. Mas seja o que for, Deus vai ajudá-lo a tirar esse empecilho do caminho. Hoje, recite as bonitas palavras da música cantada por Ronaldo Arco: “Então prossiga para o seu ideal, / E vá lutando pra alcançá-lo afinal. / Tudo é possível, pois este Deus de amor / Move as montanhas, se preciso for.”</p>
<hr width="730" />
<p>2 de dezembro Sexta<a name="2"></a></p>
<h4>Como o Senhor Pode me Guiar</h4>
<p><em>     <br />Os passos de um homem bom são dirigidos por Deus. Ele Se deleita em cada detalhe de sua vida. Salmo 37:23, Nova Bíblia Viva</em></p>
<p>Você foi dormir na noite anterior sabendo que no dia seguinte teria que resolver um problema que o está afligindo, na esperança de que, ao acordar, num lampejo, num clarão ou num flash, um anúncio luminoso aparecesse dizendo o que você devia fazer. Mas, de manhã cedo, nenhuma nova luz, nenhum insight ou sinal especial. Nessas circunstâncias, gostaríamos que ao sair de casa houvesse dentro de nós uma bússola, um GPS especial, ou uma voz interna dizendo exatamente que caminho tomar e as respostas às nossas inquietações.</p>
<p>Saímos com a esperança de que alguma coisa nos fará ver o que fazer. Vamos esperar em nossa intuição para ter uma resposta de Deus?</p>
<p>Deus não nos deixa sozinhos nessa situação. Ele vê tudo e está ansioso para nos ajudar, e o faz de diversas maneiras.</p>
<p>1. Na Bíblia, Deus nos deixou inúmeras promessas. “Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir” (Sl 32:8, NTLH); “Eu sou o Senhor, o seu Deus, que lhe ensina o que é melhor para você” (Is 48:17).</p>
<p>2. Amigos. Outra “agência” que Deus põe à nossa disposição são os amigos. Já se foi o tempo do ranger, do cowboy solitário que enfrentava a tudo e a todos, e resolvia todos os problemas sozinho. Precisamos de um grupo de apoio, amigos que possam nos aconselhar a tomar o melhor caminho. Aí você vai descobrir como uma luz se acende, e ficará imbuído de nova força e confiança. O próprio Jesus, naquele momento decisivo e pesado, no Jardim do Getsêmani, procurou apoio dos amigos, pedindo que orassem por Ele.</p>
<p>3. Os anjos. “Ao se levantarem pela manhã, acaso experimentam o senso de sua incapacidade, sua necessidade de forças vindas de Deus? [...] Se assim for, os anjos anotam-lhes as orações, e se as mesmas não partiram de lábios fingidos, quando estiverem em risco de errar inconscientemente, de exercer uma influência que leve outro a errar, seu anjo da guarda estará ao seu lado, impulsionando-os a seguir melhor direção, escolhendo as palavras para proferirem e influenciando-lhes as ações” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 363, 364).</p>
<p>Deus, em Sua bondade como Pai, condescende conosco para nos guiar, e está interessado em cada momento da nossa vida.</p>
<p>“‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar, [...] de dar-lhes esperança e um futuro” (Jr 29:11).</p>
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<p>3 de dezembro Sábado<a name="3"></a></p>
<h4>Fome e Sede de Justiça</h4>
<p><em>     <br />Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Mateus 5:6</em></p>
<p>O desejo por alimento e por água está entre os mais fortes e constituem as necessidades mais básicas dos seres humanos. Há uma variedade de necessidades que governam a vida: água, alimento, sexo, poder e amor são algumas delas. No entanto, quando elas são satisfeitas de maneira errada, temos problemas.</p>
<p>A fome e a sede de que Jesus fala não é aquilo que a mídia explora como causas da miséria humana. Também não é o desejo de que, num mundo em que se veem tantas injustiças, se faça justiça e que cada um seja recompensado ou castigado conforme merece. Não é apenas o desejo de fazer o bem, o sonho de ser uma pessoa piedosa ou idealista.</p>
<p>A fome e sede de justiça das quais Jesus fala podem ser sentidas de diversas maneiras. Quando tenho o desejo de entender melhor certas verdades da Bíblia; quando consigo enxergar verdades conhecidas sob novo prisma; e quando tenho desejo cada vez mais crescente de ser semelhante a Jesus.</p>
<p>Às vezes, no anseio de fazer o que é certo, queremos conseguir essa justiça partindo do exterior para o interior. Então, pensamos em adorar no lugar certo, seguir a liturgia certa, vestir a roupa certa e, então, acreditamos, estaremos em condições de receber a justiça. Ou se lermos a Bíblia pela manhã, não faltarmos às reuniões da igreja, controlarmos nosso temperamento, dominarmos nossas paixões e orarmos pelo menos uma hora por dia, a justiça nos será concedida. A única maneira pela qual podemos conseguir a justiça é recebendo-a. “Não é por meio de penosas lutas ou fatigante lida, nem de dádivas ou sacrifícios que alcançamos a justiça; ela é, porém, gratuitamente dada a toda pessoa que dela tem fome e sede” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 18).</p>
<p>Existe rico suprimento de justiça que Deus tem para nós. Somente a receberão aqueles que desejam a justiça da mesma forma que um homem faminto deseja o pão, ou como o sedento que está desmaiando por água.</p>
<p>“Deus Se alegra em conceder graça a todos os que dela têm fome e sede, não por sermos dignos, mas porque somos indignos. Nossa necessidade é o qualificativo que nos dá certeza de que havemos de receber o dom” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, p. 519).</p>
<p>“Venham todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (Is 55:1).</p>
<hr width="730" />
<p>4 de dezembro Domingo<a name="4"></a></p>
<h4>Ele Se Compadece de Nós</h4>
<p><em>     <br />Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Hebreus 4:15</em></p>
<p>Daquela leitura me lembro apenas da frase: “Há dois tipos de pessoas, umas que trazem alegria quando chegam, e outras que trazem alegria quando vão embora.”</p>
<p>Frase boa para ser aplicada a alguns chefes que tivemos&#8230; Alguns eram respeitados, outros eram temidos. O chefe respeitado era aquele que conhecia seu trabalho e mostrava simpatia quando errávamos: “Você fez o melhor que podia! Da próxima vez, tenho certeza de que vai se sair melhor.” O outro, o chefe temido, era aquele que impunha um clima de medo no grupo e levava todo mundo a andar na pontinha dos pés. Era aquele diante de quem você tinha que ensaiar o que dizer e orar antes da entrevista.</p>
<p>Jesus entende nossas fraquezas. Diante dEle não precisamos ficar com medo de admitir que erramos. Posso me aproximar com confiança sabendo que, mesmo que eu erre, Ele Se simpatiza com minhas debilidades e está pronto a me ajudar, porque percorreu o mesmo caminho. Ele Se simpatiza conosco quando estamos sobrecarregados.</p>
<p>Ele foi tentado em tudo, mas sem pecado. De uma forma que não podemos entender plenamente, Jesus sentiu o peso de cada tentação que o diabo possa conceber, mas não cedeu à tentação, nem em pensamento. Assim, diante da tentação, Ele sabe pelo que passamos porque Ele mesmo já a enfrentou. Se Ele não tivesse experimentado dor, tentação, alegria, tristeza e cansaço, como poderia Se relacionar conosco num nível pessoal?</p>
<p>Você está lutando contra o pecado? Vá ao trono da graça. Está triste ou deprimido, confuso e cheio de dúvida? Ele está pronto a escutá-lo. “O Irmão mais velho de nossa família acha-Se ao lado do trono eterno. Olha para toda pessoa que volve o rosto para Ele como o Salvador. Conhece por experiência as fraquezas da humanidade, nossas necessidades e onde está a força de nossas tentações. [...] Você está fraco? Ele o fortalecerá. Você é ignorante? Ele o esclarecerá. Está ferido? Ele há de curá-lo” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 71).</p>
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<p>5 de dezembro Segunda<a name="5"></a></p>
<h4>Abre Meus Olhos – 1</h4>
<p><em>     <br />Então ele exclamou: “[...] O que faremos?” 2 Reis 6:15</em></p>
<p>Ben Hadade, rei da Síria, tinha uma sanha mortal contra Israel. Queria riscar do mapa a nação israelita. O rei de Israel, por sua vez, recebia recados do profeta Eliseu sobre os planos do rei inimigo. A situação chegou a tal ponto que Ben Hadade afirmou: “Não é possível! Deve haver um informante!” Reuniu-se com os oficiais e capitães, queixando-se com eles sobre a situação: “Alguém dos nossos está levando para conhecimento do rei de Israel informação sobre as decisões que tomamos.” Mas um dos oficiais disse: “Majestade, não é bem assim. O que acontece é que o profeta Eliseu tem um sistema de informações superior ao da melhor agência, e sabe até as palavras que o senhor fala no seu quarto.”</p>
<p>Logo depois, a imprensa do palácio imprimiu um grande cartaz com a fotografia do profeta e os dizeres “Procura-se”, para ser colocado em todas as esquinas e praças dos mercados de Israel. Assim, o primeiro a ser capturado não devia ser o rei de Israel, mas o profeta Eliseu.</p>
<p>O rei da Síria recebeu informações de que o profeta Eliseu estava na cidade de Dotã. Marchou para lá à noite e cercou a cidade. Uma verdadeira operação de segurança máxima foi montada, com aparato bélico e movimentação mais intensa do que a transferência de um traficante de um presídio a outro, como fazem hoje.</p>
<p>O rapaz que estava com Eliseu – possivelmente aluno da escola de profetas –, quando se levantou pela manhã e deu uma olhada pela janela, o que viu? A silhueta da montanha era outra. Havia no horizonte uma tropa com cavalos e carros de guerra.</p>
<p>O moço correu apressadamente para o profeta, imaginando: “Agora quero ver o que ele vai dizer!” E contou o que estava acontecendo.</p>
<p>O profeta respondeu com segurança: “Não precisa ter medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles.”</p>
<p>O rapaz olhou para o profeta e perguntou a si mesmo: “Será que ele escutou? Ou será que ele entendeu outra coisa? Somos somente nós dois. Como podemos ser mais do que eles?”</p>
<p>Alguns vivem abaixo da linha da pobreza espiritual, porque não têm noção de todo o poder que está à sua disposição para enfrentar as dificuldades. Deus chama cada crente a dizer como Paulo: “Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos” (2Co 5:7).</p>
<p>“Abre meus olhos, eu quero ver Cristo; / Eu quero tocá-Lo, dizer que O amo. / Abre os ouvidos, eu quero ouvi-Lo; / Abre meus olhos, eu quero ver Cristo.”</p>
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<p>6 de dezembro Terça<a name="6"></a></p>
<h4>Abre Meus Olhos – 2</h4>
<p><em>     <br />Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles. 2 Reis 6:16</em></p>
<p>Konrad Adenauer dizia que “todos vivemos sob o mesmo teto, mas nem todos têm o mesmo horizonte”. É um bom pensamento para mostrar a diferença entre Eliseu e o rapaz que o acompanhava. Diante do cerco do exército da Síria para capturar o profeta Eliseu, vemos em duas situações o mesmo jovem estudante da escola dos profetas. Quando ele olhou pela primeira vez, viu cavalos de verdade, de carne e sangue, e os carros de ferro. Quando olhou pela segunda vez, viu muito mais cavalos e carruagens de fogo do que aqueles que estavam com o inimigo.</p>
<p>Nossa tendência é imitar Eliseu ou o ajudante dele? Parece que, como seres humanos, olhamos primeiro para a escuridão, para os cavalos do inimigo e seus carros de guerra. Vemos dias duros e difíceis pela frente. Começamos a olhar para nós mesmos como incapazes e sem forças. Aumentamos e em muito o tamanho dos nossos problemas. Transformamos uma pequena pedra em uma montanha.</p>
<p>Podemos enxergar bem, mas se não tivermos visão, vamos ver apenas dificuldades, não soluções. Este era o problema do jovem: enxergava, mas não tinha visão. Se nesta luta entre as forças do bem e do mal nossos olhos pudessem ser abertos, veríamos o exército de Deus, que nunca perdeu uma batalha, pronto para ajudar e proteger Seu povo. Deus é maior e mais poderoso do que todos os exércitos de homens e forças do mal.</p>
<p>Por maior que seja seu problema, não se aflija. Eliseu percebeu o que outros olhos não perceberam. Apesar de não vermos esses recursos, a verdadeira visão nos fará capazes de ver que eles são reais, que estão à nossa disposição. Como dizem, “temos de enxergar a realidade por trás da realidade”.</p>
<p>Com certeza, podemos exclamar como Davi, no seu salmo de ação de graças: “Se o Senhor não estivesse do nosso lado quando os inimigos nos atacaram, eles já nos teriam engolido vivos, quando se enfureceram contra nós; as águas nos teriam arrastado e as torrentes nos teriam afogado; sim, as águas violentas nos teriam afogado! Bendito seja o Senhor, que não nos entregou para sermos dilacerados pelos dentes deles. Como um pássaro escapamos da armadilha do caçador; a armadilha foi quebrada, e nós escapamos. O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os Céus e a Terra” (Salmo 124:2-8).</p>
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<p>7 de dezembro Quarta<a name="7"></a></p>
<h4>Abre Meus Olhos – 3</h4>
<p><em>     <br />E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja.” 2 Reis 6:17</em></p>
<p>Qual dos cinco sentidos você valoriza mais? Qual deles você não gostaria de perder de jeito nenhum? Uma das coisas mais sensacionais que Deus criou foi o olho humano. A capacidade de ver e diferenciar tamanhos e cores, formas, rostos, lugares e tudo o que Deus criou, é realmente espetacular. Em sua estrutura, o olho tem 127 milhões de células que são elementos visuais que recebem a luz e transmitem mensagens ao cérebro. Sob condições perfeitas, o olho humano pode detectar a luz de uma vela a 25 quilômetros de distância.</p>
<p>Temos olhos, podemos enxergar, mas precisamos pedir a Deus que nos dê visão e que Ele nos mostre muito mais do que aquilo que sonhamos.</p>
<p>Quando Deus abriu os olhos do jovem, ele viu mais do que podia imaginar que era possível. Ele viu o invisível.</p>
<p>Nessa linha de raciocínio, existe a capacidade de ver e a habilidade de ver. E elas são diferentes. Em muitos lugares, há pessoas que veem, mas não têm visão. A visão de Deus faz com que você enxergue aquilo que os outros não enxergam.</p>
<p>O estudante da escola dos profetas tinha a capacidade de ver. O profeta tinha a habilidade de ver, por isso ele percebeu o que outros olhos não perceberam. O rapaz via o presente. O profeta via a promessa de Deus, o futuro. O rapaz via o que estava acontecendo. O profeta via o que ia acontecer. Para o rapaz, a situação era de difícil solução. O profeta, por sua vez, sabia quem estava do seu lado e o potencial a seu favor. A palavra do rapaz foi: “O que faremos?” (v. 15). A palavra do profeta foi: “Abra os olhos.”</p>
<p>John Naisbit diz: “Essa capacidade inerente para escolher, para desenvolver nova visão para nós mesmos, para reescrever nossa vida, para começar um novo hábito ou abandonar um velho hábito, de perdoar alguém, de pedir desculpas, de fazer uma promessa e guardá-la, em qualquer área da vida é, sempre tem sido e sempre será um momento de verdade para cada verdadeiro líder” (O Líder do Futuro, p. 159).</p>
<p>Diante dos desafios, pode ser que vejamos dias difíceis. Talvez estejamos cercados de circunstâncias desanimadoras. É a hora de se dirigir ao Senhor dos Exércitos. Entrar em seu quarto ou se fechar em seu escritório e falar para Deus: “Senhor, Tu conheces os desafios e problemas que estou enfrentando. Ajuda-me, por favor.” Deus vai abrir seus olhos e mostrar os recursos que estão à sua disposição.</p>
<hr width="730" />
<p>8 de dezembro Quinta<a name="8"></a></p>
<h4>Orações Poderosas</h4>
<p><em>     <br />Orem continuamente. Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. 1 Tessalonicenses 5:17, 18</em></p>
<p>Muitos de nós já escutamos a história de George Müller, um dos modernos heróis da fé no século 19. Ele foi fundador de um grande orfanato que, durante 60 anos, cuidou de mais de 10.000 órfãos. Müller era daqueles que se mantêm orando mesmo que a resposta pareça demorar.</p>
<p>E Deus abençoou de maneira surpreendente e miraculosa a seu orfanato, providenciando aquilo que ele necessitava, fosse em forma de dinheiro ou alimento.</p>
<p>Numa noite não havia alimento no orfanato para o desjejum das crianças. Mas, às três da manhã, o padeiro o chamou e disse: “Não estou conseguindo dormir. Vou agora mesmo para a padaria para fazer pão. Posso levar alguns para vocês nesta manhã?”</p>
<p>Outra vez aconteceu que um caminhão de leite quebrou bem em frente ao orfanato justamente no dia em que eles não tinham mais leite. O motorista do caminhão disse: “O leite vai estragar. Vocês gostariam de ficar com ele?”</p>
<p>Certa ocasião, Müller tinha o compromisso de pregar em Quebec. No convés do navio no qual ia viajar, ele informou ao capitão que precisava estar em Quebec no sábado à tarde. Veja como o próprio capitão relata a história:</p>
<p>“É impossível”, eu disse. “O senhor sabe quão densa está a neblina?”</p>
<p>“Não”, ele respondeu, “meus olhos não estão na densidade da neblina, mas em Deus que controla cada circunstância da vida. Nunca deixei de cumprir um compromisso em 57 anos. Vamos à cabine de comando para orar.”</p>
<p>Ele se ajoelhou e fez uma oração simples. Quando eu ia orar, ele pôs a mão em meu ombro e disse que eu não precisava orar. “Como você não crê que Ele vai responder e eu creio que Ele vai, não é preciso que você ore”. E acrescentou: “Capitão, conheço meu Senhor há 57 anos e não há um simples dia em que eu não tenha conseguido uma audiência com meu Deus. O senhor pode abrir a porta e verá que não há mais nevoeiro.” O nevoeiro tinha desaparecido e ele cumpriu seu compromisso no sábado.</p>
<p>Vez após vez, e 30 mil vezes em 60 anos, Deus respondeu às orações de George Müller. Hoje, faz bem refletir sobre este texto:</p>
<p>“As maiores vitórias [...] do cristão em particular [...] são as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 203).</p>
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<p>9 de dezembro Sexta<a name="9"></a></p>
<h4>Puro de Coração</h4>
<p><em>     <br />Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Mateus 5:8</em></p>
<p>Duas ideias vêm à mente quando mencionamos a palavra “puro”: (1) a primeira significa sem mistura. O grão que foi separado e peneirado. O leite e o vinho que não foram misturados com água. O ouro que é puro e não tem traços ou vestígios de outro metal. Se não há nada ali que seja estranho à sua composição, então podemos dizer que é puro; (2) falamos também que uma coisa é pura quando está livre de impurezas, sem contaminação, sem germes. Quando se fala do meio ambiente, dá-se destaque ao ar puro, sem poluição, ou à água pura e a alimentos que não devem estar contaminados.</p>
<p>Uma boa explicação para o coração puro está nas palavras do profeta: “Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles” (Ez 11:19).</p>
<p>Se o coração não está dividido, isso significa que os pensamentos e sentimentos não estarão em conflito um com o outro. Se eles estão alinhados com os propósitos de Deus, então podemos dizer que o coração é puro. Significa também que não deve haver em seu coração um compartimento para Deus e um para a família, para a carreira, e assim por diante. Há somente um compartimento e Deus deve estar ali.</p>
<p>Uma área na qual somos muito indulgentes é a imaginação. Damos rédeas soltas aos pensamentos, já que ninguém pode ter acesso a eles, e pensamos o que não devemos pensar.</p>
<p>O autor John Piper diz que não devemos permitir que qualquer imagem imoral contamine a mente. Já nos primeiros cinco segundos devemos rejeitá-la. Nos dois primeiros segundos, grito: “Não! Saia da minha mente!” Nos próximos dois segundos: “Senhor, ajuda-me. Salva-me agora para que nada manche meu coração.”</p>
<p>Será que meu cérebro precisa aumentar sua capacidade de armazenamento, ou seria melhor fazer uma limpeza nele? Quantos arquivos armazenados em minha mente devem ser deletados para sempre, sem possibilidade de recuperação!</p>
<p>O livro Parábolas de Jesus tem uma bonita oração para hoje: “Senhor, toma meu coração, pois não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro, pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e tão dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por minha alma” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159).</p>
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<p>10 de dezembro Sábado<a name="10"></a></p>
<h4>Altos e Baixos na Vida Cristã</h4>
<p><em>     <br />Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois Ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Romanos 7:24, 25, NTLH</em></p>
<p>Ao nos encontrarmos com Cristo, nasce em nós o desejo de ser pessoas melhores e brota no coração a vontade de honrar a lei de Deus e viver em harmonia com ela. Mas Paulo se sentia frustrado. Ele dizia: “Alguma coisa deve estar errada comigo.” Note que ele está falando no tempo presente. “Eu não entendo o que faço” (v. 15). “Não faço o que desejo, mas o que odeio.” “Nada de bom habita em mim.” “Quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau” (v. 21). “Não faço o bem que quero, [...] o mal que não quero fazer é que eu faço” (v. 19). “Como sou infeliz!” (v. 24).</p>
<p>Se ele concluísse o texto aqui, terminaria no fundo do poço, na lama. As palavras do texto de Paulo não eram razão para ele se tornar complacente consigo mesmo, nem procurar desculpas para o pecado. Devemos reconhecer que precisamos mais do que apenas um impulso repentino.</p>
<p>Se você também terminar assim a descrição de sua vida cristã, estará condenado. Não há escape, como diz Steve Farrar: “O pecado vai levá-lo mais longe do que você deseja ir. Vai retê-lo no lugar mais tempo do que você deseja ficar e vai sair mais caro do que você deseja pagar.”</p>
<p>Essa parte do capítulo poderia ser resumida da seguinte maneira: tentar ser uma pessoa melhor, viver a vida cristã sem a ajuda de Cristo, sem a atuação da graça no coração, é inútil. Tentar ser uma boa pessoa sem a habitação do Espírito Santo, só resultará em derrota e desespero.</p>
<p>Não importa quanta disciplina seja praticada, quantos métodos sejam encontrados em livros e programas de TV sobre autoajuda, eles jamais vão quebrar as cadeias das quais queremos nos libertar.</p>
<p>Depois de dizer: “Eu quero, mas não posso. Tenho o desejo, mas não tenho a força. Não sei por que cheguei a este ponto”, Paulo, olhando para fora de si mesmo, exclama em uma explosão de triunfo: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57). A certeza é da vitória em Cristo.</p>
<p>“Muitas vezes, teremos que nos prostrar e chorar aos pés de Jesus por causa de nossas faltas e erros, mas não devemos desanimar. Mesmo se formos vencidos pelo inimigo, não seremos rejeitados nem abandonados por Deus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 64).   <br />A reação de Paulo é de regozijo. Em Jesus podemos conseguir a vitória!</p>
<hr width="730" />
<p>11 de dezembro Domingo<a name="11"></a></p>
<h4>Onde Estão os Solteiros?</h4>
<p><em>     <br />Deus dá a alguns o dom de um marido ou uma esposa, e a outros o de poderem ficar felizes como solteiros. 1 Coríntios 7:7, A Bíblia Viva</em></p>
<p>Mesmo o mais implacável dos solteiros continua a acalentar o sonho em seu coração de encontrar seu par. E ora a Deus para lhe enviar a pessoa certa. Ora como aquele menino de oito anos: “Deus, obrigado pela festa, pelo bolo, pelos jogos e pela roupa. Mas o que eu queria mesmo era um patinete.”</p>
<p>Uma vida de solteiro mais extensa pode significar, para alguns, não tanto um relacionamento que não vingou, mas sonhos e planos que ficaram para trás. Quando o período de solteiro dura muito na vida de alguns, eles chegam até a suprimir o desejo de se casar e mergulham no trabalho, nas atividades da igreja, para provar que são pessoas dinâmicas e ativas, mesmo que não tenham parceiro. Quando a solidão aperta, enchem a agenda com essas atividades, restando pouco tempo para sociabilizar e se encontrar com outros.</p>
<p>Qual papel cabe ao solteiro no processo de busca de um cônjuge? Quando você está procurando emprego, não fica esperando que alguém venha bater à sua porta. Quando queremos emprego, saímos a campo perguntando, lemos, nos informamos, corremos atrás, nos empenhamos. Há algumas pessoas que simplesmente acreditam que se é para “acontecer” e encontrar a pessoa certa, Deus vai trazer o par ideal à soleira de sua porta e no tempo certo, citando como exemplo o caso de Rebeca e Isaque. Mas há também uma base bíblica para o esforço de ambas as partes, isto é, Deus atuando e, ao mesmo tempo, você tomando a iniciativa, como aconteceu na história de Rute e Boaz (Rt 2-4).</p>
<p>Deus chama alguns para tomar iniciativa e não esperar que o futuro esposo ou esposa toque à porta. Por outro lado, quando a pessoa está indo longe demais ou se adiantando na procura? Quando fica impaciente e tenta forçar as coisas para acontecer do seu jeito. Embora seja importante fazer sua parte, os solteiros precisam dispor o coração para que Deus atue, mesmo que a espera seja demorada.</p>
<p>Paulo disse: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4:12). Em seguida, ele diz: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (v. 13). Mas muitos solteiros perderam essa confiança. Para eles, o verso ficaria: “Posso todas as coisas, exceto encontrar alguém que me ame.”</p>
<p>Os solteiros necessitam do mesmo que outras pessoas que enfrentam problemas e desafios: oração, apoio e ânimo.</p>
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<p>12 de dezembro Segunda<a name="12"></a></p>
<h4>Iniciativa</h4>
<p><em>     <br />O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força. Eclesiastes 9:10</em></p>
<p>Você já escutou que há três tipos de pessoas: as que fazem as coisas acontecer, as que veem as coisas acontecer e aquelas que perguntam: O que aconteceu? A maioria das pessoas está no segundo e terceiro grupos. Essas apenas observam e são curiosas.</p>
<p>Diante daquilo que precisa ser feito, podemos reagir de três maneiras diferentes: “Espero, pergunto ou faço?” Segundo o velho ditado que diz: “É mais fácil conseguir perdão do que permissão”, parta para a ação.</p>
<p>Uma definição de iniciativa é: “Fazer o que precisa ser feito, mesmo sem ser solicitado”. A Bíblia contém inúmeros exemplos de pessoas que fizeram acontecer porque tomaram a iniciativa. Os amigos do paralítico furaram o teto da casa e o desceram diante de Jesus. Maria tomou a iniciativa de presentear Jesus com o vaso de alabastro. As mães tomaram a iniciativa de levar as crianças até Jesus. Outro grupo teve a iniciativa de colocar Paulo dentro de um cesto, descendo-o pelo muro de Damasco, o que lhe salvou a vida.</p>
<p>Se você é daqueles que dizem: “Só faço se tiver certeza de que vai dar certo”, está fazendo parte do time da inércia. Se estiver entre aqueles para quem tudo precisa estar “enlatado”, sob medida, também está votando pela inação.</p>
<p>Os versos de Geraldo Vandré são um empurrão para aqueles que precisam de iniciativa: “Vem, vamos embora que esperar não é saber. / Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” É isso mesmo, chega um momento em que você precisa parar de planejar, lançar fora a dúvida, pular dentro do barco e começar a remar. “É mesmo mais desculpável tomar uma decisão errada, às vezes, do que ficar sempre a vacilar, hesitando ora para uma, ora para outra direção” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p.134).</p>
<p>Michael Jordan, ao contar sua história desde o tempo em que foi aluno universitário até chegar à NBA (Liga de Basquetebol dos Estados Unidos), disse: “Sempre acreditei que, se trabalhasse com dedicação, os resultados viriam. Não costumo me empenhar em nada pela metade, pois sei que agindo assim só poderia esperar por meio resultado. É por isso que encarava os treinos com a mesma intensidade que os jogos.”</p>
<p>“Tudo o que você tiver que fazer faça o melhor que puder” (Ec 9:10, NTLH)</p>
<p>Que iniciativa você vai tomar hoje para tornar sua vida, sua casa, seu ambiente de trabalho mais alegres e cordiais?</p>
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<p>13 de dezembro Terça<a name="13"></a></p>
<h4>Caniços Rachados e Pavios Fumegantes</h4>
<p><em>     <br />Não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante. Isaías 42:3</em></p>
<p>Você conhece alguma coisa mais frágil e sem valor do que um caniço rachado? A imagem é de alguma coisa inútil, desprezível, a ser varrida para um canto, como aqueles objetos que já deram o que tinham para dar e não servem para mais nada.</p>
<p>A outra imagem é a de um pavio que fumega. Enquanto o pavio estivesse umedecido com azeite, havia luz clara e limpa, sem aquela fumaça sufocante e incômoda. De vez em quando, somos como esse pavio que fumega. Cansados, esgotados e esquecidos.</p>
<p>O fato é que o pecado nos atingiu e há somente duas maneiras de lidar com caniços rachados e pavios que fumegam: rejeitá-los ou tentar reafirmar seu valor pessoal, por meio da nossa amizade.</p>
<p>Dentro da visão messiânica, Isaías diz que Jesus não quebraria o caniço rachado – alguém agredido por palavras duras, pela fúria de outros; alguém desanimado pelo seu próprio fracasso ou porque seus direitos não foram reconhecidos.</p>
<p>Quantas pessoas esperam um ombro amigo, a mão que possa levantá-las, colocá-las de pé e sustentá-las por algum tempo. É um trabalho de restauração paciente, sem censuras, que preserva a dignidade de quem está sendo restaurado.</p>
<p>E o pavio que fumega, antes brilhante, depois débil, luta contra o vento que quer apagá-lo, mas espera um sopro de vida que possa fazer com que brilhe novamente. Acredite, você não está sozinho. Há alguém pronto para ajudá-lo a voltar a ter aquela firmeza e aquela luz viva. Alguém experimentado em restaurar.</p>
<p>Jesus está dizendo: “Venha, Eu vou colocá-lo de pé novamente. Venha, quero soprar vida em você para que sua luz volte a brilhar.” Ele está ao nosso lado quando nos sentimos isolados, sem força e feridos, quando lutamos contra o desânimo e a tentação.</p>
<p>Tudo o que temos que fazer é nos colocar nas mãos de quem está acostumado a restaurar. “Ele não colocará de lado o machucado e o ferido, e não menosprezará o pequeno e insignificante, mas os endireitará de maneira firme e permanente” (The Message).</p>
<p>Senhor, ajuda-nos a lembrar hoje que, para onde quer que formos, a certeza da Tua companhia nos trará nova paz ao enfrentarmos as batalhas da vida.</p>
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<p>14 de dezembro Quarta<a name="14"></a></p>
<h4>A Moeda Perdida</h4>
<p><em>Alegrem-se comigo, pois encontrei minha moeda perdida. Lucas 15:9</em></p>
<p>As mulheres da Palestina recebiam tradicionalmente como presente de casamento uma coleção de dez moedas. Essas moedas eram levadas no pulso, usadas como colar ou pendentes ao redor na cabeça. Eram como se fosse hoje a aliança de casamento. Muitas as guardavam como sua posse mais preciosa para dar depois à filha mais velha, quando ela se casasse. Podemos então imaginar a grande perda que significava o desaparecimento de uma dessas moedas.</p>
<p>Em termos econômicos, o valor de compra de uma dracma equivalia ao salário de um dia. O valor dessa moeda, no entanto, era mais emocional – da mesma forma que guardamos uma lembrança simples de alguém a quem apreciamos. Quanto custa a fotografia dos filhos quando eram pequenos? Financeiramente, pouco; mas, em termos afetivos, muito.</p>
<p>Quando perdemos um objeto assim, viramos e reviramos tudo dentro de casa. Coisas, objetos inanimados de uma hora para outra adquirem valor incomum. Assim, encontrar a moeda tornou-se uma prioridade.</p>
<p>A moeda foi perdida não nas montanhas, nem em terra distante. O fato é que, por um aparente descuido e desatenção, alguma coisa valiosa acabou ficando perdida dentro de casa. Tanto a ovelha como a moeda foram achadas e falam da determinação de Deus em buscar o perdido. Deus está procurando, não porque tenha Se esquecido de onde estejamos. Ele sabe onde estamos. A ovelha e a moeda falam de Sua determinação em nos procurar.</p>
<p>Diante de Deus, as pessoas têm grande valor. Somos importantes para Ele. Assim, a parábola tem o objetivo de convidar a todos para que se regozijem com aqueles que foram achados. A transformação, mesmo que seja de uma só pessoa, traz alegria para Ele como também para aqueles que compartilham Seu amor.</p>
<p>A mulher da parábola fez três coisas: acendeu uma lâmpada para ver em que canto escuro estava a moeda. Depois varreu toda a casa. E, finalmente, pôs-se a procurar imediata e diligentemente.</p>
<p>É tempo de as moedas perdidas serem encontradas. Alguns dos nossos filhos que cresceram conosco, por decisão própria, se afastaram de Deus. A moeda perdida também “representa os que estão perdidos em delitos e pecados, mas não estão conscientes de sua condição” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 193). A oração é um canal de comunicação aberto que pode nos ajudar nessa busca.</p>
<p>A parábola termina com uma nota de regozijo: a moeda foi encontrada!</p>
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<p>15 de dezembro Quinta<a name="15"></a></p>
<h4>José do Egito</h4>
<p><em>     <br />José ficou na prisão, mas o Senhor estava com ele. Gênesis 39:20, 21</em></p>
<p>Era o filho mimado do pai. E o ambiente de casa ficou mais tenso quando ele ganhou do pai uma túnica colorida, enquanto os irmãos continuavam a vestir suas calças desbotadas e camisetas que já tinham perdido a cor original. E Jacó, como pai dessa turma, demonstrava preferência por José numa atitude aberta de favoritismo.</p>
<p>Para José, era camisa de grife. Para os outros onze irmãos, camisetas compradas na 25 de Março. Como adolescente mimado e ingênuo que era, José exibia seu casaco nos lugares aonde ia, enquanto os irmãos continuavam com o velho guarda-roupa.</p>
<p>Quando os filhos chegavam de volta a casa, Jacó apenas lhes perguntava como estava o rebanho. Mas quando José chegava, ele o abraçava e perguntava pelos professores, pela escola, por seus amigos, etc.</p>
<p>Os dez irmãos foram até o pai e disseram: “Pai, o senhor é culpado desse clima tenso aqui em casa. O senhor ama a José, dá mais presentes a ele do que a nós. O senhor cavou um abismo entre nós.”</p>
<p>Um dia, José teve um sonho. Podia ter ficado quieto, sem contar nem mesmo para o pai, mas foi simplório. Reuniu o pai e os irmãos e disse: “Gente, tive um sonho.” Resumo do sonho: “Vou mandar e vocês vão obedecer. Que tal?” Se já não havia clima de harmonia entre os irmãos e José, aí é que o ambiente desandou.</p>
<p>Imagino os irmãos falando para José: “Quem você pensa que é? Conta essa história direito! Vamos nos curvar diante de você? Espere aí!”   <br />Alguns dias depois, Jacó pediu a José que fosse ver onde seus irmãos estavam cuidando do rebanho. De longe, os irmãos o identificaram. Eles estavam naturalmente com as roupas de trabalho do dia a dia. E José, como estava vestido? Com a túnica colorida. Em lugar de dizerem: “Lá vem nosso mano”, disseram: “Lá vem o sonhador.”</p>
<p>Ao chegar, o cercaram e perguntaram: “E agora, sonhador, o que você acha que vamos fazer com você?” Sabemos o que aconteceu. Jogaram-no num poço e depois o venderam a um grupo de ismaelitas.</p>
<p>“Mas, na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. [...] Ali mesmo se entregou então completamente ao Senhor, e orou para que o Guarda de Israel estivesse com ele na terra do exílio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 213, 214).</p>
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<p>16 de dezembro Sexta<a name="16"></a></p>
<h4>De Escravo a Primeiro-Ministro</h4>
<p><em>     <br />Porque o Senhor estava com José e lhe concedia bom êxito em tudo o que realizava. Gênesis 39:23</em></p>
<p>Ali estava o filho mimado sem a túnica colorida, fazendo sua viagem, sob o sol escaldante rumo a uma terra que nunca tinha visto. José chegou ao Egito e, diante da perspectiva dos egípcios, no último degrau de importância da escala humana – como escravo.</p>
<p>Pense na trajetória dele desde o momento em que foi vendido para os ismaelitas. Depois foi vendido para Potifar e exposto à tentação sexual. Foi acusado de assédio pela esposa do chefe e teve a reputação destruída pela repercussão do caso. Foi punido pelo fato de ter feito o que era certo, encarcerado muito tempo e esquecido pelo colega prisioneiro a quem ajudou e que foi libertado. Porém, em todo o relato não vamos encontrar uma só queixa de José sobre os irmãos, as circunstâncias ou culpando a Deus de que o tivesse abandonado. “Por esta disciplina Deus o estava preparando para uma situação de grande responsabilidade, honra e utilidade, e ele estava pronto a aprender, acolhendo de boa vontade as lições que o Senhor lhe queria ensinar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MD 2005], p. 320). Sua atitude foi sempre positiva. Para ele, o importante não era tanto o que estava acontecendo, mas sim como ele estava reagindo a tudo que estava acontecendo.</p>
<p>Pode parecer ironia, mas justamente Gênesis 39, onde se repete quatro vezes que “Deus estava com José”, é o capítulo que fala da acusação da esposa do chefe contra ele e de sua prisão. Felizmente, dois capítulos mais adiante, vemos como ele se tornou o governador mais importante, na época, porque era primeiro-ministro da nação que governava o mundo. “A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 214).</p>
<p>As palavras do hino de Josh Groban, com versão em português intitulada “O Seu Amor”, de Rafaela Pinho, encontrariam eco no coração de José, enquanto ele atravessava esse período difícil:</p>
<p>“O Seu amor levou-me até as montanhas, / me fez voar, planando pelo mar. / Foi ali, no alto dos Seus ombros, / que eu aprendi: ‘Sou forte pra lutar.’”</p>
<p>Obrigado, Senhor, por transformares aparentes tragédias em triunfos.</p>
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<p>17 de dezembro Sábado<a name="17"></a></p>
<h4>Pobres de Espírito</h4>
<p><em>     <br />Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3</em></p>
<p>Pobres, famintos, lamentadores! Será que essa é a visão que os outros deveriam ter daqueles que querem pertencer ao reino de Deus? Será que Jesus disse isso logo no início do Seu sermão para indicar que os pobres são mais receptivos ao evangelho? Se a pobreza for passaporte para o Céu, só haverá lugar em pé!</p>
<p>Quando Jesus fala da atitude daqueles que são cidadãos do reino, Ele coloca a pobreza de espírito em primeiro lugar. John Stott diz que “logo no início do Seu sermão, Jesus contradisse todos os pontos de vista sobre as expectativas nacionalistas do reino de Deus. O reino é dado aos pobres, não aos ricos; aos débeis, não aos poderosos”. Essa declaração serviria para mostrar que o princípio dominante no reino de Deus não é o poder nem a riqueza, mas sim a graça divina. Ser pobre de espírito não é fazer parte do clube “ai de mim”, nem dos que se fazem de vítima. Não é falsa humildade.</p>
<p>Como as bem-aventuranças são características daqueles que são cidadãos deste reino, o primeiro requisito é sentir a necessidade de ajuda divina e reconhecer sua pobreza espiritual. “A intuição de necessidade, o reconhecimento de nossa pobreza e pecado, é a primeira condição para sermos aceitos por Deus” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 152).</p>
<p>O princípio dominante no mundo é outro: “Bem-aventurados os que são independentes.” A expressão “pobre de espírito” não se enquadra no mundo corporativo, onde as pessoas esbarram os ombros nos corredores das grandes empresas. Não se enquadra nas estrelas do esporte e do atletismo que querem ser as mais festejadas. Nem tampouco no pessoal afeito ao poder político, ou à procura de popularidade.</p>
<p>Falar hoje que alguém é pobre de espírito significa chamá-lo de “Zé Ninguém”. É uma referência feita a alguém sem iniciativa, que não sai da segunda marcha, e que sempre está perguntando o que é para fazer.</p>
<p>Quando se mencionava a pobreza nos tempos bíblicos, falava-se de pessoas que se igualavam ao status de mendigo hoje em dia. Um pobre não conseguia sobreviver sem a ajuda de alguém.</p>
<p>“Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e veem que em si mesmos nada possuem de bom, encontram justiça e força olhando a Jesus. [...] Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 8, 9).</p>
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<p>18 de dezembro Domingo<a name="18"></a></p>
<h4>Vida Transformada e Emoções</h4>
<p><em>     <br />Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente. Jeremias 17:10</em></p>
<p>Por ocasião dos congressos e campais de jovens, quando não tinha participação no programa, eu gostava de me sentar junto da moçada para “sentir o clima”. Gostava de ver como participavam nos cânticos e sua reação às mensagens apresentadas.</p>
<p>Lembro-me de uma vez em que eu estava numa das últimas fileiras da arquibancada, numa campal de jovens. Havia boa música, boa mensagem e depois foi feito o apelo e tomadas decisões. Era bonito ver, da parte dos jovens, a renovação da dedicação a Deus. Depois do sermão, pude ouvir o breve diálogo entre um rapaz e uma moça: “Você chorou?”, ele perguntou. “Ah, chorei!”, ela respondeu. “Eu também chorei”, acrescentou ele. Como se afastaram, não acompanhei o restante da conversa.</p>
<p>Pensei comigo: O que será que eles estavam querendo avaliar? Medir a legitimidade da experiência religiosa? Comprovar que tudo estava bem com sua vida e Deus estava perto deles? Será que devemos usar a presença ou ausência de emoções em nossa vida religiosa como termômetro para medir a espiritualidade?</p>
<p>Ainda hoje há pessoas que julgam o êxito de uma semana de oração pelo clima altamente emotivo de seu encerramento. Se não terminou com muita gente se emocionando, faltou alguma coisa.</p>
<p>Quer sejamos pessoas mais emocionais ou mais intelectuais, as emoções fazem parte da vida de todos. São elas que dão cor ao nosso dia a dia, na afetuosidade do vermelho, na alegria do amarelo ou na harmonia do verde. Se tudo é alegria, sol, saúde, boas notícias, estamos lá em cima. Se aparecem retrocessos ou imprevistos desagradáveis, afundamos.</p>
<p>Há cristãos sinceros que medem sua vida religiosa pela intensidade das emoções que sentem. Se as decisões não foram tomadas num clima carregado de emoção, não têm tanto valor.</p>
<p>Veja este pensamento: “Satanás induz as pessoas a pensarem que, por terem experimentado êxtase de sentimentos, estão convertidas. Mas sua experiência não muda. Seus atos são os mesmos que antes. Sua vida não demonstra bons frutos. [...] Estão iludidas. Sua experiência não vai além do sentimento” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 71).</p>
<p>Aceitar Cristo é tanto uma resposta emocional como da mente. Para que a decisão seja permanente, deve haver equilíbrio entre razão e emoção, mente e coração. Por isso, Davi orou:”Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente” (Sl 26:2).</p>
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<p>19 de dezembro Segunda<a name="19"></a></p>
<h4>O Salmo do Pastor – 1</h4>
<p><em>O Senhor é o meu pastor. Salmo 23:1</em></p>
<p>O que posso escrever sobre o Salmo 23 que você ainda não conheça? Você já leu e escutou tanto sobre ele que qualquer coisa que eu diga ou escreva fica dentro do previsível. Mas cada vez que o lemos, percebemos por que ele é um salmo tão apreciado, fonte de conforto para tantos.</p>
<p>Quando pronuncio estas palavras: “O Senhor é o meu Pastor”, estou fazendo minha declaração de dependência. Estou dizendo que preciso de ajuda, que Ele é mais forte do que eu e sabe o que é melhor para mim.</p>
<p>Dizer que Deus é o Pastor do Seu rebanho, ou de Sua igreja, é uma coisa. Mas dizer que Ele é o meu pastor, é bem diferente. É algo confortante e animador! Por isso, o que também torna esse salmo tão especial é perceber o quão pessoal ele é. Coloque-se em cada uma das frases. Diga para si mesmo: “de nada terei falta” (v. 1); “me faz repousar e me conduz a águas tranquilas” (v. 2); “restaura-me o vigor” (v. 3); “mesmo quando eu andar por um vale [...] não temerei perigo algum, [...] a Tua vara e o Teu cajado me protegem” (v. 4); “a bondade e a fidelidade me acompanharão” (v. 6).</p>
<p>Certo menino estava muito doente. Os pais sabiam que ele logo ia falecer, por isso pediram a visita do pastor. À noite, o pastor foi fazer a visita solicitada e os pais o deixaram a sós com o menino. Naquela mesma noite, o garoto faleceu.</p>
<p>O pastor voltou na manhã seguinte, chorou com os pais e os consolou. Então, mencionou o que tinha dito em sua conversa a sós com o menino, no quarto. Em linguagem infantil, procurou mostrar como se tornar um com Deus, usando a frase “O Senhor é meu pastor”.</p>
<p>Ele tomou a mão do menino, segurou-lhe o polegar e disse: “Este dedo significa ‘O’, Deus único.” Depois tomou o indicador e disse “Senhor”. Para o dedo médio, disse “é”, ou seja, “Deus está aqui”. A seguir, tomou o dedo anular e disse “meu”, representando o compromisso e a certeza pessoal de relacionamento com Deus. Finalmente, para o dedo mínimo, disse “Pastor”, que é aquele que cuida de nós, humilhou-Se e morreu por nós. Mesmo que o menino não falasse nada com o pastor, ele o estava escutando. Antes de morrer, pôs a mão ao redor do dedo anular, como que dizendo: “O Senhor é meu pastor.”</p>
<p>É o Senhor o seu pastor?</p>
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<p>20 de dezembro Terça<a name="20"></a></p>
<h4>o Salmo do Pastor – 2</h4>
<p><em>Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranquilas. Salmo 23:2</em></p>
<p>Não existe conjunto de palavras tão cheias de tranquilidade como estas: verdes pastagens e um lugar de águas tranquilas. O verdadeiro pastor se antecipa às necessidades das ovelhas. O pastor quer nos ver contentes, calmos e em descanso. Somente o pastor é que faz com que situações que de outra forma seriam torturantes e confusas terminem na direção certa.</p>
<p>“Em verdes pastagens me faz repousar.” Parece um imperativo de Deus ao ver nossa necessidade de intercalar atividade e períodos de descanso, e podemos visualizá-Lo falando: “Pare com essa corrida louca! Aonde você vai chegar?” Que tempo mais corrido o nosso! Levantamo-nos mais cedo, dormimos mais tarde, assim mesmo não temos tempo para fazer tudo o que queremos.</p>
<p>É quase como uma ordem de Deus falando para as ovelhas: “A caminhada foi longa e cansativa. Diminua o ritmo, cesse de correr sem o pastor.”</p>
<p>“Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos” (v. 5). Não importa a que hora do dia, as refeições devem ser momentos de paz e de confraternização. Se acontecer de você comer com o coração cheio de ansiedade e preocupação, vai perder até o apetite.   <br />E como seria tomar uma refeição tendo os inimigos derrotados presenciando o banquete? Parece estranho. Mas é isso o que os reis do Oriente Médio faziam com os inimigos derrotados. Obrigavam-nos a sentar acorrentados e olhar de longe o rei fazendo a festa, celebrando a vitória. Frutas frescas e suculentas. Salgados apetitosos. Sucos da melhor procedência – e os derrotados apenas olhando.</p>
<p>Para o encerramento da Escola Cristã de Férias, a professora pediu a cada uma das crianças que memorizasse o Salmo 23 para recitá-lo no dia da formatura. Roberto, um menino que tinha nascido prematuramente, tinha dificuldades para memorizar.</p>
<p>No dia da formatura, lá estavam as crianças alegres, com suas becas, indo à frente e recitando o Salmo 23. Roberto seria o último. Estava nervoso e não parava de roer as unhas e os botões da beca. Quando chegou sua vez, deu um salto da cadeira, agarrou o microfone, limpou a garganta e disse com entusiasmo: “O Senhor é o meu pastor&#8230;”, e depois de alguns segundos terminou: “Isso é tudo o que eu preciso saber.”</p>
<p>É verdade, Deus é o nosso pastor e isso é tudo o que precisamos saber!</p>
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<p>21 de dezembro Quarta<a name="21"></a></p>
<h4>Lições de Humildade</h4>
<p><em>     <br />Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. Romanos 12:3</em></p>
<p>Marian Anderson, grande contralto, mundialmente aclamada, era uma pessoa simples. Apesar de sua fama, permaneceu como exemplo de humildade para todos. Em uma entrevista, o repórter perguntou para ela qual foi o grande momento de sua vida. Ela poderia ter mencionado a noite em que o maestro Arturo Toscanini anunciou: “Uma voz como esta aparece uma vez em cada século.” Ela se tornou delegada da ONU, cantou para a rainha da Inglaterra e foi condecorada com a cobiçada Medalha Presidencial da Liberdade.</p>
<p>Qual desses momentos ela escolheu? Nenhum deles. Marian Anderson disse ao repórter que o maior momento da vida dela havia sido o dia em que chegou em casa e disse à sua mãe que ela não mais precisaria lavar roupa.</p>
<p>Faz parte da humildade saber sua importância pessoal e se manter no seu lugar. Faz parte também uma avaliação sincera de você mesmo e de suas capacidades. Não significa se vestir de saco e cinza com falsa modéstia. A humildade também não está ligada à fraqueza, como muitos pensam. Também não tem que ver com permitir que tirem vantagem de nós. Nem tampouco se tornar capacho na família, no trabalho e dos amigos, ou aceitar mansamente os revezes.</p>
<p>Humildade é uma palavra que quase desapareceu do nosso vocabulário e senso comum. Parece que foi distorcido aquilo que admitíamos ser um atributo desejável de caráter.</p>
<p>Como ter um conceito equilibrado de mim mesmo? Paulo tem a resposta: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; e, sendo encontrado em forma humana humilhou-Se a Si mesmo” (Fp 2:5, 6, 8).</p>
<p>Quando você tem um conceito de si mesmo “mais elevado do que deve ter”, não pensa em coisas como pedir desculpas, admitir erros, mudar de rumo ou se submeter à orientação de outro.</p>
<p>Como demonstrar humildade? Apresentando-me a tempo para os compromissos e honrando promessas. Mantendo a atitude de um eterno aprendiz, mesmo diante das coisas que já sei. Escutando mais do que falando. Expressando gratidão a Deus por Ele Se relacionar comigo.</p>
<p>A versão de Phillips traduz o texto de hoje assim: “Não acalentem ideias exageradas sobre si mesmos ou acerca de sua própria importância, mas procurem fazer juízo correto de suas capacidades à luz da fé que Deus lhes deu” (Rm 12:3).</p>
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<p>22 de dezembro Quinta<a name="22"></a></p>
<h4>Graça ao se Aproximar o Natal</h4>
<p><em>     <br />É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus. 1 Coríntios 1:30</em></p>
<p>À primeira vista, as genealogias mencionadas na Bíblia parecem consistir apenas de listas de nomes. Elas mostram raízes, ligações com o passado e feitos extraordinários ou não, dependendo daquilo que o escritor achou por bem mencionar. Naquele tempo, se o seu nome aparecesse em alguma genealogia, isso poderia determinar que tipo de serviço militar você iria prestar, ou se estaria ligado à elite sacerdotal.</p>
<p>A genealogia de Mateus menciona cinco mulheres, coisa incomum nas genealogias que listavam a linhagem apenas pelo lado masculino. A questão não é o fato de incluir mulheres na lista, porque o autor poderia ter mencionado Sara, Rebeca ou Raquel. Mas os nomes que ele menciona tinham uma história nada recomendável.</p>
<p>A primeira a aparecer na lista é Tamar, nora de Judá. Seus dois maridos haviam morrido. Ela então se vestiu como prostituta e seduziu o próprio sogro.</p>
<p>Raabe era prostituta na cidade de Jericó. Ela escondeu os espias israelitas e eles a pouparam quando a cidade foi invadida por Israel.</p>
<p>Quanto a Rute, o relato bíblico não menciona nada pecaminoso sobre ela, somente o fato de que era moabita, de uma nação desprezada pelos judeus e onde as pessoas não criam no verdadeiro Deus. Ao incluir uma mulher de outra nação na genealogia, Mateus queria mostrar, como diz Paulo, que “não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos são um em Cristo Jesus” (Gl 3:28).</p>
<p>De Bate-Seba, Mateus diz apenas: “tinha sido mulher de Urias” (1:6). Seu pecado era tão conhecido e censurado por todos, que Mateus achou por bem não mencioná-la por nome.</p>
<p>Assim, a inclusão de mulheres era algo totalmente novo na cultura básica do Oriente Médio daquele tempo. Por que incluíram o nome dessas mulheres? Quem permitiu que isso fosse feito?</p>
<p>Na menção do nome dessas mulheres percebemos a grandeza da graça de Deus derramada na vida daqueles que tiveram a vida transformada. O Espírito de Deus disse a Mateus: “Inclua essas mulheres na lista. Elas são participantes da história mais bonita que o mundo já conheceu.”</p>
<p>“Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. É, porém, por iniciativa dEle que vocês estão em Cristo Jesus” (1Co 1:27, 30).</p>
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<p>23 de dezembro Sexta<a name="23"></a></p>
<h4>Que Presente Vou Dar?</h4>
<p><em>     <br />Graças a Deus por Seu dom indescritível! 2 Coríntios 9:15</em></p>
<p>Você já recebeu alguma vez um presente e não sabia o que fazer com ele? Durante minhas viagens no território da Divisão Sul-Americana, invariavelmente depois dos eventos vinha a demonstração de carinho por parte de líderes, jovens e desbravadores. Alguns sempre queriam que levássemos alguma lembrança.</p>
<p>Juntamente com o pastor Malcolm Allen, então líder mundial dos Desbravadores, eu estava visitando os três estados da União Este Brasileira: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Como são fáceis de encontrar em algumas regiões, pedras como ametista e ágata eram os presentes mais comuns. Da metade da viagem para frente, na hora de receber as “lembranças”, o pastor Allen me dizia: “No rocks, please!” (“Pedras não, por favor!”). A mala dele já estava bem pesada.</p>
<p>Lembro-me de ter recebido na Argentina uma raiz grande em forma de tartaruga. Ficou difícil trazer para casa. São presentes bonitos, mas com os quais não sabemos o que fazer.</p>
<p>Desde que os magos do Oriente foram à manjedoura levando ouro, incenso e mirra, as pessoas trocam presentes no Natal. Os magos não se impressionaram com cores, tamanhos ou prazo de garantia. Montados em camelos, eles viajaram de muito longe para adorar Jesus. Alguém disse que, se os magos fossem mulheres, não teriam chegado vários meses depois, porque teriam pedido informações de onde era o lugar; teriam limpado o local para que Jesus não nascesse numa manjedoura; e, finalmente, teriam trazido presentes mais práticos: panelas, pratos, alimento e fraldas.</p>
<p>A noite de amanhã será especial para muitas pessoas, particularmente para as crianças. Há um senso de antecipação no ar. Será a hora de abrir os presentes. O que será que vou ganhar? Há um cerimonial às vezes imperceptível em torno de dar e receber presentes.   <br />Ralph Waldo Emerson diz: “O verdadeiro presente é uma parte de si mesmo. Portanto, o poeta traz seu poema; o pastor, sua ovelha; o mineiro, uma pedra; o marinheiro, uma concha do mar; o pintor, um quadro; e a menina, um lencinho que ela mesma bordou.”</p>
<p>“No incomparável dom do Seu Filho, Deus envolveu o mundo inteiro com uma atmosfera de graça tão real como o ar que circunda o globo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 68).</p>
<hr width="730" />
<p>24 de dezembro Sábado<a name="24"></a></p>
<h4>Não há Comparação</h4>
<p><em>     <br />Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:11</em></p>
<p>A esta altura do mês de dezembro, você deve estar bastante cansado de ter andado pelo comércio e por muitas lojas na correria insana à procura de presentes e dos preparativos para a celebração do Natal junto à sua família e amigos.</p>
<p>Certa vez recebi à véspera do Natal o seguinte texto de autor desconhecido intitulado “Nenhuma comparação”:</p>
<p>“Por que Jesus é melhor do que Papai Noel? Papai Noel vive no polo norte. Jesus está em todos os lugares. Papai Noel anda num trenó. Jesus anda nas asas do vento e andou sobre as águas. Papai Noel nos visita uma vez por ano. Jesus está sempre presente para nos ajudar. Papai Noel enche suas meias com presentes. Jesus supre todas as suas necessidades. Papai Noel entra pela chaminé sem ser convidado. Jesus está à porta e bate&#8230; então, entra em nosso coração quando convidado.</p>
<p>“Você tem que ficar na fila para ver Papai Noel. Basta mencionar o nome Jesus, e Ele está ali pertinho. Papai Noel deixa você sentar em seu colo. Jesus deixa você descansar em Seus braços. Papai Noel não sabe o seu nome, ele diz: ‘Ei, garotinho’, ‘Ei, menininha, como é o seu nome?’ Jesus já sabia nosso nome antes mesmo de nascermos. Ele não somente conhece nosso nome, Ele sabe o nosso endereço também. Ele conhece nossa história e nosso futuro, e sabe quantos fios de cabelo temos na cabeça.</p>
<p>“Papai Noel tem a sacola cheia de doces. Jesus tem o coração cheio de amor. Papai Noel diz: ‘Não precisa chorar.’ Jesus diz: ‘Vou cuidar de você; lance seus cuidados sobre Mim e Eu cuidarei de você.’</p>
<p>“Os que ajudam o Papai Noel fazem brinquedos. Jesus faz vidas novas, remenda corações feridos, conserta lares quebrados e constrói mansões.</p>
<p>“Papai Noel coloca presentes sob sua árvore. Jesus tornou-Se nosso presente e morreu numa ‘árvore’.”</p>
<p>Não há sombra de dúvidas; realmente não há comparação. Apenas devemos nos lembrar do verdadeiro sentido do Natal. E colocar Jesus no centro da festa.</p>
<p>Jesus é a razão do Natal.</p>
<hr width="730" />
<p>25 de dezembro Domingo<a name="25"></a></p>
<h4>Tomando o Pulso do Natal</h4>
<p><em>     <br />Então disse Maria: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” Lucas 1:46, 47</em></p>
<p>Que Deus escolheria uma adolescente desconhecida e não uma celebridade para ser Sua mãe e um carpinteiro desconhecido para ser Seu pai? Pense nessa adolescente judia e em sua vida nas montanhas de Nazaré, sempre ocupada, carregando água, cuidando da colheita, preparando a comida, fiando e tecendo, confeccionando o enxoval para casar.</p>
<p>Com essas preocupações diárias e em meio a esses preparativos, ela recebe a visita do anjo. Ele a cumprimenta como se ela fosse a vencedora de um grande concurso. O que ela escuta em seguida é o que qualquer mulher de sua geração gostaria de ouvir: “Seu filho será o Messias, o prometido Salvador.”</p>
<p>Um turbilhão de emoções deve ter invadido a mente de Maria: “Mas como? Eu sou virgem! Deve ser um engano. Como posso estar grávida? Como vou contar de minha gravidez para meu pai, para minha mãe? E para o meu noivo?”</p>
<p>A Bíblia resume, dizendo: “Ela estava perturbada em seu coração.” Era uma mulher sujeita às mesmas dúvidas, fadigas e medos que assaltam a todas as mulheres.</p>
<p>José decidiu recebê-la em sua casa, como esposa. Ele queria apagar o estigma social que poderia vir sobre Maria. Os dias se tornaram meses, e no fim da gravidez, em meio a uma multidão desconhecida, estava ela em migração forçada para um recenseamento. Estradas poeirentas, passagens em meio às montanhas, o balançar em cima do burrico e a promessa de que Aquele que estava em seu ventre era o Filho de Deus.</p>
<p>Podemos imaginar a frustração de José quando chegou a hora de o bebê nascer e ele não encontrava lugar para onde levar a esposa. “Será que não havia alguma coisa errada?” Maria se lembrou das palavras do anjo: “Ele será rei.” Onde estavam as boas-vindas que o Rei e Salvador merecia? Onde estavam os fogos de artifício, as casas cheias de luzes, a glória? Jesus apareceu sem euforia coletiva, sem alvoroço. Apenas uma estrela. Apenas um pequeno coro de anjos.</p>
<p>Paulo Butler diz: “A grande eternidade numa criança, os raios de glória envoltos em panos, todo o Céu num coreto de um estábulo. E aquele que está em todos os lugares quer um lugar.”</p>
<p>“Aquele que é a Palavra tornou-Se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).</p>
<hr width="730" />
<p>26 de dezembro Segunda<a name="26"></a></p>
<h4>Natal Antes&#8230; Natal Depois&#8230;</h4>
<p><em>     <br />E, tendo sido advertidos em sonho [...], retornaram a sua terra por outro caminho. Mateus 2:12</em></p>
<p>Agora que os presentes foram abertos, foi embora aquele clima poético, de mistério, de carinho, de manjedoura, de pastores, de estrela e cânticos. Incrível como tudo passou tão rápido. Para alguns, foi um Natal sem nada de novo. Para outros, de alegria e realização. Mas passou a agitação. Não há mais surpresas. Presentes foram dados e recebidos. Daqui para a frente serão os votos de feliz ano-novo e feliz 2012!</p>
<p>Muita gente gostaria de ficar mais tempo ao lado da manjedoura ouvindo os cânticos de Natal, sentindo aquele clima de carinho e confraternização. Mas é interessante notar que, importante como tenha sido o acontecimento anunciado pelos anjos e acompanhado de sinais extraordinários, os Evangelhos não se demoram muito em torno do “clima poético” que acompanha o nascimento de Jesus.</p>
<p>Somente Mateus e Lucas, no início, lhe dedicam espaço, enquanto Marcos e João só o mencionam indiretamente.</p>
<p>A narrativa bíblica diz que os anjos voltaram (Lc 2:15), os pastores voltaram (Lc 2:20) e os magos voltaram (Mt 2:12). Os anjos voltaram a ministrar. Os pastores sabiam que tinham de voltar para cuidar das ovelhas, encontrar pastagem para elas e prover-lhes abrigo. E os magos voltaram por um caminho diferente. Levaram consigo uma experiência nova. Tinham sido mudados pela contemplação do Deus menino, a quem adoraram.</p>
<p>Aqui estamos, no dia 26 de dezembro. O mundo, com seus desafios e compromissos, nos chamando de volta. Hoje mesmo alguns terão que trabalhar, que voltar à empresa, ao jardim, à cozinha, ao escritório, porque a luta pela sobrevivência não dá trégua.</p>
<p>O importante é voltar por um caminho diferente. Como pessoas renovadas. Colocar amor onde antes havia rejeição e revanchismo; tolerância no lugar de impaciência; e confiança onde demonstramos dúvida.</p>
<p>O encontro com Jesus tem que representar uma mudança de vida. Você já pensou a respeito do que precisa mudar?</p>
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<p>27 de dezembro Terça<a name="27"></a></p>
<h4>Está Consumado</h4>
<p><em>     <br />Tendo-o provado, Jesus disse: “Está consumado!” João 19:30</em></p>
<p>Os Evangelhos mencionam pouco da vida de Jesus desde Seu nascimento até o batismo. No entanto, alguns Evangelhos chegam a dedicar de um terço até a metade do espaço para os acontecimentos da última semana da vida do Mestre. Um desses detalhes é a repetição do número sete nos acontecimentos relacionados com a crucifixão.</p>
<p>Jesus passou por sete julgamentos – diante de Anás, Caifás, duas vezes no Sinédrio, uma vez diante de Herodes e duas vezes perante Pilatos. As acusações contra Jesus também somam sete: Ele ameaçou destruir o templo, chamaram-nO malfeitor, perverteu a nação, proibiu o povo de pagar tributo, incitou a multidão, disse ser rei e pretendeu ser Filho de Deus.</p>
<p>Em contraste, temos também sete testemunhas a favor de Sua inocência. A mulher de Pilatos o avisou dizendo: “Não se envolva com este inocente” (Mt 27:19). “Traí sangue inocente” (Mt 27:4), disse Judas. Pilatos disse: “Não acho nEle motivo algum de acusação” (Jo 18:38). “Este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23:41), proferiu o ladrão na cruz. Mais tarde o centurião acrescentou: “Este homem era justo” (Lc 23:47).</p>
<p>João relata também as sete perguntas que Pilatos fez a Jesus: “Você é o rei dos judeus?”, “Que é que Você fez?”, “Então, Você é rei!”, “Que é a verdade?”, “De onde Você vem?”, “Você Se nega a falar comigo?” E sua última pergunta foi: “Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo?” (Jo 18:33, 35, 37, 38; 19:9, 10).</p>
<p>Finalmente, temos as sete frases na cruz, pronunciadas apenas para um grupo de amigos e pessoas que estavam próximas. Por trás da última frase de Jesus – “Está consumado!” –, há um oceano de significado. “Consumado” era a palavra usada pelo empregado ao trazer o relatório do trabalho feito e do comerciante, ao constatar que o débito havia sido pago. Era também a palavra do pintor que, ao contemplar sua obra, dava um passo atrás e dizia: “Tetesletai.”</p>
<p>E Jesus, mesmo sangrando, pronunciou-a em voz de triunfo: “Eu venci. Tudo o que necessitava ser feito foi feito.” João, que havia escutado o “Está consumado!” na cruz, muitos anos depois, já idoso e na Ilha de Patmos, ouviu Jesus dizer: “Está feito” (Ap 21:6). Na primeira vez, a frase foi dita na cruz; na segunda, foi proferida do trono de Deus, proclamando a vitória final. Entre as duas declarações, está a história da igreja, a sua história e a minha. Jesus nos quer como vencedores. “O vencedor herdará tudo isto, e Eu serei seu Deus e ele será Meu filho” (Ap 21:7).</p>
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<p>28 de dezembro Quarta<a name="28"></a></p>
<h4>Expectativas Para o Ano-Novo</h4>
<p><em>     <br />Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade. Efésios 5:15, 16</em></p>
<p>O ritual tem frequência anual. Tomamos uma folha de papel em branco e começamos a escrever tudo o que queremos realizar no ano seguinte. Rabiscamos e riscamos até que o produto final fique bem limpinho, numa folha novinha. Mas em lugar de decisões, aquilo que escrevemos torna-se uma folha de intenções. Pensamos nessas resoluções momentaneamente, desistindo delas sem muito esforço. Decisões, mesmo, requerem determinação, persistência e disciplina, sem lugar para dúvidas.</p>
<p>Entre essas resoluções estão: dar mais tempo para a família, fazer exercícios físicos, perder peso, maior empenho no trabalho, melhorar a vida espiritual, etc.</p>
<p>Qualquer mudança leva tempo. Não acontece por acidente. Você não acorda um dia, olha no espelho, sobe na balança e diz: “Olha só! Perdi dez quilos!” Ou consulta a conta bancária pela internet e descobre que seu salário dobrou. Ou da noite para o dia descobre que você e sua esposa estão em fase de lua-de-mel, que os filhos estão se comportando adoravelmente bem e até deixam o quarto arrumado antes de sair de casa. E depois você ainda diz: “Puxa, que sorte! Aconteceu!”</p>
<p>Já colocamos na mente que 2012 será um ano diferente, mas não temos ideia do que poderá acontecer.</p>
<p>Ao tomar nossas resoluções, tentemos focalizar no “como” e não no “em quê”.</p>
<p>Quem sabe você queira melhorar seu relacionamento com os filhos. Para isso, pode começar passando meia hora em alguma atividade com eles, orando diariamente com eles e procurando oportunidades para elogiá-los.</p>
<p>Quando queremos mudar, qualquer pequeno esforço ajuda e veremos progresso em nossa vida.</p>
<p>“Fui ao professor com trêmulos lábios, minha tarefa incompleta: ‘O senhor tem uma folha nova para mim, professor? Eu manchei esta.’ Ele pegou a folha velha, riscada e borrada e me deu uma novinha sem manchas.</p>
<p>“E olhando nos meus olhos, sussurrou: ‘Meu filho, desta vez faça melhor.’</p>
<p>“Fui ao Mestre com lábios trêmulos, minha tarefa incompleta. ‘Mestre, o Senhor tem um novo ano para mim? Eu manchei este.’ Ele pegou o ano velho, riscado e borrado e me deu um novinho, sem mancha.</p>
<p>“E olhando ao meu coração disse: ‘Meu filho, desta vez faça melhor!’”</p>
<hr width="730" />
<p>29 de dezembro Quinta<a name="29"></a></p>
<h4>Jesus Tem as Chaves</h4>
<p><em>     <br />Estas são as palavras dAquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que Ele abre ninguém pode fechar, e o que Ele fecha ninguém pode abrir. Apocalipse 3:7</em></p>
<p>A poucos dias do fim do ano, caem bem as palavras de Fernando Pessoa, quando diz:</p>
<p>“De tudo ficam três coisas: / A certeza de que estamos sempre começando, / A certeza de que precisamos continuar, / A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. / Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo, / Da queda, um passo de dança, do medo uma escada, / Do sonho uma ponte, da procura um encontro.”</p>
<p>Sem dúvida, ao olhar para trás, temos um sentimento de gratidão por tudo de bom que aconteceu conosco. As vitórias conseguidas sozinho ou em família. Coisas que não dá para descrever, mas que foram sentidas e experimentadas.</p>
<p>Nesta época do ano, nossa fragilidade humana e nossa transitoriedade são acentuadas. Sabendo disso e de nosso temor pelas consequências de um mal feito, ou da incerteza do futuro, Jesus nos diz: “Eu fecho e ninguém abre, abro e ninguém fecha.”</p>
<p>Ele está dizendo: Vou fechar. Nada de mágoa, nem de ficar voltando o DVD de sua vida para rever o que não foi bom e se lamentar de novo. Esqueça o que se foi. Eu já perdoei e joguei fora o código de entrada. Você não tem mais acesso. Ele diz: “Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros” (Ez 36:25).</p>
<p>Mas Jesus também diz com Sua soberania: “Eu abro e ninguém fechará.” Talvez você que está lendo este devocional esteja aguardando a transição de 31 de dezembro para 1º de janeiro para Deus começar a agir. Como se Ele tivesse engatilhado milhões de pedidos que serão acionados no primeiro minuto de 2012.</p>
<p>Acredite: agora mesmo Ele está Se movimentando. Primeiro fechando, tirando do alcance da nossa vista o que podia ter sido e não foi: desapontamentos, amargura e erros que cometemos. Em segundo lugar, Ele também diz: “Vejam, estou fazendo uma coisa nova! [...] Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo” (Is 43:19).</p>
<p>Pense agora em alguma coisa importante para o seu futuro: saúde, emprego, entrar na universidade, passar num concurso, encontrar um companheiro para a vida&#8230; Para qual dessas coisas gostaria de ver Jesus abrindo uma porta? Por que não Lhe confiar nossos sonhos e planos?</p>
<hr width="730" />
<p>30 de dezembro Sexta<a name="30"></a></p>
<h4>Terminar É Melhor</h4>
<p><em>     <br />Terminar é melhor do que começar. Eclesiastes 7:8, A Bíblia Viva, nova edição</em></p>
<p>Pouco mais de um dia e algumas horas e 2011 terá ficado para trás. Muitos dirão: “Como o tempo passou!” E é claro que concordamos com as palavras de Salomão: “Terminar é melhor do que começar.” O fim da maratona é melhor do que seu começo, o fim da guerra é melhor do que seu início e, sem dúvida alguma, o fim da viagem, chegar de volta ao porto ou em casa, é bem melhor do que o começo.   <br />Salomão estava dizendo: entre o medo, o risco e a ansiedade do começo, melhor é a realização de terminar. A colheita traz mais realização do que a semeadura. Um livro lido, uma pintura terminada, a conclusão de seu curso universitário, de seu mestrado ou tese de doutorado – quanta satisfação trazem.</p>
<p>Na sua simplicidade e em poucas palavras, o verso de hoje nos ensina algumas lições:</p>
<p>Não se torture por aquilo que não deu certo. Quem sabe você esteja agora lamentando oportunidades que perdeu, aquilo que falou ou deixou de falar, o que fez ou deixou de fazer. “Se eu tivesse ido, ou tivesse ficado”; “Se eu pudesse voltar os ponteiros do relógio.”</p>
<p>Não é hora de pensar no que faltou para que chegasse aquele grau de satisfação que todos almejamos. Quem sabe com os elementos que você tinha à sua disposição no momento, escolheu o que parecia mais apropriado. Depois percebeu que deveria ter agido diferente. Essa percepção o ajudará da próxima vez.</p>
<p>Não tema o futuro. Quem sabe em 2011 você tenha passado por tempestades e está com medo do que 2012 possa lhe trazer. Que mudanças teriam que ocorrer com você para que sua vida valha a pena ser vivida? Melhorar seu casamento? Ser promovido no trabalho? Ver seus filhos tomarem decisões mais acertadas? Dentro dos seus sonhos e das suas expectativas, o que deveria ocorrer: a cura de alguma doença? Entrar na faculdade? Abandonar um vício? Ter perto de si o filho que está esperando há muito tempo? Vingar aquele relacionamento?</p>
<p>Podemos entrar no ano de 2012 com a certeza de estar sendo amparados pela graça de Deus.</p>
<p>A promessa é: “‘Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’” (Jr 29:11). Tome esse verso como uma promessa de que Deus o guiará em todos os momentos de sua vida no próximo ano.</p>
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<p>31 de dezembro Sábado<a name="31"></a></p>
<h4>A Última Oração da Bíblia</h4>
<p><em>     <br />A graça do Senhor Jesus seja com todos. Apocalipse 22:21</em></p>
<p>As últimas palavras de qualquer livro são escolhidas cuidadosamente pelo escritor. Depois de ter encantado os leitores com tudo o que disse e escreveu, que frase teria o autor para fechar o livro? Talvez algum desejo de que alguma coisa muito boa acompanhe o leitor ao longo de sua vida. João expressou isso em oito palavras: “A graça do Senhor Jesus seja com todos.”</p>
<p>Essa é a última oração da Bíblia, feita pelo último dos apóstolos. Há alguma razão pela qual Deus tenha colocado essa oração onde está? Ela foi proferida pelo homem que se reclinava sobre o peito de Jesus e que tinha experimentado a graça de Deus.</p>
<p>Depois de ter uma visão do que seria o mundo vindouro, João diz: “Vem, Senhor Jesus!” (v. 20). E acrescenta: “A graça do Senhor Jesus seja com todos.”</p>
<p>O pastor Brian Bill diz que para sermos aceitos pela graça de Deus não é necessário nos submetermos a nenhum exame ou prova, mas “quando estivermos diante de Deus, olharmos para trás e virmos o que fomos, o poço de onde fomos resgatados, e lembrarmos como era confusa nossa vida; quando nos lembrarmos como Deus nos alcançou e adotou em Sua família e como nos segurou com Sua mão; e quando virmos a Jesus, que Se deu a Si mesmo por nós, a única prova será quem de nós cantará mais alto ‘Preciosa graça que salvou um pecador que sou eu’”.</p>
<p>Aqueles que procuraram escrever sobre a graça, tentaram falar sobre ela, chamaram-na de maravilhosa, abundante, infinita e generosa. E é sob a proteção dessa graça que vamos estar no próximo ano. Nunca seremos capazes de esgotar o manancial de graça de Deus para tudo aquilo que necessitamos. Assim, não termine o ano sem ela e não comece o ano sem ela.</p>
<p>Vamos receber uma medida ilimitada para cada situação e cada desafio que cruzarmos no caminho.</p>
<p>Que cada palavra seja cheia de graça. Que nossa vida envie um raio de luz para todos os que entrarem em contato conosco.</p>
<p>“E eu disse ao homem que se achava à entrada do ano: ‘Dê-me uma luz, para que eu possa caminhar seguro para o desconhecido’, e ele respondeu: ‘Vá, adentre as trevas e ponha sua mão na mão de Deus. Isto lhe será melhor que a luz e mais seguro que uma estrada conhecida.’ Assim, avancei e, encontrando a mão de Deus, caminhei alegremente pela noite” (M. Luisa Haskins).</p>
<p>Que a graça de Deus esteja com você e o abrace em cada dia do novo ano.</p>
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		<title>Escola Sabatina 2011, Lição 12, 10 a 17 de Dezembro, Vivendo pelo Espírito</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 03:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[4 Trimestre]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Sabatina]]></category>
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<p><b>Sábado à tarde</b></p>
<p>Ano Bíblico: Tito</p>
<p><strong>VERSO PARA MEMORIZAR:</strong> <em>“Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne”</em> (Gl 5:16, NVI).</p>
<p><strong>Leituras da semana:</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#sabado">Gl 5:16-25</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#sabado">Dt 13:4, 5</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#sabado">Rm 7:14-24</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#sabado">Jr 7:9</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#sabado">Os 4:2</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#sabado">Mt 22:35-40</a></p>
<p>Um dos hinos cristãos mais amados é “Manancial de Toda Bênção” (<a href="http://www.cpb.com.br/produto-1145-hinario+adventista+do+setimo+dia+com+musica+e+cifras.html">Hinário Adventista</a>, 214), de Robert Robinson. No entanto, esse compositor nem sempre foi um homem de fé. A morte do pai o deixou irado, e ele caiu na depravação e embriaguez. Depois de ouvir o famoso pregador George Whitefield, Robinson entregou a vida ao Senhor, se tornou um pastor metodista e escreveu esse hino que, originalmente, incluía os versos: “Oh, à graça quão grande devedor/Diariamente estou constrangido a ser!/Que Tua bondade, como uma corrente, prenda a Ti meu coração errante”.</p>
<p>Incomodado com as palavras sobre o desvio do coração do cristão, alguém mudou as palavras dessa estrofe: “Inclinado a adorar, Senhor, eu o sinto, inclinado a amar ao Deus a quem eu sirvo”.</p>
<p>Apesar das boas intenções do editor, as palavras originais descrevem com precisão a luta cristã. Como cristãos, temos duas naturezas, a carnal e a espiritual, e elas estão em conflito. Conquanto nossa natureza pecaminosa sempre esteja “propensa” a se afastar de Deus, se estivermos dispostos a nos render ao Seu Espírito, não temos que ser escravizados aos desejos da carne. Essa é a essência da mensagem de Paulo nos textos da lição desta semana.</p>
<hr width="730" />
<p><b>Domingo<a name="domingo"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Filemon</p>
<h4>Andar no Espírito</h4>
<p><strong>1. Leia <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Gálatas 5:16</a>. O que o conceito de “andar” tem que ver com a vida de fé?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Dt 13:4, 5</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Rm 13:13</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Ef 4:1</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">17</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Cl 1:10</a></p>
<p>Andar é uma metáfora tirada do Antigo Testamento que se refere à maneira pela qual uma pessoa deveria se comportar. Paulo, que era judeu, muitas vezes fez uso dessa metáfora, em suas cartas, para descrever o tipo de conduta que deve caracterizar a vida cristã. O uso que ele fez dessa metáfora provavelmente estivesse ligado também ao primeiro nome a ser associado com a igreja primitiva. Antes que os seguidores de Jesus fossem chamados cristãos (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">At 11:26</a>), eles eram conhecidos simplesmente como seguidores do “Caminho” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Jo 14:6</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">At 22:4</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">24:14</a>). Isso sugere que, em uma época muito antiga, o cristianismo não era apenas um conjunto de crenças teológicas centralizadas em Jesus, mas era também um “caminho” de vida a ser “percorrido”.</p>
<p><strong>2. De que forma a metáfora de Paulo sobre andar era diferente daquela encontrada no Antigo Testamento?</strong> Compare <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Êx 16:4</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Lv 18:4</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Jr 44:23</a> com <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Gl 5:16</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">25</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Rm 8:4</a></p>
<p>A conduta no Antigo Testamento não era definida simplesmente como “andar”, porém mais especificamente como “andar na lei”. Halakhah é o termo legal que os judeus usavam para se referir às regras e regulamentos encontrados tanto na lei quanto nas tradições rabínicas de seus antepassados. Embora Halakhah normalmente seja traduzida como “lei judaica”, na verdade a palavra tem por base o termo hebraico para “andar” e significa literalmente “a maneira de andar”.</p>
<p>Os comentários de Paulo sobre “andar no Espírito” não são contrários à obediência à lei. Ele não sugeriu que os cristãos devem viver de uma forma que transgrida a lei. É importante repetir: Paulo não se opôs à lei nem à obediência à lei.</p>
<p>O que ele combateu foi a forma legalista pela qual a lei estava sendo mal utilizada. A obediência genuína que Deus deseja nunca poderá ser alcançada por obrigação exterior, mas apenas pela motivação interior produzida pelo Espírito (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#domingo">Gl 5:18</a>).</p>
<p>Como tem sido sua experiência de “andar no Espírito”? Como você faz isso? Que práticas em sua vida dificultam esse tipo de caminhada?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Segunda<a name="segunda"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Hb 1–3</p>
<h4>O conflito do cristão</h4>
<p><strong>3. “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.” Você tem experimentado a realidade difícil e dolorosa dessas palavras?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#segunda">Gl 5:17</a> (NVI); <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#segunda">Rm 7:14-24</a></p>
<p>A luta que Paulo descreveu não é a luta de todo ser humano. Ela se refere especificamente ao “cabo de guerra” interior que existe no cristão. Visto que os seres humanos nascem em harmonia com os desejos da carne (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#segunda">Rm 8:7</a>), é somente quando nascemos de novo pelo Espírito, que um conflito espiritual realmente começa a surgir (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#segunda">Jo 3:6</a>). Isso não significa que os não cristãos nunca experimentam conflitos morais; eles certamente os experimentam. Mas, mesmo esse conflito, em última análise, é resultado da atuação do Espírito. A luta do cristão, no entanto, assume nova dimensão, porque o cristão tem duas naturezas que estão em guerra uma com a outra: a carne e o Espírito.</p>
<p>Ao longo da história, os cristãos têm ansiado por alívio dessa luta. Alguns têm procurado pôr fim ao conflito se retirando da sociedade, enquanto outros têm afirmado que a natureza pecaminosa pode ser erradicada por algum ato da graça de Deus. Ambas as tentativas estão equivocadas. Embora certamente possamos subjugar os desejos da carne pelo poder do Espírito, o conflito continuará de várias formas, até que recebamos um novo corpo na segunda vinda de Jesus. Fugir da sociedade não ajuda porque, não importa aonde formos, levaremos a luta conosco até a morte ou a até a volta de Cristo.</p>
<p>Quando Paulo escreveu em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#segunda">Romanos 7</a> sobre o conflito interior nos cristãos como impedindo-os de fazer o que querem, ele estava enfatizando a total extensão desse conflito. Visto que possuímos duas naturezas, estamos literalmente nos dois lados da batalha ao mesmo tempo. Nossa natureza espiritual deseja o que é espiritual e detesta o que é carnal. Nossa natureza carnal, no entanto, anseia as coisas da carne e se opõe ao que é espiritual. Sendo que a mente convertida, por si mesma, é muito fraca para resistir à carne, a única esperança que temos de subjugar a carne é tomar uma decisão diária de nos colocarmos ao lado do Espírito contra nossa natureza pecaminosa. Por isso Paulo insistiu tanto em que os cristãos decidissem andar no Espírito.</p>
<p>Com base em sua experiência da batalha entre essas duas naturezas, que conselho você daria para um cristão que esteja tentando resolver essa luta interminável contra si mesmo?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Terça<a name="terca"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Hb 4–6</p>
<h4>As obras da carne</h4>
<p>Tendo introduzido o conflito que existe entre a carne e o Espírito, em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Gálatas 5:18-26</a>, Paulo discorreu sobre a natureza desse contraste, por meio de uma lista de vícios e virtudes éticas. A lista de vícios e virtudes era uma característica bem estabelecida tanto na literatura judaica quanto na greco-romana. Essas listas identificavam o comportamento a ser evitado e as virtudes a ser imitadas.</p>
<p><strong>4. Examine cuidadosamente as listas de vícios e virtudes nas passagens abaixo. Quais são as semelhanças e diferenças entre as listas de Paulo em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Gálatas 5:19-24</a> e as listas a seguir?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Jr 7:9</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Os 4:2</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Mc 7:21, 22</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">2Tm 3:2, 3</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">1Pe 4:3</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Ap 21:8</a></p>
<p>Embora Paulo estivesse bem consciente da lista de vícios e virtudes, existem diferenças significativas na maneira pela qual ele usou as duas listas em Gálatas. Em primeiro lugar, Paulo contrastou as duas listas, mas não se referiu a elas da mesma forma. Ele rotulou a lista dos vícios como “obras da carne” e a lista das virtudes como “fruto do Espírito”. Essa é uma distinção importante. Como James D. G. Dunn escreveu: “A carne exige, mas o Espírito produz. Enquanto uma lista respira uma ansiosa autoafirmação e frenética satisfação pessoal, a outra fala mais de preocupação pelos outros, serenidade, capacidade de recuperação e confiabilidade. Uma lista é caracterizada pela manipulação humana; a outra, pela capacitação divina ou pela atuação da graça, reforçando a ideia de que a transformação interior é a fonte da conduta responsável” (The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], p. 308).</p>
<p>A segunda diferença interessante entre as duas listas de Paulo é que a lista dos vícios é deliberadamente colocada no plural: “obras da carne”. “Fruto do Espírito”, no entanto, está no singular. Essa diferença pode sugerir que viver de acordo com a carne pode promover nada mais do que divisão, tumulto, discórdia e separação. Em contrapartida, viver no reino do Espírito produz o fruto do Espírito, que se manifesta em nove qualidades que promovem a unidade.</p>
<p>Nesse contexto, algumas pessoas afirmam que, seja qual for a crença de alguém acerca de Deus, isso realmente não importa, desde que a pessoa seja sincera. Nada poderia estar mais longe da verdade. A lista dos vícios, apresentada por Paulo, sugere o oposto: a crença pervertida sobre Deus leva a ideias distorcidas sobre o comportamento sexual, sobre religião e ética, resultando na degradação das relações humanas. Além disso, também podem levar à perda da vida eterna (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#terca">Gl 5:21</a>).</p>
<p>Examine a lista de “obras da carne”. Você considera cada uma delas como violação de um ou mais dos Dez Mandamentos?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Quarta<a name="quarta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Hb 7–9</p>
<h4>O fruto do Espírito (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">Gl 5:22-24</a>)</h4>
<p><strong>5. “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5:22, 23, NVI). Você acha que a obediência aos Dez Mandamentos reflete o fruto do Espírito, como está expresso nestes versos?</strong> Veja também <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">Mt 5:21, 22</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">27, 28</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">22:35-40</a></p>
<p>Os Dez Mandamentos não são uma alternativa ao amor; eles ajudam a nos guiar na maneira pela qual devemos demonstrar o amor a Deus e à humanidade. Por mais que possa transcender à letra da lei, o amor não está em conflito com a lei. A ideia de que o amor a Deus e ao próximo anula os Dez Mandamentos faz quase tanto sentido quanto dizer que o amor pela natureza anula a lei da gravidade.</p>
<p>Além disso, em contraste com as quinze palavras que descrevem as obras da carne, o fruto do Espírito é descrito em nove virtudes graciosas. Estudiosos acreditam que essas nove virtudes estão organizadas em três grupos de três, mas quase não há consenso sobre o significado da sua ordem. Alguns veem no número três uma implícita referência à Trindade; outros acreditam que os três trios refletem as maneiras pelas quais devemos nos relacionar com Deus, com o próximo e, finalmente, com nós mesmos. Outros veem a lista como, essencialmente uma descrição de Jesus. Embora cada um desses pontos de vista tenha algum mérito, não devemos ignorar o ponto mais significativo, que é a importância suprema que Paulo dá ao amor na vida cristã.</p>
<p>Não é acidental o fato de que o amor aparece como a primeira das nove virtudes na lista de Paulo. Ele já havia destacado o papel central do amor na vida cristã em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">Gálatas 5:6</a>, 13, e o tinha incluído em suas listas de virtudes em outros lugares (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">2Co 6:6</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">1Tm 4:12</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">6:11</a>;<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">2Tm 2:22</a>). Enquanto todas as outras virtudes aparecem também em fontes não cristãs, o amor é distintamente cristão. Tudo isso indica que o amor deve ser visto não apenas como uma virtude entre muitas, mas como a principal virtude cristã, que é a chave para todas as outras virtudes. O amor é o mais elevado fruto do Espírito (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">1Co 13:13</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">Rm 5:5</a>), e deve definir a vida e as atitudes de todo cristão (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quarta">Jo 13:34, 35</a>), por mais difícil que seja, às vezes, demonstrar amor.</p>
<p>Quanta abnegação está envolvida no amor? Você pode amar sem renunciar a si mesmo? O que Jesus nos ensina sobre amor e abnegação?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Quinta<a name="quinta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Hb 10, 11</p>
<h4>O caminho para a vitória</h4>
<p>Embora sempre aconteça um angustiante conflito entre a carne e o Espírito no coração de cada cristão, a vida cristã não precisa ser dominada pela derrota, fracasso e pecado.</p>
<p><strong>6. Segundo <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">Gálatas 5:16-26</a>, qual é a chave para ter uma vida em que o Espírito reine sobre a carne?</strong></p>
<p><a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">Gálatas 5:16-26</a> contém cinco verbos fundamentais que descrevem o tipo de vida na qual o Espírito reina. Em primeiro lugar, o cristão precisa “andar” no Espírito (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">v. 16</a>). O verbo grego é peripateo, que significa literalmente “passear” ou “seguir”. Os seguidores do famoso filósofo grego Aristóteles passaram a ser conhecidos como peripatéticos porque eles seguiam Aristóteles em todos os lugares aonde ele ia. O fato de que o verbo está no presente do indicativo significa que Paulo não estava falando de uma caminhada ocasional, mas de uma contínua experiência diária. Além disso, uma vez que a ordem também é para “andar” no Espírito, isso implica que andar no Espírito é uma escolha que temos que fazer diariamente.</p>
<p>O segundo verbo é “ser guiado” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">v. 18</a>). Isso sugere que também precisamos permitir que o Espírito nos guie aonde devemos ir (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">Rm 8:14</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">1Co 12:2</a>). Nossa tarefa não é liderar, mas seguir.</p>
<p>Os próximos dois verbos aparecem em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">Gálatas 5:25</a>. O primeiro é “viver” (zao em grego). Com o verbo “viver”, Paulo se referiu à experiência do novo nascimento, que deve marcar a vida de cada cristão. O uso que Paulo fez do tempo presente aponta para a experiência do novo nascimento, que deve ser renovada diariamente. Conforme o que Paulo escreveu, desde que vivemos pelo Espírito, também precisamos “andar” pelo Espírito. A palavra traduzida como “andar” é diferente da utilizada no <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">verso 16</a>. Aqui a palavra é stoicheo, um termo militar que significava literalmente “colocar em ordem”, “manter-se no mesmo passo”, ou “sujeitar-se”. A ideia aqui é de que o Espírito não apenas nos dá vida, mas também deve orientar diariamente nossa vida.</p>
<p>O verbo que Paulo usou no <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1242011.html#quinta">verso 24</a> é “crucificar”. Isso é um pouco chocante. Se devemos seguir o Espírito, precisamos tomar uma firme decisão de sacrificar os desejos da carne. Naturalmente, Paulo estava falando no sentido figurado. Crucificamos a carne alimentando nossa vida espiritual e matando de fome os desejos da carne.</p>
<p>Que mudanças e escolhas você deve fazer para alcançar as vitórias prometidas em Cristo, e que até hoje não conseguiu obter?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Sexta<a name="sexta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Hb 12, 13</p>
<h4>Estudo adicional</h4>
<p>A vida do cristão não é muito fácil. Ele tem duros conflitos a enfrentar. Tentações difíceis o assaltam. ‘A carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne’ (Gl 5:17, NVI). Quanto mais perto chegarmos do fim da história da Terra, mais ilusórios e sedutores serão os ataques do inimigo. Seus ataques se tornarão mais violentos e mais frequentes. Os que resistirem à luz e à verdade se tornarão mais endurecidos, insensíveis e mais severos contra os que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos (MS 33, 1911; Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.111).</p>
<p>“A influência do Espírito Santo é a vida de Cristo no coração. Não vemos Cristo nem falamos com Ele, mas o Espírito Santo está bem perto de nós tanto em um lugar como no outro. Ele atua em e através de todos os que recebem Cristo. Aqueles que conhecem a presença do Espírito no íntimo revelam os frutos do Espírito – amor, alegria, paz, longanimidade, mansidão, bondade e fé” (MS 41, 1897; Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.112).</p>
<p><strong>Perguntas para reflexão</strong>    <br />1. Pense mais na ideia de crucificar os desejos da carne. O que isso significa? Como podemos fazer isso? Com que frequência temos que fazer isso? Por que Paulo usou um verbo tão forte? O que o uso da palavra crucificar nos diz sobre quanto é difícil a batalha contra o eu?    <br />2. O esforço humano desempenha algum papel na produção do fruto do Espírito? O que sua experiência diz sobre esse papel?    <br />3. Paulo disse que os que praticam as obras da carne não herdarão o reino de Deus. Como você concilia essa declaração com o fato de que Paulo diz que somos salvos pela fé e não pelas obras?    <br />4. Em sua caminhada com o Senhor, qual é a maior luta que você enfrenta? Não é o pecado e sua influência sobre seu relacionamento com Deus? Qual é o cristão que ainda não sentiu a alienação, dúvida e desilusão, como resultado do pecado em sua vida, especialmente porque temos a promessa da vitória sobre o pecado? Devido a esse fato, no contexto da vitória sobre o pecado, por que devemos sempre lembrar que nossa salvação depende totalmente do que Jesus fez por nós?</p>
<p><strong>Resumo:</strong> Embora na vida de todos os cristãos exista um conflito entre os desejos da carne e os desejos do Espírito, a vida cristã não precisa ser condenada ao fracasso. Sendo que Cristo venceu o poder do pecado e da morte, o Espírito pode reinar na vida cristã, trazendo um suprimento diário da graça de Deus, que nos capacita a manter sob controle os desejos da carne.</p>
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		<title>Escola Sabatina 2011, Lição 11, 3 a 10 de Dezembro, Liberdade em Cristo</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 03:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
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<p><b>Sábado à tarde</b></p>
<p>Ano Bíblico: Ef 4–6</p>
<p><strong>VERSO PARA MEMORIZAR:</strong> <em>“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”</em> (Gl 5:13, NVI).</p>
<p><strong>Leituras da semana:</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">Gl 5:1-15</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">1Co 6:20</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">Rm 8:1</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">4</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">13:8</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">Hb 2:14, 15</a></p>
<p>Em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sabado">Gálatas 2:4</a>, Paulo mencionou resumidamente a importância de proteger a “liberdade” que temos em Cristo Jesus. Mas o que Paulo queria dizer quando falou de “liberdade”, como ele fazia com tanta frequência? O que essa liberdade abrange? Até que ponto vai essa liberdade? Será que ela tem limites? Qual é a ligação entre a liberdade em Cristo e a lei?</p>
<p>Paulo abordou essas questões advertindo os gálatas de dois perigos. O primeiro era o legalismo. Os oponentes de Paulo na Galácia estavam tão envolvidos tentando ganhar o favor de Deus por seu comportamento que perderam de vista a natureza libertadora da obra de Cristo e a salvação que já tinham em Cristo mediante a fé. O segundo perigo era a tendência de abusar da liberdade que Cristo comprou para nós, caindo na licenciosidade. Os que apoiavam esse ponto de vista erroneamente acreditavam que a liberdade era contrária à lei.</p>
<p>Tanto o legalismo quanto a licenciosidade são contrários à liberdade, porque eles igualmente mantêm seus adeptos em uma forma de escravidão. Porém, o apelo de Paulo aos gálatas foi que eles se mantivessem firmes na verdadeira liberdade que era sua legítima propriedade em Cristo.</p>
<hr width="730" />
<p><b>Domingo<a name="domingo"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Filipenses</p>
<h4>Cristo nos libertou</h4>
<p><strong><em>“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gl 5:1, NVI).</em></strong></p>
<p>Como a ordem de mobilização de um líder militar para suas tropas vacilantes, Paulo ordenou aos gálatas que não submetessem sua liberdade em Cristo.</p>
<p>A impetuosidade e a veemência do tom de Paulo fazem com que suas palavras quase saltem da página para a ação. Na verdade, isso parece ser exatamente o que Paulo pretendia. Embora esse verso esteja ligado tematicamente ao que vem antes e depois dele, a forma repentina pela qual ele ocorreu e a falta de ligações sintáticas em grego sugerem que Paulo queria que esse verso se destacasse como um gigantesco painel de propagandas. Liberdade em Cristo resume todo o raciocínio de Paulo, e os gálatas estavam em perigo de abandoná-la.</p>
<p><strong>1. Leia <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#domingo">Gálatas 1:3, 4</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#domingo">2:16</a> e <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#domingo">3:13</a>. Quais são algumas das metáforas usadas nesses versos? Como essas figuras nos ajudam a entender o que Cristo fez por nós?</strong></p>
<p>As palavras de Paulo, “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5: 1, NVI), podem sugerir que ele tivesse outra metáfora em mente. A redação dessa frase é similar à fórmula utilizada na sagrada libertação (alforria) de escravos. Pelo fato de que os escravos não tinham direitos legais, havia a crença de que uma divindade poderia comprar sua liberdade, e em compensação, o escravo, embora realmente livre, pertenceria legalmente ao deus. Evidentemente, na prática o processo era fictício; era o escravo que entregava o dinheiro à tesouraria do templo para obter sua liberdade. Considere, por exemplo, a fórmula utilizada em uma das quase mil inscrições encontradas no templo da sacerdotisa de Apolo, em Delfos, que datam de 201 a.C a 100 d.C: “Para a liberdade, Apolo, o deus do templo de Delfos, comprou de Sosibus de Amfissa uma escrava cujo nome é Niceia&#8230; No entanto, em troca da liberdade, Niceia, a escrava adquirida, se dedicou a Apolo” (Ben Witherington III, Grace in Galatia [Graça na Galácia], Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1998, p. 340).</p>
<p>Essa fórmula compartilha uma semelhança fundamental com as palavras de Paulo, mas há uma diferença básica. Na metáfora de Paulo, nenhuma ficção está envolvida. Nós não pagamos o preço da compra (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#domingo">1Co 6:20</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#domingo">7:23</a>). O preço era alto demais para nós. Éramos impotentes para alcançar por nós mesmos a salvação, mas Jesus entrou em ação e fez por nós o que não poderíamos ter feito (pelo menos não poderíamos, sem perder a vida). Ele pagou a penalidade pelos nossos pecados, assim nos libertando da condenação.</p>
<p>Considere sua vida. Você já pensou que poderia salvar a si mesmo? Quanto devemos ser gratos pelo que recebemos em Jesus?</p>
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<p><b>Segunda<a name="segunda"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Colossenses</p>
<h4>A natureza da liberdade cristã</h4>
<p>A ordem de Paulo para que os gálatas permanecessem firmes na liberdade não foi feita isoladamente. A afirmação de um fato importante a precede: “Cristo nos libertou”. Por que os cristãos deviam ficar firmes em sua liberdade? Porque Cristo já os havia libertado. Em outras palavras, nossa liberdade é o resultado do que Cristo já fez por nós.</p>
<p>Esse padrão de afirmação de um fato seguida por uma exortação é típico nas cartas de Paulo (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">1Co 6:20</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">10:13, 14</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">Cl 2:6</a>). Por exemplo, em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">Romanos 6</a>, Paulo fez várias declarações indicativas da nossa condição em Cristo, como esta: “Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Ele” (Rm 6:6, NVI). Com base neste fato, Paulo pôde então anunciar a exortação imperativa: “Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais” (Rm 6:12, NVI). Esta era a maneira de Paulo dizer, essencialmente: “Torne-se o que você já é em Cristo”. A vida ética do evangelho não apresenta a responsabilidade de ter que tentar fazer coisas a fim de provar que somos filhos de Deus. Ao contrário, fazemos coisas porque já somos Seus filhos.</p>
<p><strong>2. Do que Cristo nos libertou?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">Rm 6:14</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">18</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">8:1</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">Gl 4:3</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">8</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">5:1</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">Hb 2:14, 15</a></p>
<p>O uso da palavra liberdade para descrever a vida cristã é mais destacado nas cartas de Paulo do que em qualquer outro lugar no Novo Testamento. A palavra liberdade e seus cognatos ocorrem 28 vezes nas cartas de Paulo, em contraste com apenas 13 vezes em outros lugares.</p>
<p>O que Paulo quis dizer por liberdade? Em primeiro lugar, não se trata de um mero conceito abstrato. Não se refere à liberdade política, liberdade econômica, nem à liberdade de viver da maneira que nos agrade. Ao contrário, é uma liberdade fundamentada em nossa relação com Jesus Cristo. O contexto sugere que Paulo estava se referindo à liberdade da escravidão e da condenação de um cristianismo fundamentado na lei, mas nossa liberdade inclui muito mais. Ela inclui libertação do pecado, da morte eterna e do diabo.</p>
<p>“Fora de Jesus Cristo, a existência humana é caracterizada como escravidão: da lei, dos elementos do mal que dominam o mundo, do pecado, da carne e do diabo. Deus enviou Seu Filho ao mundo para quebrar o domínio desses senhores de escravos” (Timothy George, Galatians, p. 354).</p>
<p>Você se sente escravizado por alguma coisa? Memorize <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#segunda">Gálatas 5:1</a> e peça a Deus que torne real em sua vida a liberdade que você tem em Cristo.</p>
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<p><b>Terça<a name="terca"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 1Tessalonicenses</p>
<h4>As perigosas consequências do legalismo (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#terca">Gl 5:2-12</a>)</h4>
<p>Aforma pela qual Paulo introduziu <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#terca">Gálatas 5:2-12</a> indica a importância do que ele estava prestes a dizer. “Prestem atenção!” (NTLH), “Ouçam bem” (NVI), “Eis que eu, Paulo, vos digo” (RC). Paulo não estava brincando. Pelo uso vigoroso das palavras “Prestem atenção”, ele não somente pediu toda a atenção de seus leitores, mas ainda lembrou sua autoridade apostólica. Ele queria que eles entendessem que, se os gentios se submetessem à circuncisão para ser salvos, os gálatas precisavam entender as consequências perigosas envolvidas em sua decisão.</p>
<p><strong>3. Leia <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#terca">Gálatas 5:2-12</a>. Qual foi a advertência de Paulo sobre a questão da circuncisão?</strong></p>
<p>As primeiras consequências de tentar ganhar o favor de Deus submetendo-se à circuncisão era que isso obrigava a pessoa a guardar toda a lei. A linguagem de Paulo nos <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#terca">versos 2 e 3</a> inclui um interessante jogo de palavras. Cristo, disse ele, não lhes traria proveito (ophelesei); ao contrário, eles seriam obrigados (opheiletes) a cumprir a lei. Se uma pessoa quisesse viver de acordo com a lei, não poderia simplesmente escolher cuidadosamente os preceitos que desejava seguir. Era tudo ou nada.</p>
<p>Em segundo lugar, eles seriam “separados” de Cristo. A decisão de ser justificado pelas obras envolvia ao mesmo tempo uma rejeição do caminho de Deus para justificação em Cristo. “Você não pode obtê-la pelos dois caminhos. É impossível receber Cristo, reconhecendo assim que você não pode salvar a si mesmo, e depois receber a circuncisão, dizendo assim que você pode” (John R. W. Stott, The Message of Galatians [A Mensagem de Gálatas], Leicester, Inglaterra: InterVarsity Press, 1968, p. 133).</p>
<p>A terceira objeção de Paulo à circuncisão era que ela prejudicava o crescimento espiritual. Ele fez uma analogia de um corredor cujo progresso em direção à linha de chegada havia sido deliberadamente sabotado. Na verdade, a palavra traduzida como “impediu” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#terca">v. 7</a>) era usada nos círculos militares para se referir à ação de “quebrar uma estrada, destruir uma ponte ou colocar obstáculos no caminho de um inimigo para deter seu avanço” (The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 978).</p>
<p>Finalmente, a circuncisão removia o escândalo da cruz. Como? A mensagem da circuncisão significava que a pessoa podia salvar a si mesma. Dessa forma, ela era lisonjeira para o orgulho humano. A mensagem da cruz, no entanto, era vergonhosa ao orgulho humano, porque o ser humano tinha que reconhecer sua total dependência de Cristo.</p>
<p>Paulo ficou tão indignado com essas pessoas por sua insistência sobre a circuncisão que disse que desejava que eles se castrassem com uma faca! Palavras fortes, mas o tom de Paulo simplesmente refletia a seriedade com que ele encarava essa questão.</p>
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<p><b>Quarta<a name="quarta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 2Tessalonicenses</p>
<h4>Liberdade, não libertinagem (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">Gl 5:13</a>)</h4>
<p><a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">Gálatas 5:13</a> marca uma mudança nesse livro. Ao passo que até esse ponto Paulo se havia concentrado no conteúdo teológico, ele então se voltou para a questão do comportamento cristão.</p>
<p><strong>4. Que possível abuso da liberdade Paulo queria evitar que os gálatas cometessem?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">Gl 5:13</a></p>
<p>Paulo estava plenamente consciente dos potenciais equívocos que acompanhavam sua ênfase na graça e na liberdade que os cristãos têm em Cristo (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">Rm 3:8</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">6:1, 2</a>). O problema, entretanto, não era o evangelho de Paulo, mas a tendência humana de ceder às próprias inclinações. As páginas da história estão repletas de relatos sobre pessoas, cidades e nações cuja corrupção e declínio ao caos moral estavam diretamente relacionados à sua falta de domínio próprio. Quem já não sentiu essa tendência na própria vida? Foi por isso que Paulo apelou tão claramente aos seguidores de Jesus para que evitassem satisfazer a vontade da carne. Na verdade, ele queria que eles fizesem o contário, como está no <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">verso 13</a>: “Sirvam uns aos outros mediante o amor” (NVI). Toda pessoa que serve aos outros por amor sabe que isso é algo que só pode ser feito mediante a morte para o eu e para a carne. Os que se entregam aos desejos da própria carne não são os que tendem a servir aos outros. O que ocorre é o contrário.</p>
<p>Assim, nossa liberdade em Cristo não é meramente uma libertação da escravidão do mundo, mas um chamado para um novo tipo de serviço, a responsabilidade de servir aos outros por amor. É “a oportunidade de amar o próximo sem obstáculos, a possibilidade de criar comunidades humanas com base na mútua doação e não na busca de poder e status” (Sam K. Williams, Galatians, Nashville, Tennessee: Abingdon Press, 1997, p. 145).</p>
<p>Devido à nossa familiaridade com o cristianismo e o estilo da linguagem das traduções modernas de <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">Gálatas 5:13</a>, é fácil ignorar o poder surpreendente que essas palavras devem ter transmitido aos gálatas. Em primeiro lugar, na língua grega, essas palavras indicam que o amor que motiva esse tipo de serviço não é o amor humano comum – isso seria impossível; o amor humano é muito condicional. Em segundo lugar, o uso que Paulo fez do artigo “o” (NVI) antes da palavra amor em grego, indica que ele estava se referindo ao amor divino, que recebemos unicamente através do Espírito (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quarta">Rm 5:5</a>). A verdadeira surpresa está no fato de que a palavra traduzida por “servir” é a palavra grega para “ser escravizado”. Nossa liberdade não é para a autonomia própria, mas para a escravidão mútua de uns para com os outros, baseada no amor de Deus.</p>
<p>Seja sincero: você já pensou que poderia usar a liberdade que tem em Cristo para tolerar um pouquinho de pecado aqui e ali? O que há de tão ruim com esse tipo de pensamento?</p>
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<p><b>Quinta<a name="quinta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 1Timóteo</p>
<h4>Cumprindo toda a lei (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Gl 5:13-15</a>)</h4>
<p><strong>5. Como você concilia os comentários negativos de Paulo sobre “guardar toda a lei” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Gl 5:3</a>) com sua afirmação positiva de que “toda a lei se cumpre” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Gl 5:14</a>)?</strong> Compare <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Rm 10:5</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Gl 3:10</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">12</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">5:3</a> com <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Rm 8:4</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">13:8</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Gl 5:14</a></p>
<p>Muitos têm visto o contraste entre os comentários negativos de Paulo sobre “guardar (poiêsai, em grego) toda a lei” e suas afirmações positivas de que “toda a lei se cumpre (plêroutai em grego)” como paradoxal. Mas de fato não são. A solução está no fato de que Paulo, intencionalmente, usou cada frase para fazer uma importante distinção entre duas formas diferentes de definir o comportamento cristão em relação à lei. Por exemplo, é significativo que, quando Paulo se referiu positivamente à observância cristã da lei, ele nunca descreveu isso como “guardar a lei”. Ele reservou essa frase para se referir exclusivamente ao comportamento equivocado dos que viviam sob a lei e tentavam obter a aprovação de Deus “guardando” o que a lei ordena.</p>
<p>Isso não significa que os que encontravam a salvação em Cristo não obedeciam à lei. Nada poderia estar mais longe da verdade. Paulo disse que eles “cumpriam” a lei. Ele quis dizer que o verdadeiro comportamento cristão é muito mais do que a obediência exterior de apenas “guardar” a lei; é “cumprir” a lei. Paulo usou a palavra cumprir, porque ela vai muito além de simplesmente “fazer”. Esse tipo de obediência está enraizado em Jesus (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Mt 5:17</a>). Não é um abandono da lei, nem uma redução da lei para o amor apenas, mas é uma forma pela qual o cristão pode experimentar a verdadeira intenção e significado de toda a lei!</p>
<p><strong>6. De acordo com Paulo, onde encontramos o pleno significado da lei?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Lv 19:18</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Mc 12:31</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">33</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Mt 19:19</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Rm 13:9</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Tg 2:8</a></p>
<p>Embora fosse uma citação de Levítico, a declaração de Paulo em Gálatas está, em última análise, enraizada no uso que Jesus fez de<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Levítico 19:18</a>. Jesus, porém, não foi o único mestre judeu a se referir a <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Levítico 19:18</a> como o resumo de toda a lei. O rabino Hillel, que viveu aproximadamente uma geração antes de Jesus, disse: “O que é detestável a você, não faça ao seu próximo; essa é toda a lei”. Mas a perspectiva de Jesus foi radicalmente diferente (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#quinta">Mt 7:12</a>). Ela não apenas foi mais positiva, mas também demonstrou que a lei e o amor não são incompatíveis. Sem amor, a lei é vazia e fria; sem lei, o amor não tem sentido.</p>
<p>O que é mais fácil, e por quê: amar os outros, ou simplesmente obedecer aos Dez Mandamentos? Comente com a classe.</p>
<hr width="730" />
<p><b>Sexta<a name="sexta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 2Timóteo</p>
<h4>Estudo adicional</h4>
<p>A fé genuína sempre atua por amor. Quando você olha para o Calvário, não é para acalmar seu coração na não realização do dever, nem para se acomodar para dormir, mas para cultivar fé em Jesus, fé que atua purificando a pessoa da lama do egoísmo. Quando nos apegamos a Cristo pela fé, nosso trabalho apenas começou. Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos que precisam ser superados por meio de combate vigoroso. É necessário que toda pessoa trave a batalha da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser difícil de lidar, não pode ser insensível nem destituído de simpatia. Não pode ser grosseiro em sua maneira de falar. Não pode ser cheio de arrogância nem ter excesso de autoestima. Não pode ser dominador, nem pode usar palavras ásperas, nem censurar e condenar.</p>
<p>“A obra do amor brota da obra da fé. A religião da Bíblia significa trabalho constante. ‘Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos Céus’ (Mt 5:16, NVI). ‘Ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dEle’    <br />(Fp 2:12, 13, NVI). Devemos ser um povo ‘zeloso de boas obras’; ‘sejam solícitos na prática de boas obras’ (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sexta">Tt 2:14</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sexta">3:8</a>). E a Testemunha fiel diz: ‘Conheço as tuas obras’ (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sexta">Ap 2:2</a>).</p>
<p>“Embora seja verdade que nossas intensas atividades, por si mesmas, não garantem a salvação, também é verdade que a fé que nos une a Cristo motiva a pessoa à atividade” (MS 16, 1890; Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.111).</p>
<p><strong>Perguntas para reflexão</strong>     <br />1. Examine as respostas dos alunos à última pergunta da lição de quinta-feira. Qual foi a opção que a maioria das pessoas achou mais fácil? Por quê? Seja sincero: o que significa cumprir a lei?     <br />2. Paulo disse que a fé “atua” pelo amor (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sexta">Gl 5:6</a>). O que ele quis dizer?     <br />3. Examine a ideia de tentar usar sua liberdade em Cristo para se entregar ao pecado. Por que isso é tão fácil de fazer? Quando, porém, as pessoas pensam dessa forma, em qual armadilha estão caindo? (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1142011.html#sexta">1Jo 3:8</a>).</p>
<p><strong>Resumo:</strong> Liberdade é uma das palavras favoritas de Paulo para definir o evangelho. Ela inclui tanto o que Cristo fez por nós, ao nos libertar da escravidão do mundo, quanto a maneira pela qual somos chamados a viver o cristianismo. Precisamos ter cuidado, porém, para que nossa liberdade não se torne vítima do legalismo nem da libertinagem. Cristo não nos libertou para que servíssemos a nós mesmos, mas para que entregássemos a vida no ministério aos nossos semelhantes.</p>
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		<title>Escola Sabatina 2011, Lição 10, 26 de Novembro a 3 de Dezembro, As duas alianças</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 03:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Alvarenga</dc:creator>
				<category><![CDATA[2011]]></category>
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<a href='http://www.pulpitovirtual.com/escola-sabatina-2011-licao-10-26-de-novembro-a-3-de-dezembro-as-duas-aliancas/la1042011-jpg' title='la1042011.jpg'><img width="150" height="133" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2011/12/la1042011-150x133.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="la1042011.jpg" title="la1042011.jpg" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="la1042011" border="0" alt="la1042011" src="http://www.pulpitovirtual.com/wp-content/uploads/2011/12/la1042011.jpg" width="372" height="133" /></p>
<p><b>Sábado à tarde</b></p>
<p>Ano Bíblico: 2Co:1–4</p>
<p><strong>VERSO PARA MEMORIZAR:</strong> <em>“Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe”</em> (Gl 4:26).</p>
<p><strong>Leituras da semana:</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">Gl 4:21-31</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">Gn 1:28</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">2:2, 3</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">3:15</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">15:1-6</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">Êx 6:2-8</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sabado">19:3-6</a></p>
<p>Cristãos que rejeitam a autoridade do Antigo Testamento muitas vezes veem a promulgação da lei no Sinai como incompatível com o evangelho. Concluem que a aliança apresentada no Sinai representa uma época, uma dispensação, de um tempo na história humana em que a salvação tinha por base a obediência à lei. Mas pelo fato de que as pessoas não viveram à altura das exigências da lei, Deus (na opinião deles) anunciou uma nova aliança, a aliança da graça através dos méritos de Jesus Cristo. Este, então, é o seu entendimento das duas alianças: a antiga, com base na lei, e a nova, fundamentada na graça.</p>
<p>Por mais comum que essa visão possa ser, ela está errada. A salvação nunca foi pela obediência à lei. Desde o início, o judaísmo bíblico sempre foi uma religião de graça. O legalismo que Paulo estava enfrentando na Galácia era uma perversão, não apenas do cristianismo, mas do próprio Antigo Testamento. As duas alianças não são questões de tempo; em lugar disso, elas são um reflexo das atitudes humanas e representam duas formas diferentes de tentar se relacionar com Deus, formas que remontam a Caim e Abel. A antiga aliança representa os que, como Caim, equivocadamente confiam na própria obediência como meio de agradar a Deus. Em contrapartida, a nova aliança representa a experiência dos que, como Abel, dependem inteiramente da graça de Deus para realizar tudo o que Ele prometeu.</p>
<hr width="730" />
<p><b>Domingo<a name="domingo"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 2Co:5–7</p>
<h4>Princípios da aliança</h4>
<p>Muitos consideram a interpretação de Paulo sobre a história de Israel em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Gálatas 4:21-31</a> como a passagem mais difícil em sua carta. Isso porque ela apresenta um argumento extremamente complexo, que exige amplo conhecimento das pessoas e eventos do Antigo Testamento. O primeiro passo para dar sentido a essa passagem é ter um entendimento básico de um conceito do Antigo Testamento que é central para o argumento de Paulo: o conceito da aliança.</p>
<p>A palavra hebraica traduzida por “aliança” é berit. Ela ocorre quase trezentas vezes no Antigo Testamento e se refere a um contrato obrigatório, um acordo ou um tratado. Por milhares de anos, as alianças desempenharam um papel fundamental na definição das relações entre pessoas e nações do antigo Oriente Próximo. Alianças muitas vezes envolviam o sacrifício de animais, como parte do processo de fazer uma aliança (literalmente “cortar”). A matança de animais simbolizava o que aconteceria a uma das partes, caso falhasse em cumprir as promessas e obrigações da aliança.</p>
<p>“De Adão a Jesus, Deus Se relacionou com a humanidade por meio de uma série de promessas da aliança que estavam centralizadas em um futuro Redentor, e que culminaram na aliança davídica (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Gn 12:2, 3</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">2Sm 7:12-17</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Is 11</a>). Para Israel no cativeiro babilônico Deus prometeu uma “nova aliança” mais eficaz (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Jr 31:31-34</a>) em conexão com a vinda do Messias davídico” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Ez 36:26-28</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">37:22-28</a>; Hans K. LaRondelle, Our Creator Redeemer [Nosso Criador e Redentor], Berrien Springs, Michigan: Andrews University Press, 2005, p. 4).</p>
<p><strong>1. Qual foi a base da aliança original de Deus com Adão no Jardim do Éden antes do pecado?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Gn 1:28</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">2:2, 3</a>, <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">15-17</a></p>
<p>Embora o casamento, o trabalho físico, e o sábado fizessem parte das provisões gerais da aliança da criação, seu foco principal era o mandamento de Deus de não comer o fruto proibido. A natureza básica da aliança era “obedecer e viver!”. Com uma natureza criada em harmonia com Deus, o Senhor não exigia o impossível. A obediência era a inclinação natural da humanidade. No entanto, Adão e Eva escolheram fazer o que não era natural e, nesse ato, não apenas romperam a aliança da criação, mas tornaram impossível o cumprimento de seus termos para os seres humanos, então corrompidos pelo pecado. Deus precisou encontrar uma forma de restaurar o relacionamento que Adão e Eva haviam perdido. Ele fez isso iniciando imediatamente uma aliança de graça, com base na promessa de um Salvador (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Gn 3:15</a>).</p>
<p><strong>2. Leia <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#domingo">Gênesis 3:15</a>, a primeira promessa evangélica na Bíblia. Onde, nesse verso, você percebe a ideia da esperança que temos em Cristo?</strong></p>
<hr width="730" />
<p><b>Segunda<a name="segunda"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 2Co:8–10</p>
<h4>A aliança abraâmica</h4>
<p><strong>3. Que promessas da aliança Deus fez a Abrão em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Gênesis 12:1-5</a>? Qual foi a resposta de Abrão?</strong></p>
<p>As promessas iniciais de Deus para Abrão formam uma das passagens mais poderosas do Antigo Testamento. Esses versos são todos sobre a graça de Deus. Foi o Senhor, não Abrão, que fez as promessas. Abrão não havia feito nada para obter ou merecer o favor de Deus, nem existe ali nenhuma indicação que sugira que Deus e Abrão de alguma forma trabalharam juntos para chegar a esse acordo. Deus fez todas as promessas. Abrão, em contrapartida, foi chamado a exercer fé na certeza da promessa de Deus, não uma pretensa e frágil “fé”, mas uma fé que se manifestou quando ele (com 75 anos de idade) deixou seus familiares e se dirigiu à terra que Deus havia prometido.</p>
<p>“Com a ‘bênção’ pronunciada sobre Abraão e, através dele, a todos os seres humanos, o Criador renovou Seu propósito redentor. Ele havia ‘abençoado’ Adão e Eva no paraíso (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Gn 1:28</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">5:2</a>) e depois ‘abençoou Deus a Noé e a seus filhos’ após o Dilúvio (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">9:1</a>). Dessa forma, Deus tornou clara Sua promessa anterior de um Redentor que iria redimir a humanidade, destruir o mal e restaurar o paraíso (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Gn 3:15</a>). Deus confirmou Sua promessa de abençoar ‘todos os povos’ em Sua obra universal de proclamação do evangelho” (Hans K. LaRondelle, Our Creator Redeemer, p. 22, 23).</p>
<p><strong>4. Após dez anos de espera pelo nascimento do filho prometido, que perguntas Abrão tinha sobre a promessa de Deus?</strong><a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Gn 15:1-6</a></p>
<p>Abrão acreditou, mas também teve dúvidas ao longo do caminho. Sua fé foi crescente. Como o pai do relato de <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Marcos 9:24</a>, Abrão basicamente disse a Deus em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Gênesis 15:8</a>: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!”. Em resposta, Deus graciosamente assegurou a Abrão sobre a certeza da Sua promessa, ao entrar numa aliança formal com ele (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#segunda">Gn 15:7-18</a>). O que torna essa passagem tão surpreendente não é o fato de que Deus tivesse entrado em uma aliança com Abrão, mas o quanto Ele estava disposto a ceder para realizá-la. Ao contrário de outros governantes do antigo Oriente Próximo, que rejeitavam a ideia de fazer promessas obrigatórias com seus servos, Deus não apenas deu Sua palavra, mas, simbolicamente, passando por entre os pedaços dos animais sacrificados, colocou em risco Sua própria vida nesse pacto. Jesus, no fim das contas, deu a vida para tornar Sua promessa uma realidade.</p>
<p>Quais são algumas áreas nas quais você deve estender a mão pela fé e crer no que parece impossível? Como você pode aprender a se manter firme, não importando o que aconteça?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Terça<a name="terca"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: 2Co:11–13</p>
<h4>Abraão, Sara e Hagar</h4>
<p><strong>5. Por que Paulo tinha uma visão tão depreciativa do incidente com Hagar? Que ponto crucial sobre a salvação foi apresentado através dessa história do Antigo Testamento?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">Gl 4:21-31</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">Gn 16</a></p>
<p>Olugar de Hagar na história de Gênesis está diretamente relacionado ao fato de Abrão ter deixado de crer na promessa de Deus. Como uma escrava egípcia na casa de Abrão, Hagar provavelmente tivesse se tornado propriedade de Abrão como uma das muitas dádivas que Faraó deu a ele em troca de Sarai. O evento está associado com o primeiro ato de incredulidade de Abrão quanto à promessa de Deus (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">Gn 12:11-16</a>).</p>
<p>Depois de esperar dez anos pelo nascimento do filho prometido, Abrão e Sarai permaneciam sem filhos. Concluindo que Deus precisava da ajuda deles, Sarai deu Hagar a Abrão como concubina. Se bem que estranho para nós hoje, o plano de Sarai foi bastante engenhoso. De acordo com os costumes antigos, uma escrava poderia servir legalmente como mãe de aluguel para sua patroa estéril. Assim, Sarai podia considerar como dela própria qualquer criança nascida de seu marido e Hagar. Embora o plano tenha gerado uma criança, não se tratava do filho que Deus havia prometido.</p>
<p>Nessa história, temos um poderoso exemplo de como mesmo um grande homem de Deus falhou em sua fé quando enfrentou circunstâncias assustadoras. Em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">Gênesis 17:18, 19</a>, Abraão pediu a Deus que aceitasse Ismael como seu herdeiro. O Senhor, naturalmente, rejeitou essa oferta. O único elemento “miraculoso” no nascimento de Ismael foi a disposição de Sarai para compartilhar seu marido com outra mulher! Não houve nada fora do normal com relação ao nascimento de uma criança para essa mulher, uma criança nascida “segundo a carne”. Tivesse Abrão confiado no que Deus lhe havia prometido, em vez de permitir que as circunstâncias dominassem essa confiança, nada disso teria acontecido, e muito sofrimento teria sido evitado.</p>
<p><strong>6. Em contraste com o nascimento de Ismael, considere as circunstâncias que envolveram o nascimento de Isaque. Por que essas circunstâncias exigiram tanta fé por parte de Abraão e Sara?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">Gn 17:15-19</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">18:10-13</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#terca">Hb 11:11, 12</a></p>
<p>De que forma sua falta de fé nas promessas de Deus tem lhe causado sofrimento? Como você pode aprender com esses erros e confiar na Palavra de Deus, não importando o que aconteça? Que escolhas podem ajudar você a fortalecer sua capacidade de confiar nas promessas de Deus?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Quarta<a name="quarta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Gl:1–3</p>
<h4>Hagar e o Monte Sinai (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Gl 4:21-31</a>)</h4>
<p><strong>7. Que tipo de relação de aliança Deus desejava estabelecer com Seu povo no Sinai? Quais são as semelhanças entre essa aliança e a promessa de Deus a Abraão?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Êx 6:2-8</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">19:3-6</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Dt 32:10-12</a></p>
<p>Deus queria partilhar com os filhos de Israel no Sinai a mesma relação de aliança que havia compartilhado com Abraão. De fato, existem semelhanças entre as palavras de Deus em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Gênesis 12:1-3</a> e Suas palavras a Moisés em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Êxodo 19</a>. Em ambos os casos, Deus enfatizou o que Ele faria por Seu povo. Ele não pediu que os israelitas prometessem fazer qualquer coisa para obter Suas bênçãos; em vez disso, eles deviam obedecer como uma resposta a essas bênçãos. As palavras hebraicas traduzidas como “obedecer” e “guardar” em <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Êxodo 19:5</a>, literalmente significam “ouvir”. Essas palavras de Deus não implicam em justiça pelas obras. Pelo contrário, Ele queria que Israel tivesse a mesma fé que caracterizava a resposta de Abraão a Suas promessas (pelo menos na maior parte do tempo!).</p>
<p><strong>8. Se a relação de aliança que Deus ofereceu a Israel no Sinai é similar àquela dada a Abraão, por que Paulo identificou o Monte Sinai com a experiência negativa de Hagar?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Êx 19:7-25</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Hb 8:6, 7</a></p>
<p>A aliança no Sinai foi destinada a apontar a pecaminosidade da humanidade e o remédio da graça abundante de Deus, simbolizada nas cerimônias do santuário. O problema com a aliança do Sinai não estava com Deus, mas com as promessas defeituosas do povo (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Hb 8:6</a>). Em vez de responder às promessas de Deus com humildade e fé, os israelitas responderam com autoconfiança. “Tudo o que o Senhor falou faremos” (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quarta">Êx 19:8</a>). Depois de viver como escravos no Egito por mais de 400 anos, eles não tinham uma concepção verdadeira da majestade de Deus nem da extensão de sua própria pecaminosidade. Da mesma forma que Abraão e Sara tentaram ajudar Deus a cumprir Suas promessas, os israelitas procuraram transformar a aliança da graça de Deus em uma aliança de obras. Hagar simboliza o Sinai, no sentido de que ambos revelam tentativas humanas de salvação pelas obras.</p>
<p>Paulo não afirma que a lei dada no Sinai era ruim, tampouco que havia sido abolida. Ele estava preocupado com o equívoco legalista dos gálatas em relação à lei. “Em vez de servir para convencê-los da absoluta impossibilidade de agradar a Deus pela guarda da lei, a lei alimentava neles uma determinação profundamente arraigada de depender de recursos pessoais a fim de agradar a Deus. Assim, a lei não servia ao propósito da graça de conduzir os judaizantes a Cristo. Em vez disso, ela os separava de Cristo” (O. Palmer Robertson, The Christ of the Covenants [O Cristo das Alianças], Phillipsburg, New Jersey, Presbyterian and Reformed Publishing Co., 1980, p. 181).</p>
<hr width="730" />
<p><b>Quinta<a name="quinta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Gl:4–6</p>
<h4>Ismael e Isaque hoje</h4>
<p>O breve esboço que Paulo fez da história de Israel se destinava a combater os argumentos apresentados pelos seus adversários, que afirmavam que eram os verdadeiros descendentes de Abraão e que Jerusalém – o centro do cristianismo judaico e da lei – era sua mãe. Os gentios, conforme a acusação deles, eram ilegítimos. Se eles quisessem se tornar verdadeiros seguidores de Cristo, deviam primeiramente se tornar filhos de Abraão, submetendo-se à lei da circuncisão.</p>
<p>A verdade, Paulo disse, é o oposto. Esses legalistas não eram os filhos de Abraão, mas eram filhos ilegítimos, como Ismael. Ao colocar sua confiança na circuncisão, eles estavam confiando “na carne”, como Sara fez com Hagar e como os israelitas fizeram com a lei de Deus no Sinai. Os cristãos gentios, no entanto, eram filhos de Abraão não pela descendência natural, mas, como Isaque, pela linhagem sobrenatural. “Como Isaque, eles eram um cumprimento da promessa feita a Abraão&#8230; Como Isaque, seu nascimento na liberdade era o efeito da graça divina; como Isaque, eles pertenciam à coluna da aliança da promessa” (James D. G. Dunn, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Londres: Hendrickson Publishers, 1993, p. 256).</p>
<p><strong>9. O que os verdadeiros descendentes de Abraão enfrentarão neste mundo?</strong> <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quinta">Gl 4:28-31</a>; <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quinta">Gn 21:8-12</a></p>
<p>Ser o filho prometido trouxe a Isaque não somente bênçãos, mas também oposição e perseguição. Em referência à perseguição, Paulo tinha em mente a cerimônia de <a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quinta">Gênesis 21:8-10</a>, em que Isaque foi honrado e Ismael apareceu zombando dele. A palavra hebraica em Gênesis 21:9, significa literalmente “rir”, mas a reação de Sara sugere que Ismael estava zombando de Isaque ou ridicularizando-o. Embora o comportamento de Ismael possa parecer insignificante para nós hoje, ele revelava hostilidades mais profundas, numa situação em que o direito de primogenitura da família estava em jogo. Muitos governantes da antiguidade tentaram assegurar sua posição eliminando rivais em potencial, incluindo irmãos (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#quinta">Jz 9:1-6</a>). Embora Isaque enfrentasse oposição, ele também desfrutava todos os privilégios do amor, proteção e favor relacionados com a condição de ser o herdeiro de seu pai.</p>
<p>Como descendentes espirituais de Isaque, não devemos ficar surpresos quando sofremos dificuldades e oposição, mesmo dentro da própria família da igreja.</p>
<p>De que forma você tem sofrido perseguição, especialmente dos mais próximos de você, por causa de sua fé? Responda a esta pergunta difícil: você tem perseguido outras pessoas por causa de sua fé?</p>
<hr width="730" />
<p><b>Sexta<a name="sexta"></a></b></p>
<p>Ano Bíblico: Ef 1–3</p>
<h4>Estudo adicional</h4>
<p>Leia de Ellen G. White, <a href="http://www.cpb.com.br/produto-171-patriarcas+e+profetas+brochura.html">Patriarcas e Profetas</a>, p. 363-373: “A Lei e os Concertos”.</p>
<p>Mas, se o concerto abraâmico continha a promessa da redenção, por que se formou outro concerto no Sinai? No cativeiro, o povo em grande parte havia perdido o conhecimento de Deus e os princípios do concerto abraâmico&#8230;</p>
<p>“Deus os levou ao Sinai; manifestou Sua glória; deu-lhes Sua lei, com promessa de grandes bênçãos sob condição de obediência: ‘Se Me obedecerem fielmente e guardarem a Minha aliança&#8230; vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa’ (Êx 19:5, 6, NVI). Os israelitas não compreendiam a pecaminosidade de seu coração, e que sem Cristo lhes era impossível guardar a lei de Deus; e prontamente entraram em concerto com Deus&#8230; No entanto, apenas algumas semanas se passaram antes que violassem sua aliança com Deus e se curvassem para adorar uma imagem esculpida. Não poderiam esperar o favor de Deus mediante uma aliança que tinham transgredido. Então, vendo sua índole pecaminosa e a necessidade de perdão, foram levados a sentir que necessitavam do Salvador revelado na aliança abraâmica e prefigurada nas ofertas sacrificais. Então, pela fé e amor, uniram-se a Deus como seu libertador do cativeiro do pecado. Estavam preparados para apreciar as bênçãos da nova aliança” (Ellen G. White, <a href="http://www.cpb.com.br/produto-171-patriarcas+e+profetas+brochura.html">Patriarcas e Profetas</a>, p. 371, 372).</p>
<p><strong>Perguntas para reflexão</strong>    <br />1. A sua caminhada com o Senhor tem as características da “antiga aliança” ou da “nova aliança”? Como você pode saber a diferença?    <br />2. Em sua igreja local, quais são algumas das questões que estão causando tensão dentro do corpo de Cristo? Como estão sendo resolvidas? Embora você possa se considerar vítima de “perseguição”, como pode ter certeza de que não é o perseguidor? Consegue perceber a diferença entre as duas atitudes? (<a href="http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2011/li1042011.html#sexta">Mt 18:15-17</a>).    <br />3. Quantas vezes você fez promessas ao Senhor de que não faria isso ou aquilo, e acabou fazendo? Como esse triste fato o ajuda a entender o significado da graça?</p>
<p><strong>Resumo:</strong> As histórias de Hagar, Ismael e os filhos de Israel no Sinai ilustram a loucura de tentar confiar em nossos próprios esforços para realizar o que Deus prometeu. Esse método de justiça própria é mencionado como antiga aliança. Mas a nova aliança da graça é eterna. Foi estabelecida primeiramente com Adão e Eva após o pecado, renovada com Abraão, e finalmente cumprida em Cristo.</p>
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